quarta-feira, 30 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- II

Olá
Excepcionalmente, hoje, publico o capítulo da semana.
Espero que gostem.
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II

Quando chegaram á entrada de Manah, Célia procurou com o olhar a sua companheira mas em vão.

Kirinah, que já a encontrara, fez-lhe um sinal com a mão. Então, Célia olhou para o sítio que Kirinah lhe indicava e lá estava ela: mais ou menos da sua idade, tal como Kirinah lhe dissera, um pouco mais baixa que ela, de cabelo preto comprido apanhado numa trança virada para a frente, vestida com um longo vestido azul-claro, calçava sabrinas brancas e usava ao pescoço um pendente com o símbolo de Manah, o que fazia com que ela fosse, tal como Célia, uma Discípula de Manah e de Kirinah. Olhando mais aprofundadamente para a sua cara, verificou que a rapariga tinha os olhos pretos brilhantes, boca e nariz finos.

Depois de a avistar, Célia largou a mão de Kirinah e dirigiu-se á outra rapariga. Pegou-lhe nas mãos e disse:

- Sê bem-vinda a Manah. Eu sou a Célia e esta é Kirinah, a Sacerdotisa-Mor e vai ser a tua Mestra enquanto aqui estiveres. Como te chamas?-

Muito timidamente, a rapariga respondeu, não largando as mãos de Célia:

- Muito obrigada pela recepção. Eu sou a Tamina e estou aqui para estudar e treinar para ser Conselheira Real da Lua Branca. Segundo me disseram, vou estudar com a futura Rainha da Lua Branca, mas ainda não tive oportunidade de a conhecer.-

Desta vez foi Kirinah que interveio:

- Mas tu acabaste de a conhecer! Está mesmo á tua frente!-

Tamina olhou para Célia com um ar surpreendido. Largou as mãos e fez uma vénia dizendo:

- Será uma honra estudar e treinar consigo, Majestade.-

Célia sorriu e disse:

- Não precisas de me tratar como Rainha porque ainda não o sou. E, além disso, não quero que me trates como Rainha enquanto aqui estivermos. E mesmo quando estivermos em Lua Branca um tratamento tão formal não será tolerado quando estivermos a sós no Palácio.-

Tamina perguntou confusa:

- Então, como devo trata-la?-

Ao que Célia respondeu:

-Trata-me como uma amiga. Afinal, é isso que és!-

Agora foi Tamina que sorriu e disse:

- Então está bem!-

Dito isto, deram as mãos e seguiram Kirinah até à zona de estudos.


Entretanto, em Infinus, também Dravna tinha uma companheira que iria ser a sua Conselheira. A nova discípula chamava-se Eliona e tinha a mesma idade de Dravna, tinha o cabelo castanho, longo que usava solto, vestia um vestido preto e usava um colar com o símbolo de Infinus. Tinha olhos castanhos, boca e nariz finos.

Ao contrário do que acontecera em Manah, as apresentações foram mais curtas e a zona de estudos e treinos foi logo apresentada.

Agora com as suas novas companheiras, as Princesas aplicavam-se mais a fundo nos estudos e nos treinos.


Em Manah, Célia e Tamina desenvolveram os seus poderes de uma forma surpreendente apesar da sua tenra idade, embora Célia fosse mais forte que Tamina, o que era natural pois Célia seria Rainha e tinha como dever principal protege o seu Reino.

- Muitos parabéns às duas. Então a melhorar a olhos vistos. Principalmente tu, Tamina, estás a ficar mais forte. Mas lembra-te que não podes ultrapassar a força da Rainha. Deves sim ultrapassar a da Guarda Real mas nunca a da Rainha.-

Estavam as três sentadas na escadaria do Templo Principal. O sol batia de frente o que fazia com que a fachada brilhasse e realçasse os seus relevos arquitectónicos.    

Manah era constituída por 4 partes interligadas através dos jardins circundantes. Essas partes eram: a Área Sagrada, Área de Treino, Área de Jardim e Área de Circulação.

A Área Sagrada era constituída por templos e era frequentada por Sacerdotisas; a Área de Treino era constituída por uma zona de repouso e pelas salas de treino, era frequentada por Célia e Tarina; a Área de Jardim era constituída por pelos jardins e frequentada por Sacerdotisas Jardineiras que cuidavam das plantas todos os dias. A Área de Circulação era frequentada por todos os habitantes do templo e atravessava todo o recinto.

O Templo Principal ou Templo da Lua, era o maior e mais imponente edifício de Manah. Todo feito de mármore branco, com uma fachada de 4 colunas estilo dórico, que sustentavam um portão com relevos que representavam a Formação do Universo. A cobrir o templo havia um telhado e, no centro, uma cúpula de vidro. O acesso ao templo fazia-se por meio de uma escadaria enorme. Localizava-se no centro do recinto de Manah. E era nom meio dessa escadaria que Kirinah e as suas discípulas estavam sentadas.

- É uma honra ser elogiada pela Sacerdotisa-Mor de Manah.- Disse Tarina.

Kirinah sorriu e fez uma festa na cabeça de cada uma das suas discípulas, dizendo:

- Não é preciso tratas-me com tanta formalidade, Tarina. Só porque sou tua Mestra não quer dizer que não seja tua amiga.-

Tarina fez uma cara confusa. Então, Kirinah disse ainda sorrindo:

- Não te preocupes. Com o tempo habituas-te.-

Levantaram-se e encaminharam-se para a zona de treinos.  
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Para a semana, já é á sexta outra vez.
Bjs
Joana
 

 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- I

Olá
Aqui fica o primeiro capítulo.
Espero que gostem.
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I

O amor é uma dádiva da vida. Leu Célia numa das inscrições do Templo de Manah. Estava um dia de sol magnífico e a luz inundava o jardim de cor. Célia estava de pé, virada para uma parede do Templo Principal onde estava inscrita, em Língua Mágica Antiga, aquela frase que tanto a intrigava. Tinha acabado de sair de mais uma sessão de treinos na Sala de Treino Básico com Kirinah a Sacerdotisa-Mor de Manah.

Nesta altura, Célia tinha 10 anos, mas já sabia que daí a outros 10 seria Rainha da Lua Branca. Era a única coisa de que tinha a certeza. Nunca conhecera os pais. Tanto quanto sabia, fora deixada à porta de Manah quando era apenas um bebé e, desde aí, fora criada pelas Sacerdotisas que lhe ensinaram tudo o que sabiam. Mas a aprendizagem maior fora-lhe dada por Kirinah. Ensinou-a a usar a magia e a desenvolver os seus poderes, através do treino intensivo, mas também a ensinou a ler e escrever na Língua Mágica Antiga e Moderna e tudo sobre como ser Rainha.

Como qualquer criança da sua idade, Célia era muito curiosa e fazia perguntas sobre tudo o que a rodeava mas sobretudo sobre o seu futuro lar: a Lua Branca. «Como é a Lua Branca, Mestra? Conte-me outra vez o que sabe.» Perguntava depois de cada sessão de estudo. E Kirinah respondia-lhe sempre da mesma forma: «Quando a vires, saberás.»

Célia tinha olhos castanhos, cabelo azul- claro com tranças á frente. Usava um vestido branco comprido com um laço azul-escuro. Calçava sabrinas brancas e tinha ao pescoço um medalhão com o símbolo de Manah.

Kirinah e Célia gostavam de passear pelos jardins do Templo e sentar-se à sombra de uma árvore que ficava perto do quarto onde Célia dormia. Aí conversavam durante longos períodos de tempo. Até Kirinah se levantar e anunciar que estava na hora de recolher aos aposentos.


Ao mesmo tempo, num outro Templo, da Ordem de Infinus, uma outra jovem era treinada para se tornar Rainha. Não da Lua Branca mas da Lua Negra. Chamava-se Dravna e tinha a mesma idade de Célia. Mas, ao contrário de Célia que era bondosa, Dravna era cruel e maldosa. Fora educada pela Sacerdotisa-Mor de Infinus, Gorélia, que era igualmente cruel e malvada ao contrário de Kirinah que era bondosa e simpática.

Dravna tinha o cabelo comprido branco, usava um vestido comprido preto, sabrinas da mesma cor e um medalhão com o símbolo de Infinus. Tinha boca e nariz finos. Os olhos eram azuis.

Tal como Célia, também Dravna fora deixada à porta do Templo em bebé e, desde então, sempre vivera ali.

Ao contrário de Manah, Infinus era um local escuro e medonho. Os seus jardins não tinham cor nem alegria e a maldade pairava em cada canto.

Todos os dias, Dravna saía com Gorélia para treinar e estudar. Tal como Célia, também Dravna aprendeu as línguas mágicas Antiga e Moderna do Mundo Mágico, bem como a desenvolver os seus poderes.

Nesta altura, quer a Lua Branca como a Lua Negra estavam em paz, mas ainda não tinham recuperado da última batalha, por isso ainda não tinham organizado os seus sistemas de governação. Por isso, haviam reunido o Conselho de Xamãs de ambos os planetas e decidiram que deveria ser escolhido um representante para assegurar provisoriamente a governação. Assim, Gordélia foi escolhida para a Lua Branca e Orquédia para a Lua Negra. Foram, também, feitos Compromissos de Nascimento com os filhos dos Generais das respectivas Guardas Reais, ambos tinham a idade das Princesas. Célia foi comprometida com Afron e Dravna com Zircónia.


- Célia, onde te meteste?- Chamou Kirinah andando de um lado para o outro à sua procura.

- Estou aqui, Mestra.- Respondeu Célia, surgindo por trás de uma coluna do Templo Principal.

- O que estás aí a fazer? Procurei-te por todo o lado!- Ralhou Kirinah indo ao seu encontro.

- Desculpe, mas é que vi esta inscrição que me chamou a atenção e não resisti a vir vê-la, mas não entendo o seu significado. Será que me poderia ajudar?-

Kirinah tinha os olhos azuis vivos, cabelos castanhos- claros, apanhados num penteado elaborado, usava um adorno de Sacerdotisa-Mor, uma espécie de tiara com uma pérola com o símbolo de Manah. Usava uma longa túnica branca e sabrinas da mesma cor. Também tinha um colar fino.

Kirinah sorriu, pois viu que Célia não fizera nada de mal e dirigiu-se para o sítio onde estava a menina, perguntando:

- Qual é a inscrição que não compreendes?-

Célia respondeu apontando para uma das placas de pedra do Templo:

- É esta, Mestra. «O amor é uma dádiva da vida». O que significa?-

Kirinah olhou para a inscrição e voltou a sorrir, depois disse olhando para Célia:

- Célia, esta inscrição significa que deves amar todos os que te rodeiam sem excepção. Mas também se devem respeitar mutuamente. E isso tem a ver com os teus deveres de Rainha.-

Depois de ouvir a sua Mestra, Célia disse com um ar um pouco confuso:

- Não entendi muito bem.-

Então, Kirinah disse:

- Não tens de entender agora. Ainda és muito nova. Quando chegar o momento irás entender.-

Mais conformada com aquela resposta, Célia decidiu que deveria seguir o conselho da sua Mestra e deixar as questões do reinado para a altura certa.

Ficaram durante um momento a olhar para a inscrição, até que Célia olhou para Kirinah e perguntou:

- Porque andava á minha procura, Mestra? Se é por causa dos treinos ou dos estudos não se preocupe porque tenho revisto as lições todas as noites.-

Nesse momento, Kirinah estava tão distraída com a inscrição que se esquecera do motivo que a levara a procurar Célia. Mas com aquela pergunta lembrou-se e disse um pouco atrapalhada:

- Oh! Sim! Isso! Chegou outra órfã ao nosso Templo. Ela deve ter mais ou menos a tua idade e vai ser tua colega.-

Então, Célia perguntou:

- Ela também vai treinar para ser Rainha da Lua Branca?-

Ao que Kirinah respondeu:

- Não. Ela está aqui para ser tua Conselheira Real. Ou seja, vai ajudar-te a decidir o destino do Reino. Mas também terá outras funções como ser ama dos teus filhos ou tua dama de companhia nos primeiros tempos de reinado.-

Célia pareceu entusiasmada com a ideia de ter uma amiga mas não tanto se essa amiga fosse ser sua criada. Mas esqueceu rapidamente o assunto e disse com entusiasmo:

- Quero conhecer a minha nova colega.-

Então, Kirinah pegou-lhe pela mão e disse, sorrindo:

- Então, vamos!-

E saíram da zona do Templo Principal.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Até para a semana.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
 

 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- Prólogo

Olá
Tal como prometido, aqui fica o prólogo da primeira parte da minha fic.
Espero que gostem.
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A Lenda da Lua Branca - Prólogo Parte 1

100.000 Anos mais tarde, quando a Lua Branca era governada por Xamãs, as rivalidades com a Lua Negra eram grandes. A Lua Negra ambicionava não só a tecnologia da Lua Branca mas também o poder da Lua Branca e sabia que a única maneira de o conseguir era através da força. Por isso, invadiu a Lua Branca várias vezes mas sem sucesso.

Com tantas derrotas, os Xamãs da Lua Negra reuniram-se a fim de encontrar uma solução. E a única que encontraram foi a de adoptar uma nova forma de governação que lhes permitisse ser mais organizados e, assim, terem mais sucesso nas invasões.

Mas o que não sabiam era que a Lua Branca tinha tido a mesma ideia. E assim surgiram as Primeiras Rainhas da Lua Branca e da Lua Negra: Ordélia e Silewe, ambs com um Compromisso de Nascimento com os Generais das Guardas Reais dos respectivos planetas: Galion e Oridel.

Depois de completarem os ensinamentos nas Ordens de Manah e Infinus, com Arinah e Orphélia, Ordélia e Silewe regressaram aos planetas de origem para serem as suas governantes.

Durante bastante tempo, ambos os planetas estiveram em paz e as Princesas casaram com quem lhes estava destinado, tornaram-se Rainhas e tiveram as suas filhas. Silewe teve Selene e Célia e Ordélia teve Dravna.

Um dia, a Lua Negra resolveu atacar novamente a Lua Branca, mas desta vez, cada uma tinha criado uma arma mais poderosa que antes: na Lua Branca foi criado o Ceptro Lunar e na Lua Negra o Ceptro Negro. Mas também 2 Exércitos Reais com alianças noutros planetas. Na Lua Branca, o Exército Real Branco e na Lua Negra o Exército Real Negro. E, então, uma nova batalha começou e durou bastante tempo.

Ao fim de vários dias de luta, ambos os Exércitos estavam esgotados e quase sem forças mas nunca desistiam.

Até ao dia em que a Rainha Ordélia decidiu atacar o Palácio da Lua Branca e as Princesas. Silewe ficou desesperada e não teve outro remédio senão enfrentá-la para proteger as filhas mas acabou ferida. Selene, vendo a mãe naquela situação, decidiu intervir sacrificando-se para salvar a mãe e a irmã.

Silewe ficou em choque. Então Ordélia decidiu aproveitar o momento para atacar Célia que ainda era um bebé. Silewe então recupera e vai ao encontro das duas. Entre as ruinas trava-se a mais intensa batalha que culmina no sacrifício de ambas para salvar as suas filhas.

Mais tarde, as Princesas são enviadas ainda bebés para as Ordens dos planetas para aprenderem a ser Rainhas.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Vemo-nos para a semana com o primeiro capitulo.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Formação do Universo


Olá
Hoje venho apresentar-vos a minha nova fic. Como poderam perceber pela mensagem anterior, vai ser longa, mas prometo que valerá a pena. Todas as semanas, ás Sextas, publicarei um capítulo.
Esta semana, começo pelos capítulos introdutórios, que explicam como o Universo e os Cristais se formaram. Pode parecer um pouco aborrecido, mas é essencial para se perceber o resto da história.
Sem mais demoras, aqui ficam os capítulos desta semana.
Espero que gostem.
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A Lenda da Lua Branca

Formação do Universo

Vazio. Um espaço sem qualquer manifestação de vida ou forma dela. Só se observa um gigantesco meteoro a aproximar-se no vácuo. É tão grande que é capaz de medir mais do que o espaço que ocupa. Contém um núcleo feito de rocha derretida revestida por outra camada de rocha densa. Como está quente, começa crescer e acaba por explodir. Os seus pedacinhos dão origem a estrelas, planetas e as suas poeiras a galáxias.

Durante a explosão, os bocados de núcleo dividem-se em duas partes: uma dá origem ao universo conhecido como ‘Real’ e a outra ao universo dito ‘Paralelo’. Para separar os dois universos, surgiu, devido à força da explosão, uma barreira invisível chamada Vortex. De um lado e do outro, começaram a surgir os sistemas de estrelas: do lado ‘Paralelo’ são chamados Sistemas Narah e no outro Sistema Solar. Tanto de um lado como do outro, os planetas formaram-se à volta de um núcleo cristalizado. Todos se formaram bastante depressa no lado ‘Paralelo’ em comparação com o ‘Real’.

Os planetas que se formaram mais depressa no ‘Paralelo’ foram a Lua Branca, formada a partir de um cristal com tonalidades prateadas e a Lua Negra formada a partir de um cristal com tonalidades mais escuras.

Para além das Luas Branca e Negra, formaram-se outros. Todos eles tinham uma cor e uma composição diferentes. Alguns só tinham um pequeno núcleo, ao passo que outros já tinham quase os rios e montanhas formados.

As galáxias, formadas a partir das poeiras e gases libertados durante a explosão, alinharam-se consoante os pontos cardeais. Assim, primeiro formou-se a Galáxia do Norte, com as suas 4 espirais ou braços, a Galáxia do Sul com 6 braços, a Galáxia do Este com 8 braços e a Galáxia do Oeste com 10 braços. Cada um destes braços contém um Sistema Narah diferente, dos cristais acumulados em cada uma das espirais, nasceram planetas, estrelas e outros corpos celestes.

  Para além dos Sistemas Narah, que têm os planetas a girar à sua volta, também existem reinos que dividem os vários sistemas, como o Reino de Cristal formado a partir de um cristal que não conseguiu apoderar-se de uma rocha, o Reino de Manah, que pertence ao planeta Indine, e o Reino das Nuvens pertencente ao planeta Stolen. Cada um destes reinos tem a função de proteger o planeta a que pertence. Os únicos casos diferentes são os da Lua Branca e Lua Negra.

Noutras galáxias, como a do Sudoeste ou Noroeste, formaram-se outros Sistemas Narah, que eram mais pequenos do que os dos planetas das galáxias ‘principais’. Nestes planetas, ainda sem vida, existiam grandes camadas de rocha negra que protegem o cristal que lhe deu origem. Lentamente, começavam a formar-se as primeiras formas de vida e de relevo em todos os planetas.

Nalguns deles, até já se começam a ver pequenos rebentos de plantas e minúsculas células de seres vivos que se começam a desenvolver. Mas o mais rápido a aparecer foi a água. Como à superfície a rocha quenta encontra temperaturas mais baixas, arrefece e congela e ao congelar tende a formar pequenos pedaços de gelo que, com a luz da estrela do Sistema, acaba por derreter, dando origem a rios, lagos e oceanos, essenciais à vida.

Depois, vieram os primeiros microrganismos vindos das profundezas dos oceanos. Do núcleo do planeta, formaram-se pequenas células que subiram até à água e aí se desenvolveram. Apesar de serem apenas uma célula, estes organismos microscópicos são capazes de se desenvolver a adaptar ao meio onde estão. Passado algum tempo, muitas destas células estão desenvolvidas o suficiente para começarem a sair da água e explorar o mundo á superfície. Para isso, alguns desenvolvem pernas e braços e outros barbatanas para poderem permanecer na água. As minúsculas criaturas começam, então, a sua jornada pelos diferentes meios. Alguns conseguem adaptar-se ao difícil clima e outros acabam por desaparecer.
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A História dos Cristais

I

No início dos tempos, quando o Universo se formou a partir da explosão de um meteoro gigante, houve dois fragmentos que ficaram para trás. Um era branco e o outro era negro.

Esses fragmentos cristalizaram e desenvolveram vida dentro deles. Do cristal branco nasceu um dragão de cor amarelada no dorso e branco no ventre. Tinha umas grandes asas nas costas e garras afiadas.

Do outro cristal, nasceu uma serpente giganta verde com cara de medusa e 4 pares de braços. Também possuía garras afiadas.

O dragão ficou conhecido como Swalong e a serpente por Maruka.

Os dois vagueavam pelo espaço sem rumo. Passaram por todas as constelações e conheceram todas as galáxias. Ambos tinham grandes poderes e, quando se encontravam, travavam grandes batalhas que ecoavam pela imensidão do espaço. No fim de cada batalha, estavam exaustos e não podiam continuar.

Então, resolveram procurar um sítio onde pudessem descansar entre batalhas. Depois de vários dias à procura, Swalong encontrou um pequeno planeta branco e luminoso e decidiu descansar nele. Era um planeta recém-formado, o ideal para um dragão solitário. Decidiu chamar-lhe Lua Branca pela sua cor pura.

Maruka também encontrou um sítio para descansar, mas ao contrário do de Swalong, o planeta que encontrou era escuro e medonho, mas ela gostou. Decidiu chamar-lhe Lua Negra.

Deitaram-se na superfície do planeta e adormeceram. Quando acordaram, numa manhã, resolveram ir explorar melhor aqueles lugares.

Numa das muitas explorações de Swalong, este encontrou algo que o deixou intrigado. No meio das ervas, estavam dois ovos de cristal. Tocou-lhes ao de leve mas eles não se mexeram. Olhou em volta, mas não viu ninguém. «De onde terão vindo estes ovos? Será que se formaram com o planeta?» Perguntou Swalong para si. Só depois de os examinar melhor é que reparou que tinham qualquer coisa lá dentro. Eram pequenos cristais iguais aos que o tinham formado. «E se eu juntasse os meus poderes a estes cristais?» Pensou. «Podia dividi-lo por estes ovos, assim a Maruka nunca os irá encontrar e as lutas podem finalmente parar.»

Então, concentrou toda a sua energia nos ovos e, num instante, formaram-se dois cristais que se juntaram aos que já se encontravam dentro dos ovos. Os ovos começaram a brilhar intensamente depois da transferência. A superfície de cristal começou a partir e, de dentro deles, surgiram duas crianças.

A rapariga tinha o cabelo comprido, claro, com dois ondangos de cada lado sendo o resto solto. Usava um vestido curto branco com um cinto dourado e umas sandálias. Os olhos eram azuis.

O rapaz tinha o cabelo louro e olhos azuis. Vestia uma espécie de armadura com um cinto castanho. Também usava sandálias. Abriram os olhos e quando o viram assustaram-se:

- Quem és tu?- Perguntou a rapariga.

Swalong respondeu:

- Chamo-me Swalong. E vocês?-

A rapariga respondeu:

- Eu sou a Suiko e ele é o Tsukiyomi. Viemos de muito longe para ocupar este planeta. Estivemos adormecidos este tempo todo até tu nos acordares.-

Entretanto, na Lua Negra, Maruka também encontrou um ovo com um cristal lá dentro. Também decidiu juntar os seus poderes aos do ovo e este eclodiu. De lá surgiu uma rapariga morena de cabelo preto e olhos escuros. Usava um vestido branco com umas mangas pretas e uma capa também preta. Calçava sabrinas pretas. Quando abriu os olhos e a viu, também ficou assustada. Perguntou pouco depois:

- Quem és tu?-

Maruka respondeu:

- Sou a Maruka e tu quem és?-

A rapariga respondeu:

- Chamo-me Darkhya. Vim de muito longe para ocupar este planeta. Até ele se ter formado, estive adormecida neste ovo.-

Maruka e Swalong sorriram. A partir daquele momento já não estavam sozinhos.

 

II

Swalong e Maruka cuidaram e treinaram as crianças de modo a que elas pudessem controlar os poderes que lhes tinham sido atribuídos.

Na Lua Branca, a amizade entre Suiko e Tsukiyomi foi ficando cada vez mais próxima e, á medida que cresciam, ia-se transformando em algo mais.

Um dia, estavam a passear pelo campo e Suiko escorregou. Tsukuyomi aparou-a e ela caiu nos seus braços. Os seus rostos ficaram tão próximos que acabaram por se beijar. Swalong viu-os e concluiu que a amizade que os unia tinha-se transformado em amor.

Da Lua Negra, Maruka e Darkhya viam tudo e o seu ódio por eles aumentava. A paz já durava há tempo demais para Maruka. Era chegada a hora de mais uma batalha. Então, chamou Darkhya e as duas invadiram a Lua Branca. A batalha foi terrível. Todos lutaram até ao limite das suas forças. Swalong e Maruka eram os mais afectados pelo cansaço. Apercebendo-se disso, e como forma de proteger a sua mestra, Darkhya atacou Swalong mas Tsukiyomi interceptou o ataque e acabou ferido.

Suiko, em pânico por ver o seu amado convalescente, usou os poderes que tinha selados dentro de si para derrotar Darkhya que caiu no chão ferida.

Ao ver o que Suiko tinha feito, Maruka levantou-se e, furiosa, atacou o casal. Swalong interveio e, com as forças que lhe restavam, derrotou Maruka mas acabaram os dois transformados em cristais devido à força do ataque. A batalha tinha terminado.

Darkhya voltou para a Lua Negra com o cristal negro. Com ele, criou um ovo que eclodiu algum tempo depois. Dele nasceu uma rapariga de cabelo claro vestida com um vestido curto e olhos escuros. Chamou-lhe Metália e deu-lhe os poderes do Cristal Negro.

Na Lua Branca, Suiko e Tsukiyomi recolheram o cristal de Swalong de guardaram-no. Algum tempo depois, Suiko teve uma linda menina quem pôs o nome de Lunia. Tinha o cabelo azul e os olhos claros. Suiko e Tsukiyomi deram-lhe os poderes do Cristal Prateado.

E, assim, nasceram as duas forças mais poderosas do Universo Mágico: O Cristal Prateado e o Cristal Negro.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Para a semana publico o prólogo da primeira parte.
Bom fim-de-semana
Bjs
Joana
 

 

 

 

terça-feira, 8 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Personagens

Olá
Espero que tenham gostado da minha fic anterior, porque em breve vou publicar outra.
Esta vai ser um pouco maior, pelo que resolvi dividi-la em partes para não ficar muito confusa.
Para começar, vou apresentar as personagens principais. Muitas delas são 'oficiais' outras são inventadas por mim. As biografias apresentadas são da minha autoria também.
Espero que gostem.
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A Lenda da Lua Branca

Personagens

Lua Branca

Silewe/ Sailor Royal Moon – Foi a Primeira Rainha da Lua após a Dinastia Xamânica. Criou o Ceptro e a Coroa Lunares e fundou a Ordem de Manah para proteger o Cristal Prateado e para treinar as futuras Guardiãs. Criou ainda a Técnica dos Quatro Elementos que permite ao utilizador estabelecer uma perfeita ligação com os elementos da natureza através da concentração de uma grande quantidade de energia. Esta técnica foi usada na Primeira Batalha Final contra a Lua Negra.

Os primeiros anos do seu reinado foram bastante conturbados e marcados essencialmente por conflitos internos uma vez que o Conselho dos Xamãs ainda tomava grande parte das decisões, muitas delas à revelia de Silewe ou da sua Conselheira Real Rosemaray.

Face a esta situação, a recém-nomeada Rainha, com a ajuda da Primeira Sacerdotisa-Mor de Manah, Arinah, e da sua Conselheira Real, redigiu uma lei conhecida como Lei de Lunia, decretando que uma nomeada Rainha esta deveria governar em absoluto e que o Conselho dos Xamãs, renomeado Conselho Real, presidido pela Sacerdotisa- Mor de Manah, fosse apenas usado como assembleia para ajudar na tomada de decisões caso a rainha tivesse alguma dúvida ou os conselhos de Rosemary não fossem suficientes.

Foi nesta altura que foi criado o Primeiro Exército Real, constituído por outras Rainhas de planetas vizinhos, denominada Aliança do Milénio por o Reino onde ocorrera a Primeira Reunião de Guardiãs ser o Silver Millennium. Silewe foi nomeada a Primeira Guardiã da Lua depois dessa reunião. Casou com Oridel, General da Guarda Real, de quem teve duas filhas, Selene e Célia.

Selene – Filha mais velha de Silewe. Criou o Santo Gral com a ajuda da mãe e de Arinah. Foi a primeira Princesa que não obteve poderes de Guardiã. Não por não os dominar, mas porque não gostava de lutar. O seu maior prazer era cuidar dos jardins do Palácio da Lua.

Na Batalha Final, lutou ao lado da mãe, apesar de contrariada, sacrificando-se para protege a irmã e a filha, Chastity, que tivera quando casou com Sin, o primeiro Jardineiro Real.

Célia/ Sailor Crystal Moon – Filha mais nova de Silewe e Segunda Guardiã da Lua. Depois da Primeira Batalha Final, foi enviada para Manah a fim de ser treinada por Kirinah, que sucedera a Arinah como Sacerdotisa-Mor, juntamente com a sua Conselheira Real Tarina.

Desde muito nova que Célia é curiosa e gosta de saber mais sobre o Universo principalmente sobre a Lua Branca. Ingénua em relação ao amor, mas ambiciosa e dedicada ao Reino, e aos seus ideais, Célia demonstrou ser sempre um Rainha justa e honesta. Foi ela que decretou que todas as soberanas que lhe sucedessem fossem livres de escolher com quem casar, como acontecera com a irmã.

Casou com Afron, outro General da Guarda Real, de quem teve 3 filhas.

Chastity- Filha de Selene. Tal como a sua mãe, também não foi Sailor, mas dominou os poderes do Cristal Prateado com mestria e dedicação, que usou para proteger a família do ataque da Lua Negra.

Ao contrário da mãe, Chastity tinha o espírito lutador. Como se sacrificaram as duas durante a Primeira Batalha Final, nenhuma delas chegou a ser Rainha, apesar de Selene ter casado, Foi chamada a Princesa Perdida da Lua por se ter pouca informação sobre ela.

Alexandrya/ Sailor White Moon – Filha mais velha de Célia e 3ª Guardiã da Lua. Não era muito poderosa, mas era persistente e nunca desitiu até atingir o nível da sua mãe. Lutou ao lado desta durante a Segunda Batalha Final. Casou com Zyon e teve 2 filhas.

Kimi- 2ª filha de Célia. Kimi sempre foi muito rebelde e curiosa como a mãe, mas também disciplinada no que respeitava a treinos, apesar de nunca ter sido Guardiã.

Haliya- Filha mais nova de Célia. Tal como a irmã, também não foi Guardiã. Esse facto deixou-a muito frustrada pois queria lutar com todos os seus poderes contra a Lua Negra. Ainda assim integrou o 2º Exército Real e lutou ao lado da família. Casou com Kyon, um dos soldados da Guarda Real, e teve uma filha.

Selenity /Sailor Lunar Eclipse – Filha mais velha de Alexnadrya e 4ª Guardiã da Lua. Selenity foi uma das mais poderosas guerreiras da Lua Branca, apesar de não o parecer. O seu lado carinhoso e terno adivinhava uma guerreira como a sua mãe, mas o seu espírito forte revelou-se no campo de batalha o que fez dela um exemplo de força de vontade. Casou com Donan, da Guarda Real, e teve 3 filhas.

Arasy – Filha mais nova de Alexandrya. Arasy era para ter sido Guardiã, mas não tinha poder suficiente. No entanto, conseguiu dominar os poderes do Cristal Prateado e lutou ao lado da família contra a Lua Negra durante a 3ª Batalha Final.

Luna /Sailor Star Moon – Filha de Haliya e 5ª Guardiã da Lua. O seu espírito de luta era forte, apesar de não o parecer. A sua capacidade de proteger os outros era admirável e a sua coragem foi um exemplo para as gerações futuras. Casou com Artemis e teve 2 filhas.

Diana /Sailor Aurora – Filha mais velha de Luna e 6ª Guardiã da Lua. Com uma personalidade forte como a da mãe, Diana despertou os poderes cedo e lutou ao lado da família durante a 4ª Batalha Final. Casou com Ryn e teve uma filha.

Iori – Filha mais nova de Luna. Foi ela que criou o Pendente da Lua, uma vez que a sua habilidade era criar objectos a partia de outras formas.

Dione /Sailor Mau - Filha de Diana e 7ª Guardiã da Lua. Dione não era para ter sido Guardiã por não ter poder suficiente, mas um dia durante uma brincadeira, os seus poderes revelaram-se e foi nomeada Guardiã.

Celina/ Sailor Cosmos – Filha mais velha de Selenity e 8ª Guardiã da Lua. Com uma personalidade muito vincada como a da mãe, Celina desde cedo demonstrou ser muito determinada. Iniciou o 2º Millennium Mágico. Casou com o General Goran e teve 2 filhas.

Selícia/ Sailor Artemis – 2ª filha de Selenity e 9ª Guardiã da Lua. Selícia desenvolveu os seus poderes rapidamente sendo-lhe atribuído o título de Guardiã muito cedo. O seu nível de poder encontra-se muito próximo de celina pel oque muita gente pensou tratar-se de gémeas o que não é verdade uma vez que existe uma diferença de 3 anos entre elas.

Celin / Sailor Mirage Moon – Filha mais nova de Selenity e 10 ª Guardiã da Lua. Por ser muito morena, pensou-se que não seria filha de Donan. Mas, após uma pesquisa detalhada levada a cabo em segredo em Manah por Kirinah, com a supervisão de Selenity, descobriu-se que era sua filha porque um dos antepassados de Donan era moreno.

Selardi / Sailor Maiden Moon – Filha mais velha de Celina e 11ª Guardiã da Lua. Selardi era extramente descontraída e alegre. Mas também disciplinada quando o assunto eram os treinos. Selardi apaixonou-se pelo General Erion que estava destinado à irmã, mas como esta já tinha escolhido outro, pôde ficar com o seu amado de quem teve 2 filhas.

Serena / Sailor Paleo Moon – Filha mais nova de Celina e 12 ª Guardiã da Lua. Foi ela que recuperou a lei de livre escolha de marido para as Princesas e mulher para os Príncipes, uma vez que casou com um Príncipe de Leto chamado Soron. Depois desta escolha, a Aliança do Millennium ficou maior.

Serana / Sailor Dust – Irmã Gémea de Serina e 13 ª Guardiã da Lua. Apesar de serem gémeas, Serana e Serina eram muito diferentes. Nomeadamente em criança. Serana era muito calada e gostava de estar sozinha, já Serina preferia estar rodeada de gente. Só depois de crescerem é que as semelhanças começaram a notar-se.

Serina / Sailor Down – Irmã gémea de Serana e 14 ª Guardiã da Lua. Durante algum tempo, elas não tiveram poderes. Estes surgiram durante um treino mais intenso em Manah.

Serenity / Sailor Moon – Filha de Serena e 15ª Guardiã da Lua. Foi com ela que nasceu a Geração do Anjos da Lua, tinham a capacidade de se transformar em anjos quando os seus poderes estavam no limite. Tal como a mãe, casou com um Príncipe de outro planeta, Endimyon de Exekalor, de quem teve 2 filhas. Foi a única Rainha a convocar Guardiãs de todo o Universo Mágico, fazendo dela a sua maior protectora. Foi também uma das que conseguiu completar a Técnica dos Quatro Elementos desenvolvida pelos seus antepassados.

Rini / Sailor Neo Moon – Filha mais velha de Serenty e 16 ª Guardiã da Lua. Foi a única da nova geração a dominar a Técnica dos Quatro Elementos.

Desde cedo, teve uma relação forte com o pai que protegia muito. Tanto que não concordou com o seu casamento com Hélios de Gorvénia, mas depressa se convenceu do amor da filha por aquele rapaz e vice-versa, um pouco com a ajuda de Serenity. Desse casamento nasceram 2 filhas.

Manity / Sailor Paralell Moon – Filha mais nova de Serentiy e 17 ª Guardiã da Lua. Manity sempre se considerou uma sombra da irmã apesar de ser acarinhada por ela. Os seus poderes despertaram pouco depois de Rini o que fez co quem fossem ambas nomeadas Guardiãs.

Hikaru / Sailor Violet Moon – Filha mais velha de Rini e 18 ª Guardiã da Lua. Tal como a mãe, também casou com um Príncipe de outro planeta, Shon de Tétis. Os seus poderes despertaram tarde, estava quase para não ser Guardiã.

Celene – Filha mais nova de Rini. Celene era a mais apegada à mãe, pelo que quando esta se sacrificou para os salvar, foi a que mais sofreu. Esta situação fez com que despertasse nela um poder maior que lhe deu ainda mais força para lutar, apesar de não ter sido Guardiã.

Silvye – Filha mais velha de Manity. Foi a 7ª Descendente da Lua a não ser Guardiã. Os seus poderes chegaram a despertar, mas ela renunciou por achar que eram demasiado grandes para os suportar. Com os treinos, ainda assim, conseguiu dominar o Cristal Prateado e lutar ao lado da família.

Maya – Filha mais nova de Manity. Maya sempre teve uma personalidade forte. Ao contrário da mãe, dava-se bem com toda a gente especialmente com a prima Celene com quem gostava de treinar. Foi uma das poderosas da sua geração, apesar de nunca ter sido Guardiã.

Mirai – Filha mais velha de Silvye. Nunca foi nomeada Guardiã, apesar de ter grandes poderes. Uma das razões foi por achar que um Membro da Família Real da Lua deve proteger o seu povo com os poderes que já tem e não com a ajuda de um amuleto.

Louna – Filha mais nova de Silvye. Era uma Princesa com uma personalidade forte tal como Maya, mas também gentil como a irmã, de quem recebeu maio influência. Tanta que fez dela a sua mentora e principal treinadora de magia deixando de lado os ensinamentos de Manah. Louna é poderosa mas não tanto como as suas antecessoras.

Akemi – Filha mais velha de Mirai. Tinha uma relação próxima com a irmã e ainda mais com a prima Kindity que admirava muito. Apesar de não ter sido Guardiã, os seus poderes desenvolveram-se tanto como os de uma Guardiã.

Cassidwen – Filha mais nova de Mirai. Cassidwen era muito tímida e introvertida. Por esse facto, os seus poderes não se desenvolveram o suficiente para chegar a Guardiã, embora tivesse esse desejo. Tinha uma relação próxima da irmã, apesar de esta passar bastante tempo com a prima.

Lya / Sailor Moonlight – Filha mais velha de Hikaru e 19ª Guardiã da Lua. Desde cedo que Lya demonstrou vontade de lutar, os seus poderes despertaram ainda em bebé. À medida que foi crescendo, foram-se desenvolvendo acabando por ser nomeada Guardiã muito nova.

Jhin Sailor Crescent Moon – Filha mais nova de Hikaru e 20 ª Guardiã da Lua. Os seus poderes despertaram muito cedo, tal como os da irmã, mas apenas foi nomeada Guardiã a seguir a completar os treinos e estudos em Manah.

Kindity / Sailor Utopia – Filha de Lya e 21 ª Guardiã da Lua. É considerada a mais doce a seguir a Serenity. Foi a única que casou com quem lhe fora atribuído no Compromisso de Nascimento na sua geração.

Timity e Thidity / Sailors Shinning e Sparkling Moon – Irmãs Gémeas filhas de Kindity. Foram as 22 ª e 23 ª Guardiãs da Lua. São consideradas as últimas descendentes da Lua Branca uma vez que nem uma nem outra tinham a capacidade de ter filhos pelo que não lhes foi atribuído nenhum Compromisso de Nascimento, apesar de terem alguns pretendentes. Timity e Thidity formaram um Exército Real chamado Neo constituído pelas Guardiãs de Manah bem como outras.     
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Da próxima vez começa a história.
Bjs
Joana
         

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Crónicas de uma rapariga singular- Epílogo

Olá
Aqui fica o epílogo da minha fic.
Espero que gostem.
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Epílogo

Na sua nova casa, Gonçalo ajudava Bunny a desempacotar os caixotes. Quando terminaram, viram um embrulho em papel grosso que vinha da parte de Myo.

Abriram-no e era a escultura da lua. Pousaram-na na mesa da entrada para que todos a vissem. Com ela vinha um bilhete escrito por Myo. Nele podia ler-se o seguinte:

«Queridos Bunny, Gonçalo e Chibiusa (que ainda não veio, mas há de vir),

Como sabem, esta escultura foi feita para vocês e só para vocês com todo o meu amor e dedicação. Mas faltava algo essencial, algo que a definisse. Precisava de um nome.

Lembram-se dessa cena? Foi quando pediste a Bunny (ou neste caso a Serenity) em casamento pela primeira vez. Sim, eu estava lá e lembro-me como se tivesse sido ontem. Talvez por nunca ter perdido as memórias dessa altura, dessa ‘outra vida’ é que quis recordar-vos que o vosso amor atravessou o tempo.

E foi a pensar nisso que escolhi o nome para lhe dar. Sei que acham que serviria mais para um livro do que para uma escultura, mas, de certa forma, pareceu-me bastante adequado, tendo em conta que representa o início de uma relação que eu sei que dará uma grande história para contar à vossa filha. Por isso resolvi chamar-lhe:

‘Crónicas de Uma Rapariga Singular’

Beijos e, já agora, parabéns,

Myo»

Quando terminou, Bunny olhou para Gonçalo e sorriu, acariciando o seu ventre redondo.

 

Fim
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Até á próxima.
Bjs
Joana
Ps: Da próxima vez, vou publicar uma história que estou a reescrever.
Vemo-nos por aí.
Joana

 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Crónicas de uma rapariga singular- X

Olá
Aqui fica o último capítulo da minha fic.
Espero que gostem.
Amanhã publico o epílogo.
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X

Na manhã da exposição, Bunny foi ver como estavam os preparativos.

À Porta da galeria, estava uma carrinha que descarregava caixas de cartão fechadas com fita adesiva grossa. Eram as esculturas para a exposição. Myo estava no interior a compor os expositores. Quando viu Bunny, acenou-lhe e ela entrou. O espaço não era muito grande, mas, ainda assim, era acolhedor e as peças ficavam muito bem ali.

Era o dia de folga de Bunny, por isso viera.

- Está a ficar lindo.- Felicitou Bunny.

Estavam sentadas no bar da galeria onde iria ser servido o cocktail aos convidados. Bunny não pôde deixar de reparar nalguns canapés que lhe pareciam deliciosos, mas não teve coragem de os provar. Os seus hábitos tinham mudado muito desde que estava com o Gonçalo e desde que se tornara adulta. Já não comia desalmadamente como dantes. Agora, tinha cuidado com a alimentação. Sorriu ao lembrar-se desses tempos.

Nesse momento, entrou uma rapariga vestida com um vestido preto e branco, sapatos a condizer, cabelos ruivos compridos e olhos claros. Aproximou-se de Myo que sorriu ao vê-la. Bunny perguntou quem era aquela rapariga que parecia saída de uma banda desenhada.

- Lisa, quero apresentar-te a Bunny. Bunny esta é a Lisa Parkings. Foi ela que me ajudou com a exposição. Se não fosse ela, nunca teria conseguido realizar o meu sonho.-

A rapariga corou tanto que a cara quase ficou da cor do cabelo.

- Ora, não foi nada!- Disse, meio atrapalhada. – Este espaço não era usado. Foi só fazer uns telefonemas e pronto.-

Conversaram um pouco mais sobre arte e outros assuntos. Até que Gonçalo apareceu à porta. Tinha terminado o trabalho mais cedo e resolvera passar para ver como estavam as coisas.

- Posso?- Perguntou divertido. Myo respondeu-lhe:

- Claro, entra! Quero que conheças o sítio da exposição. Ainda não está terminado, mas logo verás como ficou. Tenho a certeza que vais gostar.-

Abraçaram-se. Depois, dirigiu-se a Bunny e deu-lhe um beijo nos seus lábios pequenos. Foi então que repararam em Lisa, corada até à ponta dos cabelos. Gonçalo sorriu:

-Como estás, Lisa? Continuas a trabalhar no mesmo sítio?-

Lisa respondeu ainda meio envergonhada:

- Sim… Continuo.-

Bunny achou aquilo muito estranho. Ia perguntar a Gonçalo de onde se conheciam, mas Myo interveio:

- Sabes, Bunny, também foi a Lisa que arranjou um sítio para o Gonçalo morar. Ela trabalha numa imobiliária é por isso que conhece tantos espaços.-

Depois, Myo fez uma expressão de culpa como se fosse confessar algo bastante embaraçoso:

- Espero que não sintas ciúmes por causa disto, Bunny. O Gonçalo disse-me que tu eras muito ciumenta.-

Bunny sorriu para surpresa de todos:

- Não tem importância nenhuma. Afinal foi só para escolher a casa. E depois, os ciúmes doentios já lá vão. Tenho plena confiança no Gonçalo.-

Esclarecidas as dúvidas, Gonçalo dirigiu-se a Bunny novamente:

- Vamos? Ainda tenho de passar em casa para deixar umas coisa que trouxe do trabalho.-

Sem se darem conta tinham passado a manhã toda ali. Bunny assentiu. Ainda precisava de fazer umas compras antes da noite de inauguração e queria aproveitar o resto do dia. Despediram-se e saíram do edifício.

Assim que saíram, Lisa perguntou a Myo:

- Porque é que não lhe disseste que eu ajudei o Gonçalo porque gostava dele?-

Myo respondeu com um sorriso:

- A Bunny percebeu perfeitamente por isso é que respondeu daquela maneira. Ela sabe que pode confiar no Gonçalo e que ele era incapaz de a trair por muito que quisesse.-

Lisa não pôde deixar de disfarçar a sua surpresa. Sabia que Gonçalo nunca a vira mais que uma amiga, mas nunca pensou que fosse tão fiel ao seu amor.

- Bom, tenho de ir andando.- Disse, de repente, Lisa. – Vemo-nos logo à noite.-

Enquanto se preparavam para a exposição, Bunny estava ansiosa, mais do no dia em que decidira ir viver para os EUA.

- Não precisas de estar nervosa. Afinal, a exposição não é tua.- Gonçalo tentava acalmá-la enquanto a ajudava a fechar o vestido.

- Tens razão, mas não consigo evitar! Quando há grandes eventos fico sempre em pulgas! Especialmente se forem pessoas queridas para mim.- Calou-se. Ela sabia que Gonçalo não gostava quando se lembrava dos Starlights, mas não podia evitar. Afinal, foram grandes amigos. Tentou redimir-se:

- Desculpa. Eu sei que ainda tens alguns ciúmes quando me lembro deles, mas quero que saibas que o Seiya foi um grande apoio tal como todos os outros naquela altura.-

Gonçalo sorriu:

- Eu sei que sentes falta dele como sentes a das tuas amigas e da tua família.- Acrescentou:- Além disso, não guardo rancores porque sei que vias o Seiya como um amigo tal como todos os teus amigos especiais.-

Bunny abraçou-o confortada pelas suas palavras. Beijaram-se. Depois, saíram de casa, já arranjados, a caminho da exposição.

Quando chegaram, foram recebidos por Lisa, que vestia um vestido cor de salmão e maquilhagem berrante. Bunny vestia um vestido azul-escuro, sapatos a condizer, os cabelos apanhados em dois ondangos que terminavam em duas madeixas, lábios pintados de rosa suave, um colar com um pendente em forma de estrela e anel simples, na mão direita de modo a enfatizar o facto de ser comprometida com Gonçalo, que estava de Smoking. Lisa recebeu os convites e eles entraram. As esculturas estavam dispostas um pouco por toda a sala contrastando com as luzes de várias cores que incidiam sobre elas. Gonçalo serviu-se de um ponche de uma das bandejas que passavam trazidas por empregados de fato e ofereceu outro a Bunny.

Nesse momento, Myo apareceu para os cumprimentar:

- Então, estão a gostar? Está linda, não está?- Sorriram e assentiram com a cabeça. Myo vestia um vestido carmim, de saia curta com um laço mais escuro à frente. Trazia uma flor no cabelo a condizer com o vestido. Tinha os lábios pintados e uma sombra nos olhos. O cabelo preto comprido estava apanhado numa trança. Os sapatos condiziam com o resto.

Sorria a todos os convidados piscando, de vez em quando o olho a Bunny e Gonçalo que retribuíam com um abanar da cabeça.

Chamaram para a conferência de imprensa e Myo apressou-se a ir para os bastidores. Dirigiram-se todos à sala onde iria realizar-se a conferência. Sentaram-se numa fila de cadeiras reservada aos convidados especiais. Lisa sentou-se um pouco atrás.

Nesse momento, Myo entrou na sala e fez-se silêncio. Dirigiu-se ao púlpito e falou para o microfone:

- Antes de mais, queria agradecer a todos por terem vindo.- Acrescentou depois: - Especialmente ao meu irmão e à minha cunhada.- Piscou o olho na direcção do casal que sorriu.

- Como sabem, ao longo dos últimos meses, tenho estado a trabalhar não só na exposição que hoje inauguro e de que muito me orgulho, mas também numa escultura muito especial, que dedico e ofereço ao meu irmão como prenda de casamento e que faço questão de a apresentar aqui hoje a todos vocês.-

Atrás dela, uma luz iluminou uma escultura tapada com um pano. Myo retirou-o. Ao vê-la, Bunny não pôde conter as lágrimas. Tratava-se de uma peça de arte branca com uma meia lua que na base tinha esculpida a silhueta de um rapaz com uma longa capa que abanava ao vento, segurando uma rosa que estendia a uma silhueta de uma rapariga com um longo vestido branco e cabelos esvoaçantes que se encontrava no topo da lua.

Os flaches não tardaram a disparar. Todos queriam apanhar a artista e a sua obra. Os jornalistas faziam toda a espécie de perguntas sobre a obra e ela respondia-lhes pacientemente. Quando a inauguração terminou e a sala ficou vazia, Bunny e Gonçalo dirigiram-se a Myo a fim de a felicitar pela exposição e também agradecer o presente.

Bunny perguntou que nome pusera À escultura. Myo respondeu com o mesmo tom misterioso:

- Quando o receberem em vossa casa, descobrirão.-
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bjs
Joana