Olá
Desta vez, decidi trazer algo que publiquei há 3 anos numa publicação digital e que agora resolvi recuperar para contextualizar um pouco alguns textos que tenho publicado aqui mais recentemente e também por causa do AniStudio, o meu canal do YouTube. Espero que gostem e que vos ajude a perceber melhor as especificidades deste meu mundo e, quem sabe, dar uma espreitadela. Quem leu na outra publicação, pode reler aqui e quem está pela primeira vez, seja muito bem-vindo.
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Uma
Aventura pelo Oriente
Não me lembro do dia exacto. Só sei que foi algures
nos anos 90 quando tinha 6 ou 7 anos. Ainda estava na escola primária.
Lembro-me de, no baloiço do recreio, cantar as canções de abertura das séries
que via na televisão.
Ao princípio, foi apenas o desenho que me chamou a
atenção. Por ser diferente. Apenas por isso.
Depois, vieram as brincadeiras, a vontade de ser
como aquelas personagens. Com o tempo, fui apurando o gosto. Aprendi a
seleccionar as séries e os filmes e a lista-los por categorias inventadas por
mim.
Mas do que escrevo? Escrevo sobre um mundo
diferente. Um mundo cheio de cabelos espetados ou roupas demasiado curtas e
apertadas. Um mundo onde existem dragões e titãs, espadachins e fadas, elfos e
demónios. Um mundo onde as raparigas têm poderes extraordinários, os rapazes
voam e lutam sem descanso. Um mundo onde a tecnologia contrasta com as mais
belas paisagens e a mais apetitosa comida.
Um mundo que, apesar de vir do outro lado do nosso,
nos diz tanto mas também nos ensina tanto sobre a amizade, o espírito de equipa
e a persistência em seguir os nossos sonhos.
Sejam bem-vindos ao meu mundo: o mundo da Cultura
Pop Japonesa, mais concretamente o mundo do anime.
Antes de vos escrever sobre o anime, importa saber
que a cultura pop japonesa se divide em três categorias interligadas que são a Mangá, o Animé e o Cosplay.
A Mangá,
que em japonês quer dizer «desenho
fantástico», mas no ocidente designa a banda desenhada japonesa. Caracteriza-se
essencialmente por ser impressa em folhas parecidas com as de um jornal, a
preto e branco e em pequenos volumes e pelo sentido da leitura ser da direita
para a esquerda, por colunas.
De seguida, temos o Animé, palavra que em japonês significa animação. No ocidente,
representa toda a animação que vem do Japão ou de outro país asiático como a
Coreia ou a China. É um estilo de animação e não um género, uma vez que
consiste numa forma diferente de desenho.
Por último, apresento o Cosplay que não é uma
palavra japonesa, mas sim uma junção de duas palavras inglesas. «Costume» e «Roleplay». O termo designa a arte de vestir e representar um
personagem de uma série, filme, videojogo, livro, anime ou mangá, da forma
mais fiel possível, desde roupa, cabelos, maquilhagem, acessórios e até a cor e
o tamanho dos olhos! Muitos fatos e acessórios de cosplay são feitos pelos próprios cosplayers, embora haja também um grande grupo que os encomenda
pela internet ou manda fazer.
Ao longo do tempo, fui aprendendo mais sobre o anime
e as suas características. Com a internet, o acesso ficou mais fácil, mas ainda
gosto de esperar que dêem na televisão ou comprar em DVD ou, ainda, ir ao
cinema.
Aos poucos, fui descobrindo os diferentes géneros,
mas também os temas e públicos-alvo, embora, para mim, fossem todos iguais.
Ainda assim, dentro de cada tema existem os géneros terror, drama, comédia,
fantasia, ficção científica, romance, musical, policial, thriller, suspense e
‘slice of life’, que correspondem a temas da vida quotidiana geralmente sem
elementos fantásticos.
Os temas principais abrangem desporto, tecnologia e
magia e os públicos-alvo vão desde crianças pequenas até adolescentes e adultos
de ambos os sexos.
Tal como nos outros estilos e géneros de animação e
não só, também aqui é muito difícil escolher um favorito. Na maior parte dos
casos, a lista é demasiado longa. Por isso, para simplificar e também para
ajudar um pouco os que estão a começar seja para continuar ou apenas por
curiosidade, deixo algumas sugestões de séries e filmes que vi (e alguns
continuo a ver) e que considero importantes para construir um caminho sólido na
animação japonesa e também porque gostei deles particularmente.
Séries:
Como um bom livro ou filme, nada melhor que começar
por aqueles que marcaram os anos 90 e, por isso, são considerados por muitos
como ‘Clássicos’ da animação japonesa. São eles:
- Sailor Moon
(1992) - conta a história de Usagi Tsukino, uma garota normal e inocente de
14 anos — pelo menos, é isso que ela pensa — que um dia encontra Luna, uma gata
falante que revela a identidade de Usagi como "Sailor Moon", uma
guerreira mágica destinada a salvar a terra das forças do mal.
- Dragon Ball (1989)
- A história de Dragon Ball ("Bola do Dragão") conta as aventuras
de Son Goku, um menino com cauda de macaco que mora na Montanha Paozu.
- Pokémon (1995) - Ao completar dez anos,
Ash Ketchum, um menino que sonha tornar-se Mestre Pokémon, pode finalmente
começar a sua jornada em busca do seu sonho
As ‘obrigatórias’ são as duas primeiras pois, como
já referi, vão servir de referência para os próximos mas também porque foram as
que maior impacto tiveram na minha vida não só em termos de desenho mas também
e principalmente em termos de história e de valores transmitidos. Já para não
falar que me animaram quando estava mais triste.
Filmes:
Depois, como sugestão de cinema, deixo-vos com
alguns filmes que vi mais recentemente e que também causaram impacto pela sua
maravilhosa animação e histórias cativantes como de resto é característico no
anime. São produzidos pelos Estúdios Ghibli considerados a «Disney do Japão».
- A Princesa
Mononoke (1997) - Um príncipe, em busca de uma cura para uma misteriosa
mancha negra, vê-se envolvido numa guerra entre a floresta e uma colónia
mineira. Nesta aventura ele conhece Mononoke.
- A Viagem de
Chihiro (2001) - A família Ogino está de mudança para uma nova cidade. O
casal, Akio e Yuko, está muito entusiasmado com a viagem. Mas, o mesmo não
acontece com a sua filha Chihiro, uma menina de dez anos que está muito
chateada por ter que deixar todas as suas lembranças e amigos de infância para
trás. Nas mãos, ela carrega um buquê de flores, o último presente que recebeu
antes de ir embora.
- O Castelo
Andante (2004) - Sophie acha que o seu destino é continuar com a chapelaria
da família e não tem ambições. Certo dia quando saiu para visitar a irmã Lettie
ela é importunada por alguns oficiais do exército mas é salva por um bonito
jovem. Mas isso atrai a atenção da Bruxa do Nada que lhe lança um feitiço que a
transforma numa velha. Ela decide sair de casa em busca de um modo de quebrar a
maldição, mas não sabe para onde ir.
E com isto me despeço, por agora. Espero que
desfrutem das sugestões tanto como eu.
Fecho este artigo com uma frase icónica adaptada da
versão portuguesa de um anime icónico que deixo como sugestão e a qual
recomendo a verem. Quem é fã reconhece, quem ainda não é, provavelmente já deve
ter ouvido:
Não
percam o próximo artigo porque eu também não!
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E pronto. Mais uma vez, espero que gostem.
Vemo-nos por aí.
Bjs
Joana
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