sexta-feira, 27 de abril de 2018

Crónicas de uma rapariga singular- VIII

Olá
Aqui fica o último capítulo desta semana.
Espero que gostem.
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VIII

A viagem decorreu sem problemas. Quando o avião aterrou, o coração de Bunny parecia que ia saltar-lhe pela boca. Olhou em volta à procura de Myo. Tinha-lhe telefonado na véspera a dizer que vinha e ela ficou de a ir buscar ao aeroporto.

De repente, reparou em alguém que lhe acenava vigorosamente. Era Myo. Dirigiu-se para a ela e abraçou-a. Depois, Myo ajudou-a com a mala e puseram-se a caminho da casa de Gonçalo. O coração de Bunny batia desesperado e as mãos tremiam-lhe. Myo acalmou-a:

- Não te preocupes. Vai correr tudo bem.- Saiu do carro e Bunny seguiu-a. Tirou a mala do porta-bagagens e encaminhou-se para o prédio. Não precisou de tocar à campainha pois a porta estava aberta. Entrou e chamou o elevador. Uma vez lá dentro, carregou no botão com o número 2. Quando chegou ao andar seleccionado, saiu e dirigiu-se à porta que dizia ‘Gonçalo Chiba’. Bateu suavemente.

Do outro lado, Gonçalo estava sentado no sofá, quando ouviu um leve bater na porta. Pensando tratar-se de Myo, levantou-se um pouco contrariado e foi abrir. Assim que abriu a porta, uma rapariga loura de olhos azuis brilhantes e enormes, vestida com um vestido salmão simples saltou-lhe para o colo e beijou-o fogosamente. A mala foi arrastada para dentro e a porta fechou-se.

Ainda no seu colo e desfazendo o beijo, Bunny segredou-lhe ‘Aceito!’. Voltaram a beijar-se e foram andando até ao quarto de Gonçalo. Na penumbra, dois corpos saciavam a sua fome de amor.

- Se aceitares todas as minhas propostas assim, então tenho de te fazer mais.- Disse Gonçalo, num misto de êxtase e surpresa.

- Não foi fácil.- Confessou Bunny aninhando-se no peito liso e quente dele. – Mas com a ajuda de todos, consegui compreender o que era realmente importante.- Beijou-o antes de continuar:

- Acabei por decidir aceitar e aqui estou. Pronta para começar uma nova vida contigo.-

Abraçaram-se e no momento em que trocavam mais um beijo, o telemóvel de Bunny tocou. Ela levantou-se relutante e foi procurar o saco onde o tinha no meio da roupa que estava espalhada pelo chão do quarto. Conseguiu encontrá-lo. Era a mãe. Atendeu:

- Está, mãe?- Fernanda respondeu do outro lado da linha:

- Olá, Bunny. Então, fizeste boa viagem, filha?-

Bunny respondeu:

- Fiz, sim, obrigada. Já estou em casa do Gonçalo. A Myo levou-me. Ela foi-me buscar ao aeroporto.-

A mãe respondeu:

- Ainda bem que correu tudo bem. Sê feliz, filha. Adoro-te.-

As lágrimas corriam-lhe pela cara. Despediu-se emocionada:

- Obrigada, mãe. Manda beijos para o pai e para o Chico e diz-lhes que os adoro e a ti também. Adeus!-

- Adeus, filha.- Despediu-se Fernanda e desligou o telefone.

As lágrimas ainda caíam quando Gonçalo a abraçou. Entre soluços, Bunny olhou-o. Ele sorria. Encostou a cabeça no seu ombro e murmurou:

- Ainda agora cheguei e já estou cheia de saudades deles.-

Abraçou-se ainda mais e recomeçou a chorar. Depois, ela deitou-se na cama enquanto Gonçalo foi à cozinha. Voltou de lá com duas chávenas de chocolate quente. Ela sentou-se na cama e aceitou a bebida. Gonçalo sentou-se a seu lado e ela encostou novamente a cabeça ao seu ombro largo.

- Ao fim de tantos anos continuo a ser uma choramingas.- Disse Bunny limpando as lágrimas. Gonçalo esboçou um sorriso suave e aconchegou-a contra si, enquanto pousava a chávena em cima da secretária ao lado da cama.

- Mas é assim que gosto de ti.- Disse, entretanto, beijando-lhe o alto da cabeça.

Continuaram abraçados até Gonçalo se lembrar de algo.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Bom fim-de-semana.
Bjs
Joana
   

  

 

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