terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A Guerreira Perdida- Parte 5-Torneio do Dragão- IX

Olá
Ano Novo, capitulo novo.
Espero que gostem.
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IX

Julie… uma voz chamou ao longe. Quem és tu? Perguntou a rapariga correndo na sua direcção. De repente, estava em Manah novamente. No jardim da Sala Especial de Treino mas, desta vez, a voz que ouvia não era da sua mãe, era de alguém que não conhecia. Sem pensar, correu para ela. Espera…gritava enquanto corria. Depois, a escuridão. Uma arena de combate surgiu e uma luz forte iluminou todo o recinto. Uma figura misteriosa vinha da luz e tornou a chamar Julie…

Julie acordou sobressaltada. Estava a suar em bica. Olhou em volta e reconheceu o quarto da casa do irmão. Tinha sido um sonho. Levantou-se e foi até á cozinha beber um copo de água. Estava tudo sossegado por ainda ser de noite. Serviu-se e voltou para o quarto um pouco mais calma. Voltou a deitar-se mas não conseguia adormecer. Imagens do sonho vinham-lhe á mente e faziam com que tivesse medo de voltar a adormecer. O que quererá dizer aquele sonho? De tanto andar às voltas acabou por adormecer.


Na manhã seguinte, foi a última a acordar. Quando desceu para tomar o pequeno-almoço, Kika ficou admirada.

- Bom dia.- Cumprimentou.

Julie sorriu ligeiramente e sentou-se sem qualquer entusiasmo. Serviu-se sem dizer uma palavra. Kika sentou-se perto dela, olhou-a nos olhos e perguntou:

- Passa-se alguma coisa? Dormiste mal? Sabes que podes contar-me se houver alguma coisa a atormentar-te.-

Julie sorriu mais uma vez e respondeu num fio de voz:

- Obrigada, mas não é nada de mais. Deve er por causa do torneio, está a chegar ao fim e estou mais nervosa.-

Kika pareceu esclarecida. Levantou-se e continuou a arrumar a cozinha. Julie acabou de comer e, depois de ajudar a arrumar, subiu para o quarto.

Os quartos-de-final do torneio tinham começado há mais de uma semana e todos se estavam a sair muito bem, conforme as previsões de Julie. As equipas para as meias-finais estavam quase fechadas, faltava apenas saber onde colocar Songoku, Vegeta e Broly que ainda não tinham combatido.

Depois de entrar no quarto, pegou no comunicador e ligou para Manah. O rosto de Ikinah voltou a aparecer na projecção. «Então, o que se passa?» Perguntou a Mestra.

- Mestra, há algo que me anda a perturbar desde que a parte final do torneio começou.-

«E o que é, querida? Sabes que podes sempre contar comigo.»

Julie sorriu.

. Eu sei por isso é que lhe estou a contar isto. Não quero que mais ninguém saiba para não os distrair do torneio.-

Ikinah pareceu preocupada. Incentivou-a:

«Podes contar, sou toda ouvidos.»

Julie hesitou um pouco antes de começar. Queria escolher as palavras certas.

- Sabe, Mestra, tenho tido uns sonhos muito esquisitos ultimamente.- Começou. Ikinah ouvia sem dizer nada. Continuou:

- Começam sempre em Manah onde ouço uma voz que desconheço, quando a tento apanhar, aparece a arena do torneio, depois uma luz e a mesma voz e depois acordo.- Fez uma pausa e concluiu: - Acha que pode ser uma premonição ou apenas cansaço?-

Ikinah pensou um pouco antes de responder:

«Perante o que me contaste, parece-me que se trata de uma premonição, como se alguém te estivesse a querer dizer qualquer coisa».

Julie concordou:

- Também me parece, Mestra. Mas quem poderá ser? Eu não conheço ninguém para além do meu irmão e do resto do grupo.-

Ikinah fez uma expressão de compreensão. Antes de desligar, disse:

«Tens de descobrir o que se passa. Não contes nada aos outros por enquanto para não os distrair do torneio. Adeus, minha querida» E desligou.

Julie estava apreensiva. Tinha de arranjar uma solução ao mesmo tempo que se certificava que não preocupava ninguém. A sua mente estava cheia de perguntas que precisavam de resposta.

Resolveu ir dar uma volta pela floresta para pôr as ideias em ordem.

Estava um dia quente de Verão, mas, apesar disso, soprava uma brisa fresca de vez em quando por entre as folhagens das árvores que formavam uma sombra agradável. Depois de andar alguns metros para longe de casa, Julie foi dar a uma pequena clareira á beira de um riacho. Inspirou o ar puro e sentou-se na relva macia. Trazia um vestido simples com algumas flores bordadas. Ikinah dera-lho para ocasiões mais descontraídas. Calçava umas sandálias semelhantes ás que as Sacerdotisas usavam em Manah. Descalçou-se e molhou os pés na água fresca do riacho. Soube-lhe bem. Depois, voltou a calçar-se e continuou a sua caminhada. Já tinha estado naquela floresta mas fora com Broly para treinar. Agora, era diferente. Sentia-se em perfeita comunhão com a natureza. De repente, ouviu um chapinhar não muito longe. Seguiu o ruido e foi dar a um sítio pedregoso onde havia uma pequena cascata e a continuação do curso de água de há pouco mas agora transformado num rio um pouco maior. O chapinhar tornou-se mais nítido e aproximou-se. Do outro lado de uma das rochas maiores, estava um homem de tronco nu com umas calças laranja, sendo que o resto da roupa estava pousada ali perto. Os músculos bem definidos davam-lhe uma silhueta imponente. As gotas de suor e água á sua volta brilhavam á luz do sol. Estava de pé de costas para ela e, de vez em quando, tocava com as mãos na água de onde tirava um peixe que punha num cesto também ali perto. Era Songoku que estava a pescar e fazia aquele barulho que ouvia. Aproximou-se devagar, mas Songoku deu logo pela sua presença. Sorriu ao vê-la. Julie corou mas sorriu de volta. Avançou até perto do irmão. Sentou-se numa pedra ali perto. Goku vestiu-se e juntou-se-lhe. Julie quebrou o silêncio:

- Então, costumas pescar sempre aqui?-

Songoku respondeu:

- Sim, ajuda-me a treinar mas também a trazer comida para casa. E tu, que fazes aqui?-

Julie respondeu sorrindo:

- Estava a passear por aqui quando ouvi um barulho e resolvi vir ver o que era.-

Era a primeira vez que estavam sozinhos. Nas termas, havia sempre quem os interrompesse mas, desta vez, eram só eles. Finalmente podia ter uma conversa mais demorada com o irmão. Tinha tanto para lhe perguntar que nem sabia por onde começar. Ele olhava-a com um ar curioso como o de uma criança. Bem que os outros a tinham avisado desta característica. O silêncio entre eles era constrangedor. Cada um queria dizer algo, mas as palavras não saíam. Sem que nada o fizesse prever, foi Songoku a quebrar o silêncio:

- Pareces preocupada.- Começou por dizer. Afinal era perspicaz. Pensou Julie. Ele continuou:

- Podes dizer, se quiseres. Eu sei que não nos conhecemos assim tão bem, mas somos irmãos e isso deve chegar, acho eu.-

Sorriu. Ela corou. Estava mesmo empenhado em que a relação deles resultasse apesar não saber por onde começar. Julie olhou-o nervosamente. Não sabia que palavras escolher para lhe dizer o que a afligia sem que ele quisesse saber mais. Não queria preocupar ninguém antes do final do torneio, mas a sua expressão não deixava margem para dúvidas. Inspirou fundo e disse:

- Muito bem. Há uma coisa a preocupar-me, mas tens de prometer que fica entre nós. Não quero que mais ninguém fique nervoso. Precisamos de estar concentrados no torneio agora.-

Songoku assentiu com a cabeça. Então, Julie perguntou:

- Se um inimigo te pedisse ajuda, o que farias?-

Ele pareceu confuso:

- Como assim? Porque é que um inimigo ma iria pedir ajuda?-

Julie tenotou explicar antes de se levantar e encaminhar para casa:

- Imagina que um dos teus inimigos queria deixar de o ser e precisava da tua ajuda.-

Aquela suposição nem sequer se punha na cabeça de Songoku. Nenhum dos seus inimigos chegaria a esse ponto.

Julie concluiu a conversa já ao pé de casa:

- Esquece tudo o que te disse. Foi só uma suposição parva. Concentra-te no torneio.-

Songoku encolheu os ombros e entraram em casa.   
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bom Ano.
Bjs
Joana
 

  

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