sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Asas de Cristal- II- Consternação e Revolta

Mais uma semana, mais um capitulo. Espero qe gostem.
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II

Consternação e Revolta

-O quê?!- Estava mais confusa que nunca. -Como é que é possível que tenha estado a dormir este tempo todo?- Voltei a sentar-me na cama. A gravidez deixara-me exausta muito rapidamente. Olhei para Margaret que continuava sentada na cadeira. A sua expressão era serena mas ligeiramente preocupada. Quase lhe supliquei que me contasse tudo o que acontecera durante aquelas duas semanas.

Ela aproximou-se e sentou-se a meu lado na cama. Pediu-me que lhe desse o papel do bilhete e foi o que fiz. Depois de o examinar, voltou a olhar para mim. Á sua frente, tinha uma mulher loira, com as pontas coloridas, de olhos baços por causa dos enjoos. Usava umas calças de ganga largas e uma t-shirt branca com uma estrela azul. Muito diferente da reputada aluna de psiquiatria que conhecera na prisão há muito tempo. Nessa altura, ainda era ingénua e mal sabia no que se ia meter. Dar-lhe o caso do Joker e ajudá-la com ele fora o pior erro da sua vida. Transformara uma jovem promissora na psiquiatria numa criminosa e agora na mulher e futura mãe desesperada.

Deu-me o papel e apontou para o símbolo no fundo da folha:

-Estas iniciais são de uma organização chamada Asas de Cristal.- Começou. –São um grupo de bandidos que traficam todo o tipo de coisas desde armas a obras de arte e, ás vezes, mas muito raramente, pessoas.-

Voltei a bombardeá-la com perguntas:

-Como é que sabes isso? E o que podem eles querer do Joker?-

Margaret explicou:

- Pouco depois de me reformar, pesquisei sobre eles para a Polícia e descobri que tinham uma espécie de esconderijo algures numa zona deserta.- Fez uma pausa e acrescentou: -É provável que o Joker tenha algum tipo de dívida e por isso tenha ido ter com eles ou então foi raptado.-

De repente, alguns flaches passaram pela minha mente. Risos, luzes, sons e muita bebida. Caí na cama atordoada. Margaret ajeitou-me as almofadas e ajudou-me a recordar.

-Deves descansar dada a tua condição.- Disse com uma voz mais meiga. Sorriu. Retribui-lhe.

Pus a mão no ventre. Ainda estava liso, mas, em breve, começaria a crescer. Tinha de pensar no meu filho primeiro e depois numa maneira de salvar o seu pai. As lágrimas começaram a correr-me pela cara. Estava mais sensível por causa da gravidez ou então estava a descarregar todo o stress acumulado. Olhei para Margaret com os olhos ainda húmidos. Era um olhar suplicante, como se quisesse que ela me dissesse que dentro de pouco tempo ele chegaria e tudo ficaria bem. Margaret não precisou de pergunter para saber o que eu queria.

-Conta-me outra vez onde fomos.- Pedi.

Pacientemente, lá me contou que tínhamos saído do hotel com o bilhete, atravessado a baixa da cidade em direcção à zona considerada marginal. «Nem o Batman teria coragem de lá ir» Acrescentou com um riso irónico. Depois de atravessarmos essa zona, no carro de Margaret, chegámos ao sítio onde era o hospital-prisão onde o conhecera. «Disseste-me que de vez em quando, ele gostava de ir lá para recordar como tudo acontecera. Mais uma mania dele, suponho!» Exclamou Margaret. As salas ainda estavam como as deixara. Até os cheiros eram os mesmos. «Foi aí que tiveste o primeiro enjoo» Recordou. Depois, passámos pelos tanques de ácido onde nos atirámos num acto de loucura. «Sempre pensei que tivesse ficado estéril depois daquilo» Recordei a certa altura. Voltei a olhar para o ventre. «Mas, pelos vistos, surtiu o efeito contrário» Sorri ligeiramente. A ideia de ser mãe amansava-me o espirito.     

Do hospital-prisão, fomos para a prisão propriamente dita. «Quiseste visitar a tua antiga sela.» Recordou Margaret. «Achaste que ele estaria lá.» Aquele lugar tornara-se na minha segunda casa. Ás vezes, pedia à polícia para me levar lá, mesmo sem ter cometido nenhum crime. Gostava de ficar sozinha a pensar na vida.

Por último, resolvemos que o melhor sítio para o encontrar seria na cave de um bar de alterne na zoa marginal de Gothan. Era lá que se costumava encontrar com outros criminosos para pagar e fazer negócios. «Deve ser o único lugar que me dá arrepios até hoje» Constatei. «Toda aquela ambiência era demasiado sinistra para mim. E eu já lidei com todo o tipo de gente.» Até me surpreendi ao dizer aquilo. A nossa relação sempre fora aberta. Ele podia andar com quem quisesse, desde que no final do dia, viesse sempre ter comigo. Também me dava esse direito, mas eu nunca quis. Dizia que ele era o único. Acho que o amor verdadeiro tem destas coisas.

Por isso, antes de entrarmos no carro, fui perguntar a cada uma das raparigas se tinham visto. Nenhuma delas me soube responder a não ser uma de sotaque russo, magra de olhos e cabelo preto, o olhar um pouco baço pelo álcool e outras substâncias. O cabelo era comprido. Vestia uma espécie de maiou preto justo e botas altas. Disse-me que o vira pouco antes de se encontrar comigo. «Não me chegou a tocar» Contou. «Apenas perguntou por ti e foi-se embora». Acrescentou: «Disse-lhe que estavas no hotel e ele desapareceu».

A informação dada não serviu de grande ajuda, mas pelo menos veio confirmar que ele era o pai da criança que não havia mais nenhuma grávida à sua procura. «Na altura, era só uma desconfiança» Contou Margaret.

Depois daquela narração, a minha mente estava confusa e zonza. Deu-me um enjoo e fui a correr para a casa de banho outra vez. Voltei a deitar-me. Passado pouco tempo adormeci.   

Acordei passado um bocado. Abri os olhos devagar e olhei pela janela. O sol estava quase a pôr-se. Quanto tempo terei dormido? Pensei. Estava novamente sozinha no quarto. Virei-me na cama e vi um papel em cima da mesa-de-cabeceira. Recolhi-o. Era um bilhete de Margaret a dizer que tinha ido comprar qualquer coisa para comer e não demorava. Pousei o papel novamente na mesa. Sentei-me na cama com as pernas estendidas para a frente. Ainda me sentia zonza mas já não estava tão enjoada. Senti um peso na barriga. Acariciei-a. Sorri ligeiramente. Pela primeira vez na vida tinha algo que queria proteger e isso dava-me forças para continuar.

De repente, a porta do quarto abriu-se e Margaret entrou carregada com sacos de uma loja de conveniência. Pousou-os em cima de uma mesa ali perto. Deles, tirou pão, fiambre e queijo fatiados, também havia sumos de lata e algumas bolachas. Cortou um dos pães com uma faca de plástico que também trouxera, recheou-os com uma fatia de fiambre e outra de queijo. Abriu uma lata de sumo e entregou-mos, dizendo:

-Come, tens de te alimentar se quiseres ter forças. Não te esqueças que agora são dois.-

Recebi a comida apesar de não ter fome. Naquele momento, só me apetecia dormir e quando acordasse tudo não tinha passado de um sonho e estávamos juntos outra vez. Comi sem grande vontade, apenas a pensar no meu filho. Margaret sentou-se perto de mim também com alguma coisa para comer. Depois de comermos, olhou-me e disse num tom meio sarcástico mas sério ao mesmo tempo:

-Sabes que não podemos ficar aqui muito tempo, certo? Como não tens para onde ir, vens para minha casa.-

Respirei fundo. Apesar de o quarto e todas as despesas estarem pagas, não adiantava estar ali se não fosse com ele. Levantei-me e calcei os sapatos que estavam junto da cama. Senti-me melhor depois de comer. Olhei para ela e disse:

-Obrigada, mas eu fico bem. Sempre me arranjei sozinha.-

Margaret fulminou-me com o olhar. Não tive escolha senão aceitar. A partir daquele dia, ia deixar de ser a Harley Quinn  por um tempo e voltar a chamar-me Harleen Frances Quinzel.

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E pronto, Mais uma vez, espero que gosem. 

Até para a semana,

Bjs

Joana 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Asas de Cristal- I- O Desaparecimento

 Olá 

Aqui está o 1º capitulo! 

Espero que gostem. 

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I

O Desaparecimento

Fazer amor com o maior criminoso de Gothan é algo improvável mas quando esse criminoso é a pessoa que amamos transforma-se num prazer. As carícias, os beijos, as palavras segredadas ao ouvido faziam o meu corpo tremer por inteiro.

Estávamos na nossa suite habitual num luxuoso hotel, talvez o mais caro de Gothan. Para nós, o crime compensara e muito. Depois de uma festa alucinante, nada melhor que terminá-la na cama. Os nossos corpos eram perfeitos um para o outro.

-Amo-te, sabias?- segredei-lhe ao ouvido. Ele sorriu. Desta vez genuinamente. Há muito tempo que não o fazia.

Desde o nosso primeiro encontro naquela prisão psiquiátrica que ele mexera comigo. Fizera despertar o meu lado mais selvagem, mais louco. Um lado que eu não sabia que tinha. Ou talvez só estivesse adormecido, á espera do momento certo para sair. A partir daí, começou a minha aventura no mundo da loucura, da paixão, do crime e do poder. Perdera a conta às vezes que fora presa. Sempre numa cela de alta segurança como um animal do Zoo. «Perigo para a sociedade», «Risco de fuga» eram sempre os argumentos usados pelo juiz no final de cada julgamento. Quando não tinham argumentos, inventavam. Mas depois, acabava sempre em liberdade. Ia para um programa de reabilitação, que terminava sempre de mesma maneira. Voltava para a prisão.

Até que um dia decidimos fazer uma pausa no crime. Dar uma folga às autoridades. Moderar o nosso estilo de vida, já de si bastante excêntrico. Ele sempre vestido com roupas coloridas, cabelo pintado de verde e um ar misterioso. Eu também vestia coisas coloridas, mas sempre com um toque provocante e sensual. Comecei com um fato vermelho e preto com um chapéu de guizos e uma máscara preta. Depois passei para uns calções curtos, um top sem mangas, botas altas e totós rosa e azul. A maquilhagem também se tornara mais chamativa. Tudo para o impressionar. Não éramos casados mas era como se fôssemos. Apesar disso, outros homens podiam aproximar-se e ver, não podiam tocar. Esse privilégio era só dele.

Agora, naquela suite de hotel, parecíamos um casal como outro qualquer. Apenas a celebrar a vida e o amor. Levantei-me e fui á casa de banho. Sempre com um sorriso maroto. Gostava de o provocar. Ele segui-me e envolvemo-nos de novo. Desta vez, na banheira entre a espuma e os sais de banho. O calor da água confundia-se com o calor dos nossos corpos tal era o desejo de nos tocarmos, de nos amarmos.  

Quando a energia se gastou, já mais arrefecidos e vestidos, voltámos para a cama. Antes de adormecermos, olhámos um para o outro. O olhar dele era profundo, mas apaixonado. Finalmente encontrara a mulher perfeita para partilhar as suas loucuras. Beijei-o mais uma vez antes de fechar os olhos e adormecer abraçada ao seu peito quente.

Na manhã seguinte, ainda parecia estar a sonhar. Era como se não existisse mais nada para além de nós. Sentia-me a flutuar, sempre que me via a cair, ele amparava-me e sorria. O brilho no seu olhar dizia tudo. O amor era belo e o mundo também. Levantei-me e fui á casa de banho. Não tardou muito para que ele se juntasse a mim como fizera na noite anterior. Abraçou-me e sussurrou o meu nome baixinho como se me quisesse acordar. «Harley». «Pára!» disse, sorrindo. Mas ele continuava «Harley». De repente, tudo começou a andar á roda. A casa de banho transformou-se numa discoteca com luzes e cores brilhantes. Aquilo continuou até voltar a ouvir o sussurro «Harley» chamava a voz, como se me quisesse trazer de volta á realidade.

Acordei muito sobressaltada. Olhei em volta. Ainda estava na suite do hotel. As cortinas estavam fechadas, mas havia um fio de luz a espreitar entre elas. Saí da cama devagar e abri-as. A vista da cidade ainda era a mesma mas com mais luz. Depois olhei para a cama. Os lençóis ainda estavam mexidos. Sorri. Aproximei-me para o acordar mas ele já lá não estava. Deduzi que estivesse na casa de banho. Fui até lá mas estava vazia.

Confusa, sentei-me na borda da cama. Só então me apercebi de um papel dobrado na mesa-de-cabeceira. Era um bilhete. Peguei nele, abriu-o e li-o. Dizia apenas «Volto já». No canto da folha tinha o símbolo de umas asas e as iniciais AC. «Deve ser do hotel» Pensei pousando o papel na mesa.

Arranjei-me minimamente e desci para tomar o pequeno-almoço. A noite passada abrira-me o apetite. Sentei-me perto da janela do restaurante do hotel com um tabuleiro de comida. Só no hotel conseguia comer assim. Normalmente, comia muito pouco.

Depois do pequeno-almoço, voltei para o quarto na esperança de o encontrar á minha espera, impaciente para começarmos mais uma aventura, mas não estava ninguém. Apenas o serviço de limpeza tinha passado por lá. Sentei-me na cama, confusa. De repente, senti um enjoo e fui a correr para a casa de banho. «A ressaca foi maior do que o esperado» Pensei. «Não devia ter comido tanto». Passei a cara por água depois de puxar o autoclismo. Olhei-me ao espelho. Tinha um ar péssimo. Quando não tinha maquilhagem, podia ver os contornos do meu rosto. Ligeiramente bicudo no queixo, olhos castanhos, cabelo comprido claro, ainda com restos de tinta nas pontas.

Voltei para o quarto e sentei-me novamente na cama. Sentia-me melhor, apesar de ainda estar fraca por causa de ter vomitado. Precisava de comer qualquer coisa, mas tinha receio que voltasse a enjoar por isso decidi não arriscar.

Passado um bocado, baterem á porta. Levantei-me de um salto. Fui abrir, ansiosa que fosse ele. Abri a porta e o meu sorriso desvaneceu. Para minha desilusão, era uma mulher. Lembrava-me de já a ter visto mas nãos sabia onde. Era mais robusta que eu, tinha o cabelo grisalho, apanhado num toutiço, olhos leitosos de uma avó. Usava um vestido simples e sapatos rasos. Entrou no quarto fechando a porta. Sentou-se na cadeira perto da janela. Voltei a sentar-me na cama. De repente, o enjoo voltou e fui novamente a correr para a casa de banho. Entrei no quarto ainda zonza mas melhor.

-Há quanto tempo é que estás enjoada?- Perguntou a mulher quebrando o silêncio.

Respondi com uma voz fraca:

- Desde esta manhã. Deve ser da ressaca de ontem. Não me devia ter empanturrado daquela maneira ao pequeno-almoço.-

Ela sorriu. Tirou do bolso uma caixa com um teste de gravidez da farmácia. Deu-mo e disse:

-Vai á casa de banho e faz o teste. Acho que a ‘ressaca’ tem outro nome.- Acrescentou: -Para o caso de estares esquecida, sou a Margaret.-

Agora já me lembrava de onde a conhecia! Era a directora da prisão onde conhecera o Joker. Mas como é que ela sabia que estava ali? Afastei este pensamento e fui para casa de banho como mandado. Abri a caixa e tirei o aparelho que parecia um termómetro. Depois, li as instruções. Só tinha de urinar para uma das partes e esperar cinco minutos. Se aparecesse um traço estava grávida e não aparecesse nada era da ressaca. Passado cinco minutos, olhei para o aparelho. Numa das partes, estava um traço negro. Fiquei confusa. Esperei que voltasse a ficar branco e repeti o teste. O traço voltou a aparecer. Saí da casa de banho e abracei-me a Margaret que me afagou a cabeça. Chorei durante um bocado no seu colo.

Passado um bocado e já mais calma, levantei a cabeça e fiquei de joelhos no chão do quarto. Limpei os olhos e perguntei:

-Como é que isto aconteceu de um dia para o outro? E porque é que estás aqui? Mais importante, porque é que ele não está aqui? Como é que me encontraste?-

Margaret sorriu antes de responder:

-Eu estou aqui porque tu me pediste para vir ou já te esqueceste que eu te encontrei a deambular pela cidade meia bêbeda e enjoada à procura dele?- Acrescentou:- Também foste tu que me pediste para arranjar o teste de gravidez pois estavas desconfiada.- Rematou:

-Depois, trouxe-te para aqui e fui comprar o teste.-

Fiquei confusa e perguntei:

-Quando é que isso aconteceu? A última coisa que me lembro foi de estar aqui com ele ontem à noite.-

Margaret fez uma expressão de surpresa antes de responder:

-Então, alguém te deve ter posto alguma coisa na bebida ou então sonhaste porque ontem à noite ligaste-me aflita porque tinhas encontrado um bilhete com um símbolo esquisito escrito por ele. Disseste que era habitual ele sair sem avisar durante algum tempo, mas como já tinham passado alguns dias desde que encontraste aquele bilhete, estavas a ficar preocupada, então vim e saímos à sua procura novamente.- Acrescentou:

-No final das buscas, como não o encontramos, entrámos num bar e, apesar dos meus avisos em relação à desconfiança de gravidez, tu bebeste até não aguentares. Tive de te trazer de volta quase arrastada. Adormeceste mal eu te pus na cama.-

Levantei-me e fui à mesa-de-cabeceira. O bilhete estava lá, a folha estava amachucada e com marcas de lágrimas depois de uma melhor observação. Tinha-o mesmo visto antes. Mas como era possível não me lembrar? Estaria assim tão fora de mim? Virei-me para Margaret e, com um ar desesperado, perguntei:

-Há quanto tempo estou aqui? E quando foi a festa a que fui com o Joker?-

Ela respondeu serenamente:

-Foi há mais ou menos duas semanas.-    

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E pronto. 

Mais uma vez, espero que gostem.

Até para a semana. 

Bjs 

Joana 


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Asas de Cristal- Prólogo

 Olá 

Bem vindos de volta! Depois de tanto tempo parado, estou de volta com uma nova história. Desta vez, resolvi escrever uma fanfiction sobre uma das minhas personagens preferidas do universo DC: a Harley Quinn. 

Harley Quinn, Joker, Gothan e Batman- DC Comics

Margaret, sua família, Sam e Jerome- minhas 

Atenção: esta fanfiction pode conter linguagem um pouco 'pesada' pelo que recomendo a leitura apenas a pessoas que tenham mais de 16 anos. 

Assim, já com todas as advertências, aqui fica o prólogo. Espero que gostem

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Asas de Cristal

Prólogo

Amor. Aquele sentimento que nos corrói, mas que nos deixa viver. Por vezes pode ser cruel, mesquinho e até vingativo.

O amor é um sentimento ambíguo, liberta-nos mas também nos amarra. Com ele vem a paixão, essa sensação fugaz que nos surpreende e nos deixa em êxtase. Dizem que a paixão se transforma em amor quando aprendemos a controlá-la, quando ela se torna mais leve, mais sensata.

Estes dois sentimentos mudam uma pessoa. Existe sempre um antes e um depois. E foi isso que me aconteceu. Era uma psiquiatra com uma vida mais ou menos estável até ir trabalhar para um hospital psiquiátrico prisional. Até o conhecer. De repente, todo um novo mundo se abriu perante mim.

Por ele e com ele, cometi as maiores atrocidades que o mundo jamais vira. Com essa loucura, tornei-me na parceira e amante do maior criminoso de Gothan. O Joker. Deixei de ser a Harleen Frances Quinzel a prestigiada e conceituada psiquiatra que era capaz de acalmar até os pacientes mais instáveis para passar a ser conhecida como a louca e psicopata com sede de poder e sangue mas também de alguma diversão: Harley Quinn.

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E pronto. Mais uma vez, espero que gostem.

Para a semana, vem o primeiro capitulo. 

Bjs 

Joana