quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão -XVI

Olá
Quase no fim, aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XVI

Sentes esta força? Que nos invade a alma e nos molda. Uma força tão poderosa que só alguns a conseguem sentir. Mais poderosa que a dos deuses. Que ultrapassa o tempo e o espaço. Que se move por instinto. É isto o Ultra Instinto.


Dentro da barreira, preparavam-se os combates. Todos os adversários se encaravam. Julie observava apreensiva da tribuna juntamente com o resto da família. Será que vão conseguir? Pensava. O treino serviu para isso. Apesar de ter feito tudo o que estivera ao seu alcance, sentia que podia ter feito mais. Sobretudo depois de saber quem seriam os adversários.

Os elementos da Equipa Omega surgiram todos de capa e capuz. Apesar de não ver a sua identidade, dava para sentir a sua energia. A de Surya era a mais forte, mas as outras também não lhe ficavam atrás. O General fez sinal e todos tiraram as capas e os capuzes. A surpresa foi geral. Para além de Surya, Jacob e May, havia outro elemento que já tinha pertencido ao grupo de Songoku, mas que desaparecera. Tenshin foi o mais chocado. Á sua frente, estava uma mulher loura, de olhos azuis, de cabelo comprido com um laço vermelho na cabeça. Estava vestida de preto como os outros sorria em tom de desafio. Era Launch na sua forma combativa.

Tenshin sussurrou para Julie: «Se conseguirem que ela espirre, será muito fácil. Ela muda de personalidade cada vez que o faz.» Julie fez um trejeito e logo depois uma expressão de surpresa e confusão.

Nesse momento, o General como se tivesse lido os pensamentos deles, disse:

- A técnica do espirro já não funciona com ela. Eu treinei-a para controlar os espirros e ficar sempre nesta forma.-

Olhou para Launch que voltou a sorrir. Depois, disse:

- É verdade, eu já não sou a mesma Launch que conheceram. Estou mais forte.-

Passada a parte do choque, o General e Julie aproximaram-se e deram o sinal de partida. Os combates tiveram início em simultâneo. Durante toda a primeira investida, o grupo esteve na sua forma base, mas, apesar disso, os ataques eram fortes e precisos, quase como se estivessem a usar uma transformação.

- Porque é que eles não se transformam?- Perguntou Krilin.- Por esta altura, tanto o Vegeta como o Songoku já o teriam feito.-

Julie respondeu:

- É o resultado do treino. Como absorveram parte da Técnica dos Quatro Elementos, conseguem controlar melhor a energia para depois a libertarem toda de uma vez.- Acrescentou: - O grande defeito dos Saiyans é que estão demasiado dependentes de transformações para aumentarem o seu poder, o que faz com que a energia seja gasta mais rapidamente. Por isso, quanto menos transformações usarem, mais energia vão acumulando e, quando precisarem de se transformar, a sua força vai ser ainda maior.-

  Whis acrescentou:

- Além disso, o Songoku está a usar parte da energia do Ultra Instinto para fazer essa gestão, o que demonstra que o treino foi eficaz.-

Julie sorriu. Krilin pareceu mais esclarecido. Ficaram a ver os combates durante mais algum tempo. Os movimentos de todos estavam mais precisos, pareciam sincronizar-se com os dos adversários. Tal como ela recomendara, treinar artes marciais depois da acumulação da energia, dava resultado.

De repente, lembrou-se dos treinos na sala especial e depois na floresta e mais tarde novamente na sala especial. Nunca passara tanto tempo a ensinar como naqueles dias. Depois da experiência como aluna, a de professora era diferente mas enriquecedora. Ensinara mas também aprendera e essa reciprocidade fazia-a sentir-se realizada. O seu trabalho árduo estava finalmente a dar os seus frutos. Olhou para o seu grupo e sorriu. Whis, ao seu lado, também sorriu discretamente pois sabia que o seu plano estava apenas a começar.


Durante quase todos os confrontos, Surya manteve-se á parte. Esperava o momento certo para atacar. O General não podia estar mais satisfeito com sua aquisição. Todos pareciam estar a seguir o plano á risca, pelo que não tardava que o fim do combate e a sua vitória estivessem próximos. Ia finalmente ter a vingança com que sempre sonhara desde os tempos em que era apenas um recruta. Quando o Exército foi derrotado, estava numa missão fora e desde que soubera da notícia não descansou enquanto não elaborou um plano de vingança. Primeiro, quis ser ele a acabar com o culpado, mas este era demasiado forte para o derrotar sozinho, foi aí que pensou em criar um grupo de elite que o ajudasse nos seus intentos. Seriam os mais fortes e finalmente acabariam com aquele que os derrotou.

Olhou para a outra bancada. Julie estava acompanhada pela família mas também pelo Deus da Destruição Bills e pelo Anjo Whis. Já tinha ouvido falar deles, o seu poder era inimaginável, temê-los-ia se não estivesse prestes a ter o poder das Bolas de Cristal.

De repente, ouviu-se um estrondo vindo do campo de batalha. Aquele barulho fê-lo voltar á realidade. Julie olhou para o campo com um ar desolado. A Equipa Omega fizera a sua primeira vítima e fora Sunya a atacar. Broly estava estendido no chão muito ferido e com a energia em baixo. Julie olhou para Chirai que se encaminhou logo para o local. Whis seguiu-a. Com a ajuda do seu bastão, e dos primeiros-socorros, conseguiram levá-lo para a bancada sem interromper os outros combates. Chirai estava lavada em lágrimas enquanto olhava para Julie, suplicando por uma explicação. O resto do grupo estava em choque. Como é que era possível que o Guerreiro Lendário fosse vencido tão facilmente? Julie apressou-se a explicar:

- O Broly é muito forte, mas também tem um coração gentil e puro, o que faz com que seja vulnerável a certas situações.- Fez uma pausa e continuou:- Ele não luta com mulheres.- Respirou um pouco e continuou:

- Durante o nosso treino, a sua energia descontrolou-se várias vezes, mas só o facto de estarem mulheres á sua volta, era motivo suficiente para nos proteger dele mesmo.- Terminou o discurso: - Por isso, quando a Surya o atacou, ele não conseguiu reagir e acabou neste estado.- Cerrou os dentes: - Devia ter previsto isto! Que raio de treinadora sou eu se não consigo ter em conta as fraquezas da minha equipa!-

Whis confortou-a.

Os combates duravam mais algumas horas e Songohan acabou por ser a segunda vítima, mas apesar disso, conseguiu derrotar os restantes elementos da Equipa Omega: Jacob, May e Launch.

Agora, apenas Surya, Songoku e Vegeta restavam no campo de batalha. O derradeiro combate ia começar.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Para a semana, será o último capitulo e depois o epílogo.
Bjs e até lá
Joana

 

  

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão- XV

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XV

O dia da Final chegara. Julie aproveitara os primeiros raios para meditar na relva do jardim anexo á residência dos participantes. Precisava de limpar a mente.

- A reunião vai começar, é melhor irmos.- Uma voz fê-la regressar á realidade. Era o Whis que a chamava. Levantou-se e seguiu-o.

Quando entraram na sala, já lá estavam todos. Julie olhou para o grupo e sorriu ligeiramente. Depois, fez um ar sério e começou a explicar o passo seguinte:

- Chegámos á parte final do torneio.- Começou. Acrescentou logo a seguir: - Esta fase está dividida em duas partes: na primeira, dois finalistas vão lutar e decidir quem é o vencedor. Mais uma vez para entreter o público.- Fez uma pausa e continuou:

- Depois, quando o estádio estiver vazio, começa a segunda parte e aquela que realmente interessa.- Fez sinal a Whis que se colocou ao seu lado e projectou um ecrã do seu bastão. Julie retomou o discurso:

- Assim que toda a gente sair, será erguida uma barreira mágica á volta desta área. Arena desaparecerá e o verdadeiro torneio começa.- O ecrã projectou uma simulação daquilo que se iria ver. Continuou:

- Dentro da área da barreira, podem usar todas as técnicas que quiserem pois ela é forte o suficiente para isso.- Acrescentou: - É aqui que a regra de matar os adversários começa a ser aplicada.- Fez uma pausa, respirou um pouco e retomou:

- Durante esta fase, apenas os mais fortes estarão a lutar. No entanto, o resto do grupo fica de vigia caso aconteça alguma coisa. Se a área dentro da barreira for destruída, não se preocupem será reconstruida logo a seguir.- Voltou a fazer uma pausa e a respirar mais um pouco. Concluiu o discurso:

- Durante esta fase e porque existe a barreira, ninguém se vai aperceber que estão a haver combates aqui. Apenas os Seres Mágicos conseguem ver, por isso não se preocupem porque ninguém estará em perigo.-

Depois daquele discurso, dirigiram-se para o recinto de combate. Os finalistas já tinham sido escolhidos. Do lado da equipa de Julie, ia entrar o Yamcha e do lado da Equipa Omega ia entrar um soldado destacado especialmente para o efeito. Antes de subirem á arena, Lazuli ainda ripostou:

- Mas porque é que não podemos ser nós ou outros mais fortes?-

Julie respondeu:

- Isto é apenas para entreter o público, como já disse lá dentro. Precisamos de combatentes normais. Se tu ou o teu irmão forem, não teríamos reservas fortes suficientes caso haja alguma baixa de maior na fase seguinte. Não podemos arriscar o disfarce. Isso iria pôr em perigo todas as pessoas que estão aqui.-

Lazuli cruzou os braços amuada, apesar de concordar com Julie.

O arbitro anunciou o desafio final e os combatentes subiram á arena. O combate começou pouco depois. Durante o tempo que durou a primeira parte da final, Julie e o grupo mais forte recolheram-se para rever a estratégia. Os restantes ficaram nas tribunas especiais á sua espera.

Passada a primeira fase, em que Yamcha foi declarado vencedor, e o estádio se esvaziou, a segunda fase foi posta em prática. Whis ergueu a barreira á volta daquela área e fez desaparecer o estádio. Apenas restavam as tribunas da família que ficaram a flutuar.

Julie reforçou a barreira e lançou um feitiço de ilusão para o exterior. Quem estivesse do lado de fora e não fosse um Ser Mágico, apenas veria um estádio vazio. Do lado de dentro, a tensão aumentava á medida que o grupo mais forte da Equipa Omega chegava.

Ia finalmente começar o combate que decidirá o destino do Universo.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Até para a semana.
Bjs
Joana
  

 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Tornei do Dragão- XIV

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XIV

O General Omega estava no seu quarto a rever a estratégia quando bateram á porta. Uma figura de capuz e capa pretos entrou. Ele olhou para os dois lados do corredor a certificar-se que não eram observados.

Mandou-a entrar. Depois de fechar a porta, a rapariga tirou o capuz. Tinha o cabelo louro e olhos azuis. Usava o uniforme da Equipa Omega. Sentou-se numa cadeira do quarto e cruzou as pernas com um ar desafiador. O General riu-se.

- Está quase na hora.- Disse quebrando o silêncio.

A rapariga sorriu.

- É bom que valha a recompensa.-

Ele soltou uma gargalhada.

- Não te preocupes, vai tudo correr bem.-

Ela respondeu:

- Muito bem, então confio em ti. Só vim mesmo para me certificar que cumprias com a tua parte.-

Cobriu o rosto e saiu do quarto.


Entretanto, Julie também revia a estratégia, mas era difícil concentrar-se. As palavras e revelações da avó não lhe saíam da cabeça. Precisava de esclarecer tudo com a sua Mestra mas não se queria precipitar. A última vez que o fizera não dera bom resultado. Lembrou-se de mais um ensinamento da sua Mestra, ou da sua avó, não importava: A precipitação nunca é boa conselheira.

Fechou os ficheiros novamente. A concentração já não era muita e não queria forçar. Abriu a janela do quarto e deixou entrar o ar da tarde juntamente com a luz. Inspirou-os. Estava a precisar de espairecer. Ultimamente, não tivera muito tempo para os seus passeios pela natureza, só fora uma vez e eles sempre a ajudaram a pôr as ideias em ordem.

Resolveu sair do quarto e passear um pouco pelo jardim. Sentir a relva macia debaixo dos pés dava-lhe conforto. Trazia-lhe a paz que precisava. Sempre que o fazia, os seus pensamentos viajavam até Manah e aos momentos que lá vivera. Essas recordações traziam-lhe confiança.

-Olá… posso juntar-me?- Uma voz veio interromper os seus pensamentos. Virou-se e viu o sobrinho mais velho. Estava vestido com um uniforme semelhante ao de Songoku. Julie sorriu e respondeu:

- Claro, aproxima-te!-

Songohan aproximou-se timidamente. A convivência com a tia fora breve pois o treino não permitira muitas conversas. Julie quebrou o silêncio:

- Então, o que te traz por aqui?-

Ele corou de atrapalhação. A tia voltou a sorrir. Gohan respondeu:

- Nada de mais, apenas gostava de saber se me podias dar mais alguns conselhos em relação ao treino e também queria saber mais sobre ti, já que nunca tivemos a oportunidade para isso.-

Julie ficou surpresa. Depois da conversa com a avó, parecia que toda a família queria estreitar os laços, o que não deixava de ser uma coisa boa. Sentaram-se num banco. Aquele momento trouxe-lhe recordações dos tempos em Manah. Respirou fundo e disse:

- Sabes, desde que cheguei ainda não tive uma conversa inteligente com ninguém. Nem com o teu pai.- Fez uma pausa e olhou para o jardim. Retomou o discurso:

- Ainda é tudo muito novo para mim. Este planeta, vocês, sinto-me meia perdida.-

Gohan desviou um pouco o olhar. Pensou um pouco antes de falar:

- Pois…, eu compreendo que seja difícil, afinal vieste de outro ambiente, mas já podes perceber que toda a gente aqui é confiável.-

Julie voltou a sorrir. Acrescentou:

- Quando me vieste pedir para te treinar, fizeste-me lembrar a mim.- Gohan espantou-se. Ela continuou:

- É verdade, tu és parecido comigo nesse aspecto, gostas mais de estudar do que de treinar, mas como a minha Mestra diz: ambas são importantes. –

Gohan sorriu e disse:

- É bom saber que há alguém que me compreende. Até agora, eu encarava tudo quase como uma obrigação, algo que tinha de estar sempre a escolher, para agradar aos meus pais.- Acrescentou: - Mas, graças a ti, percebi que posso conciliar os dois e isso ajudou-me a ter mais confiança e a ser uma melhor pessoa.-

Julie comentou:

- Eu só te dei o empurrão que faltava. Tu já tinhas isso tudo dentro de ti, só precisavas de acreditar.-

Levantaram-se e Gohan agradeceu a conversa. Julie voltou para o quarto mais revigorada e com uma estratégia já alinhavada para o torneio.


Entretanto, no lado da Equipa Omega, Sunya terminava o treino. Estava finalmente pronta para cumprir o destino que o General lhe impusera.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Até para a semana.
Bjs
Joana
 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão XIII


Olá
Fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XIII

Julie entrou no seu quarto na residência e fechou a porta. Atirou-se para a cama e não conseguiu evitar que as lágrimas lhe corressem pela cara. Estava confusa. As palavras do Tartaruga Genial não lhe saíam da cabeça. Tinha de desabafar com alguém ou enlouquecia.

Levantou-se, limpou os olhos e foi até ao saco de viagem que pousara ao lado da cama. Tirou o comunicador. Hesitou antes de ligar. Não queria estar sempre a depender da Mestra para tudo, mas naquela situação não havia muito mais a fazer. Carregou no botão.

Desta vez, não foi o rosto de Ikinah a aparecer mas o de sua avó Ondine. Julie ficou surpreendida. Perguntou de imediato:

- Aconteceu alguma coisa? Onde está a Mestra?-

Ondine sorriu. Respondeu num tom calmo:

«Está tudo bem. A tua Mestra pediu-me para atender.»

Julie respirou de alívio. Queria desligar e voltar a tentar mais tarde, mas a avó compreendeu que se passava alguma coisa e não a deixou fazê-lo.

«Ela achou que estavas a precisar de ouvir os conselhos de alguém de família e não de uma mentora.»

A rapariga não conseguia disfarçar o embaraço. A única vez que falara com a avõ fora ainda em Manah. Hesitou um pouco antes de falar. Não sabia até onde podia ir. Ondine voltou a sorrir. Confortou-a:

«Não te preocupes. Seja o que for que te atormenta, podes contar-me. É para isso que as avós servem. Já não seria a primeira vez.»

Julie fez um ar surpreendido. Como seria possível que Ondine soubesse como ela se sentia se nunca tinha estado por perto? Ondine respirou fundo antes de falar.

«Sabes, quando a tua mãe entrou em trabalho de parto, fui eu que a ajudei. Quando te peguei pela primeira vez ao colo, soube logo que eras especial.» Fez uma pausa. Julie continuava atenta. Retomou o discurso:

«Fui eu que te limpei, embrulhei na manta e entreguei á tua mãe. Sentei-me ao lado dela e ficámos as duas a admirar-te. Depois o teu pai chegou todo choroso. E, por último, a tua Mestra. E quando soubeste do sacrifício dos teus pais, choraste agarrada a ela, é certo, mas depois, fui eu que te levei para a cama e peguei na tua mão até adormeceres.»

Julie estava surpreendida. Nunca tinha ouvido aquela história. Nem sequer da mãe. Respirou fundo e perguntou num fio de voz:

- Porque me estás a contar isto agora? Eu sei que a Mestra nem sempre estava disponível, mas quando o momento era grave ela confortou-me sempre.-

Ondine não pareceu surpreendida. Respondeu:

«Sim, foi ela que te educou e treinou, mas muitas vezes vinha pedir conselhos sobre qual seria o melhor treino para ti ou se seria a altura certa para a Sala Especial.»

Mais uma vez, a expressão de surpresa na cara de Julie. Perguntou novamente:

- Mas se era a ti que ela perguntava, porque é que nunca mo disseste directamente?-

Agora, era a avó apanhada de surpresa. Respondeu, depois de hesitar um pouco:

«Bom… segundo as Leis Universais, todos aqueles que não pertencem á Família Real não podem interferir nos treinos.»

Julie surpreendeu-se ainda mais. Ondine retomou o discurso:

«Eu sei que estás numa encruzilhada por causa da missão. É natural que te sintas assim. Eu própria já passei por isso.»

Fez uma pausa e Julie perguntou:

- Que tipo de encruzilhada foi?-

Ondine sorriu e respondeu, mostrando umas marcas no braço que faziam lembrar um dragão:

«Estás a ver estas marcas?» Julie acenou com a cabeça. Ondine continuou:

«Foram feitas no ritual de iniciação para os Guardiões.»

Julie comentou:

- A Mestra falou-me de um ritual, mas nunca ma chegou a explicar em que consistia.-

Ondine respirou fundo antes de falar:

«Agora já não se usa, mas há muito tempo, era realizado um ritual de iniciação para os Guardiões. Era muito semelhante ao que os membros da Família Real fazem para obter a marca da Lua. Depois, tínhamos um treino secreto. As únicas pessoas que sabiam eram a Sacerdotisa-Mor e a Rainha.»

Julie estava perplexa. Ficou aliviada por já não ter tido de passar por aquilo. Ondine sorriu. Antes de desligar, disse:

«Devíamos fazer isto mais vezes.»

Agora, foi Julie a sorrir. Agradeceu e desligou passado pouco tempo.

Depois da conversa com a avó, estava em choque. Como é que a Mestra nunca lhe contara aquelas coisas? Guardou o comunicador e atirou-se para a cama. Todas as suas emoções desabaram. As lágrimas, os soluços, a raiva e a tristeza. Depois, acabou por adormecer.


No dia seguinte, começaram as Meias-Finais e, como seria de esperar, todos os elementos da equipa saíram vitoriosos. Logo a seguir, reuniram-se para ser anunciado o grupo da Final. Songoku, Vegeta, Broly e Songohan. Este era o grupo que ia combater pelo destino do Universo. Não foi surpresa para ninguém já que era este o objectivo do torneio desde o início.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana