sexta-feira, 6 de julho de 2018

A Lenda da Lua Branca- Parte 1- VIII

Olá
Aqui fica o capítulo da semana.
Espero que gostem.
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VIII

A nave aterrou suavemente no aeródromo da Lua Branca. A porta abriu-se e a rampa surgiu automaticamente. Célia e Tarina, escoltadas pela tripulação, saíram pela rampa. Cá fora, uma multidão aguardava pela nova Princesa e pela sua Conselheira Real.

Era, na sua maioria, constituída por Xamãs que tinham determinado que Célia seria a Rainha. Do meio da multidão, surgiu uma mulher, baixa, velha, vestida com um vestido azul-escuro, calçava sabrinas da mesma cor, tinha o cabelo grisalho apanhado num toutiço e usava um medalhão com o mesmo símbolo que a pregadeira de Célia. Dirigiu-se às recém-chegadas, fazendo uma vénia e dizendo:

- Princesa Célia e Conselheira Tarina sejam bem-vindas á Lua Branca. Eu sou Gordénia, a Xamã-Chefe. Fui eu que vos nomeei para governantes deste planeta.-

Fez uma pausa, durante a qual Célia aproveitou para agradecer. Gordénia continuou:

- Aguardávamos a vossa chegada e acompanhámos todos os vossos treinos através de Kirinah que nos foi informando de todos os vossos progressos até á data da vossa chegada.-

Agora foi a vez de Tarina se pronunciar:

- Então, segundo percebi, já sabia que viríamos hoje, não é assim?-

Ao que Gordénia respondeu:

- Exactamente.-

Depois, acrescentou, desenrolando um pergaminho que outra mulher, que entretanto se chegou ao seu lado, lhe entregou:

- E para provar, aqui está a carta que Kirinah nos enviou na véspera da vossa chegada.-

As raparigas observaram-no com atenção e reconheceram a letra retorcida de Kirinah bem como o selo de Manah.

Prestados os esclarecimentos e feitas as apresentações, a tripulação foi dispensada e as raparigas foram escoltadas por Gordénia e por alguns membros da Guarda Real até uma carruagem puxada por cavalos brancos unicórnios. Entraram com Gordénia e esta partiu rumo ao Palácio da Lua.

No caminho, Célia e Tarina iam deslumbrando a paisagem: havia flores por todo o lado. O sol brilhava e o céu era de um azul suave. A carruagem subiu por uma colina que atravessava campos verdejantes onde pastavam ovelhas e cavalos. Por onde passavam, os habitantes daqueles campos acenavam em sinal de boas-vindas á Princesa e á Conselheira Real. Estas retribuíam com mais acenos. Depois atravessaram uma floresta onde o ar era límpido e fresco e onde um doce aroma a frutos do bosque se fazia sentir.

Passada a parte rural, começou a aparecer a parte urbana da Lua Branca. Esta zona era constituída por uma cidade chamada Crystal Tokyo, que tinha casas e lojas. Ao passarem pela Avenida da Lua, as raparigas puderam ver que as casas tinham sido enfeitadas com flores rosa e brancas e pequenos cristais.

Estavam tão distraídas a olhar para os enfeites que foi preciso que Gordénia lhes chamasse a atenção para o próximo destino. Quando olharam, nem queriam acreditar no que viam: á sua frente, estava o Palácio da Lua, um gigantesco e imponente edifício todo feito de pedra e tijolos brancos. Na torre mais alta, que era a principal, estava o símbolo da Lua Branca uma lua amarela virada para cima.

Este símbolo estava gravado na testa de todos os habitantes do planeta incluindo Célia e Tarina, que o tinham gravado desde bebé. A ladear o palácio, havia um enorme campo de flores de todas as cores que estava sempre a ser arranjado por um grupo de 5 jardineiros reais. De cada lado do jardim, havia um conjunto de colunas com jorros de água que lembravam as colunas romanas.

O Palácio da Lua Branca era guardado por guardas grandes, fortes e robustos que eram também a polícia do planeta, que impunha a ordem e o respeito.

Na Lua Branca, os trabalhadores, na sua maioria, eram agricultores homens. As mulheres trabalhavam como cozinheiras e criadas no Palácio. Na cidade, havia muitos comerciantes e artesãos que vendiam os seus trabalhos a toda a gente.

Na agricultura, metade das colheitas eram para o Palácio e a outra metade era para alimentar as famílias.

Durante muito tempo, a Lua Branca tinha sido governada por Xamãs e era Gordénia que chefiava a governação. Mas agora com a chegada de Célia e Tarina, o regime ia mudar: passava a ser uma Monarquia. Para ajudar Célia e Tarina nas decisões de governação, fora nomeado um Conselho de Ministros com a ajuda de Kirinah e Gordénia.

A carruagem atravessou o cominho ladeado pelas colunas que dava acesso directo á porta principal do Palácio da Lua. Esta era castanha e tinha uma maçaneta prateada. Quando a carruagem parou, o cocheiro abriu a porta e as passageiras saíram.

As malas foram desamarradas do tejadilho e colocadas no chão. Gordénia deu sinal para que as portas se abrissem. Depois, fez sinal para que as raparigas a seguissem. Assim que entraram, as portas fecharam-se atrás de si e elas puderam vislumbrar uma enorme sala ladeada por colunas e com umas escadas ao fundo. Em frente, havia um corredor que dava para uma porta que Gordénia abriu. Por detrás desta, estava uma sala mais pequena que a outra, com uma mesa e cadeiras. Tinha, ainda, um tapete com motivos floridos e geométricos. A mesa estava posta numa pequena varanda que dava para o jardim. Sentaram-se á mesa e Gordénia mandou servir chá. Depois anunciou:

- Esta noite daremos uma festa em honra da Princesa e da Conselheira Real. Será nesta festa que irá conhecer o seu noivo e formalizar o compromisso. O casamento ainda não está agendado, dado que vocês ainda precisam de tempo para se conhecerem. Quando acharem que chegou a altura de casar, comuniquem-me. Nessa altura, tratarei dos preparativos da coroação. Depois disso, retirar-me-ei para Manah e a senhora, Célia será a Rainha. Por agora, descansem que a viagem foi longa e devem estar cansadas. Depois, podem explorar as redondezas.-

E, dito isto, ficaram sentadas a tomar chá na varanda do Palácio da Lua.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
       

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