quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Crónica de Mim para Mim

Olá
Antes de deixar mais um texto, gostava só de avisar que o próximo capitulo da história está a ser escrito e será publicado em breve.
Até lá, fica mais um texto.
Espero que gostem.
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Crónica de mim para mim

Alguém espreita por uma porta entreaberta ao fundo de um corredor semi- iluminado. A luz vem de uma clarabóia na outra extremidade. É redonda, de madeira e tem uma flor no vidro, que se projecta no chão como uma tela de cinema.

Ali, a claridade é mais concentrada, espalhando-se ao longo do corredor até quase se desvanecer quando chega ao fundo.

Do lado de lá da porta, existe uma saleta com uma mesa de estudo virada para uma janela com vista para o jardim das traseiras onde se vêm as plantações de ervas aromáticas da D. Cremilde e a casa de arrumações do marido, o Sr António.

Laura entrou na saleta onde o avô fazia as palavras- cruzadas do jornal que tinha sobre a mesa. Levantou a cabeça quando viu a pequena de cabelo castanho, olhos vivos da mesma cor e nariz franzino, a entrar timidamente para o vir cumprimentar.

O avô sorriu enquanto lhe estendia os braços e a recolhia no seu colo.

O colo do avô sempre fora o lugar preferido de Laura. Lá, podia sempre contar todos os seus segredos, mas também ouvir as mais belas histórias. Aquelas que não vinham nos livros e que só o avô conhecia e lhe enchia a imaginação.

Todos os dias depois da escola, lá ia ela a correr para o escritório do avô só para o ouvir. Mas naquele dia era diferente porque não tinha escola. Eram as férias de Verão e parecia que que havia mais para contar do que no resto do ano.

Naquela tarde soalheira, enquanto o avô enche a neta de mimos e risos, a avó prepara o lanche com a ajuda da D. Cremilde. Pão fresco acabado de chegar da padaria e delicadamente cortado com uma faca de cabo de madeira em cima da bancada da cozinha e é recheado com manteiga, um, com geleia de morango, outro.

Para beber um sumo doce das laranjas do quintal.

«Estraga aqueles dois com mimos» Comenta a D. Cremilde enquanto distribui a comida pelo tabuleiro de madeira forrado com uma toalha de linho fino onde estão os pratos e os copos já cheios com o sumo.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
                                  

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