terça-feira, 17 de abril de 2018

Crónicas de uma rapariga singular- I


Olá mais uma vez! Tal como tinha prometido, aqui fica o primeiro capitulo.
Espero que gostem.
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I

- O quê?! Tu vais o quê?!- Rita estava incrédula ao telefone.

- Foi isso mesmo que ouviste: decidi ir visitá-lo á América.- a sua voz continuava determinada. – Mas tens mesmo a certeza que é isso que queres? Depois não digas que estás arrependida!- Bunny parecia mais determinada que nunca.

-Muito bem mas temos de chamar as outras, não podemos ir só as duas. Tu sabes como elas ficavam tristes se não fossem. Encontramo-nos daqui a meia hora no café da Rua Principal. Não te atrases! Até logo!- Desligou.

Bunny começou a arranjar-se. Estava uma tarde de sol radiosa que convidava a um refresco e um gelado na esplanada. Ajeitou os ondangos e saiu de casa.

- Até logo! Vou encontrar-me com as minhas amigas!- disse, despedindo-se da família.

Quando chegou ao café viu todas as suas amigas sorriu e correu até elas.

- Olá! Não estou atrasada, pois não?- Todas olharam para ela com um ar surpreendido. Rita veio ao pé dela e começou a olhá-la de forma esquisita.

- Passa-se alguma coisa, Rita? – Perguntou fazendo um esgar. – Não se passa nada. Estava só a verificar se eras mesmo tu, Bunny. Como não costumas chegar a horas achei estranho.- Bunny sorriu. As outras também. Depois sentaram-se na esplanada. Pediram gelado para todas pois o calor era insuportável e elas precisavam de se refrescar.

- Tens a certeza que é isto que queres, Bunny?- perguntou Joana. – Eu sei que passou um mês, mas não achas que é muito precipitado? Se eu fosse a ti pensava melhor no assunto.- Acrescentou. Bunny olhou para os olhos azuis vivos da amiga. Respondeu-lhe como respondera a Rita pelo telefone:

- Claro que tenho a certeza. Não imaginas como me fartei de pensar e repensar. Passei muitas noites em claro por causa disto. Por isso não há mais nada para pensar. Eu vou vê-lo e pronto.- Meteu uma colher de gelado na boca.

- Tu sabes como é a Bunny.- Acrescentou Maria, entre uma colher de gelado. – Quando tem alguma coisa na cabeça é difícil tirá-la.- Todas riram á gargalhada. Amy, que até então tinha estado calada, quebrou o silêncio:

- Bunny, já telefonaste ao Gonçalo a avisar da tua partida?- Bunny corou ligeiramente antes de falar:

- Bom… Na verdade, eu quero fazer-lhe uma surpresa.-

Rita foi a primeira a reagir como era de esperar:

- Isso é muto romântico. E, como prova do teu amor acho que lhe devias dar um presente. Nós ajudamos-te a escolher.-

- Sim!- Acrescentou Joana entusiasmada. – Vamos comprar-lhe alguma coisa que ele goste.

Bunny voltou a corar. Abriu a mala e tirou de lá um porta-chaves com um coração e uma rosa vermelha. – Eu fiz isto para lhe dar. Como sei que ele gosta de rosas, achei que lhe podia dar algo que simbolizasse o nosso amor.- Fez uma pausa e acrescentou:

- E há mais uma coisa: eu quero que vocês venham comigo. Foi por isso que vos chamei. Não consigo fazer isto sozinha. Preciso das minhas amigas.-

Todas ficaram surpreendidas, mas ao mesmo tempo, entusiasmadas com a ideia de viajarem todas juntas. Foi Joana quem mostrou entusiasmo por todas:

- Muito bem! Vamos lá para Nova Iorque!-

E, dito isto, acabaram os gelados, pagaram, despediram-se e foram para casa preparar-se para a viagem.
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E pronto.
Mais uma vez espero que gostem.
Amanhã virá o segundo.
Vemo-nos por aí.
Bjs
Joana
     

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