sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 2- I

Olá
Aqui fica o primeiro capítulo da segunda parte.
Espero que gostem.
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I

Alexandrya era uma menina traquina. No auge dos seus 4 anos de idade, conseguia ser mais arisca que a sua mãe. Tinha o cabelo castanho-claro apanhado em dois ondangos que terminavam em duas madeixas entrançadas. Os olhos eram castanhos e vivos. Gostava de correr pelos jardins do Palácio e de comer morangos e outros frutos silvestres que os Jardineiros Reais lhe traziam para o lanche. Usava um vestido bege com um laço azul- escuro atrás.

Passaram-se alguns anos desde o casamento de Célia e Afron. Alexandrya era a primeira filha do casal, já que Célia esperava outra Princesa.


Na Lua Negra, a situação era idêntica. Dravna também já tinha uma filha. Chamava-se Zyona e tinha o cabelo preto e sedoso, olhos da mesma cor, boca e nariz finos. Tinha a mesma idade de Alexandrya. E, tal como Célia, também Dravna esperava outra Princesa.


Antes de Alexandya nascer, Célia foi a Manah para saber mais sobre a sua família e encontrou coisas interessantes, entre as quais a constituição do Primeiro Exército Real. Reunia algumas das mais poderosas Rainhas do Universo Mágico e que a própria Rainha fizera parte dele como Guardiã. Enquanto estava em Manah, recebera treinos para se tronar Rainha mas também Guardiã do seu planeta. Por isso, recebera um medalhão em forma de losângulo com a lua gravada e o nome de Guardiã de Sailor Crystal Moon e a sua mãe recebera um medalhão em forma de flor e o título de Sailor Royal Moon. Mas não encontrara referentes à sua sobrinha Chastity.

- Mestra, onde estão as informações referentes à minha sobrinha? Porque não estão aqui? O que lhes aconteceu?-

Kirinah, que estava distraída com uns pergaminhos, surpreendeu-se com as perguntas. Virou-se para a antiga discípula e respondeu-lhe com um sorriso:

- Estou a ver que não te contaram todos os pormenores. Foi por isso que vieste até aqui. Pois muito bem. Eu vou contar-te. Vamos para um sítio mais arejado para podermos conversar mais à vontade.-

Saíram da Zona Proibida da Biblioteca e dirigiram-se ao banco de jardim debaixo da árvore. Célia sorriu ao lembrar-se de todos os momentos passados ali.

- Como sabes, a Primeira Rainha teve duas filhas. Selene e tu.- respirou fundo antes de continuar:

- Também sabes que nesse tempo, a Lua Branca e a Lua Negra estavam em paz. E que durante esse tempo nasceu Selene.- Fez nova pausa e continuou:

- Mas o que não sabes é que Selene casou antes de tu nasceres.- Célia mostrava-se cada vez mais curiosa. Kirinah continuou e desta vez sem rodeios:

- Naquele tempo, quando eu era criança, e Selene casou, a Rainha Silewe esteve para abdicar do trono por não ser permitido que a Lua Branca fosse governada por duas Rainhas. Mas Selene não quis ser Rainha apesar do seu imenso poder e de ter casado. E Silewe teve de continuar no trono. Passado um tempo, nasceu Chastity. Depois de ela crescer e se fazer mulher, a guerra recomeçou e durou mais tempo do que previsto. E desta vez a Rainha não pôde participar em grande parte porque estava grávida de ti.-

Célia fez um ar de espanto. Kirinah continuou:

- Sim, é verdade. Ninguém esperava que acontecesse mas aconteceu.- Kirinah levantou-se e foi até ao sítio onde Célia costumava dormir. Virou-se para ela e continuou:

- Quando chegou a altura do teu nascimento, a guerra parecia não ter fim. Por isso, eu e a Rainha decidimos que nascerias aqui. Concedemos a que o Rei viesse assistir ao parto e assim foi. Tu não foste enviada para aqui. Nasceste aqui e foste mantida em segurança e em sigilo durante 20 anos. Quanto a Tarina, a história que te contaram é verdadeira.-

Quando Kirinah terminou, as lágrimas corriam pelo rosto de Célia, que se levantou bruscamente e disse entre soluços:

- Porque não me contou antes a verdade? Porquê? Foi por medo que eu quisesse voltar a Lua Branca?-

Kirinah respondeu de forma calma e tentando ignorar o choro de Célia:

- Não te contei porque a Rainha me pediu.- Célia foi ao encontro de Kirinah que estava ao pé da porta daquele que outrora tinha sido o seu quarto. A Sacerdotisa pôs-lhe a mão no ombro para a tentar consolar mas Célia desviou-a com brusquidão. Kirinah continuou:

- Naquela altura, eu era muito jovem. Tinha acabado de me tornar Sacerdotisa-Mor após o retiro da minha antecessora Arinah, mas percebi a razão do pedido. Estávamos em guerra e o sítio mais seguro era aqui.- Virou-se para Célia que ainda tinha os olhos com lágrimas mas conseguiu olhar de novo para Kirinah, que rematou:

- Compreendes agora porque não te contei? Queria proteger a Princesa, mas ao mesmo tempo, a única esperança da Rainha Silewe para que a paz pudesse perdurar.-

 Kirinah ia afastar-se para deixar Célia sozinha com os seus pensamentos, mas foi impedida por esta que a agarrou por um braço e a abraçou. Entre soluços ainda conseguiu dizer:

- Obrigada.-
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana

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