sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- II

Olá
Aqui fica o capitulo da semana.
Espero que gostem.
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II

Célia largou Kirinah e limpou as lágrimas. Depois disse, sorrindo:

- Ainda não me disse o que aconteceu às informações referentes a Chastity.-

Kirinah corou, pois com aquelas revelações esquecera-se de lhe contar o que acontecera com Chastity. Então, recomeçou a falar:

- Bom, em relação à tua sobrinha, o que aconteceu foi que, como o Palácio foi destruído com a guerra, toda a informação disponível foi destruída também. Apenas a sua pintura foi recuperada e está algures na Zona Proibida.-

Célia voltou à Biblioteca e recomeçou a procurar entre os pergaminhos e manuscritos. Passado um bocado, apareceu á porta com um quadro de uma rapariga com o cabelo castanho curto, olhos claros e um vestido branco com alguns adornos. Kirinah sorriu ao olhar para o quadro, mas também se mostrou surpreendida:

- É esse mesmo. Ainda bem que o encontraste.-

Célia pousou-o em cima do banco e disse:

- Agora só falta levá-lo para o Palácio e pô-lo ao lado dos outros.-

Kirinah sorriu:

- Sim para que as gerações futuras o possam admirar e saber quem foram os seus antepassados.-

Célia pousou a mão no ventre e sorriu. Kirinah sorriu também. Uma nova vida vinha a caminho para encher de alegria um Palácio vazio.

E assim, passados 8 meses, nasceu Alexandrya.


Dravna também tinha ido a Infinus recolher informações e também descobrira que nascera no Templo e não na Lua Negra.

Tal como Célia, Dravna conseguiu perdoar Gorélia por lhe ter escondido a verdade. Afinal, estava só a tentar protegê-la. E depois não havia motivo para ficarem zangadas. Era tempo de sorrir porque a Rainha esperava uma nova vida.

Passados 8 meses, nasceu Zyona.


Depois de ir a Manah e de ter nascido a Princesa Alexandrya, Célia já tinha convocado as Rainhas para uma reunião, mas apenas para depois do nascimento da sua segunda filha.

Também Tarina tinha casado, mas com o escudeiro do Rei, Elion, e tinha uma filha chamada Ondine. Tinha o cabelo preto como o da mãe e os olhos castanhos como o pai. Vestia um vestido azul com um laço e usava uma trança como a mãe quando era criança. Tinha a mesma idade da Princesa o que fazia com que gostassem das mesmas coisas e fossem as melhores amigas tal como as mães o foram em tempos.

Como Célia estava debilitada com a gravidez, Afron ficava mais tempo com ela dentro do Palácio. Por isso, Tarina era quem tomava conta das pequenas traquinas.


Na Lua Negra, a situação era a mesma.


-Meninas, não vão para muito longe, por favor!- ralhava Tarina, ofegante depois de andar atrás delas.

Célia observava a cena da varanda acompanhada por Afron e Gordélia que decidira ficar para ajudar Tarina com as crianças. A barriga redonda e lisa de Célia sobressaía e ela gostava de a acariciar como que para dizer que, quando nascesse, estaria em segurança. Fora Gorélia, com a ajuda de Tarina, que realizara o primeiro parto da Rainha. Alexandrya nascera num dia de sol tal como o que estava naquele momento. Os raios entravam pela janela aberta com que a dar as boas-vindas à Princesa.  

E agora não ia ser diferente. O nascimento estava próximo, pelo que o quarto já estava preparado para o segundo parto. Os lençóis tinham sido tirados bem como as almofadas ficando apenas a de Célia. A janela estava aberta para que o ar circulasse de modo a que, quer a mãe quer o bebé pudessem respirar a brisa primaveril.

As dores de parto não tardaram a aparecer. Gordélia chamou Tarina que trouxe as crianças para dentro e deixou-as com Afron. Ajudaram Célia a deitar-se na cama e fecharam a porta do quarto. Do lado de fora, Afron e as meninas aguardavam com grande expectativa e nervosismo.

Tudo aconteceu tão rápido como no primeiro parto, e assim que se ouviu o choro do bebé, Afron e as meninas foram chamadas a entrar por Tarina.

As lágrimas e o suor corriam pela cara de Célia, ainda a recuperar do esforço mas muito feliz. Os cabelos em desalinho, espalhados pela almofada. A cama tinha sido novamente feita, pelo que os lençóis manchados já lá não estavam e Célia estava tapada. Nos seus braços, segurava, enrolada em tecidos finos e suaves, uma bebé com o cabelo azul, olhos castanhos. Afron e Alexandrya aproximaram-se da cama. A alegria estava estampada na cara dos dois, um por ter sido pai novamente e a outra por ter uma irmã com quem brincar para além de Ondine.

Afron beijou a testa da mulher e sorriu olhando para a sua filha recém-nascida.

- Vai chamar-se Kimi.- Disse Célia sorrindo.

- Sê bem-vinda, Kimi.- Acrescentou Afron também sorrindo.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
   

 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- I

Olá
Aqui fica o primeiro capítulo da segunda parte.
Espero que gostem.
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I

Alexandrya era uma menina traquina. No auge dos seus 4 anos de idade, conseguia ser mais arisca que a sua mãe. Tinha o cabelo castanho-claro apanhado em dois ondangos que terminavam em duas madeixas entrançadas. Os olhos eram castanhos e vivos. Gostava de correr pelos jardins do Palácio e de comer morangos e outros frutos silvestres que os Jardineiros Reais lhe traziam para o lanche. Usava um vestido bege com um laço azul- escuro atrás.

Passaram-se alguns anos desde o casamento de Célia e Afron. Alexandrya era a primeira filha do casal, já que Célia esperava outra Princesa.


Na Lua Negra, a situação era idêntica. Dravna também já tinha uma filha. Chamava-se Zyona e tinha o cabelo preto e sedoso, olhos da mesma cor, boca e nariz finos. Tinha a mesma idade de Alexandrya. E, tal como Célia, também Dravna esperava outra Princesa.


Antes de Alexandya nascer, Célia foi a Manah para saber mais sobre a sua família e encontrou coisas interessantes, entre as quais a constituição do Primeiro Exército Real. Reunia algumas das mais poderosas Rainhas do Universo Mágico e que a própria Rainha fizera parte dele como Guardiã. Enquanto estava em Manah, recebera treinos para se tronar Rainha mas também Guardiã do seu planeta. Por isso, recebera um medalhão em forma de losângulo com a lua gravada e o nome de Guardiã de Sailor Crystal Moon e a sua mãe recebera um medalhão em forma de flor e o título de Sailor Royal Moon. Mas não encontrara referentes à sua sobrinha Chastity.

- Mestra, onde estão as informações referentes à minha sobrinha? Porque não estão aqui? O que lhes aconteceu?-

Kirinah, que estava distraída com uns pergaminhos, surpreendeu-se com as perguntas. Virou-se para a antiga discípula e respondeu-lhe com um sorriso:

- Estou a ver que não te contaram todos os pormenores. Foi por isso que vieste até aqui. Pois muito bem. Eu vou contar-te. Vamos para um sítio mais arejado para podermos conversar mais à vontade.-

Saíram da Zona Proibida da Biblioteca e dirigiram-se ao banco de jardim debaixo da árvore. Célia sorriu ao lembrar-se de todos os momentos passados ali.

- Como sabes, a Primeira Rainha teve duas filhas. Selene e tu.- respirou fundo antes de continuar:

- Também sabes que nesse tempo, a Lua Branca e a Lua Negra estavam em paz. E que durante esse tempo nasceu Selene.- Fez nova pausa e continuou:

- Mas o que não sabes é que Selene casou antes de tu nasceres.- Célia mostrava-se cada vez mais curiosa. Kirinah continuou e desta vez sem rodeios:

- Naquele tempo, quando eu era criança, e Selene casou, a Rainha Silewe esteve para abdicar do trono por não ser permitido que a Lua Branca fosse governada por duas Rainhas. Mas Selene não quis ser Rainha apesar do seu imenso poder e de ter casado. E Silewe teve de continuar no trono. Passado um tempo, nasceu Chastity. Depois de ela crescer e se fazer mulher, a guerra recomeçou e durou mais tempo do que previsto. E desta vez a Rainha não pôde participar em grande parte porque estava grávida de ti.-

Célia fez um ar de espanto. Kirinah continuou:

- Sim, é verdade. Ninguém esperava que acontecesse mas aconteceu.- Kirinah levantou-se e foi até ao sítio onde Célia costumava dormir. Virou-se para ela e continuou:

- Quando chegou a altura do teu nascimento, a guerra parecia não ter fim. Por isso, eu e a Rainha decidimos que nascerias aqui. Concedemos a que o Rei viesse assistir ao parto e assim foi. Tu não foste enviada para aqui. Nasceste aqui e foste mantida em segurança e em sigilo durante 20 anos. Quanto a Tarina, a história que te contaram é verdadeira.-

Quando Kirinah terminou, as lágrimas corriam pelo rosto de Célia, que se levantou bruscamente e disse entre soluços:

- Porque não me contou antes a verdade? Porquê? Foi por medo que eu quisesse voltar a Lua Branca?-

Kirinah respondeu de forma calma e tentando ignorar o choro de Célia:

- Não te contei porque a Rainha me pediu.- Célia foi ao encontro de Kirinah que estava ao pé da porta daquele que outrora tinha sido o seu quarto. A Sacerdotisa pôs-lhe a mão no ombro para a tentar consolar mas Célia desviou-a com brusquidão. Kirinah continuou:

- Naquela altura, eu era muito jovem. Tinha acabado de me tornar Sacerdotisa-Mor após o retiro da minha antecessora Arinah, mas percebi a razão do pedido. Estávamos em guerra e o sítio mais seguro era aqui.- Virou-se para Célia que ainda tinha os olhos com lágrimas mas conseguiu olhar de novo para Kirinah, que rematou:

- Compreendes agora porque não te contei? Queria proteger a Princesa, mas ao mesmo tempo, a única esperança da Rainha Silewe para que a paz pudesse perdurar.-

 Kirinah ia afastar-se para deixar Célia sozinha com os seus pensamentos, mas foi impedida por esta que a agarrou por um braço e a abraçou. Entre soluços ainda conseguiu dizer:

- Obrigada.-
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- Prólogo


Olá
Aqui fica o prólogo da segunda parte.
Espero que gostem.
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Prólogo- Parte 2

Passou algum tempo desde os casamentos das Princesas da Lua Branca e Negra e das respectivas coroações que se realizaram durante a cerimónia de casamento.

Durante os primeiros tempos de casadas, as novas Rainhas tiveram tempo para as luas-de-mel e depois foram confrontadas com os deveres da governação. Este período foi particularmente difícil, uma vez que apesar dos treinos recebidos em Manah e Infinus, nem uma nem outra sabia como lidar com as situações.

Foi graças á ajuda das suas Conselheiras mas também dos maridos, que tinham alguma experiência, que conseguiram tomar sempre as decisões certas em relação aos diferentes problemas do Reino.

Passado esse período conturbado, chegaram as boas notícias: as Rainhas esperavam as suas primeiras filhas.

Célia teve uma menina a quem pôs o nome de Alexandrya e Dravna teve outra menina a quem pôs o nome de Zyona.

As crianças cresciam fortes e alegres na companhia dos seus pais e amas.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana
Bjs
Joana
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- XVIII

Olá
Tal como prometido, aqui fica o capítulo da semana.
Espero que gostem.
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XVIII

Passou-se um ano desde a chegada das Princesas e das suas Conselheiras Reais aos respectivos planetas. Durante o tempo que se seguiu às revelações da família, as Princesas passaram o último ano a preparar os seus casamentos. O corrupio nos Palácios das Luas Branca e Negra era grande, não se falava de outra coisa na cidade desde que foram anunciados os noivados. Estava tudo ansioso por aquele dia.

No Palácio da Lua, Célia fazia a prova final do vestido. Era longo, de um branco brilhante e limpo, que simbolizava a pureza da lua. As costureiras acertavam as pontas maiores e a bainha para que a futura Rainha não tropeçasse durante a cerimónia que se iria realizar na semana a seguir. Para além do vestido, levaria um conjunto de jóias constituídas por um colar de pérolas rosa, uma pulseira igual e uma tiara com o símbolo da lua gravado.


Entretanto, na Lua Negra, também se preparava o casamento de Dravna e Zircónia. Ao contrário do vestido de Célia, que era branco, o de Dravna era cinzento. Também tinha um conjunto de jóias como um colar, uma pulseira e uma tiara, mas, ao contrário das de Célia, as de Dravna eram negras.

Estranhamente, nem Célia nem Dravna se mostravam ansiosas com o casamento. Embora amassem os seus futuros maridos, não o levavam com muito entusiasmo. Parecia que se tratava mais de uma obrigação que um acto de felicidade. Ambas tinham feito uma promessa e agora estavam a cumpri-la. Era a única coisa que interessava naquele momento.

Os locais onde se iam realizar as cerimónias já estavam quase preparados. Tratava-se das Salas do Trono de Silver Millennium e Dark Millennium, os reinos destes dois planetas. Estes eram enfeitados com cristais e flores rosa no Palácio da Lua e com cristais negros e flores cinzentas no Palácio Negro. Mas não só nos Palácios havia decorações. Nas cidades de Crystal Tokyo e Dark Tokyo, as ruas também estavam enfeitadas com cristais rosa e brancos na Lua Branca, cinzentos e pretos na Lua Negra.

Durante os dias que antecederam o casamento, nenhuma das Princesas travou contacto com os respectivos noivos. Apenas Dravna dava uma escapadela de vez em quando para estar com o seu amado. Mas Célia nunca se encontrou com Afron. Os preparativos para o casamento tinham-se tornado numa prioridade quase absoluta nas suas vidas, quer de Célia quer de Dravna.

Finalmente, chegou o dia do casamento. Célia levantou-se como em qualquer outra manhã. Apesar da calma mostrada nos últimos dias, esta era apenas aparente: o nervosismo e a ansiedade pelo grande dia eram agora visíveis no rosto de Célia. Saiu da cama e dirigiu-se à varanda a fim de ser agraciada pela brisa suave da manhã. Nesse momento, bateram à porta. Como ninguém a foi abrir, esta abriu-se sozinha e Tarina entrou timidamente no quarto. Como não encontrou Célia na cama, foi até à varanda.

- Bom dia, Majestade.- Cumprimentou Tarina, sorrindo.- Como te sentes hoje?-

Célia sobressaltou-se quando a viu a seu lado. Olhou para a porta e deduziu que tinha entrado sem que ela se apercebesse. Com um sorriso nervoso na cara, Célia respondeu-lhe inspirando uma golfada de ar e depois expelindo-a:

- Bom dia, Tarina. Estou uma pilha. Como deves imaginar, é a primeira vez que vou casar.-

Tarina respondeu-lhe com um gesto de conforto e entraram no quarto para se prepararem para o acontecimento daquele dia.


Entretanto, na Lua Negra, Dravna também se levantou muito nervosa. Tinha estado a disfarçar durante os últimos dias, mas agora não podia esconder mais. O casamento era demasiado novo para ela, como era tudo naquele planeta. Mas, tal como se conseguira adaptar á sua nova casa, também ia conseguir adaptar-se à nova vida, que começava a partir daquele dia.

Apesar dos nervos e de toda a ansiedade, nenhuma das Princesas conseguia esconder a felicidade que sentia. Cada uma passou a manhã arranjar-se para os casamentos que iriam ter lugar daí a algumas horas. Tudo tinha de estar perfeito para os dias mais importantes das suas vidas. Célia e Dravna estavam ansiosas.

Os casamentos realizaram-se com grande aparato. Todos os convidados estavam felizes e a festa durou até à manhã seguinte, já depois de os casais terem ido para os seus quartos.

Uns dias depois do casamento de Célia, Tarina casava com o escudeiro do Rei.

E assim começa uma nova geração.

 

Fim da Primeira Parte 
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Para a semana, começa a segunda parte da história.
Boa semana e bom feriado.
Bjs
Joana