Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
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II
Célia largou Kirinah e limpou as lágrimas. Depois
disse, sorrindo:
- Ainda não me disse o que aconteceu às informações
referentes a Chastity.-
Kirinah corou, pois com aquelas revelações
esquecera-se de lhe contar o que acontecera com Chastity. Então, recomeçou a
falar:
- Bom, em relação à tua sobrinha, o que aconteceu
foi que, como o Palácio foi destruído com a guerra, toda a informação
disponível foi destruída também. Apenas a sua pintura foi recuperada e está
algures na Zona Proibida.-
Célia voltou à Biblioteca e recomeçou a procurar
entre os pergaminhos e manuscritos. Passado um bocado, apareceu á porta com um
quadro de uma rapariga com o cabelo castanho curto, olhos claros e um vestido
branco com alguns adornos. Kirinah sorriu ao olhar para o quadro, mas também se
mostrou surpreendida:
- É esse mesmo. Ainda bem que o encontraste.-
Célia pousou-o em cima do banco e disse:
- Agora só falta levá-lo para o Palácio e pô-lo ao
lado dos outros.-
Kirinah sorriu:
- Sim para que as gerações futuras o possam admirar
e saber quem foram os seus antepassados.-
Célia pousou a mão no ventre e sorriu. Kirinah
sorriu também. Uma nova vida vinha a caminho para encher de alegria um Palácio
vazio.
E assim, passados 8 meses, nasceu Alexandrya.
…
Dravna também tinha ido a Infinus recolher
informações e também descobrira que nascera no Templo e não na Lua Negra.
Tal como Célia, Dravna conseguiu perdoar Gorélia por
lhe ter escondido a verdade. Afinal, estava só a tentar protegê-la. E depois
não havia motivo para ficarem zangadas. Era tempo de sorrir porque a Rainha
esperava uma nova vida.
Passados 8 meses, nasceu Zyona.
…
Depois de ir a Manah e de ter nascido a Princesa
Alexandrya, Célia já tinha convocado as Rainhas para uma reunião, mas apenas
para depois do nascimento da sua segunda filha.
Também Tarina tinha casado, mas com o escudeiro do
Rei, Elion, e tinha uma filha chamada Ondine. Tinha o cabelo preto como o da
mãe e os olhos castanhos como o pai. Vestia um vestido azul com um laço e usava
uma trança como a mãe quando era criança. Tinha a mesma idade da Princesa o que
fazia com que gostassem das mesmas coisas e fossem as melhores amigas tal como
as mães o foram em tempos.
Como Célia estava debilitada com a gravidez, Afron
ficava mais tempo com ela dentro do Palácio. Por isso, Tarina era quem tomava
conta das pequenas traquinas.
…
Na Lua Negra, a situação era a mesma.
…
-Meninas, não vão para muito longe, por favor!-
ralhava Tarina, ofegante depois de andar atrás delas.
Célia observava a cena da varanda acompanhada por
Afron e Gordélia que decidira ficar para ajudar Tarina com as crianças. A
barriga redonda e lisa de Célia sobressaía e ela gostava de a acariciar como
que para dizer que, quando nascesse, estaria em segurança. Fora Gorélia, com a
ajuda de Tarina, que realizara o primeiro parto da Rainha. Alexandrya nascera
num dia de sol tal como o que estava naquele momento. Os raios entravam pela
janela aberta com que a dar as boas-vindas à Princesa.
E agora não ia ser diferente. O nascimento estava
próximo, pelo que o quarto já estava preparado para o segundo parto. Os lençóis
tinham sido tirados bem como as almofadas ficando apenas a de Célia. A janela
estava aberta para que o ar circulasse de modo a que, quer a mãe quer o bebé
pudessem respirar a brisa primaveril.
As dores de parto não tardaram a aparecer. Gordélia
chamou Tarina que trouxe as crianças para dentro e deixou-as com Afron.
Ajudaram Célia a deitar-se na cama e fecharam a porta do quarto. Do lado de
fora, Afron e as meninas aguardavam com grande expectativa e nervosismo.
Tudo aconteceu tão rápido como no primeiro parto, e
assim que se ouviu o choro do bebé, Afron e as meninas foram chamadas a entrar
por Tarina.
As lágrimas e o suor corriam pela cara de Célia,
ainda a recuperar do esforço mas muito feliz. Os cabelos em desalinho,
espalhados pela almofada. A cama tinha sido novamente feita, pelo que os
lençóis manchados já lá não estavam e Célia estava tapada. Nos seus braços,
segurava, enrolada em tecidos finos e suaves, uma bebé com o cabelo azul, olhos
castanhos. Afron e Alexandrya aproximaram-se da cama. A alegria estava
estampada na cara dos dois, um por ter sido pai novamente e a outra por ter uma
irmã com quem brincar para além de Ondine.
Afron beijou a testa da mulher e sorriu olhando para
a sua filha recém-nascida.
- Vai chamar-se Kimi.- Disse Célia sorrindo.
- Sê bem-vinda, Kimi.- Acrescentou Afron também
sorrindo.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana