quinta-feira, 6 de junho de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 2- IV

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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IV

Durante o tempo que se seguiu, Julie treinou sem descanso. Estava determinada em ficar mais forte para completar a missão da mãe mas também para encontrar o irmão. Sempre quisera ter um e agora que sabia que existia estava ansiosa para o conhecer.

Para além dos treinos, também pesquisou bastante sobre o planeta de origem do pai e do irmão mas também sobre a missão da família da mãe e descobriu coisas bastante interessantes.

Sempre que podia, perguntava a Ikinah, mas a sua resposta era sempre a mesma: «Quando chegar o momento, saberás». Esta resposta deixava-a sempre irritada. Quando seria o momento certo? Já tinha 15 anos não era uma criança!

Nesta altura, usava umas calças pretas justas e um top castanho. Tinha cortado o cabelo para se sentir mais leve e por achar que estava comprido demais. Calçava umas botas pretas e usava o colar deixado pela mãe.

O radar estava quase pronto, apenas faltavam alguns retoques e podia testá-lo. Segundo o que lera, os aparelhos para calibrarem correctamente, tinham de ser testados primeiro para ver o que ainda faltava fazer.

Um dia, Ikinah chamou-a á Sala do Lago Mágico para que visse uma coisa. O Lago Mágico ficava num tanque dentro de uma sala no Templo Principal. A sala não era muito grande, apenas com uma pequena janela redonda que projectava um fio de luz para o centro onde se encontrava o lago, que não era mais do que uma pequena poça de água sempre calma, mas com as palavras certas, podia servir para ver acontecimentos distantes, fossem do passado ou do presente, nunca do futuro por ser demasiado incerto.

- O que me queria mostrar, Mestra?- Perguntou Julie entrando na sala seguida por Ikinah.

Esta respondeu apontando para o lago:

- Olha.-

Julie aproximou-se. A superfície da água brilhava quando Ikinah pousou a mão sobre ela. Depois dissipou-se, deixando ver a imagem de um rapaz, com o cabelo espetado vestido de vermelho e azul junto ao mar.

Olhou para Ikinah e perguntou:

- Mestra, está a mostrar-me imagens do meu pai em Vegeta?-

Ikinah respondeu:~

- Julie, este que estás a ver não é o teu pai, mas o teu irmão Songoku na Terra.-

Julie arregalou os olhos. Era mesmo parecido com o seu pai. Sorriu. Depois perguntou:

- Porque me está a mostrar isto? Pensava que só ia conhecê-lo daqui a 5 anos.-

Ikinah respondeu depois de fazer a imagem desaparecer:

- Queria que o visses para poderes saber como ele é antes de partires à sua procurar. Assim, não precisas de percorrer o planeta inteiro. Basta que fixes a sua cara.-  

Julie fez um trejeito e disse:

- Mas Mestra, bastava-me procurar alguém que fosse parecido com o meu pai ou perguntar se alguém o conhecia não era preciso mostrar-me a sua cara.-

Ikinah corou de atrapalhação. Disse apenas:

- Tens razão.-

Riram-se durante um bocado. Depois Ikinah fez um ar sério. Olhou para Julie e convidou-a para um passeio pelo jardim. Ele aceitou r acabaram sentadas no banco debaixo da árvore que era o local preferido de toda a gente para descansar mas também para conversar sobre assuntos difíceis. Ikinah voltou a olhar seriamente para Julie antes de falar:

- Minha querida, quero que saibas que não te mostrei a imagem do teu irmão para que soubesses como ele é.- Fez uma pausa e continuou:

- Bom… o que eu quero dizer é que não te mostrei o teu irmão apenas para soubesses como ele é, mas por outro motivo.- Respirou fundo, olhou em frente e prosseguiu:

- Mostrei-to porque acho que deves saber ele derrotou o Friezer aquele que destruiu o planete do teu pai há muito tempo e também é ele que tem protegido o planeta Terra ao longo destes anos. A imagem que viste é de um treino para mais uma batalha. Ele acabou de se recuperar de um problema no coração.-

Julie ficou em choque. As lágrimas começaram a cair-lhe pela cara á medida que se apercebia da responsabilidade que teria quando encontrasse o irmão. Abraçou-se a Ikinah que a consolou. Depois de se acalmar, perguntou:

- Mestra, se ele é assim tão forte para que preciso eu de encontra-lo? Ele pareceu não precisar de ajuda.-

Ikinah sorriu e respondeu:

- Minha querida, não se trata apenas de lhe pedir para proteger o Universo também é uma questão de reunião familiar e descobrir como é que a tua missão se pode conjugar com a dele uma vez que são semelhantes.-

Julie estava confusa. Ikinah voltou a sorrir.

- Estás a ver porque é que eu te digo que ainda é cedo?- Comentou.

Julie corou ligeiramente. Agora, percebia porque se tinha de concentrar nos treinos e terminar o radar.      
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

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