segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 4- VII

Olá
Após alguma arrumação de ideias, trago-vos finalmente mais um capitulo da história.
Espero que gostem.
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VII

-Continuo sem perceber o que fazemos aqui. Só estão a comer! Às vezes, o chefe tem umas ideias muito estranhas!- Comentou May. Ela e Jacob tinham sido encarregados pelo seu chefe de uma missão de vigilância, mas até aquele momento ainda não se passara nada de relevante. Estavam numa carrinha camuflada a espreitar por um aparelho semelhante a uns binóculos.

-Estás a ver a rapariga que está com a cientista?- Perguntou Jacob. May acenou com a cabeça. Jacob acrescentou: - É ela a Guardiã de quem o chefe nos falou.-

May fez um ar surpreendido.

- A sério?! Pensei que fosse diferente.-

Ficaram a observar durante um bocado, até que May resolveu intervir novamente:

- Mas não era suposto estarmos atrás do irmão dela?-

Jacob revirou os olhos, contrariado, mas respondeu:

- Sim, estamos atrás do irmão, mas precisamos dela para cumprir o plano do chefe. Ele precisa das Bolas de Cristal para o derrotar.-  

May pareceu esclarecida. Não sabiam mais pormenores e não precisavam de saber por enquanto.


Entretanto, Julie e Bulma terminavam o almoço e recomeçavam os arranjos da nave.

- Muito obrigada pelo almoço, Bulma. Estava tudo maravilhoso.-

Bulma sorriu.

- De nada, mas não é a mim que tens de agradecer mas a uma equipa de chefs que contratei. É que não tenho jeito nenhum para a cozinha.-

Julie sorriu divertida. Foi para o parapeito da varanda tomar um pouco de ar antes de voltarem para o laboratório. Uma brisa suave veio acariciar-lhe o cabelo.

- Sabes, nunca pensei que as mulheres dos dois homens mais fortes do mundo fossem tão diferentes.- Começou Julie. Acrescentou:- A Kika é uma típica dona de casa, jáa tu és uma mulher independente e moderna.-

Bulma sentiu-se a corar. Julie continuou:

- Pergunto-me como será possível amar alguém assim tão diferente. Deve ter sido isso que a minha mãe sentiu em relação ao meu pai. Uma curiosidade que se transformou em amor.-

Bulma apressou-se a dizer:

- Comigo e com o Vegeta foi mais ou menos isso. Já com o teu irmão não foi bem assim. Ele nem sabia o que era um casamento a sério, pensava que era algo que se comia.-

Julie fez um ar surpreendido. Já tinha ouvido falar sobre a ingenuidade do irmão, mas nunca pensou que fosse tão profunda. Virou-se para Bulma e perguntou:

- Como era o meu irmão em criança? No que toca á inteligência devia ser o mesmo, mas em relação ao resto? Tu que o conheceste bem deves saber, ou não?-

Bulma sentiu uma nostalgia ao recordar o primeiro encontro com Songoku. Já fora há muito tempo mas parecia que tinha sido n dia anterior. Voltou a sorrir e depois respondeu:

- Ele era exactamente como é hoje em dia. Sempre alegre e disposto a ajudar os amigos.-

Uma brisa mais forte obrigou-as a voltarem para o laboratório para terminarem as reparações. No caminho, Julie comentou:

- Se fosse tão inteligente para a vida como é para as lutas tenho a certeza que seria imbatível.-

Bulma riu-se e disse:

- Se calhar, tens razão.-

Riram-se até chegarem ao laboratório.

O resto do dia foi passado a terminar as reparações da nave. Depois, Bulma convidou Julie para jantar, mas ele recusou dizendo que Kika a esperava e que seria melhor voltar. Agradeceu prometendo que ficava para uma próxima ocasião.

Songoku e Songoten apareceram entretanto e voltaram juntos para casa onde Kika os esperava com uma excelente refeição.

- Simpática, esta Julie.- Comentou Bulma depois de jantar. Estava sentada na varanda com Vegeta. Os filhos estavam dentro de casa a jogar consola. – Gostei dela. Muito diferente do Songoku e da maioria dos Guerreiros.- Olhou para Vegeta que fez uma careta. Bulma continuou:

- Acho que nos vamos dar muito bem e que esta busca pelas 8 Bolas de Cristal vai ser especial.-

Levantou-se e encaminhou-se para o quarto. Vegeta foi atrás dela.

Sem se aperceberem, a presença de Julie já estava a mudar as suas vidas.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem
Bjs
Joana

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Breve Nota

Olá
Sei que estavam á espera de mais um texto variado ou de um capitulo da história, mas infelizmente não vos consigo trazer nem um nem outro.
A justifiacação é sempre a mesma: falta de inspiração.
Para um texto variado de facto a falta de inspiração impõe-se, mas para o capitulo é mais uma questão de organização das ideias.
É que, sabem, quando se tem várias possibilidades para a mesma história a escolha nunca é fácil.
Por isso, queria apenas avisar que nos próximos tempos isto vai andar um pouco mais parado, mas assim que tiver as ideias arrumadas ou mais alguma inspiração, os textos voltarão a aparecer.
Vemo-nos por aí.
Bjs
Joana

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O Poema

Olá
Depois de algumas complicações, eis-me novamente aqui para vos deixar mais um texto.
Espero que gostem.
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O Poema
Um poema. Lista de palavras ordenadas entre si, escritas por alguém sentado numa esplanada à beira-mar. Alguém cuja imaginação não escolhe limites. Tanto que, quando olha para o horizonte daquela varanda de ferro, as palavras vêm-lhe pousar na caneta e depois escorrem para o papel sob a forma de tinta e desejada pelo poeta, neste caso um rapaz de cabelo preto, olhos da mesma cor, nariz esguio e uma boca com lábios vermelhos e carnudos. Tinha vestido um casaco castanho, uma t-shirt branca, calças pretas e sapatos castanhos gastos pelo tempo. 

Em cima da mesa, para além dos vários papéis espalhados com ideias escritas que não gostara, estava um copo, cheio até meio, de água e, ao lado, uma chávena em cima de um pires, também cheio até meio de café. Estava ligeiramente inclinado sobre a mesa e, com uma mão na caneta e outra em cima da folha de papel branco onde escrevia o seu poema para o entregar no dia seguinte na aula de Português e que a professora iria certamente gostar, uma vez que ele, Pedro, era considerado um verdadeiro poeta entre os colegas de escola, o que o orgulhava muito pois tinha conseguido muita popularidade que antes considerava uma parvoíce mas que agora não deixa de gabar. 

Quando finalmente acabou de beber o café e a água, pagou, arrumou a caneta e as folhas na mochila. levantou-se e encaminhou-se para casa deixando aquele lugar que sempre considerou o seu lugar de inspiração para escrever poesia: a esplanada à beira-mar com a varanda de ferro virada para o horizonte, a sua fonte de inspiração.  
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs 
Joana

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A Lagarta Gigante

Olá
Hoje, resolvi trazer um pequeno conto.
Espero que gostem.
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A Lagarta Gigante

Tudo começou numa manhã de Verão igual a tantas outras. O sol espreitava por entre as fisgas da janela do meu quarto. 

Era uma divisão pequena, toda de madeira com uma cama encostada a uma das paredes, um armário de roupa no canto oposto e uma janela próxima da cama.

Abri os olhos devagar. Meio ensonada, espreguicei-me para começar mais um dia. Estava animada por serem as férias de Verão e não ter de me levantar cedo para ir para a escola. Levantei-me e abri as cortinas para deixar entrar a luz do sol. Foi então que ouvi um barulho estranho, como se algo estivesse a roçar na madeira do chão do quarto. Assustada, fui ver o que era.

Nem quis acreditar no que os meus olhos viam: a um canto do quarto, a comer parte da medeira, estava uma lagarta, mas esta não era uma lagarta normal era gigante.

Esfreguei os olhos e até me belisquei não fosse estar a sonhar, mas não! Tinha mesmo uma lagarta gigante no quarto! «O que hei-de fazer?» Pensei. «Ninguém te pode ver senão ainda se assustam. Tenho de te esconder num sítio qualquer. O problema é onde, uma vez que és tão grande».

Vesti-me e depois fiz uma lista com os sítios onde a poderia esconder. Mas nenhum deles me pareceu bom, pois eram pequenos demais. Tinha de se um sítio grande. «Mas onde vou eu arranjar esse sítio?» Pensei. «Não há muitos sítios assim na vila e se me virem por aí contigo está tudo perdido».

Então, lembrei-me do velho armazém abandonado junto às docas. Em tempos, tinha sido onde os navios descarregavam o peixe o onde os pescadores o separavam para vender. Hoje em dia, era apenas uma grande casa vazia. «Mas como levar-te sem que ninguém te veja?» Pensei.

Foi, então, que me lembrei que aquela hora não havia ninguém na rua por ser Verão. As actividades só começavam mais tarde.

Consegui atrair a enorme lagarta para fora de casa graças a um rasto de madeira. Foi comendo até chegarmos ao armazém. Uma vez lá dentro, fechei e tranquei a porta.

Durante o resto das minhas férias, fui alimentando e cuidando daquele animal grotesco. Sempre que podia, saía de casa com pedaços de madeira velha para lhe dar. E assim ela foi comendo e um belo dia, quando a fui visitar, depois de ter estado na piscina com os meus amigos, deparei-me com um enorme casulo feito de fios brancos muito bem colados ao chão do armazém. Tinha comido tanto que fizera um casulo estava a pronta para mudar de forma.

E foi o que aconteceu: passado alguns meses, o casulo abriu-se e dele surgiu a maior borboleta que alguma vez vira. As suas asas ocupavam todo o armazém, enchendo-o de cor e algum vento, pois quando as bateu, formou-se uma pequena brisa.

Olhou-me com os seus olhos de borboleta como se me agradecesse ter cuidado dela e saiu por um buraco no tecto do armazém desaparecendo no céu.


Abri os olhos devagar. Estava de volta ao meu quarto e, sem saber como, as férias tinham acabado.

A minha mãe aproximou-se da cama e sorriu quando me viu acordada. A sua expressão era de alívio. Sentei-me na cama e ela abraçou-me e começou a chorar. Era como se eu tivesse estado fora e agora regressasse.

Perguntei-lhe:

-Porque choras, mãe? Sempre aqui estive.-

Ela respondeu, olhando para mim:

- Sabes como são as mães sempre piegas.-

Fiz uma expressão confusa, mas depois encolhi os ombros. Nunca saberia o que queria ela dizer com aquilo. Saiu do quarto e eu arranjei-me pra a escola.

Antes de sair, olhei pela janela e lá estava uma lagarta num dos cantos a roer a madeira.

Fim
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

 

 

 

 

 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Uma Carta


Olá
Enquanto o próximo capitulo não chega, fica mais um texto variado.
Espero que gostem.
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Montrreal, Inverno de 1870

Querida Jane,

Espero que esteja tudo bem contigo. Eu estou óptima.

Os ares da montanha têm-me feito muito bem, pareço outra! Até ando a comer mais! Quando nos reencontrarmos não me vais reconhecer. Embora continue a ter o mesmo olhar penetrante, o meu rosto já não está tão magro e já não tenho aquele ar frágil e decrépito com que saí de Nova Jérsia há alguns meses.

Por falar em Nova Jérsia, como está o Peter? Ouvi dizer que formou uma banda e anda a tocar pelo país. Quem bom para ele! Se bem que para ti deva ser uma preocupação, é natural é o teu único irmão e sempre foram muito ligados e depois da morte da vossa mãe ainda mais.

Mudando de assunto, como está a Molly, tens tido notícias? A última vez que soube dela tinha ido para a Europa estudar belas-artes, para França ou Alemanha. Seja como for, espero que se dê bem por lá, ela merece, tem tanto talento!

Bem sei que os tempos não foram fáceis, mas é como se costuma dizer: «Depois da tempestade, vem a bonança» e a tua parece próxima. Como é que ele se chama? Francis, não é?

O teu pai é que não deve estar nada contente! Ver a sua única filha ir para longe, mas também se deve sentir orgulhoso de finalmente estares a tomar as rédeas da tua vida. Já não era sem tempo, mulher!

Informa-me de quando será o casamento, pois estarei de volta na próxima Primavera e quero ser a madrinha!

Um grande beijo para ti e espero ter notícias tuas em breve.

A tua amiga que nunca te esquece,

Anne  
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 4- VI


Olá
Finalmente, mais um capitulo da minha história.
Espero que gostem.
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VI

Enquanto se encaminhava para o seu quarto, Jacob pensava em tudo o que se passara até ali. A instalação do equipamento, as noites a observar. Houve alturas em que se passou muita coisa, outras em que não se passava nada. E ele ali, bem camuflado e a comandar uma microcâmara sob as ordens de lunático que só pensa na vingança. «Mas porque é que me meti nisto?» pensava. «Ele persuadiu-me bem ao prometer uma boa recompensa.» Abriu a porta do quarto e entrou fechando-a logo a seguir.

A divisão era pequena. Tinha apenas uma cama e uma bacia para as necessidades. Parecia mais uma cela de prisão que um quarto de um soldado. Deitou-se na cama a olhar para o tecto. Daí a pouco, bateram á porta. A contragosto, foi abrir. Uma mulher de cabelo preto comprido vestido como ele, entrou e fechou a porta.

-O que estás aqui a fazer?- Perguntou ela de forma sarcástica. – Pensava que estavas numa missão especial.-

Ele olhou-a com um ar indiferente. Sentou-se na cama e ela acompanhou-o. Jacob respondeu:

- E estava, mas o chefe chamou-me mais cedo.- Acrescentou depois: - Resolveu dar a missão por terminada.-

Olhou-a de lado e perguntou:

- E tu? Que fazes aqui, o que queres?-

Ela respondeu mantendo o tom sarcástico:

- Ouvi barulho e resolvi vir ver. Nunca pensei que fosses tu.-

Jacob deu uma risada e disse:

- Bom, agora já viste. Podes ir.- Acrescentou: - May.-

Ela levantou-se e saiu, fechando a porta. Jacob voltou a deitar-se e acabou por adormecer.


Na manhã seguinte, Julie acordou já o sol ia alto. Esfregou os olhos e espreguiçou-se. Levantou-se e abriu a janela. A luz entrou pelo quarto inundando-o de luz. Sentia-se feliz.

Depois, foi á casa de banho arranjar-se para mais um dia. Lavou a cara, vestiu-se e desceu as escadas para tomar o pequeno-almoço. Quando chegou á cozinha, o resto da família comia animada. Ficou impressionada com as quantidades exorbitantes de comida que o irmão e o sobrinho comiam e eles com o que ela comia. Apesar de ser meia-saiyan, Julie não herdara as mesmas necessidades.

Depois de comerem e de Julie ajudar Kika a arrumar tudo, esta voltou ao quarto para arrumar o essencial para levar para casa de Bulma. Songoku e Songoten esperavam-na impacientes à porta de casa. Quando ela desceu e foi ter com eles, estes levantaram logo voo, esperando que ela fizesse o mesmo, ao que Julie respondeu:

- Apesar de ter genes de Guerreiro, não fui treinada por um. Além disso, não é suposto uma Lunarian voar, mesmo que seja só meia.-

Songoten perguntou:

- Então e agora o que fazemos?- Acrescentou:- Podíamos levá-la ás cavalitas ou podes usar o teletransporte, pai.-

Songoku respondeu:

- Sim, até podia mas como acabei de comer vai levar algum tempo até que o consiga usar.-

Quando parecia que não havia solução, Kika apareceu à porta e disse:

- Porque não usam a Nuvem Mágica? Ela com certeza terá um coração puro para viajar nela e assim sempre vê a paisagem e vai mais confortável.-

Songoku sorriu e agradeceu:

- É isso! Como é que não pensámos nisso antes?! Obrigada, Kika.-

Então, uniu as mãos junto á boca como nos tempos de criança:

- Nuvem Mágica! Aparece precisamos de ti!-

Daí a pouco, uma nuvem amarela apareceu diante deles deixando um rasto amarelo que depois desapareceu. Parou junto a eles, que entretanto tinham aterrado. Julie aproximou-se. Nunca tinha visto uma nuvem voadora. Tocou-lhe ao de leve. Era macia.

- Podes subir.- Disse Songoku. – Se tiveres o coração puro, nada te acontecerá.-

Julie estava hesitante, mas fez como o irmão lhe disse. Ao subir, a nuvem ficou sólida, mas depois confortável, o eu queria dizer que ela tinha um coração puro. Sentou-se confortavelmente e seguiram para casa da Bulma.

No caminho, Julie pôde admirar as belas paisagens da Terra. Montanhas, florestas e cidades. «Que sorte que o meu irmão tem de viver num sítio tão bonito». Pensou enquanto inspirava a brisa suave.

Chegaram a casa de Bulma em menos de nada. Julie desceu da nuvem e ficou abismada a olhar para a casa da amiga do irmão. Era uma mansão enorme, com vários pisos e um grande quintal a perder de vista. Ia tocar á campainha quando ouviu uma voz familiar:

- Vem até ao laboratório, Julie! Songoku, se quiseres podes treinar com o Vegeta na sala da gravidade, mas duvido que ele te deixe entrar. Se isso acontecer, podes usar o quintal mas já sabes: nada de destruições muito grandes. A Bulla vai dar uma festa esta tarde e tem de estar tudo impecável.-

Era Bulma que lhes acenava da varanda. Julie sorriu e acenou também. Songoku e Songoten foram procurar um sítio para trinar e Julie esperou que Bulma descesse e seguiu-a até ao laboratório.

Era um espaço enorme com a mais avançada tecnologia. Não se podia esperar outra coisa da mulher mais inteligente e rica do mundo. No centro da sala, ligada a vários aparelhos, estava a sua nave e ao lado o caderno que lhe dera com as instruções de reparação. Aproximaram-se da nave. Julie pegou no caderno e começou a lê-lo enquanto Bulma fazia as reparações. Um trabalho de equipa que durou até à hora do almoço, altura em que fizeram uma pausa.

Saíram do laboratório e foram para a zona da casa. A mesa estava posta na vranda. Havia tanta comida que Julie não sabia por onde começar. Bulma sorriu e sugeriu:

- Porque não tiras um pouco de cada coisa? Assim, podes provar de tudo e saber aquilo que gostas mais.-

Julie agradeceu a sugestão e fez isso mesmo. Sentaram-se a comer. Olhou em volta e sorriu. Aquele planeta era definitivamente um sítio maravilhoso e especial.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
   

 

 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Diamante- 1ª Versão

Olá
Deixo outro texto.
O próximo já será mais um capitulo da história.
Espero que gostem.
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O Diamante

O Diamante era uns dos cafés mais elegantes da cidade de Paris. O orgulho dos seus proprietários, o casal Brouchart. Situado numa das avenidas mais movimentadas da cidade, virado para os campos elísios, um recanto agradável e sossegado para se passar a tarde.

Fundado antes da guerra, pelos avós do Sr Brouchart, que viviam no sul de França mas com a crise, resolveram tentar a sorte na capital.

O espaço, de tamanho médio, tinha um balcão corrido de madeira com bancos altos, bem como um sem número de cadeiras. Sempre foi frequentado por todo o tipo de gente: artistas, políticos, militares e outras pessoas importantes.

A sua especialidade, para além dos cafés, chás e outras bebidas, era o bolo de frutos vermelhos da Sra Brouchart. «Uma verdadeira maravilha!» diziam sempre as gentes que lá passavam. Uma receita antiga, do tempo dos seus avós que foi passando de geração em geração. E, como todas as receitas de família, também tinha um segredo que a Sra Brouchart dizia ser o amor e dedicação que punha no prato.

Todas as manhãs, antes de abrir o café, a Sra Brouchart ia para a cozinha preparar uma fornada para o dia. Era um momento sagrado, ninguém podia entrar na cozinha, nem sequer o marido ou corria o risco de desconcentrar a cozinheira.

Mas compensava sempre. O agradável aroma doce que saía da cozinha depois de cada fornada era irresistível e um chamariz para os clientes que vinham de todo o lado para o provar.

Foi assim até rebentar a guerra. O casal teve de se refugiar nos EUA depois da invasão alemã. Estiveram em casa de uns familiares do Sr Brouchart.

Quando o conflito finalmente acabou e regressaram a casa foi um alívio ver que os estragos não eram muitos. Uma montra partida, umas quantas mesas e cadeiras reviradas, mas nada que o seguro não cobrisse. Depois dos pequenos arranjos, o café Diamante pôde voltar ao seu antigo esplendor e a Sra Brouchart aos seus maravilhosos bolos.  
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Crónica de Mim para Mim

Olá
Antes de deixar mais um texto, gostava só de avisar que o próximo capitulo da história está a ser escrito e será publicado em breve.
Até lá, fica mais um texto.
Espero que gostem.
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Crónica de mim para mim

Alguém espreita por uma porta entreaberta ao fundo de um corredor semi- iluminado. A luz vem de uma clarabóia na outra extremidade. É redonda, de madeira e tem uma flor no vidro, que se projecta no chão como uma tela de cinema.

Ali, a claridade é mais concentrada, espalhando-se ao longo do corredor até quase se desvanecer quando chega ao fundo.

Do lado de lá da porta, existe uma saleta com uma mesa de estudo virada para uma janela com vista para o jardim das traseiras onde se vêm as plantações de ervas aromáticas da D. Cremilde e a casa de arrumações do marido, o Sr António.

Laura entrou na saleta onde o avô fazia as palavras- cruzadas do jornal que tinha sobre a mesa. Levantou a cabeça quando viu a pequena de cabelo castanho, olhos vivos da mesma cor e nariz franzino, a entrar timidamente para o vir cumprimentar.

O avô sorriu enquanto lhe estendia os braços e a recolhia no seu colo.

O colo do avô sempre fora o lugar preferido de Laura. Lá, podia sempre contar todos os seus segredos, mas também ouvir as mais belas histórias. Aquelas que não vinham nos livros e que só o avô conhecia e lhe enchia a imaginação.

Todos os dias depois da escola, lá ia ela a correr para o escritório do avô só para o ouvir. Mas naquele dia era diferente porque não tinha escola. Eram as férias de Verão e parecia que que havia mais para contar do que no resto do ano.

Naquela tarde soalheira, enquanto o avô enche a neta de mimos e risos, a avó prepara o lanche com a ajuda da D. Cremilde. Pão fresco acabado de chegar da padaria e delicadamente cortado com uma faca de cabo de madeira em cima da bancada da cozinha e é recheado com manteiga, um, com geleia de morango, outro.

Para beber um sumo doce das laranjas do quintal.

«Estraga aqueles dois com mimos» Comenta a D. Cremilde enquanto distribui a comida pelo tabuleiro de madeira forrado com uma toalha de linho fino onde estão os pratos e os copos já cheios com o sumo.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
                                  

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Texto Solto

Olá
Mais um texto.
Espero que gostem.
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Era uma mulher simples. Gostava dos pequenos prazeres da vida. Sair á noite, tomar uns copos, conhecer pessoas.

Um dia, numa das suas muitas saídas, decide ficar mais um pouco. Até ali, saía sempre cedo antes da meia-noite. Um hábito que ganhara desde que se tornara mais ‘madura e responsável’.

O bar estava quase vazio. Era o último copo de whisky. Sentia-se bem consigo, quase uma adolescente que desobedecia aos pais. Naquele dia, ia chegar a casa quase de manhã.

Não se podia considerar uma mulher muito alta, mas também não era propriamente baixa. Gostava de dizer que era de estatura média. Cabelo curto alourado, com uma franja para esconder a testa que achava larga demais. Olhos claros, vivos. Usava roupas simples: umas calças largas castanhas, com botas de salto alto pretas. Por cima, uma camisa branca e um casaco também castanho mas mais escuro.

Estava sentada ao balcão num banco alto com a mala de camurça preta pousada em cima do banco ao lado. Sozinha, mas não desesperada. Sabia perfeitamente o que estava a fazer. O seu estado de embriaguez ainda não era elevado. Ainda teve forças para terminar o whisky, pagar a conta e sair do bar.

Cá fora, o ar frio da noite fê-la aconchegar o casaco contra o corpo. Quando se encaminhava para o carro, pensou em tudo o que fizera até ali. «Uma desgraça!» Pensou enquanto introduzia a chave na porta e entrava para o carro. Arrancou logo após fechar a porta e atirar a mala para o lugar do pendura. Olhou para o acento vazio e semi-escuro e pensou: «Se eu trouxesse um homem, a coisa era diferente.».

Passado um bocado, estacionou em frente a um bloco de apartamentos. Saiu, fechando o carro logo a seguir. Depois, abriu a porta da rua do nº7. Carregou no botão do elevador e depois de entrar, pressionou o botão com o nº3. Quando o elevador parou, saiu no andar indicado e entrou na porta que dizia 3ºEsquerdo.

Uma vez dentro do apartamento, voltou a atirar a mala para um sofá ali perto. Depois, foi tirando a roupa que substituiu por uma de dormir. Deitou-se na cama e olhou para o relógio da mesa-de-cabeceira. Antes de adormecer, pensou: « Bolas! Ainda não foi desta que me deitei a más horas!»
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Texto Desbloqueado

Olá
Gostava de escrever alguma coisa decente, mas estou bloqueada. Só me saem frases sem sentido. Rabiscos e gatafunhos que se confundem e misturam. A escrita tem destas coisas: umas vezes estamos inspirados e escrevemos sem parar outras vezes só meia dúzia de linhas é suficiente.

As fontes de inspiração variam de pessoa para pessoa. Há gente que gosta de ouvir música ou de ver um filme. Outras não precisam de fazer grandes esforços, vêm-lhes naturalmente. Depois, existem aquelas pessoas inspiradas por lugares ou paisagens, seja porque lhes despertam memórias ou sensações ou simplesmente porque o ambiente é propício ao surgimento de ideias.

Os cafés, as praias ou uma paisagem campestre surgem sempre entre as preferidas dos escritores para buscar inspiração. Os cheiros, os momentos, os sabores. Tudo serve para saciar a sede de ideias.

Um café bem aromático numa esplanada à beira- mar recorda sempre alguém dos seus tempos de juventude ou de infância em casa de algum familiar que lhe era próximo e o hábito que tinha de beber um café parecido com aquele. Vem sempre aquela visão bucólica do avô sentado numa cadeira de baloiço no alpendre de uma casa de campo a fumar cachimbo e a ler o jornal enquanto a avó aparece com a bandeja com uma chávena de café que ele saboreia enquanto passa os olhos pelas ‘gordas’ do jornal. A pessoa que se lembra está sempre a brincar perto do local da cena. Na altura, não lhe presta muita atenção mas guarda aquela memória como um tesouro que se vai desvanecendo e só volta a ser recordado muitos anos mais tarde quando prova um novo sabor de café recomendado por um amigo.

As viagens ao passado ajudam a preparar-nos para o futuro, mas também a criar histórias quase absurdas e mirabolantes acerca de pessoas e lugares que nunca vimos mas que de alguma forma estavam na nossa memória por causa de um avô e da sua chávena de café.

No meu caso, não são avôs nem cafés que me inspiram. O que me inspira são imagens, filmes, músicas. A própria Internet com os seus brilhos e escuridões. Gosto da solidão do pensamento. Não preciso de memórias de infância nem paisagens bonitas. Bastam-me meia dúzia de ideias vagas para que alguma coisa surja. Faço parte do raro grupo de escritores, embora ainda em aprendizagem, que bloqueia por excesso de ideias e não por falta.

Espero que este texto sirva para vos inspirar também.
Bjs
Joana

sábado, 7 de setembro de 2019

Breve Nota

Olá
Nova actualização! Resolvi voltar atrás quanto a usar este blogue para escrever fanfictions. Fica muito limitado e não chega a toda a gente.
Assim sendo, sempre que tiver um bloqueio ou seja uma pausa entre histórias, publicarei outros textos.
É tudo por agora.
Bjs
Joana

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 4- V

Olá
Depois de uma pausa para recarregar baterias, aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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V

-Então?- Perguntou uma voz sinistra.- Que novidades me trazes, Jacob?-

Jacob hesitou antes de responder. Sempre tivera um pouco de receio do seu chefe, sobretudo naquelas situações mais delicadas.

- Confirma-se, senhor. Os Guardiões do Dragão existem bem como a 8ª Bola de Cristal.-

A figura sinistra sentada diante de si sorriu. A sala onde estavam era ampla e apesar da pouca claridade, era nítida a tecnologia com que estava equipada. Ecrãs, radares e outros aparelhos de busca e localização. No centro da sala, uma secretária á frente da qual se sentava um homem corpulento vestido de preto e de cabelo grisalho. Á sua frente, um outro mais jovem, também vestido de preto, mas de pé.

O homem sentado olhou-o com os seus olhos escuros e penetrantes. Acrescentou num tom sinistro:

- Eu sabia que as informações recebidas não eram falsas. Ela não se atreveria a mentir.-

O rapaz á sua frente, Jacob, interrompeu-lhe o pensamento:

- Senhor…- Começou ainda a medo. – Acontece que a rapariga é irmã daquele que em tempos nos destruiu e parece que está mais forte.-

O homem sentado cerou os dentes, deixou Jacob continuar:

- E há mais: parece que a rapariga tem em seu poder uma fórmula que permite selar as bolas de cristal bem como as memórias de todos os que as utilizam de forma permanente.-

O outro homem voltou a cerrar os dentes. Levantou-se por um momento e deu a volta á secretária. Dirigiu-se a um dos ecrãs e fixou o olhar num que mostrava a imagem da casa de Songoku. Sem desviar o olhar, disse:

- Há anos que andamos a preparar a nossa vingança contra ele. Recolhemos todos os dados possíveis, mas parece que está sempre um passo á nossa frente. Até as nossas criações mais poderosas se tornaram amigas dele!- Deu um murro na bancada do ecrã e depois voltou á secretária. Sentou-se e acrescentou:

- Mas agora será diferente porque nós também estamos mais fortes.- Voltou a sorrir. Olhou novamente para Jacob e disse:

- Bom trabalho, Jacob, podes ir.-

- Sim, senhor.- Respondeu Jacob logo de seguida. Saiu da sala.


Ainda a recuperar de todas aquelas revelações, o grupo aproximou-se da projecção do radar de Julie. Bulma estava impressionada com a tecnologia. Já tinha visto muitas ao longo das suas aventuras, mas nunca nenhuma que se parecesse com aquela. O radar de Julie era bem mais sofisticado que todos os que ela já construíra. Foi então que se lembrou de perguntar:

- Também construíste a nave onde vieste?-

Julie olhou-a com um sorriso e respondeu:

- Sim, fui eu.- Acrescentou depois: - Se quiseres, eu posso ajudar-te a repará-la. Acredito que não estejas tão habituada á tecnologia da Lua.-

Bulma corou ligeiramente. A sua atrapalhação fez outros rirem. Julie foi então ao quarto, depois de desligar o radar, buscar o caderno onde estava tudo sobre como reparar a nave, mas estava em Lunarian uma língua que apenas ela compreendia por isso combinaram que Julie passaria pela casa de Bulma no dia seguinte. Sem se aperceberem, já estava a escurecer.

Quando todos saíram, Julie foi para o quarto pois ainda não estava totalmente recuperada e precisava de descansar. Ainda não tinha começado a subir as escadas quando Songoku se aproximou. Estava hesitante, mas ela percebeu que tinha sido Kika a incentivar. Julie sorriu, aproximou-se do irmão e abraçou-o. Ele retribuiu ainda que um pouco tímido. Ficaram assim durante algum tempo. Depois de se largarem, Julie subiu as escadas e sorriu. A conversa ia ficar para o dia seguinte. Ele sorriu e foi para a sala.

Julie entrou no quarto e fechou a porta atrás de si. Foi á mala e tirou um dispositivo semelhante ao radar. Era um comunicador que Ikinah lhe dera antes de partir. «Assim, vamos poder falar sempre que quiseres.» Dissera-lhe Sorriu ao lembrar-se.

Ligou-o e esperou que Ikinah atendesse. Apesar da distância, o sinal da ligação era bom, embora tenha demorado até que aparecesse o rosto de Ikinah no ecrã. Quando a viu, Julie não conseguiu evitar que algumas lágrimas lhe caíssem pela cara, o que fez com que Ikinah também se emocionasse. Depois de se acalmarem, Ikinah cumprimentou-a:

- Então, como é que estás minha querida? Fiquei preocupada quando vi aqueles asteróides, mas folgo em saber que chegaste bem.-

Julie respondeu:

- Sim, Mestra. Tive alguns problemas para aterrar, mas felizmente correu tudo bem.-

Ikinah sorriu. A conversa continuou:

- E o teu irmão? Conseguiste encontra-lo? Contaste-lhe tudo? –

Julie hesitou antes de responder. Não esperava que Ikinah fosse tão directa. Respondeu passado um momento:

- Sim, consegui encontra-lo e á sua família e amigos.- Acrescentou:- Por sorte fui parar a casa dele, aonde estou neste momento.-

Ikinah voltou a sorrir. Julie continuou:

- Contei-lhe tudo sobre a missão e eles vão ajudar-me. Assim será mais fácil de completar.-

Ikinah respondeu:

- Mas que bom! Espero que te corra tudo bem, minha querida. Até breve.-

Julie despediu-se também:

- Até breve, Mestra.- E desligou o comunicador.

Depois de voltar a arrumar o comunicador, preparou-se para ir dormir. Ao deitar-se, lembrou-se de Manah. As lágrimas começaram a cair-lhe novamente pela cara até que adormeceu.      
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana