Olá
Fica o capitulo desta semana.
Espero que gostem. Já são os últimos capítulos!
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X
Ao regressar ao escritório, Carla felicitou-a. Estefânia sentia-se como antes. Não, melhor que nunca! A adrenalina do tribunal ainda mexia consigo. Abraçou a amiga, feliz por ter retomado a sua vida.
Foi para o gabinete encerrar o caso e preparar-se para a defesa do próximo.
...
Odete sorriu.
-Um título bonito, porém, um pouco triste.-
Voxy esboçou um sorriso.
-Reflete o que sinto.-
Abraçaram-se. Largaram-se e Voxy voltou ao piano. Queria afinar todos os detalhes para ter a certeza que nada lhe escapara. Agora que voltara a tocar, não queria outra coisa.
...
No fim do dia, voltou para a receber felicitações em casa. A família estava novamente unida.
...
Os ensaios foram interrompidos para jantar. Voxy, Odete e Kari estavam felizes por terem conseguido superar as suas inseguranças. Convidaram Felícia mas esta recusou dizendo que tinha outro compromisso mas agradeceu o convite.
O jantar foi no jardim. Voxy estava feliz. Sorria como se fosse a primeira vez. Aquele ambiente calmo fazia-lhe bem.
Depois do jantar, Voxy foi para o pé da piscina. Raramente fora usada. Tanto ela como a mãe e até a irmã e o pai não eram bons nadadores. A única memória que tinha daquele lugar foi de uma vez a mãe ter saltado lá para dentro vestida e tentado nadar mas o peso da roupa não a deixou fazer grande coisa. Riu-se ao pensar nisso. Olhou para a superfície calma da água que refletia o luar como um espelho. sempre teve curiosidade em saber como era a água. Já tinha sentido em salpicos mas não era a mesma coisa. Descalçou-se e mergulhou os pés. Estava fria ao início, mas depressa a sensação aconchegante chegou. Kari aproximou-se. Odete retirou-se. estava a ficar frio e ainda se constipava. Foi para a sala.
- Sabes...- Começou Voxy. - Nunca pensei sentir-me tão leve.-
Levantou-se e começou a andar pela borda da piscina. - Com a terapia, sinto que posso voltar aos palcos e enfrentar o público.-
Kari sorriu, mas advertiu-a. Conhecia-a demasiado bem. Sabia da sua mania de querer apressar tudo. ~
- Ouviste o que a Dra disse. Não podes apressar as coisas, mesmo que tenhas feito progressos, ainda é cedo para pensar em concertos. -
Voxy sentou-se e ripostou:
- Não estou a apressar! Só estou a seguir o seu curso natural.-
Kari riu-se. Uma brisa fria soprou e obrigou-as a voltar para dentro de casa. Depois de secar os pés, Voxy juntou-se a Kari e à avó na sala de estar.
...
No dia seguinte, o céu acordou cinzento e ameaçar chover. Estefânia saiu para o escritório, levando o guarda-chuva. Meteu-se no carro e arrancou. No caminho, passou por um edifício alto de vários andares que nunca tinha reparado, apesar de passar todos os dias naquela rua. Devia ir distraída. Numa das paredes, estava um cartaz que cobria na totalidade com a fotografia de Voxy. Devia ser mais recente que aquelas que tinha visto na internet. O seu ar era sereno, apesar da expressão neutra. Ficou a admirara-la enquanto o semáforo não abria. Depois, seguiu caminho.
...
Os ensaios começavam cedo. Enquanto Voxy tocava, Kari e a avó sentavam-se a ouvir. Felícia já só vinha de vez em quando, pois achava que Voxy já estava mais confiante e não precisava tanto da sua presença.
A música inundava a sala e parecia embalar todos nas suas notas. Kari lembrava-se bem daquela sensação. O piano parecia parte do seu corpo. Vira-a muitas vezes em dueto com a mãe e a sensação acompanhava-a sempre.
Quando terminou, a música ainda ecoava na sala. Sem se aperceberem, era quase hora do almoço. Como estava a chover, comeram na sala de refeições.
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O dia de Estefânia voltou a ser bastante atarefado. Depois da sessão em tribunal, voltou ao escritório onde teria uma série de processos para dar seguimento, visto que voltara a ser requisitada. Não pôde almoçar fora com Carla porque começara a chover a meio do dia, então comeram qualquer coisa na cantina.
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Depois do almoço, Voxy resolveu telefonar à editora para a informar que o próximo concerto estava para breve, bem como o CD e já podiam começar a divulga-los. Era a primeira vez que dava ordens tão cedo. Normalmente, só depois do lançamento de um «single» é que começavam a preparar o resto. Os hábitos estavam a mudar. Quando desligou, disse a Kari:
- Podes começar a promover os concertos de apresentação na internet. Deixa um pouco de suspense para os fãs ficarem curiosos. -
- Vou já tratar disso.- Respondeu.
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Quando chegou a casa, Estefânia encontrou Carlos novamente na cozinha. Desta vez, resolveu ajudar pois a atrapalhação era grande.
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O site de Voxy tinha sido ideia de Kari bem como as suas páginas nas redes sociais. Até a avó ficou surpreendida. «Se queres ser reconhecida hoje em dia, tens de ter uma conta numa rede social» Explicou Kari. Voxy nunca ligara à internet, só que queria saber da música.
Naquele momento, Kari elaborava um texto para anunciar o lançamento do álbum e a realização do concerto de apresentação. Voxy editara vários CDs ao longo da sua breve carreira, mas sempre com o aval da mãe. Este era o primeiro que editava a solo.
O anuncio dizia o seguinte:
«Concerto Especial de Voxy Haert Smith. Dia 24 de Setembro no Auditório de Lime»
Voxy queria uma divulgação rápida mas discreta, ainda assim consentiu que se colocasse um cartaz gigante na editora e outro perto do auditório, mas mais pequeno.
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- É verdade! Mãe, aquela pianista que tu gostas vai dar um concerto no dia 24. Vi um cartaz perto do auditório esta manhã e alguns colegas comentaram na faculdade e estavam a dizer que iam e que os bilhetes estavam à venda no site e no centro comercial. Achei que ias gostar de saber.- Comentou Gonçalo.
Estefânia agradeceu ao filho pela informação. Foi ao quarto buscar o computador portátil. Sorriu. A distância entre ela e o filho estava a dissipar-se. Abriu-o na página de fãs de Voxy no Instagram e lá estava a notícia em letras garrafais e cheia de emojis de caras felizes e corações. Olhou para Carlos e disse:
- Vamos comprar bilhetes.-
Carlos revirou os olhos, embora não tivesse outra alternativa.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Até para semana.
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