terça-feira, 30 de abril de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- VII


Olá
Como já é hábito, aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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VII

Os dois corpos formaram um só. Deitados na cama, exaustos pela paixão mas felizes. Os olhos de Serenity estavam húmidos de felicidade. Tido o seu corpo ainda estava em êxtase. Nunca sentira nada tão intenso. Endimyon olhou-a com doçura. Também ele estava extasiado com o que acabara de acontecer. Aquela era a prova de que o seu amor era verdadeiro.

Estavam os dois abraçados sob os lençóis de linho da cama da zona anexa á Sala Especial de treino de Manah.

Serenity encostara a cabeça ao peito robusto do seu amado. Os seus longos cabelos louros espalharam-se pela almofada e quase toda a cama. Era uma característica das mulheres da Lua Branca terem o cabelo muito comprido. Significava força e pureza de espírito.

Ali, parecia que o tempo parara e que o resto do mundo não existia. Apenas eles, apenas o seu amor. Tanto um como o outro, apesar de estarem felizes, sentiam-se culpados por ter violado uma regra fundamental: nunca se envolver antes do casamento. Ainda para mais nem estavam comprometidos oficialmente. Teriam de o fazer perante a sociedade da Lua e de Exekalor e apenas contavam com o consentimento de Lunis e Ikinah no caso de Serenity e de Amber no caso de Endimyon. Mas pensariam nisso mais tarde. Agora, havia que aproveitar o momento.

Passado um bocado, Endimyon levantou-se e encaminhou-se para a zona dos banhos. Serentiy sentou-se na cama e cobriu parte do corpo com o lençol. Tudo aquilo ainda lhe parecia um sonho, mas quando Endimyon a beijou ternamente esse sonho tornou-se real. Ficou a admirar o seu corpo enquanto este se dirigia para a outra sala. Os músculos bem definidos que contrastavam com uma silhueta esguia faziam dele um homem forte a nobre.

Não conseguindo resistir, também ela saiu da cama e foi ao seu encontro na zona dos banhos. Quando o encontrou dentro do tanque de água morna, mergulhou como uma ninfa e foi a nadar para junto dele. Nesse momento, as suas almas e corpos voltaram a ser um só.


Ao fim de alguns dias, as portas da Sala de Treino Especial abriram-se e o feliz casal pôde sair do seu mundo e vir para a realidade outra vez.

Desde que ficaram na Sala de Treino que Serenity e Endimyon andavam sempre juntos: passeavam pelo jardim, faziam compras e passeavam na Cidade da Lua. Na cidade, havia até o rumor que, em breve, ele pediria a Princesa em casamento. Para além do tempo passado em Lua Branca, também era frequente que Serenity o visitasse em Exekalor e por lá as actividades eram as mesmas.


Entretanto, na Lua Negra, as Princesas aproveitavam para fortalecer laços com os antigos aliados e até fazer novos. Depois da batalha, a Aliança Negra saíra reforçada e a confiança e espectativas nas novas governantes era grande. E nada lhes agradava mais do que serem reconhecidas. Ainda para mais com o projecto de criação do seu próprio Exército de demónios.


Na Lua Branca, começaram os preparativos para a festa de apresentação do Casal Real á sociedade. Tinham convidado todas as Famílias Reais para aquele que prometia ser o evento do ano. A novidade seria anunciada logo no início pelo que nada podia falhar.

Lunis supervisionava os preparativos pessoalmente enquanto a Princesa desfrutava da companhia de Endimyon. Serentiy não podia estar mais grata a Lunis afinal pora graças a ela que conseguira admitir o que sentia. Já Endimyon tinha de agradecer á irmã. Por isso, combinaram que elas seriam as convidadas de honra da festa. Iria realizar-se em Lua Branca pois, segundo a tradição, era o marido que vinha viver para o planeta da mulher. Em muitos anos, seriam o segundo Casal Real a casar dentro da Aliança já que a mãe de Serenity, a Rainha Serena, casara com um Príncipe de Leto.

No seu quarto, Serenity preparava-se ansiosa para a festa. Afinal, ia anunciar o dia mais importante e feliz da sua vida.

O quarto não era muito grande, mas tinha espaço suficiente para uma cama de dossel, um armário de roupa, uma pequena varanda e um tocador com um espelho onde Serentiy se arranjava com a ajuda de Lunis. O vestido que escolhera para a festa era branco com flores vermelhas. Atrás, tinha um laço também branco. Usava luvas até ao cotovelo com flores nas pontas. As jóias eram uma pulseira e um colar com uma estrela amarela e pérolas brancas. Lunis usava um vestido azul e o cabelo apanhado numa trança. Não usava jóias porque não gostava. Apenas um colar discreto de pérolas. Nos pés, a Princesa usava sapatos de salto alto brancos e Lunis sabrinas azuis-clara. Esta penteava-lhe as madeixas e ajeitava os ondangos para que ficassem perfeitos. Serenity não escondia a ansiedade e o nervosismo. Nunca fora de esconder sentimentos.

Quando terminaram, desceram para o Salão de Baile que estava muito bem decorado com pérolas e flores. Os convidados já tinham chegado e vieram todos com os seus fatos de gala. Serenity e Lunis encostaram-se a uma coluna da sala a observar e a conversar muito discretamente. Estavam muito animadas quando um rapaz de fato de gala estende a mão a Serenity e a convida para dançar. Era Endimyon. Serenity aceita o seu pedido.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom feriado outra vez.
Bjs
Joana
 

sexta-feira, 26 de abril de 2019

A Lenda da Lua Banca- Parte 7- VI


Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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VI

-Mas porque temos de ir? Pensava que os treinos já estavam concluídos!- Exclamou Serenity.

- A Mestra disse que tínhamos de ir porque tu precisas de treinar a Técnica dos Quatro Elementos para ficares mais forte e assim conseguires proteger melhor o Universo, por isso temos de ir!- Explicou Lunis enquanto se encaminhavam para o hangar de Lua Branca.

Estava uma manhã solarenga e Lunis tivera a ideia de pôr o seu plano em prática naquele dia. «Não sei que desculpa a Amber arranjou mas já devem estar a caminho ou já chegaram» Pensou enquanto entravam na nave rumo a Manah. Sernity achava tudo muito esquisito. Segundo o que a Mestra Ikinah lhe dissera da última vez que estivera em Manah foi que os treinos estavam concluídos e que não precisava de voltar tão cedo. «O que lhe teria dado assim de repente?» Pensou. Um pouco contrariada, lá entrou na nave que partiu de imediato.


Entretanto, em Exekalor Amber tentava convencer o irmão a acompanhá-la a Manah, mas não estava fácil. Endimyon herdara a teimosia da mãe e quando se lhe punha uma coisa na cabeça não era fácil dissuadi-lo.

- Anda lá! Preciso de ti para este treino! Só tu me podes ajudar!- Suplicou Amber.

Endimyon perguntou desconfiado:

- E porque é que tem de ser em Manah? A nossa Ordem Sagrada não serve?-

Amber hesitou antes de responder, mas acabou por se lembrar de uma desculpa:

- Só em Manah é que se encontra a informação necessária para este tipo de treino, como sabes. Por isso é que resolvi ir até lá.- Acrescentou depois: - Mas como não me apetece ir sozinha preciso que venhas comigo.-

Estavam n jardim do Palácio Real. Como estava calor, Endimyon optara por vestir uma camisa leve branca e umas calças pretas justas. Amber usava um vestido branco com um cinto castanho. Ele calçava sapatos pretos e ela sabrinas brancas.

«O que se passará com ela hoje?» Pensou Endimyon. «Não me largou um só minuto, já estou a ficar farto. É melhor ceder senão nunca mais me deixa em paz.» Suspirou e disse:

- Está bem eu vou contigo mas tem de ser rápido porque tenho de treinar.-

Amber sorriu satisfeita por ter conseguido o seu intento. Encaminharam-se para o hangar e a nave partiu imediatamente.


Assim que aterrou em Manah, Lunis e Serenity foram recebidas por uma Sacerdotisa que levou até Ikinah. No caminho, percorreram um corredor que as conduziu até á Zona de Treinos tão conhecida das duas. Quando chegaram ao sítio onde estava Ikinah, a Sacerdotisa parou diante de uma porta castanha. Ikinah apareceu pouco depois. Olhou para Lunis com um ar reprovador. Ela sorriu um pouco constrangida. Depois olhou para Serenity e sorriu. Fez sinal a Lunis para que as deixasse. Endimyon já tinha chegado e Amber estava á espera dela na Biblioteca. Lunis retirou-se com uma vénia e Ikinah conduziu Serenity até á Sala de Treino Especial pela porta que estava próxima delas. Atrás desta, havia um lindo jardim decorado com motivos gregos: colunas, estátuas e pequenas fontes. Anexo ao jardim, havia uma pequena divisão com um quarto e uma zona de banhos. Passaram pelo jardim e foram dar a outra porta, mais pequena que a anterior. Do outro lado, estava a Sala de Treino propriamente dita. Um espaço enorme branco e vazio.

-Pronto, aqui podes treinar á vontade. Espero que gostes.- Disse Ikinah. Serenity ainda tentou intervir mas a Mestra saiu dali fechando a porta.

A Princesa ainda a tentou abrir, mas lembrou-se que uma vez fechada só no fim do treino é que voltará a ser aberta. Encostou-se á porta ainda sem saber a que se devia todo aquele treino súbito.

De repente, ouviu um barulho que vinha do jardim. Assustada, avançou com cuidado para ver o que era. Empurrou a porta do jardim quase sem fazer barulho e espreitou pela fisga. Um vulto alto estava encostado a uma das colunas do jardim. Não estava sozinha. Procurou algo para se defender mas a única coisa que encontrou foi um pequeno ramo. «Vai ter de servir.» Pensou. «Se for algo maior, acerto-lhe com os meus poderes.» Pegou no ramo e avançou cautelosamente pelo jardim até chegar perto da coluna onde tinha visto o vulto. Segurou no ramo com as duas mãos e levantou-o por cima da cabeça. Quando estava prestes a acertar com ele no vulto, algo a parou. O seu coração quase lhe saltou pela boca quando percebeu de quem se tratava. Era Endimyon. Largou o ramo e deixou-se cair de joelhos na relva macia. Estava vermelha como um tomate.

Ele também corou quando a viu. Ficaram especados a olhar um para o outro durante algum tempo até perguntarem quase em uníssono:

- O que estás aqui aa fazer?- Coraram simultaneamente e voltaram a desviar o olhar. Serenity voltou a olhá-lo timidamente. Hesitou antes de responder e quando o fez, as palavras saíram-lhe meio atrapalhadas:

- Bem… Eu…eu vim porque a Lunis me disse que a Mestra Ikinah queria que eu treinasse uma técnica especial para me fortalecer. E tu?-

Endimyon também se atrapalhou antes de responder:

- Eu…eu estou aqui porque a minha irmã me pediu para a acompanhar porque ela precisava de procurar um livro na biblioteca. Mas quando chegámos, a Sacerdotisa disse-me que precisava da minha ajuda na Sala Especial de Treino, então eu entrei mas quando lhe fui perguntar qual era o problema, ela simplesmente fechou a porta deixando-me aqui sozinho, até tu apareceres.-

Serenity não pôde deixar de soltar uma risadinha que rapidamente se transformou em gargalhada. Endimyon ficou confuso. Serenity parou de rir e explicou:

- Armaram-nos uma cilada! Foi tudo um plano da Lunis e da Amber para nos juntar! E nem sei como é que conseguiram convencer a Mestra Ikinah!-

Esclarecido, Endimyon também desatou a rir. Riram-se durante um bom bocado. Depois, ficaram atrapalhados outra vez. Então, Endimyon perguntou:

- E agora, o que fazemos?-

Serenity pensou por um instante antes de responder:

- Que tal treinarmos um pouco e depois podemos pôr a conversa em dia, que dizes?-

Endimyon pareceu concordar. Então, Serenity foi para a Zona Branca da Sala a fim de começar o seu treino da Técnica dos Quatro Elementos e Endimyon ficou no jardim a praticar um pouco de esgrima.

Ao fim de alguns minutos, nenhum dos dois conseguia estar sem falar um com um outro. Aquela situação tornara-se constrangedora para ambos. Desde o baile que parecia que andavam a conter o que sentiam. Já não aguentavam mais. Precisavam de falar e esclarecer as coisas ou nunca mais se entendiam e isso podia pôr em risco toda a Aliança construída pelos seus antepassados. Agora, era a oportunidade perfeita.

Mas nenhum dos dois parecia ter coragem para tomar a iniciativa. Estavam demasiado envergonhados. Foi Serenity quem tomou a iniciativa. Levantou-se e foi até ao jardim. Os seus passos eram ligeiros mas um pouco tímidos. Com o coração quase a sair-lhe pela boca, atravessou a porta e foi encontrar Endimyon sentado entre duas colunas. A sua esbelta silhueta fê-la tremer. Nunca o tinha visto depois de um treino. A cara ainda tinha algumas gotas de suor bem como o cabelo e a roupa.

Aproximou-se devagar. Assim que a viu, levantou-se e foi rapidamente passar o rosto por água. Serenity apressou-se a dar-lhe uma toalha para se secar. Os seus olhares voltaram a cruzar-se desta vez com mais intensidade. Estarem ali num momento tão intimo e com aquela atmosfera fazia com que os sentimentos se tornassem mais fortes. Serenity corou e desviou o olhar. Depois, voltou-se mas tropeçou numa pedra e caiu nos braços de Endimyon que amparou. Os seus rostos ficaram muito próximos. Levantaram-se e Endimyon voltou a segurar no rosto de Serenity tão delicadamente como na noite do baile. Ela voltou a inclinar a cabeça e voltaram a beijar-se ternamente. Não precisaram de palavras. Ele pegou-a ao colo e levou-a para o quarto anexo á zona de treino. Aí, o desejo e a paixão ganharam forma.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
   

  

quarta-feira, 24 de abril de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- V

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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V

Quando a noite chegou, começaram a entrar os convidados no Palácio. Vinham com máscaras pois a festa da Princesa era um baile de máscaras.

A Princesa apareceu, passado um bocado, com o seu vestido de baile e uma máscara que lhe tapava apenas os olhos. O vestido era rosa com flores brancas e um laço atrás. Usava luvas brancas compridas com flores na ponta. Ao pescoço um colar de pérolas brancas.

Assim que ela entrou, começou a valsa. Todos dançavam alegremente quando, por trás da Princesa, apareceu um rapaz com uma máscara branca a cobrir-lhe os olhos. Era Endimyon. Trazia, também, o seu fato de baile. Amber tinha ido ter com Lunis e as duas conversavam animadas. Não queriam incomodar o casal. Endimyon estendeu a mão, na qual estava uma luva branca, a Serenity e convidou-a para dançar. A Princesa aceitou com prazer e os dois dançaram alegremente.

Depois, foram para a varanda da sala, tomar um pouco de ar fresco e conversar.

- A noite está muito bonita.- Comentou Endimyon, olhando para as estrelas brilhantes, longe no céu.

-Também acho.- Concordou Serenity, um pouco embraçada por estar ali sozinha com ele outra vez.

Ambos tiraram as máscaras e puderam comtemplar os rostos um do outro á luz das estrelas. Coraram ligeiramente e desviaram o olhar.

Nesse momento, o Príncipe levou a mão ao bolso a tirou de lá uma caixa de música em forma de estrela que abriu e estendeu a Serenity. Ao ver aquele objecto, a Princesa ficou maravilhada.

- É muito bonita.- Disse.

Estavam os dois de pé frente a frente na varanda do Salão de Baile do Palácio da Lua com as mãos unidas segurando a caixa de música.

-Esta caixa de música era da minha mãe, ela quis que ta entregasse antes da batalha, mas só agora é que consegui arranjar tempo para vir.- Explicou Endimyon. Acrescentou, olhando para Serenity: - Estás muito bonita esta noite.-

Ela corou com emoção, guardou a caixa de música e disse meio atrapalhada:

- Obrigada.-

Então, num gesto inesperado, como se aquele fosse o último dia antes de uma partida, Endimyon agarrou na cintura de Serenity e puxou-a para si, dizendo:

- Desde o momento que te vi pela primeira vez em Manah que não paro de pensar em ti. Durante a guerra, só conseguia pensar em como estarias e na tua segurança.-

Ela, muito corada, disse:

- Eu também não parei de pensar em ti durante este tempo todo.-

Então, Endimyon segurou-lhe delicadamente no rosto com as duas mãos. De seguida, inclinou a cabeça e, num gesto contínuo, beijou-a ternamente nos seus lábios finos.


Na Lua Negra, as Princesas estavam na Sala do Prisma a criar pingentes. Iriam levá-los para o laboratório, uni-los a alguns cristais de demónio a criar algo diferente: um exército negro que atacasse a Lua Branca, mas este processo era muito lento e podia levar vários anos até estar concluído.


Na Lua Branca, desde o baile que Serenity e Endimyon se andavam a evitar. Nenhum dos dois queria admitir o que sentia e isso deixava Lunis e Amber irritadas. O que acontecera no baile não podia ser ignorado, além do mais, conheciam-se desde criança e cresceram juntos, logo os sentimentos também se desenvolveram para além da amizade.

- Mas porque não falas com ele? Aposto que também está com dúvidas!- Comentou Lunis.

Estavam as duas sentadas num banco perto do jardim do Palácio. Desde o baile que a Princesa se sentia confusa em relação ao que sentia por Endimyon e isso deixava-a ansiosa. Para descontraírem um pouco, Lunis propôs que dessem um passeio pelo jardim e agora estavam a aproveitar o sol.

- E o que lhe digo?- Perguntou Serenity, nervosa. – Não posso simplesmente aparecer e dizer que tudo não passou de um erro e que o beijo veio do calor do momento.-

Serenity parecia verdadeiramente perdida e Lunis não sabia como ajudá-la.

- Se a minha mãe aqui estivesse, ela saberia como me ajudar e tudo seria mais fácil.- As lágrimas começaram a correr-lhe pela cara ao lembrar-se da mãe.

Lunis abraçou-a e segredou-lhe ao ouvido: «Vai correr tudo bem.» Serenity pareceu mais calma.


Em Exekalor, a situação era semelhante. Amber tentava convencer o irmão a ir falar com Serenity. Nunca o tinha visto tão angustiado por causa de uma mulher. Até os treinos não estavam a correr bem e muitas vezes o apanhava a sentado no parapeito da varanda do Palácio a olhar para o infinito. Estava mesmo apaixonado.

Desde aquele dia que a conhecera em Manah depois de ir com a mãe a uma reunião que não falava de outra coisa. Mesmo depois de sua visita a Lua Branca ou até durante a guerra e nos anos que se seguiram. Sentia que devia fazer alguma coisa, mas não sabia o quê.

Até que se lembrou de contactar Lunis e pedir-lhe ajuda. Iriam traçar um plano para os juntar de uma vez por todas pois a situação estava a ficar insustentável. Não podia ser em nenhum dos planetas ou iriam desconfiar, tinha de ser num sítio neutro. Foi então que se lembraram de Manah. Estavam todos ainda em treinos por isso o pretexto era perfeito. Só tinham de convencê-los e também falar com Ikinah para que as deixasse usar a Sala Especial. Uma vez lá fechados só sairiam quando se entendessem.

- O quê?!- Ikinah estava incrédula com a proposta.- Vocês não podem usar o Templo para uma coisa dessas! É um local sagrado para treinar não é para resolver questões amorosas!-

Lunis estava no seu quarto sentada na cama, com dois comunicadores holográficos: um com a imagem de Amber e outro com a de Ikinah. A Sacerdotisa-Mor de Manah estava furiosa e com alguma razão. Lunis insistiu:

- Mas é por uma boa causa, Mestra! Pense nisto como um fortalecimento da Aliança do Millennium e depois na Sala Especial não incomodam!- Olhou para a sua antiga Mestra com um olhar quase de súplica:

- Vá lá, Mestra! Prometo que é só desta vez.-

Ikinah fez uma expressão desconfiada. Perguntou só para se certificar:

- Prometes mesmo que é só desta vez? Olha que eu não quero que o Templo fique com má reputação pelo Universo!-

Lunis respondeu:

- Sim, será só desta vez.-

Ikinah acabou por ceder:

- Está bem, mas só mesmo desta vez!-

Lunis agradeceu e desligou as chamadas. Agora, só tinha de falar com Serenity e esperar que Amber cumprisse a sua parte do plano.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom feriado.
Bjs
Joana
   

terça-feira, 23 de abril de 2019

A Lenda da Lua Branca - Parte 7- IV

Olá
Hoje trago-vos outro capitulo.
Espero que gostem.
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IV

Na Lua Branca, já depois de ter vindo de Manah, a Princesa Serenity herdara o estilo da sua mãe no que ao penteado dizia respeito. Tinha o cabelo louro brilhante apanhado em dois ondangos que terminavam em longas madeixas.

Ao contrário da sua mãe, Serenity usava um vestido diferente, embora também fosse branco, era mais largo, tinha um laço atrás rosa, que lhe descaía nas costas. Á frente, tinha dois chumaços para os ombros e uma zona no peito com bolas amarelas e pérolas brancas que iam até ás costas. Usava, ainda, ganchos de pérolas no cabelo e uma pulseira, também de pérolas brancas, no pulso direito. Tinha sido uma prenda da sua mãe quando fizera 1 ano de idade. Calçava sabrinas brancas. Os seus olhos eram de um azul-escuro muito brilhante e vivo e o seu nariz e boca eram finos e delicados.

Tinha 20 anos, mas era como se ainda tivesse 6: adorava passear pelos jardins do Palácio Real, apanhar flores para fazer coroas e brincar com Lunis.


Na Lua Negra, as Princesas também tinham crescido. Icy tinha o cabelo longo azul-claro, apanhado com um adorno de tecido azul-escuro com cristais azuis-claros. Darcy tinha o cabelo solto e longo com duas madeixas castanhas-claras sendo o resto escuro. Usava óculos na ponta do nariz com lentes amarelas. Stormy usava o cabelo num tufo e tinha duas madeixas roxas.

Icy usava um fato azul-escuro, botas azul- escuras com salto e sola azul-clara, uma capa, também azul-escura, que se prendia ao fato por um adorno parecido com uma gola que se prendia atrás do pescoço com cristais de gelo. Usava, ainda, um colar com cristais de gelo e um adorno que se prolongava até á cintura, tendo no meio, a letra I de Icy. Usava também duas mangas azul-escuras.

Darcy usava um fato castanho-escuro, luvas da mesma cor, sapatos pequenos e um colar com um adorno parecido com o da irmã, mas com a letra D de Darcy.

Stormy usava um vestido roxo-claro, luvas roxas, um pouco mais claras, colãs roxas-escuras e um colar com um adorno parecido com os das irmãs mas com a letra S de Stormy.

Todas tinham aperfeiçoado as suas técnicas e poderes, sendo já capazes de criar pingentes mágicos a partir dos Prismas dos Planetas e usá-los como sementes para cultivar flores na Lua Branca ou para criar pequenos monstros na Lua Negra.


Um dia, chegou á Lua Branca uma nave vinda do Planeta Exekalor que trazia reforços para ajudar a reconstruir a Cidade da Lua que tinha ficado parcialmente destruída durante a batalha.

De entre os reforços, estavam aqueles que mais animou a Princesa: Endimyon e Amber. Especialmente Endimyon.

Estava diferente desde a última vez que se viram: agora, era um homem alto, com o cabelo curto preto com uma pequena franja que se sacudia ao vento. Tinha os olhos pretos e brilhantes. Vestia a roupa de Príncipe: um fato composto por um casaco com botões de ouro, um cinto com uma espada prateada, umas calças e sapatos pretos e uma longa capa preta com forro vermelho.

Amber também estava diferente: agora usava o cabelo solto e um vestido castanho. Calçava sabrinas pretas. Os olhos continuavam parecidos com os do irmão: pretos e vivos.

Assim que a Princesa os viu, correu para os braços de Endimyon quase atropelando Amber que soltou uma risada. Serenity corou e abraçou-a também feliz por voltar a vê-la. Endimyon sorriu docemente enquanto a abraçava. Depois, foram para dentro do Palácio para que lhe pudessem contar tudo o que se passara desde o último encontro.

Então, ele contou-lhe que, durante a batalha, todos em Exekalor tinham vindo ajudar bem como os outros Planetas da Aliança. Ele e a irmã foram mantidos em segurança na Ordem de Olivius onde aproveitaram para treinar e aperfeiçoar os seus poderes.

Depois, Serenity perguntou pelos pais deles ao que Amber respondeu que, durante a batalha, elas se tinham sacrificado para ajudar o Planeta Lua Branca e que tinham desaparecido para sempre. Serenity começou a chorar ao lembrar-se dos seus pais a sacrificarem-se na noite da batalha.

Endimyon reconfortou-a:

- Vá lá, não é preciso chorar. Eu estou aqui e tudo vai ficar bem.-

Então, ela enxugando as lágrimas, perguntou:

- Prometes?-

E ele, sorrindo amavelmente, disse:

- Prometo.-

Abraçaram-se e ficaram assim durante algum tempo. Até ouvirem a voz de Lunis a chamá-los para ajudar nos preparativos para a festa daquela noite para dar as boas-vindas ao Príncipe Endimyon e á Princesa Amber mas também para comemorar a reconstrução da Cidade da Lua depois da batalha.

Durante o resto do dia, Serenity e Endimyon estiveram separados. Ela no seu quarto a preparar-se para a festa com Lunis e ele no quarto de hóspedes com a irmã também a preparar-se para a festa.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bjs
Joana
  

segunda-feira, 22 de abril de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- III


Olá
Passado este tempo todo, já se devem ter esquecido da história, por isso aconselho a que leiam os outros capitulos antes de lerem este que vos trago.
Para aqueles que estiveram á espera, ela finalmente acabou!
Espero que gostem.
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III

Durante os dias que se seguiram, as Rainhas dedicaram-se aos treinos das suas filhas juntamente com os maridos e as Sacerdotisas-Mor das Ordens Sagradas. Queriam assegurar que as Princesas desenvolviam os seus poderes para qualquer eventualidade. Uma guerra podia estar prestes a desencadear-se e tanto Serena como Nehelenia temiam pela segurança das suas filhas.

Entretanto, a amizade entre a Lua Branca e Exekalor crescia. Era visível que a ligação entre Serenity e Endimyon se ia tornando cada vez mais profunda, apesar de ser ainda cedo para se falar de amor. Nesta altura, Serenity completara 12 anos e Endimyon 13.

As ligações com os outros Planetas da Aliança do Millennium também estavam cada vez mais fortes. Serenity fizera amizade com todas as Princesas do Circulo Inner dos quais faziam parte não só Exekalor mas também Mercúrio, Marte, Júpiter e Vénus. Por causa dessa amizade, era frequente que as Princesas fossem ás Ordens Sagradas de cada um dos Planetas para treinar.

Entretanto, na Lua Negra, a tensão aumentava. A Rainha Nehelenia soubera da forte aliança entre a Lua Branca e os restantes planetas e estava furiosa. Todo o trabalho que tivera durante aqueles meses fora em vão. A aliança formada pelos seus antepassados parecia estar a enfraquecer o que fazia com que o planeta ficasse cada vez mais isolado.

Para recuperar a confiança dos aliados teria de haver uma guerra, mas a Rainha estava hesitante e essa hesitação estava a custar-lhe caro. Depois de muito pensar sobre o assunto, Nehelenia decidiu que estava na altura de vingar a morte da mãe. Todos aqueles anos tinha estado preparar um golpe para atacar a Lua Branca e acabar o que a sua mãe e avó tinham começado. O pretexto não podia ser melhor: reconquistar a confiança dos aliados de modo a fortalecer a aliança.

Então, ainda nessa noite, o plano da Rainha Nehelenia entrou em acção e uma nova guerra entre os dois planetas começou.

Durante vários dias, os dois planetas lutaram sem cessar. Até que, numa noite, Nehelenia atacou o Palácio da Lua Branca. Quando estava prestes a ir ao quarto de Serenity, a Rainha Serena apareceu e impediu-a. Com a confusão e o barulho, Serenity e Lunis acordaram. Serena deu ordens a Ondine que levasse as duas dali. Assim que elas se retiraram, uma feroz batalha começou.

As duas Rainhas defrontaram-se com ataques que iam destruindo o Palácio. Depois, quando pensava que já se tinha livrado de Nehelenia, esta transformou-se num gigantesco meteoro que ia chocar com o planeta se a Rainha Serena não se tivesse transformado num raio brilhante de luz branca e desviado o meteoro, salvando o planeta e todos os seus habitantes.

Os Reis não aguentaram a perda das mulheres e foram absorvidos pelo seu poder, desaparecendo para sempre.

Nessa noite, escura e fria, a pequena Serenity e as três Princesas da Lua Negra assistiram, com apenas 12 anos de idade, ao desaparecimento dos seus pais.


Durante o tempo que se seguiu ao ataque, a Princesa Serenity foi criada por Ondine, Lunis e pela Sacerdotisa- Mor de Manah Ikinah no Templo, local para onde fora levada pouco antes do fim da batalha.

Na Lua Negra, as Princesas Icy, Darcy e Stormy foram criadas por Zaranda e Xena, tendo sido levadas para Infinus.

Serentiy ainda estava em choque com o que acontecera. Tinha pesadelos com a batalha e acordava a meio da noite a chamar pela mãe. O mesmo se passava em Infinus. Mas a tristeza maior de Serenity não residia só no facto de ter perdido os pais na batalha. Estava triste porque nunca mais tivera notícias de Endimyon desde a noite da batalha. De vez em quando, ficava no jardim do Templo de pé com a bola que o Príncipe lhe dera nas mãos e lembrava-se da primeira vez que se viram naquele mesmo jardim.

Os dias e os anos foram passando e as Princesas foram crescendo até se tornarem em belas mulheres.
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E pronto.
Mais uma vez espro que gostem.
Bjs
Joana
  

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Breve Nota

Olá
Eu sei que não tenho vindo aqui há algum tempo e que devem estar a pensar que desisti, mas não. Apenas resolvi fazer uma 'limpeza'. Tirei todos os textos antigos e deixei os capítulos das fics, que pretendo acabar assim que a inspiração vier.
Este texto serve para comunicar a todos que, a partir deste momento, este blog fica reservado apenas para as fics e nada mais. Outros textos poderão ser lidos noutro sítio muito em breve.
Espero que compreendam.
Bjs
Joana