quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Texto Solto

Olá
Mais um texto.
Espero que gostem.
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Era uma mulher simples. Gostava dos pequenos prazeres da vida. Sair á noite, tomar uns copos, conhecer pessoas.

Um dia, numa das suas muitas saídas, decide ficar mais um pouco. Até ali, saía sempre cedo antes da meia-noite. Um hábito que ganhara desde que se tornara mais ‘madura e responsável’.

O bar estava quase vazio. Era o último copo de whisky. Sentia-se bem consigo, quase uma adolescente que desobedecia aos pais. Naquele dia, ia chegar a casa quase de manhã.

Não se podia considerar uma mulher muito alta, mas também não era propriamente baixa. Gostava de dizer que era de estatura média. Cabelo curto alourado, com uma franja para esconder a testa que achava larga demais. Olhos claros, vivos. Usava roupas simples: umas calças largas castanhas, com botas de salto alto pretas. Por cima, uma camisa branca e um casaco também castanho mas mais escuro.

Estava sentada ao balcão num banco alto com a mala de camurça preta pousada em cima do banco ao lado. Sozinha, mas não desesperada. Sabia perfeitamente o que estava a fazer. O seu estado de embriaguez ainda não era elevado. Ainda teve forças para terminar o whisky, pagar a conta e sair do bar.

Cá fora, o ar frio da noite fê-la aconchegar o casaco contra o corpo. Quando se encaminhava para o carro, pensou em tudo o que fizera até ali. «Uma desgraça!» Pensou enquanto introduzia a chave na porta e entrava para o carro. Arrancou logo após fechar a porta e atirar a mala para o lugar do pendura. Olhou para o acento vazio e semi-escuro e pensou: «Se eu trouxesse um homem, a coisa era diferente.».

Passado um bocado, estacionou em frente a um bloco de apartamentos. Saiu, fechando o carro logo a seguir. Depois, abriu a porta da rua do nº7. Carregou no botão do elevador e depois de entrar, pressionou o botão com o nº3. Quando o elevador parou, saiu no andar indicado e entrou na porta que dizia 3ºEsquerdo.

Uma vez dentro do apartamento, voltou a atirar a mala para um sofá ali perto. Depois, foi tirando a roupa que substituiu por uma de dormir. Deitou-se na cama e olhou para o relógio da mesa-de-cabeceira. Antes de adormecer, pensou: « Bolas! Ainda não foi desta que me deitei a más horas!»
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

 

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