sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- I

Olá
Depois de vos aguçar a curiosidade com o prólogo da semana passada, achei que deviam querer a continuação.
Por isso, aqui fica o primeiro capítulo.
Espero que gostem.
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I

-Serenity?- Chamou Serena. – Serenity, onde estás? Temos de ir.-

Estava uma manhã de sol radiosa na Lua Branca. A Rainha Serena  e a sua filha iam para Manah a fim de a Princesa começar os seus ensinamentos e Serena ter uma reunião dos Planetas Guardiões.

A nave estava pronta para partir, apenas faltavam as suas ocupantes. Serena procurava pela filha no jardim, quando Ondine apareceu com uma menina vestida com um vestido comprido, com pérolas brancas e um rebordo amarelo, pela mão.

-Aqui está a sua pequena fugitiva, Majestade.- Disse Ondine, Serena sorriu.

Serenity tinha uma expressão contrariada. Ripostou quando a mãe lhe pegou na mão e a levou para a nave:

- Porque é que temos de ir? Eu gosto de aprender aqui magia, porque é que tem de ser em Manah? A Lunis nem sequer vai lá estar! Que seca!-

Serena franziu o sobrolho:

- Não sejas assim! Manah é o sítio certo para aprender magia e aperfeiçoares as tuas aptidões para seres uma Rainha no futuro. E depois não vais estar sozinha a Mestra Ikinah estará lá para te ajudar e Lunis também.-

Serenity ficou surpreendida:

- A serio? Lunis vai lá estar? Porque é que não me disseste antes?-

Serena sorriu.

-Ora, não perguntaste! Agora vamos que já estamos atrasadas.-

Subiram para a nave que descolou de imediato assim que elas entraram.

Quando chegaram a Manah, Serena foi ao encontro de Ikinah que a esperava na Sala do Conselho Mágico, enquanto Serenity foi ter com Lunis á Zona dos Quartos.


Em Lua Negra, a situação era semelhante. As três Princesas iam começar os seus treinos e ensinamentos em Infinus pelo que Nehelenia as foi levar ao Templo. Naquele dia, também ia ter uma reunião com os seus aliados. Assim que chegaram foram recebidas por Zorinda, a Sacerdtisa-Mor que as guiou até á Zona dos Quartos onde as Princesas iam passar os próximos tempos.


Uma nave aterrou suavemente no hangar de Manah. Era uma nave de recreio que servia para pequenos passeios ou para visitas oficiais como era o caso.

A proveniência desta nave era Exekalor, um planeta semelhante á Terra mas um pouco maior. O Reino deste planeta era Gaia e era governado por duas irmãs gémeas Tellus e Terra. Ambas faziam parte da Aliança do Millennium criada pela Primeira Rainha da Lua Branca há mais de 1.000 anos. Esta aliança tinha por objectivo proteger o Universo Mágico dos ataques recentes da Lua Negra.

Por isso, de vez em quando, a Rainha Serena convocava uma Reunião de Guardiãs para delinear uma estratégia de defesa. Normalmente, as reuniões realizavam-se na Lua Branca, mas como forma de fazer progredir os estudos da sua filha, Serenity, Serena resolveu que seria na Sala do Conselho em Manah. Daí que as Guardiãs se tenham deslocado ao Templo da Lua.

A primeira a chegar foi Tellus de Exekalor. Apesar de a sua irmã também fazer parte da aliança, bastava vir um representante de cada planeta para a reunião. Tellus não vinha só. O seu filho mais velho, Endimyon, acompanhava-a. Apesar de não fazerem parte da mesma Ordem Sagrada, os laços entre os dois planetas era muito estreitos, pelo que era frequente que um membro da Família Real de um planeta aliado passasse um tempo em Manah, no caso da Lua Branca e Exekalor.

A porta da nave abriu-se e de lá saiu uma mulher de cabelo preto acastanhado, comprido apanhado numa parte com uma trança. Tinha os olhos castanhos vivos e meigos como os olhos de uma mãe devem ser. Usava um vestido simples castanho comprido com uma pérola verde com o símbolo de Exekalor gravado na frente. Calçava sapatos verdes-escuros.

O rapaz que a acompanhava tinha o cabelo preto e olhos da mesma cor. Devia ter onze anos, mas aparentava sinais de grande maturidade para uma criança. Vestia um fato azul-escuro, constituído por um casaco e umas calças. Os sapatos eram pretos. Tinha, também, um cinto com uma espada fina e uma capa preta. O Príncipe Endimyon era muito popular já nessa altura no seu planeta não só entre os rapazes que admiravam a sua técnica a lutar, mas também e sobretudo, entre as raparigas devido á sua beleza. Por causa dessa popularidade, muitas foram as tentativas de compromisso com ele, embora estivesse comprometido com a filha da Conselheira Real da sua mãe, Oriel. Era uma rapariga encantadora, mas faltava a emoção da paixão. Não que o Príncipe fosse muito romântico, mas admitia que tinha de existir amor numa relação para ela dar certo.

Desceram da nave, ajudados pelo piloto e logo enrugaram os olhos devido á luz intensa do sol. Estava uma manhã quente de Verão que convidava a um passeio pelo jardim se as circunstâncias o permitissem.

Foram recebidos por uma Sacerdotisa que os levou até ao local da reunião. No caminho, passaram por um jardim cheio de flores de muitas cores e formas. Depois, atravessaram um corredor ladeado por colunas que deixavam entrar alguns raios de sol por entre as sombras. Ao chegarem á porta da Sala do Conselho, Tellus virou-se para Endimyon e disse, sorrindo:

- Porque não vais explorar o Templo? A reunião vai demorar algum tempo e não quero que te aborreças.-

O rapazinho assentiu com a cabeça, largou a mão da mãe, que entrou para a sala e foi a correr pelo corredor até chegar ao jardim.

Aquele sentimento de liberdade era muito agradável. Não era sempre que podia andar á vontade por um sítio como uma criança devia andar.

Perto do jardim, ouviu uma risada. Curioso como era, resolveu seguir o som e foi dar a um pequeno largo rodeado de canteiros e com uma fonte de água no meio. Num dos cantos, havia uma árvore e debaixo dela estava um banco de pedra branco e brilhante. Sentadas em cima do banco estavam duas meninas vestidas de branco.

Uma tinha o cabelo louro apanhado em dois ondangos que caíam em duas madeixas. A outra tinha o cabelo castanho solto. Estavam as duas a ler um livro e de vez em quando davam uma risada. A rapariga de cabelo castanho parecia mais séria, com os olhos pretos que, embora vivos, pareciam mais distantes. A outra, pelo contrário, tinha os olhos azuis e cheios de alegria. Uma alegria genuína, típica de uma criança inocente. Foi essa inocência e ingenuidade que captaram a atenção do Príncipe. Aproximou-se com cuidado e quando achou que estava suficientemente perto, apresentou-se muito timidamente:

- Olá. Chamo-me Endimyon e vocês como se chamam?-

Quando elas o viram, assustaram-se. Mas depois a rapariga do cabelo louro respondeu-lhe também muito timidamente:

- Olá. Chamo-me Serenity e esta é a minha melhor amiga Lunis. Prazer eme conhecer-te.- Sorriu. O seu sorriso era tão doce que ele sorriu também.

Num instante, travaram uma intensa amizade. Ficaram a saber que era o Príncipe de Exekalor que tinha vindo com a mãe, a Rainha Tellus, a uma Reunião das Guardiãs da Aliança do Millennium e ele tinha vindo como forma de aperfeiçoar as suas técnicas.

Ela era filha da Rainha Serena a Líder da Aliança do Millennium, logo era a Princesa e estava ali juntamente com Lunis para aprender a ser Rainha e Lunis Conselheira Real. Naquele momento, estavam a fazer uma pausa pois já tinham estudado bastante e a Mestra Ikinah dizia que uma pausa depois de um dia de trabalho fazia bem á mente e ao corpo.

Mas como gostavam de ler e queriam aproveitar o sol, decidiram sentar-se ali por ser um local fresco e agradável, para além de que se podia apanhar com leves raios de sol por entre as folhas da árvore.

A certa altura, Lunis sentiu-se cansada e decidiu abandonar o local deixando Serenity e Endimyon a sós.

O silêncio entre os dois tornou-se constrangedor. Depois da retirada quase forçada de Lunis, Serenity e Endimyon sentiam-se desconfortáveis. Era a primeira vez que cada um ficava a sós com o outro. As palavras ficaram presas na garganta de cada um á espera do momento certo para saírem, o que tornava o diálogo e a situação ainda mais constrangedora. Serenity, decidia a terminar com aquele desconforto, levantou-se do banco e entrou numa porta ali perto. Depois reapareceu com um aparelho que Endimyon nunca tinha visto: tratava-se de uma cabeça de gato preta com uma lua amarela na testa. No topo da cabeça, tinha uma pequena antena. Curioso, decidiu quebrar o silêncio e perguntou ainda timidamente:

- O que é isso que tens aí?-

Serenity deu uma risadinha. Pousou o aparelho no banco e respondeu com a maior descontracção do mundo:

- É um Luna-P. Foi o meu pai que me deu no meu primeiro aniversário.- Pegou no Luna-P e mostrou-o a Endimyon que voltou a perguntar confuso:

- Um Luna-P? Nunca tinha ouvido falar. E o que faz?-

Serenity fz uma expressão de espanto, mas voltou a sorrir e respondeu:

- Um Luna-P é um novo tipo de brinquedo. Pode transformar-se em tudo o que quisermos. É exclusivo da Lua, por isso é natural que nunca tenhas ouvido falar.- Fez uma pausa e, vendo o ar curioso do rapaz, acrescentou:

- Para se activar a transformação, basta bater com ele no chão, assim.- Afastou-se e bateu com a cabeça de gato no chão do jardim como se fosse uma bola. – E dizer em que queremos que ele se transforme.- Gritou:- Quero uma bola!- A cabeça de gato desapareceu numa nuvem de fumo e no lugar dela apareceu uma bola vermelha lisa.

-Apanha!- Gritou Serenity atirando a bola a Endimyon. Ele agarrou-a com as duas mãos. -Agora, atira para mim outra vez.- Explicou Serenity. E ele assim fez. Sorriu. Era divertido brincar com a bola, mas acima de tudo era divertido brincar com ela. A brisa acariciou-lhes o cabelo, enquanto corriam e atiravam a bola um ao outro.

Com tantos risos, Lunis apareceu á porta da biblioteca e viu Serenity e Endimyon a brinca com uma bola. Não resistiu a juntar-se a eles. A tarde foi passada a jogar á bola. Até uma Sacerdotisa vir avisar que a reunião tinha terminado e todos tinham de ir para a porta principal. Então, os três meninos seguiram-na até á porta do templo.

Lá estavam Serena e Tellus. As outras Rainhas já tinham ido embora. Sorriram quando viram as crianças que correram para os seus braços.

- Então, divertiram-se?- Perguntou Serena á filha.

- Sim!- Respondeu Serenity- Brincámos com o Luna-P e foi muito engraçado.-

Depois, dirigiu-se a Endimyon, pegou-lhe nas mãos e disse-lhe:

- Para a próxima vem ao Palácio. Tenho muitos mais brinquedos com que podemos brincar. Adeus e até á próxima.- Deu-lhe um beijo na face que o deixou corado.

- Até á próxima, Serena. Foi um prazer rever-te.- Despediu-se Tellus. Serena retribuiu a despedida com um agradecimento.

Tellus e Endimyon entraram na nave de regresso a Exekalor. Desta vez, o jovem Príncipe vinha sorridente e confiante de que iria voltar a ver Serenity. Uma bela e sólida amizade tinha nascido.


Nessa noite, Soron foi dar as boas noites á filha como era hábito. Serenity ainda estava acordada. Soron sentou-se na beira da cama, pousou-lhe a mão na cabeça e afagou-lha. Depois perguntou com um sorriso:

- Então, coelhinha, divertiste-te hoje?-

Serenity respondeu também sorrindo:

- Sim, hoje fui a Manah com a mãe porque ela tinha uma Reunião da Aliança. E sabes que mais? Conheci um rapaz muito engraçado.-

Soron sorriu e perguntou:

- Ai sim? E quem era esse rapaz?-

Serenity respondeu:

- Era o Príncipe Endimyon de Exekalor. Um dos Planetas Aliados. Brincámos com o Luna-P e foi muito giro.- Deu um bocejo. Soron ajudou-a a aconchegar-se nos lençóis. Deu-lhe um beijo na testa e disse:

- Boa noite. Dorme bem.-

Quando ia a sair, Serenity ainda conseguiu dizer antes de adormecer:

- Pai, ele pode vir cá brincar comigo outra vez? Convence a mãe. Ia ser muito giro.- Acrescentou: - E pai, adoro-te, boa noite.-

- Também te adoro, coelhinha. Boa noite.-

Soron saiu do quarto, apagou a luz e fechou a porta. No corredor, encontrou Serena. Abraçaram-se e Soron beijou-a carinhosamente. Depois foram para o quarto.

Enquanto se estavam a preparar para ir dormir, Serena comentou:

- Ela falou-te no Endimyon, não foi?- Soron assentiu com a cabeça. Serena sorriu. Soron disse:

- Eu acho bem ela fazer amizade com as Princesas e os Príncipes da Aliança. É uma maneira de aproximar ainda mais os nossos Reinos.-

Serena aproximou-se de Soron e beijou-o. Depois foram dormir.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Vemo-nos por aí.
Bjs
Joana
        

         

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- Prólogo


Olá
Eu sei que esperavam a continuação da segunda parte da minha fic.
Só que não vai acontecer. E explico porquê: após alguma reflexão, decidi que iria retomar a fic numa parte mais interessante, onde o crossover se torna mais evidente. É que as outras partes, na minha modesta opinião, iriam ser muito repetitivas, no sentido em que não passariam daquilo que é descrito na primeira parte.
Pode ser que um dia retome as partes que faltam e que as venha a publicar.
Por agora, vou publicar a parte 7 da minha fic.
Espero que gostem e que compreendam a minha decisão.
Mais uma vez lembro: as persongens principais não são minhas, algumas secundárias são.
Sem mais demoras, aqui fica o prólogo da parte 7.
Mais uma vez, espero que gostem.
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Parte 7- Prólogo

Passaram alguns anos desde o desaparecimento dos soberanos da Lua Negra e da Lua Branca.

As Princesas Serena e Nehelenia transformaram-se em duas belas mulheres. Nesta altura, ambas estavam casadas e tinham filhos. Serena tinha uma linda menina de olhos azuis, como a avó e a mãe, o cabelo louro, como o pai, boca e nariz finos. Serena pôs-lhe o nome de Serenity.

A pequena Princesa adorava passear pelos jardins do Palácio acompanhada pela sua mãe e por Ondine, a Conselheira Real desta que também tinha uma filha da mesma idade chamada Lunis, com a qual gostava de brincar.

A Rainha Nehelenia tinha três filhas gémeas que, apesar de serem belas, eram tão cruéis como a mãe. As Princesas chamavam-se Icy, Darcy e Stormy. Eram conhecidas pelo seu povo como Small Black Ladies. A Princesa Icy tinha os olhos azuis e o cabelo da mesma cor. Darcy tinha o cabelo e os olhos castanhos e Stormy tinha o cabelo e os olhos roxos. Todas vestiam roupas diferentes. Icy vestia azul-escuro, Darcy castanho e Stormy roxo. As três irmãs adoravam passear pelos jardins junto ao Palácio com a sua mãe e a sua ama e Conselheira Real da mãe, Xena. As brincadeiras preferidas eram transformar os pequenos insectos do jardim em cristais negros.

Na Lua Branca, Serenity gostava de correr pelos jardins e fazer coroas de flores.

No dia em que completou dez anos, Serenity teve de iniciar os ensinamentos em Manah.

E é nesse dia que conhece aquele que virá a ser o seu grande amor.
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E pronto.
Não tenho data certa para a publicação do primeiro capitulo.
Se não for na próxima semana, será daqui a 15 dias.
Tenham um bom fim-de-semana.
Vemo-nos por aí.
Bjs
Joana