quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão- VIII

Olá
Finalmente mais um capitulo.
Espero que gostem.
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VIII

Os dias que se seguiram foram de descanso para uns e de combate para outros.

Durante as etapas regionais, apenas os lutadores considerados mais fracos podiam participar, apesar de muito surpreenderem Julie pois não esperava que vencessem a etapa na sua região tão rápido e tão facilmente. Songoku estava mesmo rodeado de amigos fortes.

Para terem um acesso mais rápido ás diferentes regiões e etapas, usaram o sistema de túneis da torre de Karin que ficou admirado por ver Julie e ainda mais quando soube que era irmã do Songoku. Bulma ainda protestou: «Se havia este método, porque não o usámos para encontrar as Bolas de Cristal?» Julie apressou-se a responder com toda a calma: «Se tivéssemos feito isso, eu não teria conhecido tantos sítios bonitos além de que não teria grande piada.» Bulma tornou a ripostar: «E porque o usamos agora?» Julie respondeu: «Agora estamos com alguma pressa. Temos de trazer todos os nossos amigos para a parte final do torneio para eu lhes poder transmitir a estratégia.»

Assim, dividiram-se em grupos e cada um foi para a região que Julie lhes indicou, sendo que ela ficou com o irmão, Vegeta e Broly na torre á espera dos restantes. «Se fossem, quereriam combater e ainda não posso permitir que o façam.» Justificou quando lhe perguntaram. Chirai ficara também. Broly sentia-se mais seguro perto dela.

Não demoraram muito a trazer o resto do grupo. De um pote, surgiram Yamcha, Krilin, Tenshin e Chaos e do outro, Lapis e Lazuli. Uma vez reunidos, dirigiram-se para a casa da Bulma onde Julie explicou a estratégia para a parte final do torneio.

- Nesta parte, o inimigo ainda não pode atacar com tudo, o mesmo se aplica a nós. As regras do torneio que vocês conhecem só mudam a partir das meias-finais.- Explicou. Estavam reunidos na varanda como sempre. Os combatentes e suas famílias sentados, Julie, como treinadora, de pé, com um quadro branco atrás de si já com alguns esquemas de combate desenhados. A estratégia a adoptar nos Quartos-de-Final era semelhante á usada nas etapas regionais, com a excepção de que seriam menos a participar e os mais ‘fracos’ teriam combates mais longos de modo a avaliar o adversário.

- Nos Quartos-de- Final, os adversários são sorteados, já não são vocês a escolher como até aqui.- Continuou. Todos ficaram surpreendidos menos os que participaram nas etapas de eliminação. Julie continuou:

- Nesta fase, vamos dividirmo-nos em quipás, será mais fácil delinearmos uma estratégia.-


Uma figura feminina treinava numa sala. Tinha o cabelo apanhado numa trança castanho-escura e usava um uniforme preto justo com o símbolo da Equipa Omega bordado numa das mangas. Os olhos eram da mesma cor do cabelo. Treinava técnicas de combate mas também mágicas.

- Vejo que continuas a treinar.- Um homem vestido de preto apareceu á porta da sala interrompendo o seu treino. Era o General Omega. Entrou e aproximou-se da rapariga.

- C1, não precisas de te esforçar tanto. Estás mais que preparada. Aqueles guerreiros não têm hipótese.- Acrescentou.

A rapariga irritou-se com aquelas palavras e ripostou:

- Já disse que não gosto que me trates por esse código. O meu nome é Surya.- Acrescentou depois: - Treino nunca é demais. O adversário poder ser forte, mas está sempre a surpreender.-

O General Omega não pareceu ofendido. Estava habituado á rispidez de Sunya.

- Ora, sem ressentimento. Afinal, fui eu que te trouxe para aqui.- Avançou alguns passos e continuou:

- Bom, não vim aqui para discutir a tua forma de tratamento, mas sim para acertar a estratégia.-

Sunya fez uma expressão de aborrecimento. Já sabia a estratégia de cor não precisava de a recapitular. O General percebeu isso, mas, não deixou de a relembrar antes de sair da sala:

- Entras somente nas meias-finais e só dás tudo quando chegares á final, não queremos ninguém importante ferido.-

Saiu, deixando-a sozinha mais uma vez. Depois do General sair, May apareceu atrás de uma das colunas da sala. Esta era toda em madeira e tinha várias colunas grossas.

- Surpreende-me que ainda o consigas aguentar.- Disse secamente.

Sunya encolheu os ombros. Perguntou com algum sarcasmo na voz:

- E tu, que queres? Não me digas que também vieste incomodar-me com a estratégia?-

May deu uma risada e respondeu:

- Não, vim apenas ver como estava a correr o treino da nossa ‘arma secreta’.-

Sunya fez um ar indiferente. May saiu sem dizer mais nada.

Assim que se viu sozinha, Sunya saiu da sala de treino especial da Equipa Omega e sentou-se no rodapé da porta. A luz intensa do sol bateu-lhe na cara. Fechou os olhos e respirou o ar puro. Não tinha memórias de antes de ir para ali. Apenas alguns flaches vagos. De vez em quando, imagens de um laboratório vinham-lhe á mente. A única coisa que se lembrava era que tinha sido criada para ser a ciborgue mais forte do Exército da Legião Vermelha, mas, por algum motivo, tinha sido esquecida. Sentia que este torneio seria a resposta para todas as perguntas que, ao longo dos anos, fora fazendo. Este torneio iria com certeza mudar a sua vida.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana