sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Nota Breve

Olá
Escrevo apenas para informar que hoje não vai haver capitulo.
Não sei se por falta de inspriação ou por outra razão qualquer, a publicação dos capitulos passa a ser quinzenal, para permitir que tenha mais ideias e que a história fique mais interessante.
Por isso, voltamos a ver-nos no dia 7 de Dezembro.
Até lá, podem sempre ler ou reler os cpaitulos anteriores para ficarem a saber ou simplesmente para recordar toda a história até aqui.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- V

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
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V

Célia estava feliz por ter conseguido formar uma aliança com os outros planetas, mas especialmente com Saturno. Segundo lera nos antigos pergaminhos de Manah, Saturno fora um planeta isolado durante muito tempo por causa do seu imenso poder e isso causara estranheza e mesmo medo entre todos á sua volta. Apenas os planetas do Circuito Outter concordaram em juntar forças com ele pelos seus poderes serem parecidos e combinarem.

O Casal Real ficara mais uns dias em Saturno para acertar os pormenores mas também porque para uma viagem tão longa iam precisar de mantimentos pelo que abasteceram a nave com tudo o que precisavam.


Entretanto, em Glaesis, Dravna também estava satisfeita sobretudo pela rapidez com que conseguira negociar a aliança. Segundo o que lera nos pergaminhos de Infinus, o povo daquele planeta pode ser muito leal mas também bastante hostil. Já com a sua mãe a negociação também fora rápida.

Antes da viagem de regresso a Lua Negra, a nave teve se ser reabastecida de combustível e mantimentos por isso Dravna e toda a sua comitiva ficaram mais um pouco no planeta. Zircónia não viera, não por falta de insistência, mas porque Dravna achara que a sua Conselheira e mais alguns membros da Assembleia Real seriam suficientes para as negociações. Levara também alguns Guardas Reais caso alguma coisa não corresse com o previsto.

-Partimos dentro de 2 dias.- Anunciou Eliona. Estavam no quarto de hóspedes do Palácio Real de Gleasis. Não era muito grande, mas tinha espaço suficiente para as duas. Uma cama de dossel encostada a uma das paredes, outra logo a seguir, um armário de roupa e uma casa de banho anexa.

Dravna estava na varanda que dava para o jardim traseiro do Palácio. Não era muito diferente do de Lua Negra, embora aquele parecesse mais sombrio. Aproximou-se de Eliona.

- Muito bem.- Disse. – Vou informar Zircónia e Orquédia da nossa chegada.- Saiu da varanda e acrescentou:- Estou ansiosa por contar a todos as novidades.- Sorriu enquanto Eliona fechava as portas da varanda e se preparava para dormir.


Em Saturno, o Casal Real ficara num quarto de hóspedes no Palácio Real. Era ligeiramente mais pequeno que o de Lua Branca mas igualmente acolhedor. Tinha uma grande cama de casal com dossel, no meio, um tocador com espelho em frente, um armário de roupa logo a seguir. Depois, estava uma varanda que dava para um bonito jardim traseiro do Palácio. Logo a seguir á cama, havia uma porta que dava para a casa de banho.

- Partimos dentro de 3 dias.- Anunciou Afron. O casal banhava-se nas águas quentes da banheira que, tal como a da Lua Branca, parecia uma piscina. Os dois corpos entrelaçados no meio do vapor como se de um só se tratasse. Desde que tivera as filhas, que Célia não tinha um momento a sós com o marido. Muitas vezes passeavam pelos jardins mas num instante transformavam-se em passeios animados com a filha mais velha.

Célia beijou-o antes de responder:

- Muito bem.- Sorriu. Não precisou de perguntar se já tinha informado toda a gente em Lua Branca pois Afron encarregou-se do assunto.

Saíram do banho em depois de vestirem as roupas de dormir, foram para a varanda tomar um pouco do ar fresco da noite. Afron abraçou Célia delicadamente pelas costas enquanto observavam as estrelas.

- Pergunto-me como seria se não estivesses a meu lado.- Indagou Célia virando-se para Afron. O seu olhar era de alguém apaixonado mas, ao mesmo tempo, frágil que precisava de protecção e cuidado. Afron olhou-a com um olhar semelhante. Desta vez, foi ele que a beijou antes de responder:

- Provavelmente estarias com Tarina, mas acho que te sairias muito bem na mesma.- Célia sorriu. Abraçaram-se. Depois, voltaram para o quarto, fecharam as portas da varanda e entregaram-se ao amor.


No dia seguinte, Dravna acordou com os primeiros raios de sol a entrarem-lhe pelas fisgas da cortina da varanda do quarto. Sentou-se na cama meio ensonada. Olhou para o lado. Eliona já se tinha levantado. «As rotinas da Lua Negra mantém-se em qualquer lado» Pensou. Sorriu ligeiramente.

Levantou-se e dirigiu-se à casa de banho. Depois de se arranjar, abriu as cortinas e as portadas da varanda. Saiu para a varanda e olhou para o jardim de Gleasis. O jovem Príncipe brincava ali perto enquanto a Rainha o observava sentada numa cadeira. Ao pé dela, estava Eliona. Dravna resolveu juntar-se-lhes e desceu até ao jardim.

-Vejo que já são amigas.- Disse, aproximando-se. A Rainha cumprimentou-a:

- Bom dia, cara Dravna, Rainha de Lua Negra.- a sua voz era áspera mas ao mesmo tempo cortês. Eliona retribuiu com um aceno. Dravna sentou-se junto á sua Conselheira Real. Rubla não pôde deixar de perguntar num tom irónico:

- Diz-me, porque decidiram pedir-nos aliança? Não tinham gente que chegasse no vosso planeta?-

Dravna respondeu:

. Até temos, mas nenhum deles estava disposto a ouvir-me. Acham que é muito cedo para começar uma guerra. Por isso, viemos pedir ajuda de fora.-

Rubla sorriu olhando para Chilled que brincava no meio das flores. Olhou de esguelha para Dravna. O seu olhar era frio mas quando olhava para o Príncipe enchia-se de mágoa. Recostou-se na cadeira e disse:

- Bom, já que é assim espero que tudo corra pelo melhor.-

Dravna concordou.


Célia acordou nos braços de Afron no dia seguinte. Sentia-se nas nuvens. Apesar de acordar todos os dias assim, ali era diferente. Estavam só os dois, não havia o barulho das filhas nem de Tarina ou Gorélia a chamá-los para mais um dia atarefado no Palácio. Afron também se sentia tranquilo pois não tinha de ir para o quartel da Guarda Real treinar os soldados. Era quase uma segunda Lua-de-Mel. Olharam-se apaixonados como na primeira vez que dormiram juntos em Lua Branca. Beijaram-se mais uma vez.

Célia levantou-se e convidou o marido a tomar banho consigo. Dirigiram-se á casa de banho. Depois de se arranjarem, desceram e foram ao encontro de Kali que estava perto do jardim com o filho que brincava no meio das flores. Estava um dia de sol radioso e o jardim transbordava de luz e cor.

Célia não pôde deixar de sentir saudades da filha. Afron abraçou-a e olhou-a com ternura como se dissesse: «Ela está bem, não te preocupes». Célia sorriu. Kali convidou-os a juntarem-se a ela e eles aproximaram-se.

- Estou muito contente por ter aceitado esta aliança.- Disse Kali.

Célia respondeu:

- Sim, eu também estou feliz. Afinal, é pelo futuro dos nossos filhos que estamos a lutar.-

Ambas olharam na direcção do Príncipe e sorriram.


Os dias passados em Saturno e Glaesis chegaram ao fim. Quando chegou o dia da partida, Célia e Kali despediram-se emocionadas com a promessa de um reencontro muito brevemente.

Em Glaesis, Dravna despediu-se de Frozen e Rubla com muita formalidade. Naquele planeta as regras eram muito restritas no que ás emoções dizia respeito.

As naves descolaram rumo aos planetas de origem, pouco depois. Na da Lua Negra, Dravna e Eliona levavam a promessa de um aliado poderoso.

Já na da Lua Branca, Célia e Afron levavam mais que a promessa de uma aliança. Levavam uma amizade.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
 

 

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- IV

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
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IV

Depois de todos terem saído e voltado para os seus planetas, Célia ainda ficou na sala. Mandou Tarina chamar Afron, era a única pessoa que lhe apetecia ver naquele momento.

Este surgiu á porta passado pouco tempo. Célia ainda estava sentada na cabeceira da mesa no lugar da Rainha. Assim que viu o marido correu para os seus braços. As lágrimas corriam-lhe pela cara quando se abraçaram. Caíram de joelhos e deixaram-se ficar durante algum tempo. Era a maneira de Célia se acalmar e libertar todo o stress acumulado durante a reunião. Desencostou a cabeça do peito do Rei, olhou-o com os olhos ainda húmidos. Beijaram-se ternamente. Depois, Célia voltou a abraçá-lo. Sussurrou-lhe: «Tira-me daqui». Afron pegou nela ao colo e levou-a para fora da Sala de Reuniões. Percorreram os corredores do Palácio até pararem na varanda que dava ara o jardim. Nele, brincavam duas meninas e uma terceira dormia no berço á sombra. Afron pousou Célia junto do parapeito da varanda. Agarrou-se ao ferro branco e sorriu. Uma leve brisa veio acariciar-lhe a face ainda com marcas do choro. Só de olhar para as suas filhas já se sentia melhor.


Entretanto, na Lua Negra, Dravna também recebia o consolo do marido. Zyona brincava no jardim do Palácio enquanto o casal a observava. A outra Princesa dormia num berço á sombra ali perto. Dravna sorria sempre que via as filhas. Trazia-lhe paz mas também esperança. Sempre fora assim, desde que a segurara nos seus braços pela primeira vez.


- Se a única maneira é percorrer o Universo, então que seja.- Disse Célia. Afron olhou-a com admiração. Ela sorriu. Voltou a olhar para as filhas. Sem desviar o olhar, acrescentou:

- Vou usar o método da Rainha anterior. Irei a cada um dos planetas da antiga Aliança para lhes pedir que se juntem a mim contra a Lua Negra. Vou fazê-los ver que juntos seremos mais fortes.-

Afron sorriu. Abraçou a mulher e disse:

- Se é assim que queres, então acompanhar-te-ei por todo o Universo. Não quero que estejas sozinha numa altura destas. – Célia sorriu e depois beijou-o ternamente.


Na Lua Negra, a decisão tinha sido a mesma: Dravna também iria viajar pelo Universo em busca de aliados para derrotar a Lua Branca.

Durante o tempo que se seguiu, as Rainhas viajaram pelo Universo em busca de aliados. Célia visitou todos os planetas cujas Rainhas estiveram presentes na Reunião. Ficou impressionada com a biblioteca de Mercúrio, a arquitectura de Marte, os jardins de Júpiter, as esculturas de Vénus as belas paisagens de Exekalor, o calor de Solaris, o ar de Úrano, os oceanos de Neptuno, o controlo do tempo de Plutão, mas sobretudo com a tecnologia de Saturno. Agora compreendia a objecção da Rainha Kali em juntar-se á Aliança.

Tanto o Palácio como a Cidade estavam equipados com a mais avançada tecnologia, quer de segurança quer de bem-estar dos habitantes. Tudo era digital: desse os equipamentos mais básicos como os utensílios de cozinha até aos militares. Mas a parte magica também tinha uma grande importância em Saturno. Sobretudo para a Família Real, pois era uma forma de preservar as tradições ancestrais.

Célia e Afron foram recebidos em Saturno com toda a pompa e circunstância. Afinal, não era todos os dias que recebiam visitas de fora, ainda para mais do planeta mais poderoso do Universo.

A Rainha Kali recebeu-os com o marido o Rei Alonzo um homem corpulento de cabelo escuro e olhos arroxeados. Vestia uma armadura roxa e cinzenta com uma capa preta, umas botas e um cinto com uma espada.

Apesar do seu ar austero, revelou ser um homem gentil e simpático bem como a mulher. Nesta altura, os Reis de Saturno tinham um filho mais ou menos da idade de Alexnadrya, chamado Alastor. Tinha os olhos lilases e cabelo preto. Vestia um fato roxo-claro, umas botas e um cinto mas sem espada.

Quando o Casal Real da Lua Branca se aproximou, fez uma vénia em sinal de respeito.

Tal como no Palácio da Lua, o de Saturno também tinha uma sala de visitas onde se sentaram para discutir a Aliança.


Entretanto, Dravna viajava para a outra parte do Universo, para um planeta gelado chamado Glaesis. Nesse planeta, viviam umas criaturas semelhantes a lagartos com capacidades de luta muito superiores. O Rei desse planeta, Frozen, era uma criatura enorme, com a pele roxa e branca e uma armadura castanha. A mulher, Rubla, era mais pequena, tinha a pele laranja e roxa e não usava armadura. Tinha os olhos vermelhos e o marido os olhos verde. O casal tinha um filho único chamado Chilled. Era pequeno, tinha os olhos vermelhos, a pele laranja e roxa e um capacete com longas hastes pretas. Todos tinham uma cauda comprida.

A nave da Lua Negra aterrou no hangar de Glaesis suavemente. Uma armada de guardas esperava a Rainha do Segundo planeta mais poderoso do Universo e escoltou-a até ao Palácio Real onde foi recebida pelos soberanos com toda a cortesia. Tal como Célia, Dravna também foi conduzida a uma sala de visitas onde se sentaram a discutir uma possível Aliança.

- Então, o que acham da minha proposta?- Perguntou Dravna. – É bastante generosa e benéfica para ambos.-

Estavam sentados a uma mesa na sala de visitas do Palácio Real de Glaesis. O Rei Frozen pensou antes de responder:

- Parece-me bem. Há muito tempo que não me junto com ninguém para uma guerra. Suponho que não haverá problema.-

Dravna sorriu. O seu primeiro acordo estava selado.


Em Saturno, a Rainha Kali levara Célia a conhecer a Sala do Talismã. Muito semelhante à de Manah em termos de dimensão, mas ao contrário desta última, tinha menos luz, penas um foco roxo iluminava uma vara comprida que terminava numa espécie de espada.

- Este é o Silence Grave.- Explicou Kali.- A nossa arma mais forte.- Célia olhou-a fascinada. Já tinha lido sobre ela nos pergaminhos de Manah mas vê-la ao vivo era fascinante. Kali continuou:

- Com ela, os nossos antepassados lutaram contra muitas ameaças do exterior. Até foi usada na última Batalha Final.-

A Rainha de Saturno virou-se para Célia. O seu olhar era triste, mas ao mesmo tempo era possível desvendar algum brilho ainda que pouco. Conclui o seu discurso:

- Apesar de não o querermos admitir, foi graças á Lua Branca que conseguimos recuperar o nosso antigo poder e também evoluir para o que vês agora.-

Célia fez uma expressão confusa como a que fizera quando Kirinah lhe explicou a inscrição na coluna do Templo de Manah. Kali apercebeu-se e explicou:

- Segundo o que me contou a minha Mestra de Amelesko, a nossa Ordem Sagrada, antigamente, Saturno era um planeta sombrio quase sem vida e, por isso, vulnerável a ataques exteriores. Os primeiros Xamãs que formaram este Reino, criaram uma arma poderosa que afastava não só os inimigos como também restaurava tudo á sua volta para que pudesse recomeçar sem que ninguém se lembrasse de nada.- Fez uma pausa. Saíram para o jardim. Era semelhante ao de Lua Branca. Com as suas flores roxas e de outras cores. O sol irradiava por entre as flores e iluminava tudo. O pequeno Príncipe brincava por entre as flores como Alexandrya também fazia. Estava feliz. Kali sorriu ao vê-lo.

Sentaram-se em cadeiras perto e a Rainha continuou:

- Mas esse poder tinha consequências ainda mais terríveis que a perda de memória: todos os que o utilizavam caíam num sono profundo e só acordavam quando outra guerra começava.- Fez nova pausa. Continuou:

- Este ciclo vicioso continuou até que a Primeira Rainha, a minha mãe, Shimento se aliou à Rainha Silewe da Lua Branca e a outras para lutar contra a Lua Negra. Foi uma batalha difícil mas acabamos por ganhar. – Kali olhou mais uma vez para o filho antes de continuar:

- Depois dessa batalha e quase a perder as forças, a Rainha Silewe juntou uma parte do Cristal Prateado ao nosso Slience Grave e transformou-o num poder capaz de purificar os corações e as almas de quem o utilizava e quem fosse atingido por ele. Isso fez com que o ciclo vicioso em estava mergulhado o planeta desaparecesse. Todos ficaram felizes e, assim, pudemos evoluir.-

Célia sorriu. Pegou nas mãos de Kali como fazia sempre que o assunto era delicado. Pediu-lhe uma última vez:

- Quero ajudar-vos mais uma vez. Por favor, vamos trabalhar juntas para que o futuro dos nossos filhos possa ser uma realidade.-

Kali sorriu em retribuição. Sem largar as mãos de Célia, respondeu:

-  Podem contar com a nossa ajuda.-  
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
     

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- III

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
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III

Na Lua Negra, Dravna acabava de dar á luz a sua segunda filha a quem pôs o nome de Tendra. Era uma menina bonita com o cabelo castanho e olhos da mesma cor. Zircónia e Zyona estavam radiantes bem como Eliona e Orquédia.


Célia e Dravna recuperam rapidamente dos partos e puderam retomar as suas funções de Rainha.

Célia convocou a Primeira Reunião com as Rainhas dos planetas que formaram a Aliança do Millennium, tal como a Rainha Silewe havia feito há muito tempo. Esta Aliança era constituída pelos Planetas do Circuito Inner: Mercúrio, Marte, Júpiter, Vénus, Exekalor e Solaris; e do Circuito Outter: Úrano, Neptuno, Plutão e Saturno.

Do Circuito Inner vieram as Rainhas Nike de Mercúrio, que tinha o cabelo azul-escuro, olhos da mesma cor, apanhado numa trança virada para a frente, boca e nariz finos. Usava um vestido comprido azul-claro com uma capa terminava numa pregadeira com o símbolo de Mercúrio; Até de Marte, com o cabelo preto comprido apanhado num rabo-de-cavalo, olhos verdes, boca e nariz finos. Usava um vestido comprido vermelho com uma capa que terminava com uma pregadeira com o símbolo de Marte; Indum de Júpiter, com o cabelo curto verde-escuro, olhos da mesma cor, boca e nariz finos. Usava um vestido verde-claro com uma capa e uma pregadeira com o símbolo de Júpiter; Metzi de Vénus, com o cabelo comprido louro, olhos azul-celeste, um laço rosa na parte de trás da cabeça, boca e nariz finos. Usava um vestido laranja comprido com uma capa e uma pregadeira com o símbolo de Vénus; Ateagina de Exekalor, com o cabelo castanho comprido solto, olhos da mesma cor. Usava um vestido verde-escuro com uma capa com uma pregadeira com o símbolo de Exekalor; Hella de Solaris, com o cabelo laranja, apanhado num carrapito com uma madeixa de cada lado, olhos da mesma cor. Usava um vestido amarelo-torrado, com uma capa que terminava numa pregadeira com o símbolo de Solaris.

Do Ciscuito Outter, vieram as Rainhas: Aether de Úrano, de cabelo dourado, curto, olhos da mesma cor. Usava um vestido comprido azul-escuro, com uma capa e uma pregadeira com o símbolo de Úrano; Calypso de Neptuno, de cabelo azul-esverdeado, apanhado num penteado elaborado, olhos da mesma cor. Usava um vestido azul-marinho com um capa e uma pregadeira com símbolo de Neptuno; Maat de Plutão, de cabelo vermelho-escuro comprido solto, olhos da mesma cor. Usava um vestido comprido grená com uma capa e uma pregadeira com o símbolo de Plutão e, finalmente, Kali de Saturno, de cabelo comprido preto-arroxeado, apanhado numa trança longa, os olhos eram escuros. Usava um vestido comprido roxo com um capa e uma pregadeira com o símbolo de Saturno.

Como nenhuma das presentes tinha experiência quer em estratégia militar, quer em combate, apesar de terem treinado nas Ordens Sagradas dos respectivos Planetas, as Rainhas contaram com a ajuda não só dos Xamãs do Conselho Real mas também da informação recolhida por Célia em Manah sobre o Exercito Real anterior. A mesa era redonda como a Távora Redonda, assim estavam todas em igualdade.


Entretanto, na Lua Negra, Dravna reuniu com os Xamãs do Conselho Real e alguns Generais da Guarda Real na Sala de Reuniões do Palácio Negro. Estavam sentados á volta de uma mesa com muitos esquemas em papel mas também vídeos de batalhas anteriores.

Tal como Célia, Dravna também optara por consultar a informação disponível sobre o Exército anterior.

- Muito bem, meus senhores.- Começou Dravna. Estava ligeiramente nervosa visto ser a sua primeira reunião como Rainha, pelo que a voz soou trémula. Eliona encorajava-a com o olhar. Prosseguiu:

- Como sabem, chamei-vos aqui para discutirmos uma estratégia de combate de modo a destruir de uma vez por todas a Lua Branca. Para isso, recorri não só á informação disponível no Arquivo de Infinus mas também aos relatos feitos pela Sacerdotisa-Mor.-

Houve um leve murmúrio na sala. Depois, um dos Generais da Guarda, Erigon, levantou-se e falou:

- Minha Rainha, se me permite, acho que ainda é cedo para discutir uma estratégia no sentido de iniciar uma guerra. Sugiro, por isso, que se concentre em temas mais urgentes.-

Dravna ficou irritada com aquelas palavras. Respirou fundo e perguntou com um tom de voz calmo:

- Então, o que sugere, General?-

Erigon respondeu:

- Simplesmente saber o que pretende fazer em relação ao Reino. As questões externas devem ser tratadas mais adiante.-

O General era um homem altivo, corpulento, de olhos escuros e cabelo tão curto que não dava para distinguir a cor. Tinha sido nomeado por Zircónia para chefear as tropas da Guarda Real logo após o casamento. Vestia uma farda semelhante á de Zircónia mas mais clara e com menos medalhas pois a sua experiência em combate era pouca.

Dravna não se deixou intimidar pelas palavras. Por muita importância que tivessem na tomada de decisões, ela continuava a ser a Rainha e sempre lhe ensinaram que a palavra da Rainha era sagrada. Por isso, disse, levantando-se com um ar determinado:

- Bem sei que ainda é cedo para se estar a discutir um assunto desta natureza, mas as circunstâncias levaram-me a isso.- Continuou:- Com isso, peço que, pelo menos, dêem uma vista de olhos nestes papéis e depois me comuniquem a vossa decisão.-

Eliona distribuiu uma cópia dos documentos encontrados por Dravna acerca da sua família e da Lua Branca a cada um dos presentes na reunião. Quando terminou, Dravna disse:

- E assim dou por terminada a reunião. Até à próxima, meus senhores.-

 


Na Lua Branca, a situação era bem diferente. Todas pareciam estar de acordo com a estratégia apresentada pela Rainha Célia. Quanto á aliança, só algumas Rainhas estavam dispostas a cooperar com a Lua Branca. Mercúrio, Marte, Júpiter, Vénus, Exekalor e Solaris do Circuito Inner já o Circuito Outter com Ùrano, Neptuno, Plutão e Saturno parecia mais resistente. As relações entre todos estavam cortadas há muito tempo e era difícil chegar a um consenso mas tinham de o fazer pelo bem do Universo Magico.

- Os nossos planetas são perfeitamente capazes de combater com os seus próprios meios. Não precisamos da ajuda de outros.- Diziam as Rainhas Outter.

O principal objector era Saturno, uma vez que era considerado o planeta mais poderoso a seguir á Lua Branca. Célia lera nos apontamentos da sua mãe que a aliança com Saturno tinha sido a mais difícil de negociar uma vez que este planeta dispunha não só da tecnologia como da magia mais fortes e, consequentemente, eram mais auto-suficientes de todo o Universo. Contavam com uma longa descendência de guerreiros que sempre lutaram de forma independente. Já os outros três formavam uma aliança própria e pareciam não estar dispostos a incluir mais elementos.

Célia voltou a insistir:

- Mas se nos unirmos conseguimos alcançar a vitória mais facilmente. Por favor, pensem ao menos nisto.-

Todas pareceram concordar e Célia deu por encerrada a reunião. 
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E pronto. 
Mais uma vez, espero que gostem. 
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana