quarta-feira, 30 de maio de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- II

Olá
Excepcionalmente, hoje, publico o capítulo da semana.
Espero que gostem.
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II

Quando chegaram á entrada de Manah, Célia procurou com o olhar a sua companheira mas em vão.

Kirinah, que já a encontrara, fez-lhe um sinal com a mão. Então, Célia olhou para o sítio que Kirinah lhe indicava e lá estava ela: mais ou menos da sua idade, tal como Kirinah lhe dissera, um pouco mais baixa que ela, de cabelo preto comprido apanhado numa trança virada para a frente, vestida com um longo vestido azul-claro, calçava sabrinas brancas e usava ao pescoço um pendente com o símbolo de Manah, o que fazia com que ela fosse, tal como Célia, uma Discípula de Manah e de Kirinah. Olhando mais aprofundadamente para a sua cara, verificou que a rapariga tinha os olhos pretos brilhantes, boca e nariz finos.

Depois de a avistar, Célia largou a mão de Kirinah e dirigiu-se á outra rapariga. Pegou-lhe nas mãos e disse:

- Sê bem-vinda a Manah. Eu sou a Célia e esta é Kirinah, a Sacerdotisa-Mor e vai ser a tua Mestra enquanto aqui estiveres. Como te chamas?-

Muito timidamente, a rapariga respondeu, não largando as mãos de Célia:

- Muito obrigada pela recepção. Eu sou a Tamina e estou aqui para estudar e treinar para ser Conselheira Real da Lua Branca. Segundo me disseram, vou estudar com a futura Rainha da Lua Branca, mas ainda não tive oportunidade de a conhecer.-

Desta vez foi Kirinah que interveio:

- Mas tu acabaste de a conhecer! Está mesmo á tua frente!-

Tamina olhou para Célia com um ar surpreendido. Largou as mãos e fez uma vénia dizendo:

- Será uma honra estudar e treinar consigo, Majestade.-

Célia sorriu e disse:

- Não precisas de me tratar como Rainha porque ainda não o sou. E, além disso, não quero que me trates como Rainha enquanto aqui estivermos. E mesmo quando estivermos em Lua Branca um tratamento tão formal não será tolerado quando estivermos a sós no Palácio.-

Tamina perguntou confusa:

- Então, como devo trata-la?-

Ao que Célia respondeu:

-Trata-me como uma amiga. Afinal, é isso que és!-

Agora foi Tamina que sorriu e disse:

- Então está bem!-

Dito isto, deram as mãos e seguiram Kirinah até à zona de estudos.


Entretanto, em Infinus, também Dravna tinha uma companheira que iria ser a sua Conselheira. A nova discípula chamava-se Eliona e tinha a mesma idade de Dravna, tinha o cabelo castanho, longo que usava solto, vestia um vestido preto e usava um colar com o símbolo de Infinus. Tinha olhos castanhos, boca e nariz finos.

Ao contrário do que acontecera em Manah, as apresentações foram mais curtas e a zona de estudos e treinos foi logo apresentada.

Agora com as suas novas companheiras, as Princesas aplicavam-se mais a fundo nos estudos e nos treinos.


Em Manah, Célia e Tamina desenvolveram os seus poderes de uma forma surpreendente apesar da sua tenra idade, embora Célia fosse mais forte que Tamina, o que era natural pois Célia seria Rainha e tinha como dever principal protege o seu Reino.

- Muitos parabéns às duas. Então a melhorar a olhos vistos. Principalmente tu, Tamina, estás a ficar mais forte. Mas lembra-te que não podes ultrapassar a força da Rainha. Deves sim ultrapassar a da Guarda Real mas nunca a da Rainha.-

Estavam as três sentadas na escadaria do Templo Principal. O sol batia de frente o que fazia com que a fachada brilhasse e realçasse os seus relevos arquitectónicos.    

Manah era constituída por 4 partes interligadas através dos jardins circundantes. Essas partes eram: a Área Sagrada, Área de Treino, Área de Jardim e Área de Circulação.

A Área Sagrada era constituída por templos e era frequentada por Sacerdotisas; a Área de Treino era constituída por uma zona de repouso e pelas salas de treino, era frequentada por Célia e Tarina; a Área de Jardim era constituída por pelos jardins e frequentada por Sacerdotisas Jardineiras que cuidavam das plantas todos os dias. A Área de Circulação era frequentada por todos os habitantes do templo e atravessava todo o recinto.

O Templo Principal ou Templo da Lua, era o maior e mais imponente edifício de Manah. Todo feito de mármore branco, com uma fachada de 4 colunas estilo dórico, que sustentavam um portão com relevos que representavam a Formação do Universo. A cobrir o templo havia um telhado e, no centro, uma cúpula de vidro. O acesso ao templo fazia-se por meio de uma escadaria enorme. Localizava-se no centro do recinto de Manah. E era nom meio dessa escadaria que Kirinah e as suas discípulas estavam sentadas.

- É uma honra ser elogiada pela Sacerdotisa-Mor de Manah.- Disse Tarina.

Kirinah sorriu e fez uma festa na cabeça de cada uma das suas discípulas, dizendo:

- Não é preciso tratas-me com tanta formalidade, Tarina. Só porque sou tua Mestra não quer dizer que não seja tua amiga.-

Tarina fez uma cara confusa. Então, Kirinah disse ainda sorrindo:

- Não te preocupes. Com o tempo habituas-te.-

Levantaram-se e encaminharam-se para a zona de treinos.  
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Para a semana, já é á sexta outra vez.
Bjs
Joana
 

 

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