Aqui fica o capítulo da semana.
Espero que gostem.
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VIII
A nave aterrou suavemente no aeródromo da Lua
Branca. A porta abriu-se e a rampa surgiu automaticamente. Célia e Tarina,
escoltadas pela tripulação, saíram pela rampa. Cá fora, uma multidão aguardava
pela nova Princesa e pela sua Conselheira Real.
Era, na sua maioria, constituída por Xamãs que
tinham determinado que Célia seria a Rainha. Do meio da multidão, surgiu uma
mulher, baixa, velha, vestida com um vestido azul-escuro, calçava sabrinas da
mesma cor, tinha o cabelo grisalho apanhado num toutiço e usava um medalhão com
o mesmo símbolo que a pregadeira de Célia. Dirigiu-se às recém-chegadas,
fazendo uma vénia e dizendo:
- Princesa Célia e Conselheira Tarina sejam
bem-vindas á Lua Branca. Eu sou Gordénia, a Xamã-Chefe. Fui eu que vos nomeei
para governantes deste planeta.-
Fez uma pausa, durante a qual Célia aproveitou para
agradecer. Gordénia continuou:
- Aguardávamos a vossa chegada e acompanhámos todos
os vossos treinos através de Kirinah que nos foi informando de todos os vossos
progressos até á data da vossa chegada.-
Agora foi a vez de Tarina se pronunciar:
- Então, segundo percebi, já sabia que viríamos
hoje, não é assim?-
Ao que Gordénia respondeu:
- Exactamente.-
Depois, acrescentou, desenrolando um pergaminho que
outra mulher, que entretanto se chegou ao seu lado, lhe entregou:
- E para provar, aqui está a carta que Kirinah nos
enviou na véspera da vossa chegada.-
As raparigas observaram-no com atenção e
reconheceram a letra retorcida de Kirinah bem como o selo de Manah.
Prestados os esclarecimentos e feitas as
apresentações, a tripulação foi dispensada e as raparigas foram escoltadas por
Gordénia e por alguns membros da Guarda Real até uma carruagem puxada por
cavalos brancos unicórnios. Entraram com Gordénia e esta partiu rumo ao Palácio
da Lua.
No caminho, Célia e Tarina iam deslumbrando a
paisagem: havia flores por todo o lado. O sol brilhava e o céu era de um azul
suave. A carruagem subiu por uma colina que atravessava campos verdejantes onde
pastavam ovelhas e cavalos. Por onde passavam, os habitantes daqueles campos
acenavam em sinal de boas-vindas á Princesa e á Conselheira Real. Estas
retribuíam com mais acenos. Depois atravessaram uma floresta onde o ar era
límpido e fresco e onde um doce aroma a frutos do bosque se fazia sentir.
Passada a parte rural, começou a aparecer a parte
urbana da Lua Branca. Esta zona era constituída por uma cidade chamada Crystal
Tokyo, que tinha casas e lojas. Ao passarem pela Avenida da Lua, as raparigas
puderam ver que as casas tinham sido enfeitadas com flores rosa e brancas e
pequenos cristais.
Estavam tão distraídas a olhar para os enfeites que
foi preciso que Gordénia lhes chamasse a atenção para o próximo destino. Quando
olharam, nem queriam acreditar no que viam: á sua frente, estava o Palácio da
Lua, um gigantesco e imponente edifício todo feito de pedra e tijolos brancos.
Na torre mais alta, que era a principal, estava o símbolo da Lua Branca uma lua
amarela virada para cima.
Este símbolo estava gravado na testa de todos os
habitantes do planeta incluindo Célia e Tarina, que o tinham gravado desde
bebé. A ladear o palácio, havia um enorme campo de flores de todas as cores que
estava sempre a ser arranjado por um grupo de 5 jardineiros reais. De cada lado
do jardim, havia um conjunto de colunas com jorros de água que lembravam as
colunas romanas.
O Palácio da Lua Branca era guardado por guardas
grandes, fortes e robustos que eram também a polícia do planeta, que impunha a
ordem e o respeito.
Na Lua Branca, os trabalhadores, na sua maioria, eram
agricultores homens. As mulheres trabalhavam como cozinheiras e criadas no
Palácio. Na cidade, havia muitos comerciantes e artesãos que vendiam os seus
trabalhos a toda a gente.
Na agricultura, metade das colheitas eram para o
Palácio e a outra metade era para alimentar as famílias.
Durante muito tempo, a Lua Branca tinha sido
governada por Xamãs e era Gordénia que chefiava a governação. Mas agora com a
chegada de Célia e Tarina, o regime ia mudar: passava a ser uma Monarquia. Para
ajudar Célia e Tarina nas decisões de governação, fora nomeado um Conselho de
Ministros com a ajuda de Kirinah e Gordénia.
A carruagem atravessou o cominho ladeado pelas
colunas que dava acesso directo á porta principal do Palácio da Lua. Esta era
castanha e tinha uma maçaneta prateada. Quando a carruagem parou, o cocheiro
abriu a porta e as passageiras saíram.
As malas foram desamarradas do tejadilho e colocadas
no chão. Gordénia deu sinal para que as portas se abrissem. Depois, fez sinal
para que as raparigas a seguissem. Assim que entraram, as portas fecharam-se
atrás de si e elas puderam vislumbrar uma enorme sala ladeada por colunas e com
umas escadas ao fundo. Em frente, havia um corredor que dava para uma porta que
Gordénia abriu. Por detrás desta, estava uma sala mais pequena que a outra, com
uma mesa e cadeiras. Tinha, ainda, um tapete com motivos floridos e
geométricos. A mesa estava posta numa pequena varanda que dava para o jardim.
Sentaram-se á mesa e Gordénia mandou servir chá. Depois anunciou:
- Esta noite daremos uma festa em honra da Princesa
e da Conselheira Real. Será nesta festa que irá conhecer o seu noivo e
formalizar o compromisso. O casamento ainda não está agendado, dado que vocês
ainda precisam de tempo para se conhecerem. Quando acharem que chegou a altura
de casar, comuniquem-me. Nessa altura, tratarei dos preparativos da coroação.
Depois disso, retirar-me-ei para Manah e a senhora, Célia será a Rainha. Por
agora, descansem que a viagem foi longa e devem estar cansadas. Depois, podem
explorar as redondezas.-
E, dito isto, ficaram sentadas a tomar chá na
varanda do Palácio da Lua.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
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