segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Uma Aventura pelo Oriente

 Olá

Desta vez, decidi trazer algo que publiquei há 3 anos numa publicação digital e que agora resolvi recuperar para contextualizar um pouco alguns textos que tenho publicado aqui mais recentemente e também por causa do AniStudio, o meu  canal do YouTube. Espero que gostem e que vos ajude a perceber melhor as especificidades deste meu mundo e, quem sabe, dar uma espreitadela. Quem leu na outra publicação, pode reler aqui e quem  está pela primeira vez, seja muito bem-vindo. 

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Uma Aventura pelo Oriente

Não me lembro do dia exacto. Só sei que foi algures nos anos 90 quando tinha 6 ou 7 anos. Ainda estava na escola primária. Lembro-me de, no baloiço do recreio, cantar as canções de abertura das séries que via na televisão.

Ao princípio, foi apenas o desenho que me chamou a atenção. Por ser diferente. Apenas por isso.

Depois, vieram as brincadeiras, a vontade de ser como aquelas personagens. Com o tempo, fui apurando o gosto. Aprendi a seleccionar as séries e os filmes e a lista-los por categorias inventadas por mim.   

Mas do que escrevo? Escrevo sobre um mundo diferente. Um mundo cheio de cabelos espetados ou roupas demasiado curtas e apertadas. Um mundo onde existem dragões e titãs, espadachins e fadas, elfos e demónios. Um mundo onde as raparigas têm poderes extraordinários, os rapazes voam e lutam sem descanso. Um mundo onde a tecnologia contrasta com as mais belas paisagens e a mais apetitosa comida.

Um mundo que, apesar de vir do outro lado do nosso, nos diz tanto mas também nos ensina tanto sobre a amizade, o espírito de equipa e a persistência em seguir os nossos sonhos.

Sejam bem-vindos ao meu mundo: o mundo da Cultura Pop Japonesa, mais concretamente o mundo do anime.

Antes de vos escrever sobre o anime, importa saber que a cultura pop japonesa se divide em três categorias interligadas que são a Mangá, o Animé e o Cosplay.

A Mangá, que em japonês quer dizer «desenho fantástico», mas no ocidente designa a banda desenhada japonesa. Caracteriza-se essencialmente por ser impressa em folhas parecidas com as de um jornal, a preto e branco e em pequenos volumes e pelo sentido da leitura ser da direita para a esquerda, por colunas.

De seguida, temos o Animé, palavra que em japonês significa animação. No ocidente, representa toda a animação que vem do Japão ou de outro país asiático como a Coreia ou a China. É um estilo de animação e não um género, uma vez que consiste numa forma diferente de desenho.

Por último, apresento o Cosplay que não é uma palavra japonesa, mas sim uma junção de duas palavras inglesas. «Costume» e «Roleplay». O termo designa a arte de vestir e representar um personagem de uma série, filme, videojogo, livro, anime ou mangá, da forma mais fiel possível, desde roupa, cabelos, maquilhagem, acessórios e até a cor e o tamanho dos olhos! Muitos fatos e acessórios de cosplay são feitos pelos próprios cosplayers, embora haja também um grande grupo que os encomenda pela internet ou manda fazer.

Ao longo do tempo, fui aprendendo mais sobre o anime e as suas características. Com a internet, o acesso ficou mais fácil, mas ainda gosto de esperar que dêem na televisão ou comprar em DVD ou, ainda, ir ao cinema.

Aos poucos, fui descobrindo os diferentes géneros, mas também os temas e públicos-alvo, embora, para mim, fossem todos iguais. Ainda assim, dentro de cada tema existem os géneros terror, drama, comédia, fantasia, ficção científica, romance, musical, policial, thriller, suspense e ‘slice of life’, que correspondem a temas da vida quotidiana geralmente sem elementos fantásticos.

Os temas principais abrangem desporto, tecnologia e magia e os públicos-alvo vão desde crianças pequenas até adolescentes e adultos de ambos os sexos.

Tal como nos outros estilos e géneros de animação e não só, também aqui é muito difícil escolher um favorito. Na maior parte dos casos, a lista é demasiado longa. Por isso, para simplificar e também para ajudar um pouco os que estão a começar seja para continuar ou apenas por curiosidade, deixo algumas sugestões de séries e filmes que vi (e alguns continuo a ver) e que considero importantes para construir um caminho sólido na animação japonesa e também porque gostei deles particularmente.

Séries:

Como um bom livro ou filme, nada melhor que começar por aqueles que marcaram os anos 90 e, por isso, são considerados por muitos como ‘Clássicos’ da animação japonesa. São eles:

- Sailor Moon (1992) - conta a história de Usagi Tsukino, uma garota normal e inocente de 14 anos — pelo menos, é isso que ela pensa — que um dia encontra Luna, uma gata falante que revela a identidade de Usagi como "Sailor Moon", uma guerreira mágica destinada a salvar a terra das forças do mal.

- Dragon Ball (1989) - A história de Dragon Ball ("Bola do Dragão") conta as aventuras de Son Goku, um menino com cauda de macaco que mora na Montanha Paozu.

 - Pokémon (1995) - Ao completar dez anos, Ash Ketchum, um menino que sonha tornar-se Mestre Pokémon, pode finalmente começar a sua jornada em busca do seu sonho

As ‘obrigatórias’ são as duas primeiras pois, como já referi, vão servir de referência para os próximos mas também porque foram as que maior impacto tiveram na minha vida não só em termos de desenho mas também e principalmente em termos de história e de valores transmitidos. Já para não falar que me animaram quando estava mais triste.

Filmes:

Depois, como sugestão de cinema, deixo-vos com alguns filmes que vi mais recentemente e que também causaram impacto pela sua maravilhosa animação e histórias cativantes como de resto é característico no anime. São produzidos pelos Estúdios Ghibli considerados a «Disney do Japão».

 

- A Princesa Mononoke (1997) - Um príncipe, em busca de uma cura para uma misteriosa mancha negra, vê-se envolvido numa guerra entre a floresta e uma colónia mineira. Nesta aventura ele conhece Mononoke.

- A Viagem de Chihiro (2001) - A família Ogino está de mudança para uma nova cidade. O casal, Akio e Yuko, está muito entusiasmado com a viagem. Mas, o mesmo não acontece com a sua filha Chihiro, uma menina de dez anos que está muito chateada por ter que deixar todas as suas lembranças e amigos de infância para trás. Nas mãos, ela carrega um buquê de flores, o último presente que recebeu antes de ir embora.

- O Castelo Andante (2004) - Sophie acha que o seu destino é continuar com a chapelaria da família e não tem ambições. Certo dia quando saiu para visitar a irmã Lettie ela é importunada por alguns oficiais do exército mas é salva por um bonito jovem. Mas isso atrai a atenção da Bruxa do Nada que lhe lança um feitiço que a transforma numa velha. Ela decide sair de casa em busca de um modo de quebrar a maldição, mas não sabe para onde ir.

E com isto me despeço, por agora. Espero que desfrutem das sugestões tanto como eu.

Fecho este artigo com uma frase icónica adaptada da versão portuguesa de um anime icónico que deixo como sugestão e a qual recomendo a verem. Quem é fã reconhece, quem ainda não é, provavelmente já deve ter ouvido:

Não percam o próximo artigo porque eu também não!

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E pronto. Mais uma vez, espero que gostem. 

Vemo-nos por aí.

Bjs 

Joana 



segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Dragon Ball Super: Super Herói Uma Espécie de Análise

 Olá 

Desta vez, resolvi partilhar algo diferente. Algo que nunca tinha feito, pelo menos para aqui. Uma análise a um filme. 

Espero que gostem. 

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Dragon Ball Super: Super Herói

Uma Espécie de Análise

No passado Sábado, dia 3, fui ao cinema. Fui ver um filme sobre super heróis, vingança e superação. Mas também uma viagem á infância, um revisitar de bons momentos passados em frente ao pequeno ecrã a acompanhar com entusiasmo as aventuras de um menino muito peculiar que partiu em buscar das bolas «de puro cristal» e que conseguiu, com a sua «força brutal», derrotar vários vilões entre eles um exército inteiro cheio de máquinas e tecnologia de ponta. Esse menino com cauda de macaco, chamado Songoku, e com a tal «força brutal», foi o grande herói que venceu o mal.

A partir daqui, começa a minha espécie de análise, digo que é uma ‘espécie’ porque não sou crítica de cinema nem nada que se pareça, sou apenas uma fã a dar a sua opinião sobre um filme que viu no cinema numa tarde de Sábado com uma amiga.

A História

O filme começa com um projecto de vingança orquestrado pelo renascido Exército da Legião Vermelha que, no filme, é chamado de Fita Vermelha, numa tradução mais literal, uma vez que o original é Red Ribbon, sendo que Ribbon significa laço ou fita, liderado pelo comandante Magenta, filho do General Red. Nesta altura, a Legião Vermelha actua sob o nome de Farmacêutica Vermelha para disfarçar as suas verdadeiras intensões, concretizadas com a ajuda de um aliado de peso. O neto do Dr Gero, o anterior cientista que trabalhava para a Legião Vermelha, o Dr Hedo que, financiado por Magenta, constrói dois andróides ainda mais fortes que os do seu avô, os Gamas 1 e 2.

Convencidos que Goku e companhia são uma ameaça, Magenta ordena a um dos Gamas que ataque os amigos deste, começando por Satã, que agora virou mentou da neta do Guerreiro do Espaço, Pan. Após uma luta feroz, Satã consegue escapar de uma morte certa e segue o seu oponente até á base secreta do Exército. Lá descobre um terrível plano para dominar o mundo. Para além dos Gamas, o Dr Hedo construiu, ainda que contra a sua vontade, um outro andróide, o Cell Max ainda adormecido. Uma vez acabado será uma arma letal.

Então, Satã corre para avisar Goku e Vegeta, mas estes não estão disponíveis para ajudar pois encontram-se a treinar juntamente com Broly, num planeta distante.

De volta á base, Magenta decide que a melhor forma de atrair os seus inimigos é raptando Pan. Satã, disfarçado, decide aproveitar essa oportunidade para fazer regressar Gohan, o pai da menina, às lutas e aos treinos para defender a Terra. Então, o confronto dá-se no meio de chuva intensa e efeitos especiais a que já nos habituámos neste ‘franchisining’. Quando tudo parece resolvido, eis que surge Cell Max que começa a destruir tudo por onde passa e cabe mais uma vez a Gohan salvar o dia tal como o fizera no passado.

 

Conclusão e possível futuro

Apesar de ter uma narrativa simples, o filme torna-se uma experiência visual agradável não só para quem já é fã mas para quem está a começar a apreciar a série. A animação, embora experimental, consegue cativar o espectador especialmente na parte final. Aquando do seu anúncio, fiquei um pouco reticente, tal como muitos fãs, por causa do tipo de animação usada, mas no final não desiludiu.

Outro aspecto que também não me desiludiu foi a dobragem portuguesa. Quando vi o trailer pela primeira vez, confesso que tive algum receio que o produto final fosse ‘infantilizar’ a série, mas acabou por ser o contrário. O facto de terem optado por colocar as habituais ‘pérolas’ no sítio certo e em transições funcionou muito bem, pois a dinâmica da história não foi quebrada, ou seja, não houve um uso exagerado de ‘pérolas’ que pusessem em causa o curso da narrativa. Isto demonstra que não só a dobragem portuguesa está bem e recomenda-se como trouxe uma ‘lufada de ar fresco’  sem perder a sua essência vinda dos anos 90.

Concluo aconselhando a que vão ao cinema de preferência em família, ver a versão que preferirem, embora eu aconselhe a portuguesa, porque não se vão arrepender.

Por fim, com este filme, abrem-se portas para o futuro da série que com certeza trará novos desafios para os ‘nossos’ heróis. Ao dar ênfase a outros personagens que não os principais, demonstra que Dragon Ball  é uma série dinâmica e flexível com espaço para todos e para fazer mais e melhor.

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E pronto. Mais uma vez, espero que gostem. 

Não percem os próximos textos, porque eu também não! 

Bjs 

Joana