segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão- XII

Olá
Fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XII

Finalmente, os Quartos-de- Final do torneio iam começar. Depois de uma pausa prolongada, estavam todos entusiasmados.

O estádio tinha sido construído especialmente para o evento. A arena era maior que na maioria dos torneios e as bancadas estavam espalhadas e protegidas com uma barreira para que o público não levasse com os ataques dos combatentes.

Julie estava apreensiva desde que descobrira a história de Sunya. Os participantes reuniram-se para a apresentação das equipas.

Um homem de fato, louro, de óculos de sol apareceu para anunciar as equipas. Reconheceu de imediato o grupo de Julie. Era a única pessoa de fora que sabia os verdadeiros motivos do torneio, por isso Julie falou sem rodeios quando se apresentou:

- Sou a treinadora e responsável por apresentar os elementos da minha equipa.- Começou por dizer. Entregou uma lista ao homem, acrescentando: - Demorou um pouco mais, mas está concluída. Esta é a lista dos participantes para a fase final do torneio.-

O homem sorriu e disse:

- Obrigada. Os da outra equipa já foram entregues. As equipas serão anunciadas daqui a pouco.- Foi para a cabine dos comentários. Até o árbitro tinha de estar seguro.

Pouco depois, as equipas foram chamadas para junto da arena. Julie estava atenta á equipa adversária, queria saber quem era Sunya. Os nomes dos participantes foram anunciados um a um. Conforme ouviam o seu nome, cada um avançava para cima da arena.  

A equipa de Julie foi a primeira a avançar. Tenshin, Chaos, Yamcha, Lapis, Lazuli, Krilin, Satã, Trunks e Songoten foram os escolhidos para os Quartos-de-Final. Metade da equipa seria para as Meias-Finais e a outra para a Final onde se incluía Songoku, Vegeta, Broly e Songohan que entretanto também se juntara e recebera um pouco do treino de Julie.

Depois, foi a vez da Equipa Omega. Os elementos que Julie esperava não estavam presentes. Como calculara, o General estava a guardá-los para a Final. Tal como na equipa de Julie, também os elementos que não participavam na Final estavam a assistir. Para além de Jacob e May, havia uma outra figura protegida por um capuz. Ao olhar para ela, Julie teve a certeza que se tratava de Sunya. Graças á Técnica dos Quatro Elementos, conseguiu sentir a energia dela.

De repente, lembrou-se do pedido de Songohan para o treinar. Tinha sido pouco depois de ter treinado Broly. Na altura, fora dura nas palavras, mas fê-lo perceber que o seu potencial era maior do que ele suponha e que devia aproveita-lo da melhor forma. Por isso, decidiu aplicar-lhe o mesmo tipo de treino que os outros. Estava feliz por poder ajudar p sobrinho a recuperar a confiança nele próprio. Sorriu quando o viu chegar ao longe com a família.

A competição ia começar daí a algumas horas. Depois do anúncio das equipas, todos os participantes recolheram aos respectivos balneários para se prepararem. O primeiro a subir ao ringue seria Tenshin seguido de Krilin, depois Yamcha e Chaos. Os restantes entrariam nas Meias-Finais.

- A equipa mais importante é a da Final.- Começou Julie. – É ela que vai decidir o destino de todos nós.-

Estavam reunidos na sala da equipa, que ficava anexa aos balneários. A treinadora explicava a estratégia.

- Seja qual for o vosso adversário, devem ir com calma. Não se esqueçam que estes combates são apenas testes para medir as vossas capacidades, enquanto damos um bom espectáculo para a multidão.- Acrescentou olhando para a equipa participante e principalmente para Tenshin:

- Conto com todos.-

Depois, seguiram para a arena. Os restantes participantes bem como o resto do grupo, ficaram numa bancada próxima da arena. Também estava protegida por uma barreira, mas esta podia ser facilmente transposta para se ir dar apoio ou instruções aos combatentes. De início, apenas Julie podia fazê-lo.

O sinal foi dado e o primeiro combate começou. Opôs Tenshin a um dos soldados da Equipa Omega. Revelou-se um combate mais difícil do que o esperado. O General pensara em tudo. Mas, no fim, Tenshin saiu vencedor. Seguiram-se os outros combates, onde todos saíram vencedores. No final, iriam ser anunciados os candidatos que participariam nas Meias-Finais.

O grupo voltou a reunir-se na sala da equipa. Julie já tinha a sua decisão formada e entregue ao árbitro, mas tinha de a comunicar ao grupo para que não restassem dúvidas.

- Para estas Meias-Finais, vão participar: o Satã, o Trunks, o Songoten, o Lapis e a Lazuli.- Anunciou. Depois, acrescentou:

- Os restantes ficam de reserva para o caso de acontecer alguma coisa na Final. Não se esqueçam que o verdadeiro torneio começa aí.-

Olhou para o grupo dos Quartos-de- Final e disse:

- Isto foi apenas um treino.-

Sorriu e deu a reunião por terminada. Retiram-se todos para as residências dos participantes. Julie ficou mais um pouco. Precisava de pôr alguns pensamentos em ordem. Pegou no comunicador e ia ligar para Manah, quando uma voz surgiu atrás dela.

- Não precisas de tee preocupar. Vai correr tudo bem.-

Virou-se e viu um homem baixo, careca com olhos pequeninos vestido com um fato azul-escuro. Era o Tartaruga Genial, o primeiro Mestre do irmão. Avançou na sua direcção. Julie já tinha ouvido falar nele. Para além de ser um excelente mestre de artes marciais, também era um pouco abusivo no que respeitava a mulheres, mas desta vez parecia não estar para esses comportamentos. Deteve-se ao seu lado e continuou:

- Sabes, já vivi muito e vi muita coisa ao longo destes anos.- Fez uma pausa para que o acompanhasse até ao exterior do edifício. Ela assentiu. Estava uma noite quente, apesar da brisa que de vez em quando soprava. Ele continuou:

- O teu irmão e os outros já passaram por muito e sabem muito bem o que está em jogo. Devias confiar mais neles.-

Julie percebeu do que ele estava a falar. Disse, um pouco apreensiva:

- Mas se eles ficarem a saber, podem perder o foco e eu não quero isso. O universo precisa deles.-

Tartaruga Genial sorriu e disse antes de se retirar:

- Mas quem é que disse que tinhas de contar aos rapazes?- Retirou-se.

Aquela pergunta fazia sentido. Havia mais pessoas em quem podia confiar. Gente que, seguramente, a ia apoiar e aconselhar sobre a melhor decisão a tomar.

Com este pensamento, retirou-se também para a residência dos participantes.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Vou tentar publicar um capitulo por semana.
Bjs
Joana
 

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão- XI

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XI

Abriu o ficheiro. Estava cheio de recortes de jornal com notícias do Exército da Legião Vermelha. Entre eles, a notícia de que tinha sido derrotado por um «rapaz misterioso». Sorriu quando se lembrou que fora o seu irmão. Nessa altura, ela estava em Manah e era muito pequena.

Continuou a passar os olhos pelas notícias, até que parou num pequeno conjunto. Era sobre um dos cientistas que trabalharam com o Exército: o Dr. Gero. Lembrava-se de Bulma uma vez ter falado nele. Durante algum tempo, foi reconhecido pelo seu trabalho na robótica, mas depois caiu no esquecimento. A informação das notícias era pouca mas não precisava de mais.

Segundo o que Ikinah lhe contara quando lhe pediu que investigasse, quase toda a informação desaparecera depois de Songoku os ter derrotado, apenas uma ínfima parte sobrara.

Na maior parte das notícias do conjunto, havia referências a um acidente sofrido pela família do Dr. Gero. O carro onde seguiam despistou-se e caiu numa ravina. Estava a chover torrencialmente e o carro foi arrastado pela lama. Tinha mulher e dois filhos, um rapaz e uma rapariga. A mulher e o filho tiveram morte imediata logo após o embate no chão resultante da queda. O cientista conseguiu sair mas esteve bastante tempo no hospital. Quanto á filha, foi dada como desaparecida.

Depois de sair do hospital, o Dr. Gero refugiou-se num laboratório nas montanhas e nunca mais saiu. A partir do corpo do filho, construiu um andróide semelhante e pôs-lhe o nome de código 16. Durante algum tempo, nunca mais se ouviu falar nele. Uns diziam que morrera, outros que tinha enlouquecido e fora internado.

Passado algum tempo, o laboratório é destruído e todos os seus projectos queimados. Houve envolvimento da família de Julie neste período, segundo o que Bulma lhe contara.

No entanto, alguns salvaram-se e foram parar às mãos de uma facção do Exército até aí desconhecida. Com estes dados, o líder desta fracção começou a sua demanda para reerguer o Exército. Auto-intitulado General Omega, o misterioso homem percorreu as ruinas do laboratório do Dr. Gero e descobriu outros projectos secretos. Depois de uma pesquisa mais aprofundada, consegue encontrar a filha do cientista que está em coma num hospital da capital após ter sido encontrada por um grupo de guardas florestais que andavam a patrulhar aquela zona e deram de caras com uma rapariga quase morta perto dos destroços de um carro.

Durante algum tempo, o homem visitou-a frequentemente e assumiu o papel de tutor. Quando ela acordou e teve alta do hospital, o homem levou-a para o laboratório secreto onde a treinou e educou. Por causa do acidente, a rapariga não tinha memórias do seu passado, o que acabou por ser uma vantagem para o General que fez dela o seu melhor soldado.

Devido às múltiplas mazelas sofridas durante o acidente, a rapariga tinha partes do corpo mecânicas, algumas colocadas no hospital, outras o General fizera questão de lhe implantar com a ajuda dos projectos do Dr. Gero que encontrara. Graças a esses acrescentos, a rapariga desenvolveu um estranho e perigoso poder. Por ser difícil de controlar, o General criou uma sala especial para ela treinar. Uma baseada em templos antigos. Ao fazer a pesquisa, descobriu a existência das Ordens Sagradas de Manah e Infinus bem como dos planetas Lua Branca e Lua Negra. Foi através da vidente Baba, depois de a vencer num pequeno torneio, que o General soube das Bolas de Cristal e de tudo o que as envolvia. Entrou em contacto com a Lua Negra e fez um acordo: as Bolas de Cristal em troca de uma aliança.

Começou, então, o seu plano de vingança contra Songoku. Usando a rapariga como arma, o General elaborou um sofisticado sistema de espionagem a todos os movimentos de Songoku e da sua família. Durante anos, conseguiu reunir informação suficiente entrega-la á rapariga para que seguisse o plano á risca.

Depois de ler tudo aquilo, Julie reparou que também havia um ficheiro com imagens. Abriu-o. Os seus olhos arregalaram-se de choque. Todas aquelas imagens apareciam nos seus sonhos. O jardim parecido com o de Manah, a arena de combate, tudo. Flaches do sonho passaram-lhe pela mente. Rapidamente, fechou tudo.

Saiu do quarto, desceu as escadas e passou pela porta da rua. Os outros ficaram a olhar para ela com um misto de surpresa e apreensão.

A noite estava calma. Inspirou o ar puro. Começou a chorar. As lágrimas caíam-lhe pela cara à medida que se apercebia do que acabara de descobrir. A rapariga das notícias era Sunya. Era a filha do Dr. Gero. Aqueles projectos eram pedidos desesperados de um pai para encontrar a sua filha e protegê-la do próprio Exército. Ele já sabia daquela fracção há algum tempo. O que começou como um plano de vingança rapidamente se transformou em algo maior. O verdadeiro objectivo deles era dominar tudo e iam até onde fosse preciso.

Agora, tinha a certeza. Tinham de ganhar o torneio e ao mesmo tempo ajudar Sunya.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
      

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5- Torneio do Dragão- X

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

X

Depois de comer, Julie retirou-se para o quarto. Kika ficou apreensiva e comentou com o marido:

- Ela está estranha. Ultimamente, anda a fechar-se muito no quarto. Há qualquer coisa que ela não quer contar e deve ser grave.-

Songoku também comentou:

- Sim, ainda esta manhã veio com uma conversa esquisita.-

Kika olhou-o intrigada e perguntou:

- Que conversa?-

Songoku respondeu não dando muita importância:

- Perguntou-me o que faria se um inimigo me pedisse ajuda. Eu achei aquilo esquisito.-

Kika também pareceu preocupada. Do pouco que conhecia de Julie, ele não era de se preocupar com esse tipo de coisa.

Entretanto, no seu quarto, Julie olhava para o intercomunicador. Estava indecisa se haveria de ligar para Ikinah ou não. Sem querer, já plantara a dúvida na mente do seu irmão provavelmente no resto da família o que seria um problema visto que o torneio estava a entrar na fase decisiva e precisavam de se concentrar.

Decidiu rever algumas informações sobre os adversários para poder delinear uma estratégia. Tinha pedido á organização, mas não podiam ser demasiado pessoais. Todas as fichas dos próximos adversários tinham-lhe sido enviadas para o computador do comunicador, pelo que era só abrir a pasta e consultar. Para além de alguns dados pessoais, também estavam fotografias da cara. Entre os ficheiros, para além daqueles que já conhecia, estava um de uma rapariga que também pertencia á Equipa Omega mas que nunca ouvira falar. Segundo a ficha, chamava-se Sunya e tinha o cabelo castanho-escuro apanhado numa trança e os olhos da mesma cor. A fotografia era de busto, mas dava para ver que se vestia como os outros.

Não tinha muitos dados, o que achou estranho tendo em conta que eram um exército. Copiou o nome para um motor de busca, mas as informações que encontrou eram escassas. Resolveu, então, ligar a Ikinah e perguntar-lhe se já tinha ouvido falar naquela rapariga.

«Não, nunca ouvi falar.» Respondeu-lhe a Mestra.

Então, Julie pediu:

- Pode procurar mais informações sobre ela, por favor? De certeza que os ficheiros de Manah conseguem uma pesquisa mais profunda. Preciso de saber o máximo que conseguir.-

Ikinah sorriu e disse antes de desligar:

«Vou ver o que posso fazer. Adeus, minha querida.»

- Obrigada.- Agradeceu Julie e desligou.


No centro de treino da Equipa Omega, Sunya terminava mais um dia de treino. Tal como Julie, também tivera acesso às fichas dos participantes. Estava sentada no alpendre a ver os ficheiros. As de Songoku, Vegeta e Broly intrigavam-na, mas foi a de Julie que lhe chamou a atenção. Sentia que conhecia aquela rapariga de algum lado, mas não tinha a certeza de onde.

- Não te preocupes tanto.- Uma voz surgiu perto dela. Virou-se e o General Omega estava ao seu lado. – Ela é apenas uma adversária.- Acrescentou.- Não tens de ter medo.- Apontou para os rostos dos 3 homens – Com estes é que tens de te preocupar. Eles é que vão entrar no torneio. Ela é só a treinadora.-

Sunya sorriu ainda que forçada. Levantou-se e retomou o treino.

O General sorriu.


Julie passou o resto do dia no quarto á espera de notícias, enquanto revia as fichas. Havia algo naquela rapariga que não estava bem. Sentia que já a tinha visto mas não se lembrava onde nem quando.

O barulho da porta fê-la voltar á realidade. Kika entrou com uma bandeja de comida que pousou na secretária ao mesmo tempo que comentava:

- Como não desceste para jantar, trouxe-te qualquer coisa. Estás aqui há horas, precisas de comer para ganhares forças e concentras-te melhor.-

- Obrigada.- Agradeceu Julie, largando os ficheiros e indo para junto da bandeja. Começou logo a comer.

Kika ainda acrescentou antes de sair:

- De nada, querida. Se precisares de alguma coisa estou lá em baixo.- E saiu fechando a porta atrás de si.

Depois de comer, Julie desceu para devolver a bandeja e arrumar a loiça. Quando voltou ao quarto, tinha uma mensagem de Ikinah. Abriu-a e leu:

«Minha querida,

Envio tudo o que consegui apurar sobre a rapariga que mencionaste. Não foi fácil, pois a informação estava muito dispersa, mas com a ajuda da vidente Baba, consegui reunir bastante informação.

Espero que seja útil.

Bjs e Boa Sorte,

Ikinah.»

No fim da mensagem, havia um ficheiro anexo. Julie transferiu-o para a pasta onde estavam os outros. Finalmente ia descobrir quem era aquela rapariga e porque parecia conhecê-la.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5-Torneio do Dragão- IX

Olá
Ano Novo, capitulo novo.
Espero que gostem.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

IX

Julie… uma voz chamou ao longe. Quem és tu? Perguntou a rapariga correndo na sua direcção. De repente, estava em Manah novamente. No jardim da Sala Especial de Treino mas, desta vez, a voz que ouvia não era da sua mãe, era de alguém que não conhecia. Sem pensar, correu para ela. Espera…gritava enquanto corria. Depois, a escuridão. Uma arena de combate surgiu e uma luz forte iluminou todo o recinto. Uma figura misteriosa vinha da luz e tornou a chamar Julie…

Julie acordou sobressaltada. Estava a suar em bica. Olhou em volta e reconheceu o quarto da casa do irmão. Tinha sido um sonho. Levantou-se e foi até á cozinha beber um copo de água. Estava tudo sossegado por ainda ser de noite. Serviu-se e voltou para o quarto um pouco mais calma. Voltou a deitar-se mas não conseguia adormecer. Imagens do sonho vinham-lhe á mente e faziam com que tivesse medo de voltar a adormecer. O que quererá dizer aquele sonho? De tanto andar às voltas acabou por adormecer.


Na manhã seguinte, foi a última a acordar. Quando desceu para tomar o pequeno-almoço, Kika ficou admirada.

- Bom dia.- Cumprimentou.

Julie sorriu ligeiramente e sentou-se sem qualquer entusiasmo. Serviu-se sem dizer uma palavra. Kika sentou-se perto dela, olhou-a nos olhos e perguntou:

- Passa-se alguma coisa? Dormiste mal? Sabes que podes contar-me se houver alguma coisa a atormentar-te.-

Julie sorriu mais uma vez e respondeu num fio de voz:

- Obrigada, mas não é nada de mais. Deve er por causa do torneio, está a chegar ao fim e estou mais nervosa.-

Kika pareceu esclarecida. Levantou-se e continuou a arrumar a cozinha. Julie acabou de comer e, depois de ajudar a arrumar, subiu para o quarto.

Os quartos-de-final do torneio tinham começado há mais de uma semana e todos se estavam a sair muito bem, conforme as previsões de Julie. As equipas para as meias-finais estavam quase fechadas, faltava apenas saber onde colocar Songoku, Vegeta e Broly que ainda não tinham combatido.

Depois de entrar no quarto, pegou no comunicador e ligou para Manah. O rosto de Ikinah voltou a aparecer na projecção. «Então, o que se passa?» Perguntou a Mestra.

- Mestra, há algo que me anda a perturbar desde que a parte final do torneio começou.-

«E o que é, querida? Sabes que podes sempre contar comigo.»

Julie sorriu.

. Eu sei por isso é que lhe estou a contar isto. Não quero que mais ninguém saiba para não os distrair do torneio.-

Ikinah pareceu preocupada. Incentivou-a:

«Podes contar, sou toda ouvidos.»

Julie hesitou um pouco antes de começar. Queria escolher as palavras certas.

- Sabe, Mestra, tenho tido uns sonhos muito esquisitos ultimamente.- Começou. Ikinah ouvia sem dizer nada. Continuou:

- Começam sempre em Manah onde ouço uma voz que desconheço, quando a tento apanhar, aparece a arena do torneio, depois uma luz e a mesma voz e depois acordo.- Fez uma pausa e concluiu: - Acha que pode ser uma premonição ou apenas cansaço?-

Ikinah pensou um pouco antes de responder:

«Perante o que me contaste, parece-me que se trata de uma premonição, como se alguém te estivesse a querer dizer qualquer coisa».

Julie concordou:

- Também me parece, Mestra. Mas quem poderá ser? Eu não conheço ninguém para além do meu irmão e do resto do grupo.-

Ikinah fez uma expressão de compreensão. Antes de desligar, disse:

«Tens de descobrir o que se passa. Não contes nada aos outros por enquanto para não os distrair do torneio. Adeus, minha querida» E desligou.

Julie estava apreensiva. Tinha de arranjar uma solução ao mesmo tempo que se certificava que não preocupava ninguém. A sua mente estava cheia de perguntas que precisavam de resposta.

Resolveu ir dar uma volta pela floresta para pôr as ideias em ordem.

Estava um dia quente de Verão, mas, apesar disso, soprava uma brisa fresca de vez em quando por entre as folhagens das árvores que formavam uma sombra agradável. Depois de andar alguns metros para longe de casa, Julie foi dar a uma pequena clareira á beira de um riacho. Inspirou o ar puro e sentou-se na relva macia. Trazia um vestido simples com algumas flores bordadas. Ikinah dera-lho para ocasiões mais descontraídas. Calçava umas sandálias semelhantes ás que as Sacerdotisas usavam em Manah. Descalçou-se e molhou os pés na água fresca do riacho. Soube-lhe bem. Depois, voltou a calçar-se e continuou a sua caminhada. Já tinha estado naquela floresta mas fora com Broly para treinar. Agora, era diferente. Sentia-se em perfeita comunhão com a natureza. De repente, ouviu um chapinhar não muito longe. Seguiu o ruido e foi dar a um sítio pedregoso onde havia uma pequena cascata e a continuação do curso de água de há pouco mas agora transformado num rio um pouco maior. O chapinhar tornou-se mais nítido e aproximou-se. Do outro lado de uma das rochas maiores, estava um homem de tronco nu com umas calças laranja, sendo que o resto da roupa estava pousada ali perto. Os músculos bem definidos davam-lhe uma silhueta imponente. As gotas de suor e água á sua volta brilhavam á luz do sol. Estava de pé de costas para ela e, de vez em quando, tocava com as mãos na água de onde tirava um peixe que punha num cesto também ali perto. Era Songoku que estava a pescar e fazia aquele barulho que ouvia. Aproximou-se devagar, mas Songoku deu logo pela sua presença. Sorriu ao vê-la. Julie corou mas sorriu de volta. Avançou até perto do irmão. Sentou-se numa pedra ali perto. Goku vestiu-se e juntou-se-lhe. Julie quebrou o silêncio:

- Então, costumas pescar sempre aqui?-

Songoku respondeu:

- Sim, ajuda-me a treinar mas também a trazer comida para casa. E tu, que fazes aqui?-

Julie respondeu sorrindo:

- Estava a passear por aqui quando ouvi um barulho e resolvi vir ver o que era.-

Era a primeira vez que estavam sozinhos. Nas termas, havia sempre quem os interrompesse mas, desta vez, eram só eles. Finalmente podia ter uma conversa mais demorada com o irmão. Tinha tanto para lhe perguntar que nem sabia por onde começar. Ele olhava-a com um ar curioso como o de uma criança. Bem que os outros a tinham avisado desta característica. O silêncio entre eles era constrangedor. Cada um queria dizer algo, mas as palavras não saíam. Sem que nada o fizesse prever, foi Songoku a quebrar o silêncio:

- Pareces preocupada.- Começou por dizer. Afinal era perspicaz. Pensou Julie. Ele continuou:

- Podes dizer, se quiseres. Eu sei que não nos conhecemos assim tão bem, mas somos irmãos e isso deve chegar, acho eu.-

Sorriu. Ela corou. Estava mesmo empenhado em que a relação deles resultasse apesar não saber por onde começar. Julie olhou-o nervosamente. Não sabia que palavras escolher para lhe dizer o que a afligia sem que ele quisesse saber mais. Não queria preocupar ninguém antes do final do torneio, mas a sua expressão não deixava margem para dúvidas. Inspirou fundo e disse:

- Muito bem. Há uma coisa a preocupar-me, mas tens de prometer que fica entre nós. Não quero que mais ninguém fique nervoso. Precisamos de estar concentrados no torneio agora.-

Songoku assentiu com a cabeça. Então, Julie perguntou:

- Se um inimigo te pedisse ajuda, o que farias?-

Ele pareceu confuso:

- Como assim? Porque é que um inimigo ma iria pedir ajuda?-

Julie tenotou explicar antes de se levantar e encaminhar para casa:

- Imagina que um dos teus inimigos queria deixar de o ser e precisava da tua ajuda.-

Aquela suposição nem sequer se punha na cabeça de Songoku. Nenhum dos seus inimigos chegaria a esse ponto.

Julie concluiu a conversa já ao pé de casa:

- Esquece tudo o que te disse. Foi só uma suposição parva. Concentra-te no torneio.-

Songoku encolheu os ombros e entraram em casa.   
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom Ano.
Bjs
Joana