sexta-feira, 31 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 2- I

Olá outra vez!
Como o prólogo era curto, resolvi publicar o primeiro capitulo da segunda parte também
Espero que gostem.
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I

- Julie?- Chamou Ikinah. – Onde estás? Já está na hora do treino.-

Estava uma manhã de sol e Ikinah andava à procura de Julie para iniciarem mais uma sessão de treino. Como qualquer menina de 10 anos, Julie não gostava do treino nem das aulas. Preferia aprender pelos seus próprios meios através da leitura. Quanto ao treino físico, gostava de fazer pequenos exercícios no jardim do Templo. A Sala de Treino assustava-a um pouco.

Os exercícios consistiam em meditação mas também algumas técnicas de luta baseadas na força física e mágica.

- Ah! Estás aí!- Exclamou Ikinah quando a viu. Julie levantou-se e foi ter com a sua Mestra.

- Desculpe, estava a meditar. Sabe como prefiro treinar ao ar livre.-

Ikinah sorriu.

- Sim, eu sei, mas também é importante que uses a Sala de Treino.-

 Julie fez uma expressão de desagrado, mas acompanhou a Mestra. A Sala de Treino de Julie era mais pequena que o habitual. Ikinah achava que melhor que os treinos fossem feitos de modo a não incomodar os da Família Real. Julie raramente os via, uma vez que gostavam de se manter discretos, mas quando as vislumbrava ao longe, ficava maravilhada. O poder que emanava da Rainha era realmente incrível. Mas o que mais a impressionava era a sua elegância e graciosidade. Tudo nela impunha respeito mas também admiração e protecção.

Desde o sacrifício dos pais, que a Família Real da Lua, sobretudo a Rainha e a Princesa, passavam mais tempo em Manah e Julie sentia-se um pouco culpada por ter de as forçar a treinar quando deveriam estar no seu planeta sobretudo a Rainha.

Muitas vezes, quando estava nessa situação, Ikinah dizia-lhe: «Não é culpa tua, foram as circunstâncias da guerra. Além disso, faz parte dos deveres da Rainha proteger o Universo. Concentra-te apenas no teu treino.» E assim fazia.

Todos os dias, depois dos treinos, Julie gostava de ir para a Biblioteca de Manah ler mais sobre o Universo. Foi numa dessas incursões que encontrou um livro sobre lendas e mitos do Universo Mágico. Nele, descobriu que havia uma lenda sobre um dragão que concedia desejos se fossem reunidas 7 esferas com estrelas. Segundo o livro, para se encontrarem as esferas era preciso ter um radar especial, pelo que há já algum tempo que andava a construir um. A par da leitura e das técnicas mágicas, Julie também desenvolvera o gosto pela mecânica e tinha vários livros sobre o assunto no quarto. Todas as peças e ferramentas foram encontradas na cave do Templo e era frequente ser solicitada para arranjar pequenos aparelhos usados pelas Sacerdotisas.

A ideia de procurar sobre as Bolas de Cristal viera de algo que a Rainha lhe dissera na véspera da partida para a Lua Branca e que a deixara pensativa: «Julie, a tua mãe foi muito corajosa ao sacrificar-se para te salvar. Está na hora de o seres também, mas sem correres muitos riscos. Quando a batalha terminar, vais procurar a 8ª Bola de Cristal e o resto da tua família. Esta Bola pode ser útil para manter o equilíbrio do Universo».

Ficara a pensar naquelas palavras sem perceber o que significariam. O que seria essa 8ª Bola de Cristal? Como iria encontra-la? E, sobretudo, como iria uma simples bola de cristal manter o equilíbrio do Universo? Todas estas perguntas sem resposta vagueavam na sua mente. Por isso, todos os dias a seguir aos treinos, Julie passava horas na Biblioteca de Manah a pesquisar sobre as Bolas de Cristal, mas só encontrar informação relativa a 7 nunca a 8. Resolveu perguntar a Ikinah se sabia da existência de uma 8ª Bola de Cristal, à qual ela respondeu:

- É uma pergunta interessante, Julie. Mas receio não ter uma resposta concreta quanto a isso, quer dizer a 8ª Bola de Cristal existe, mas é muito difícil de encontrar e localizar. É preciso um radar especial que dê a localização exacta dessa Bola. Precisas de construir um Radar Holográfico.-

Estavam as duas sentadas debaixo de uma árvore num banco nos jardins de Manah, por onde penetravam raios de sol da tarde.

Julie, parecendo confusa, perguntou:

- Como construo um Radar Holográfico?-

Então, Ikinah explicou-lhe que tinha de ir à Biblioteca procurar um livro que lhe desse instruções sobre como fazer um Radar e onde encontrar as peças, depois era só juntar todas as partes de forma a obter um. Mas só o poderia construir depois de terminar os treinos. Julie prometeu que assim seria e voltou para o seu quarto, sonhando com construção do Radar e com a viagem em busca da 8ª Bola de Cristal.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

 

A Guerreira Perdida- Parte 2- Prólogo

Olá
Hoje, começa a segunda parte da história.
Aqui fica, o prólogo. É curto, mas espero que gostem.
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Parte 2- Em Manah

Julie e Ikinah

Prólogo

Passaram 5 anos desde a batalha contra a Lua Negra. Julie treinava em Manah sob a orientação de Ikinah. Julie tinha agora 10 anos e gostava muito de aprender.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Daqui a pouco publico o primeiro capitulo.
Bjs
Joana
 

 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 1- III


Olá
Fica o último capitulo da primeira parte.
Espero que gostem.
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III

Aconteceu durante um passeio pelos jardins do Templo, como faziam sempre. Lunis seguia por uma zona perto de um pequeno lago e Bardock logo a seguir. O piso perto do lago estava ligeiramente escorregadio e Lunis desequilibrou-se. Bardock amparou-a e os dois ficaram com os rostos muito próximos. Rapidamente desviaram o olhar, corando de vergonha e atrapalhação. Mas logo a seguir, Lunis voltou a desequilibrar-se e caiu dentro do lago levando Bardock atrás. Os seus rostos voltaram a ficar próximos mas, desta vez, não resistiram ao desejo e acabaram por se beijar.

Desde que saíra da ala médica, Bardock ficara alojado num dos quartos destinados aos Discípulos, próximo do sítio onde Lunis costumava treinar, o que tornava os encontros mais frequentes entre os dois.

Depois desse passeio, passaram a evitar-se, ainda confusos com o que sentiam. Especialmente Bardock que se sentia um traidor por estar apaixonado por outra mulher que não Gine. Mas sabia que seria desejo dela que ele fosse feliz outra vez, por isso deixou de se sentir tão culpado cada vez que admirava Lunis sentada à sombra a ler e os seus olhos brilhavam. Ou quando o seu coração batia mais depressa de cada vez que ela se aproximava e lhe sorria.


Uma noite, Lunis decidiu ficar até mais tarde a treinar e Serenity insistiu para que ela ficasse a dormir no Templo dado o adiantado da hora.

Lunis estava na sala principal de treino que tinha um anexo com um quarto. Estava a estudar uns pergaminhos antigos, quando ouviu um ligeiro bater na porta. Julgando tratar-se de Ikinah, foi abrir. Para sua surpresa e alguma alegria, era Bardock. Mandou-o entrar e fechou a porta. Abraçaram-se. O desejo que os consumia fê-los beijarem-se logo a seguir. Depois, os beijos deram lugar a carícias que se arrastaram para a cama e o amor tomou conta da noite.

A seguir a essa noite seguiram-se muitas outras e, um dia, durante um passeio, Lunis contou a Bardock que estava grávida. Este ficou chocado mas ao mesmo tempo feliz com a notícia de que ia voltar a ser pai.


Passado 6 meses, Lunis deu à luz uma menina a quem pôs o nome de Julie. Tinha o cabelo preto como o pai, os olhos castanhos, a boca e o nariz finos como a mãe. Durante os primeiros meses de vida, Julie ficou aos cuidados de Lunis. Depois, quando já estava um pouco mais crescida, ficou com a avó mas também com as Sacerdotisas de Manah que a treinavam para a fortalecer.

Quando Julie fez 5 anos, começou a guerra com a Lua Negra e o casal foi para a Lua Branca para lutar ao lado de Serenity. Antes de partirem, Lunis virou-se para Julie e disse:

- Por favor, sê forte e toma conta da tua avó por mim.-

Julie ficou confusa e perguntou:

- Mãe, onde vais?-

Lunis respondeu:

- Vou para a Lua Branca lutar por todos nós e não sei se voltarei.- As lágrimas caíam-lhe pela cara enquanto se dirigia para a nave acompanhada por Bardock. Esta descolou, deixando Julie com lágrimas nos olhos enquanto via a mãe partir para longe. Depois da partida, Ikinah levou-a para a Sala do Lago Mágico onde poderiam ver o que se estava a passar.

A nave aterrou em Lua Branca pouco depois de ter saído de Manah. Lunis foi a primeira a sair seguida por Bardock. Percorreram a cidade em ruinas até encontrarem Serenity e o Exército Real. As lutas foram intensas e duraram vários dias. Bardock e Lunis lutram até ao limita das suas forças.

Quando ambos os lados já estavam esgotados, as forças da Lua Negra decidem que chegou a hora de terminar a batalha e apontam todas as armas para a Rainha e a sua família. Bardock, vendo que estavam em perigo, coloca-se à frente e fica gravemente ferido. Naquele momento, as lágrimas corriam pela cara de Lunis à medida que se iam aproximando da despedida. Então, Bardock, ainda com algumas forças restantes, levantou-se, abraçou Lunis e num gesto contínuo, beijou-a novamente nos lábios segredando depois ao seu ouvido «Amo-te». De repente, um segundo disparo é efectuado na direcção de Bardock e da Família Real. Então, Lunis num acto de coragem, lançou-se na direcção deles transformando-se num flash de luz branca e suave que atravessa o espaço como uma estrela cadente. E, enquanto Bardock desaparecia com o disparo, a luz branca metia-se entre eles. A explosão foi enorme: um clarão de luz branca espalhou-se no espaço e depois desapareceu.

Em Manah, Julie olhava chocada para as imagens do Lago Mágico. Começou a chorar nos braços de Ikinah. Acabara de perder os pais, mas uma nova etapa estava prestes a começar.
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E pronto.
Este primeira parte serviu apenas para contextualizar a história.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
  

 

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 1- II

Olá
Aqui fica mais um capitulo da primeira parte.
Espero que gostem.
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II

Depois de terminar os treinos e antes de voltar a Lua Branca, Lunis foi até à zona médica ver o novo doente. Tinha ficado curiosa em relação a ele. Nunca tinha visto outros seres para além da Aliança do Millennium apenas ouvira falar e lera nos livros do Templo.

Atravessou o corredor deserto e semiescuro. Quando chegou à porta da enfermaria onde ele estava, hesitou um pouco. O seu coração começou a bater aceleradamente. Rodou a maçaneta e entrou. Percorreu o longo corredor de camas até chegar aquela onde estava o Guerreiro do Espaço. Abeirou-se dela e pôs-se a admirar a sua esbelta figura adormecida e cheia de ligaduras.

Não era nem muito alto nem muito baixo, tinha várias cicatrizes pelo corpo, o que demonstrava que já passara por muito apesar de parecer que não tinha mais que a idade dela. Por baixo do lençol, podia distinguir a sua musculatura bem desenvolvida. Tinha o cabelo preto espetado e dormia confortavelmente na cama. De repente, algo caiu para o lado. Era a sua cauda. Um membro castanho e peludo. Já tinha ouvido histórias de como os Guerreiros do Espaço podiam adquirir mais poder através das suas caudas quando olhavam directamente para a lua. A energia libertada reagia com a sua e fazia com que se transformassem em macacos gigantes que muito facilmente perdiam o controlo. A única forma de voltarem a si era através da remoção da cauda.

Curiosa como era, resolveu testar essa teoria. Assim não corriam o risco de ver o Templo e todas as suas imediações destruídas. Aproximou-se do sítio de onde pendia a cauda. Pegou-lhe ao de leve. Era macia e suave. Bem diferente do que imaginara. Bastou-lhe um simples puxão para que ela caísse. O Guerreiro, sentindo algo, abriu os olhos e perguntou num tom de voz fraco, mas audível por Lunis:

- Quem está aí? Mostra-te!-

Ela levantou-se muito timidamente e até com um ar um pouco assustado. Foi novamente para a cabeceira da cama e respondeu num fio de voz:

- Chamo-me Lunis e sou Discípula da Sacerdotisa- Mor.- Apressou-se a acrescentar:

- Estou a treinar para ser Conselheira Real da Lua e peço desculpa por te ter incomodado mas fiquei curiosa.-

Encolheu-se como se esperasse uma reprimenda, mas tudo o que ouviu foi uma risada fraca. Voltou à posição inicial e viu que o Guerreiro estava a sorrir. Sentiu-se a corar. Ele parou de rir. Ficaram a olhar-se durante um bocado. Os seus olhos pretos eram penetrantes mas meigos ao mesmo tempo. Quase como se vissem através dela. Depois, lembrou-se que tinha de voltar e apressou-se a ir para a saída. Foi impedida por ele que a agarrou no pulso e lhe disse antes de ela sair a correr:

- Chamo-me Bardock. Vem ver-me mais vezes.-

Lunis sentiu-se novamente a corar e sai dali para o hangar o mais depressa que conseguiu.


A partir daquele dia, Lunis passou a visitar Bardock todos os dias a seguir aos treinos. Mesmo quando Serenity também ia ela fazia questão de o ver. E, com o passar do tempo, a amizade tornou-se cada vez mais profunda e ia-se transformando em algo mais.

A cada dia, Lunis levava algo diferente para fazer com Bardock: lia-lhe livros da Biblioteca, contava-lhe como estavam a correr os treinos. Em troca, ele contava-lhe mais sobre o seu planeta e a família que deixara para trás. Sempre que falava deles, os seus olhos enchiam-se de lágrimas. Lunis consolava-o sempre com palavras de afeição.

Quando Bardock já se sentia em condições para sair do quarto, Lunis levava-o a passear pelos jardins do Templo e, por vezes, faziam alguns exercícios para treinar os músculos. No final de cada passeio, havia sempre mais uma ligadura para tirar e Bardock is ficando cada vez melhor. Lunis estava feliz com a sua recuperação mas ao mesmo tempo invadia-a uma angústia por ter de o deixar ir embora quando estivesse totalmente recuperado. Mas Bardock parecia não querer separar-se dela. Não tinha sítio para onde ir uma vez que o seu planeta tinha sido destruído e o paradeiro dos seus filhos era desconhecido. Por isso, decidiu ficar em Manah até saber exactamente o que fazer a seguir. Esta decisão deixou Lunis muito feliz. O sentimento que nutriam um pelo outro crescia a cada dia e um dia mostrou-se.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

terça-feira, 28 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 1- I

Olá
Aqui fica o primeiro capitulo da primeira  parte.
Espero que gostem.
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I

Estava uma manhã de sol em Manah. Lunis, a aprendiz de Conselheira Real, aproveitava a pausa nos treinos para relaxar um pouco ao sol. Tinha o cabelo castanho e olhos da mesma cor. Usava- o apanhado numa trança. Vestia um vestido azul-claro, sabrinas brancas e um pendente com o símbolo de Manah.

Naquela manhã, estava só ela no Templo, a Princesa estava no seu planeta com o Príncipe Endimyon. Desde a última batalha contra a Lua Negra, que Lunis se dedicava mais aos treinos. Aconselhara a Princesa a fazer o mesmo mas ela estava mais interessada no romance, por isso Lunis viera sozinha para o Templo.

 Estava sentada no seu local preferido: a sombra de uma árvore perto da zona de treinos. De repente, ouviu-se um estrondo vindo da zona do hangar. Levantou-se assustada com as movimentações das Sacerdotisas para lá. Resolveu segui-las. Ikinah já lá estava quando chegou. Chamou-a assim que a viu:

- Depressa, Lunis. Ajuda-me aqui.-

Lunis foi até ao sítio onde estava a sua Mestra. Perto dela, estava uma cápsula espacial branca parcialmente destruída. Lá dentro, estava um homem com uma armadura meio desfeita e ensanguentada. Lunis e Ikinah tiraram-no da nave e levaram-no para a zona médica do Templo.

Lá, deitaram-no numa cama e chamaram as Sacerdotisas- Curandeiras para ajudarem a tratar das feridas.

A zona médica do Templo de Manah era um edifício semelhante ao Templo Principal mas um pouco mais pequeno. Tinha longos corredores que davam para diferentes zonas de tratamento. Em todas as salas, havia um conjunto de camas compridas separadas por cortinas, como se fossem um hospital. Nelas, eram deitados os doentes que eram tratados pelas Sacerdotisas-Curandeiras. Os tratamentos incluíam um pouco de tudo: desde remédios a poções mas também unguentos e tónicos. Quando os problemas não se resolviam com estes métodos, a Sacerdotisa-Mor podia intervir e tratar com um pouco dos seus poderes.

As feridas do homem não eram muito profundas, mas como tinha alguns membros partidos, requeria mais cuidados. Depois de o deixarem, Lunis e Ikinah saíram da zona médica e voltaram para a zona de treinos.

- De que planeta acha que ele veio?- Perguntou Lunis antes de entrar novamente para a sala de treino.

Ikinah franziu um pouco o sobrolho antes de responder:

- Acho que veio de um planeta chamado Vegeta que foi destruído recentemente pelas forças da Lua Negra.- Acrescentou:

- Creio que deve ter sido o único sobrevivente. Teve sorte em ter vindo parar aqui.- Olhou para Lunis e sorriu. Depois, disse:

- Agora, de volta aos treinos. A pausa terminou.-

E entraram na sala.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 1- Prólogo

Olá
Depois da fanfiction sobre Sailor Moon e outros, eis que chega uma sobre outro dos meus anime favoritos: Dragon Ball.
Esta é a primeira de três histórias.
Tal como todas as fanfictions, as personagens oficiais pertencem aos respectivos autores e as outras são minhas.
Vou deixar-vos com o prólogo da primeira parte.
A fanfiction chama-se 'A Guerreira Perdida'.
Espero que gostem.
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Parte 1- O Passado

Lunis e Bardock

Prólogo

O Universo estava em paz, mas por quanto tempo? Era a pergunta que imperava.

Depois de ter destruído o Planeta Vegeta, Friezer parecia ter-se afastado. O que ele não sabia era que ainda havia sobreviventes da explosão, ao contrário do que pensava. Um deles ia a caminho de um planeta longínquo e o outro vagueava pelo espaço ferido, mas vivo.

Tratava-se de um homem de cabelo preto espetado, olhos da mesma cor e cicatriz na cara. Vestia um uniforme de Guerreiro do Espaço mas muito rasgado. Estava a bordo de uma pequena cápsula espacial individual branca com uma janela de vidro fosco. A cápsula vagueava sem rumo até aterrar com estrondo no hangar da Ordem Sagrada da Lua: O Templo de Manah.
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E pronto.
Eu sei que é curto, mas dá para aguçar a curiosidade.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XX

Olá
Aqui fica o último capitulo desta fanfiction.
Espero que gostem.
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XX

A porta da nave abriu-se e Ikinah saiu escoltada pela Guarda Real que a conduziu ao campo de batalha.

Com a batalha, Lua Branca estava diferente: todo o seu esplendor tinha desaparecido. A atmosfera estava mais pesada e espessa. As ruas estavam desertas, as casas destruídas. Havia um silêncio sinistro no ar.

Ikinah e a sua escolta caminhavam a passo lento e pesado, através das ruinas do que outrora tinha sido a mais bela e poderosa cidade de todo o Universo. Caminharam mais um pouco até chegarem ao campo de batalha. O silêncio era terrível.

A um canto, de pé, estava uma figua alta vestida com um fato de combate e uma capa. Era Endimyon. Assim que o viu, Ikinah, correu para ele. Não precisou de perguntar nada pois Endimyon respondeu logo:

- Está na Sala de Reuniões. Siga-me.-

Fez sinal aos soldados para que dispersassem e depois a Ikinah para que o seguisse. Quando chegaram à porta da Sala de Reuniões, Ikinah pediu a Endimyon:

- Majestade, a partir daqui sou eu quem trata deste assunto.- E entrou na sala.

Serenity estava de pé na varanda da Sala de Reuniões com Rini ao seu lado. Tinha um olhar vazio, sem vida. Triste, como se tivesse perdido o esplendor, como o planeta. Olhava em frente sem ver nada. Tinha as mãos no peito.

Nem se apercebeu quando Ikinah entrou e fechou a porta atrás de si. Só sentiu a sua presença quando esta se aproximou da varanda. Num gesto repentino, a Rainha virou-se para a Sacerdotisa-Mor de Manah, abraçou-a e começou a chorar. Era a primeira vez que Serenity chorava. Nunca ninguém a vira chorar, nem sequer a filha. Só Ondine no dia em a sua mãe desaparecera.

Quando conseguiu acalmar-se, largou Ikinah e entraram na sala, Sentaram-se numa ponta da mesa e Rini deitou-se no colo da mãe, enquanto Serenitty lhe acariciava a cabeça. Ficaram em silêncio durante algum tempo, até este ser quebrado por Serenity:

- Mestra, agradeço a sua vinda apesar da neutralidade de Manah.-

Ikinah respondeu:

- Não tens de agradecer, Majestade. Afinal para além de seres minha Rainha, és também uma amiga muito querida e uma das minhas melhores discípulas, que pediu ajuda numa altura de crise.-

Passada a parte dos agradecimentos, Serenity continuou o seu discurso, não deixando de acariciar a filha que permanecia no seu colo:

- Mestra, chamei-a aqui porque, como sabe a situação é muito grave, a técnica falhou e alguns dos membros do Exército Negro conseguiram escapar e a Lunis…- as lágrimas vieram-lhe aos olhos ao lembrar-se do sacrifício da amiga.

- Mas não foi para lhe descrever a situação que a chamei. Chamei-a porque é a única que me pode ajudar neste momento.-

Ikinah perguntou:

- Majestade, o que é que me estás a tentar pedir?-

Serenity respirou fundo, olhou para Rini e depois para Ikinah e disse:

- Acredite que não foi fácil tomar esta decisão, mas tive de o fazer, pelo bem da Lua Branca e do Universo. Vou usar a técnica mais uma vez.-

Ikinah estava perplexa. Ripostou:

- Serenity, isso é muito arriscado! Não vale a pena sacrificares assim a tua vida só para vingares Lunis! Ela escolheu o seu destino para que tu continuasses a proteger toda a gente! Não deixes que o seu sacrifício seja em vão! Pensa nas tuas filhas! O que lhes vai acontecer se a técnica falhar novamente?-

Serenity respondeu:

- É aí que entra. Preciso que leve a Princesa para Manah para junto da irmã e que cuide delas como tem cuidado de Julie.-

Ikinah ainda tentou ripostar, mas a Rainha estava decidida, apenas disse conformada:

- Muito bem, como queiras. Tentarei cumprir esta missão o melhor que souber.-

Depois de Rini se levantar, Serenity e Ikinah levantaram-se também, apertaram as mãos, saíram da Sala de Reuniões e encaminharam-se para o campo de batalha onde Endimyon as esperava.


Entretanto, não muito longe dali, as Princesas Negras e as suas Guardiãs reuniam-se para reorganizar uma estratégia. Estavam sentadas dentro da nave da Lua Negra em círculo no chão e tinham apenas as projecções holográficas como guia, uma vez que todos os outros materiais tinham ficado no Palácio Negro.

Icy estava furiosa por ter perdido grande parte do seu exército, ainda mais por não ter conseguido cumprir o seu plano. Pela primeira vez desde o desaparecimento da sua mãe, tinha chorado.

Antes de a reunião começar, quando iam a caminho do local da nave, Icy não aguentou o choque e desatou a chorar. As irmãs consolaram-na. As Guardiãs ficaram surpresas porque até ali a sua Mestra nunca tinha mostrado sentimentos verdadeiros. Foi ali num caminho escuro e deserto que puderam testemunhar o real sofrimento da Princesa. Perante aquele cenário, fizeram um juramento de nunca mais se separarem das Princesas e que as ajudariam a vingar-se do Exército Real.

-Temos de estar preparadas se a Rainha usar a técnica outra vez.- Disse Icy.

Estava de pé, virada para a janela da nave. As outras continuavam sentadas.

Virou-se e continuou o discurso:

- Bem sei que estamos no limite mas temos de arriscar. Não podemos baixar a guarda só porque estamos em minoria.-

Falava com uma voz suave. Quem a ouvisse pensaria tratar-se de Serenity e não de Icy. Normalmente, a sua voz era mais áspera e fria e não tão delicada como naquele momento.

Todos viam o quão difícil era para Icy superar tudo aquilo. Mesmo sabendo do risco que corria, não desistia e continuava a lutar mesmo que isso significasse ser absorvida e perder os seus poderes.

Depois de ter reflectido um pouco, Icy fez sinal ao seu pequeno exército e às suas irmãs que se levantaram e a seguiram até ao andar superior da nave. Subiram um pequeno conjunto de escadas que conduziam a uma pequena sala de reuniões. Sentaram-se em redor da mesa que havia ao centro. Icy retomou o discurso desta vez com a voz habitual:

- Nesta altura, já foram discutidas e decididas todas as grandes estratégias de batalha.- Fez uma pausa e retomou:

- Desde os primeiros tempos que a Lua Branca e a Lua Negra estão em guerra. E já muitos sacrifícios foram feitos. Este foi só mais um.- Voltou a levantar-se e a dirigir-se para a janela, onde terminou o discurso, retomando o tom de voz suave:

- Por isso, por mais que doa, por mais difícil que seja a situação, o importante é não desistir de lutar até ao fim. Mesmo quando isso significa perdermos todos os nossos poderes.-

Acrescentou:

- A reunião está terminada. Vamos voltar à batalha.- Saíram da sala.


Entretanto, no campo de batalha, Serenity resumia a sua mini-reunião com Ikinah a Endimyon e Aron que concordaram com a estratégia embora o General Aron, tal como Ikinah, achasse a segunda tentativa da Técnica dos Quatro Elementos fosse arriscada.

Anunciada a estratégia ao Exército Real, todos se puseram em guarda à espera do Exército Negro. Enquanto esperava, Serenity voltou a transformar-se em Guerreira da Lua. Depois desse momento, Rini abraçou a mãe e perguntou-lhe:

- Vamos voltar a ver-nos?-

Serenity sorriu e respondeu:

- Claro que sim, minha querida. Prometo. Espera por mim em Manah com a tua irmã. Eu e o vosso pai iremos lá ter.-

As despedidas foram interrompidas pelo riso de Icy vindo de cima de um monte de ruinas do Palácio da Lua que foi acompanhado por um breve discurso com um tom de ironia:

- Majestade, como vês a tua técnica falhou. Nem todo o Exército Negro foi derrotado.- Acrescentou com a mesma ironia um pouco provocadora:

- Vamos ver se desta vez consegues fazer melhor.-

Estas palavras foram a ‘gota de água’ para Serenity: reuniu todo o Exército Real à sua volta e disse:

- Protejam-me minhas Guardiãs. Vou usar a técnica outra vez e posso precisar de vocês a qualquer momento.-

As Guardiãs dispuseram-se em círculo tal como Serenity tinha ordenado. Endimyon estava a seu lado e Aron na retaguarda.

E, mais uma vez, Serenity levantou os braços e fez aparecer uma bola de energia que voltou a erguer-se no céu.

Entretanto, Ikinah levava a Princesa para a sua nave junto ao campo de batalha. Assim que entraram, esta descolou de imediato.

Cá em baixo, no campo de batalha, Serenity apontava a energia para as Princesas Negras e as suas Guardiãs mais uma vez. Mas tal como acontecera da primeira vez, a energia foi desviada pelas Princesas Negras, que foram eliminado os membros do Exército Real. Um a um todos os elementos do Exército Real iam sendo eliminados até chegar a Serenity, Endimyon e Aron.

Quando as Princesas Negras estavam prestes a eliminar os seus pais, Rini gritou da nave:

- Não! Mãe! Pai! Ikinah, deixe-me sair, tenho de os salvar!-

Ikinah tentou demovâ-la:

- Não, Princesa é muito perigoso! Não vás! Podes ser eliminada também!-

Mas Rini estava determinada e implorou a Ikinah já com lágrimas a correrem-lhe pela cara:

- Por favor, Ikinah! São os meus pais! Não posso abandoná-los quando mais prcisam de mim!-

Ao ver a Princesa a chorar, Ikinah viu, momentaneamente, a cara de Lunis quando se sacrificou e compreendeu a aflição dela, mas não podia desobedecer a uma ordem da Rainha.

Então, abriu a janela da nave e invocou outra bola de energia. Rini perguntou:

- O que está a fazer?-

Ikinah respondeu:

- A minimizar os estragos.-

Depois, num gesto contínuo, direccionou a bola para o Exército Negro eliminando-o. Um enorme feixe de luz atravessou toda a superfície da Lua Branca.

Quando finalmente se desvaneceu, não havia sinais do Exército Negro. Os corpos de Serenity e Endimyon jaziam sem forças no chão.

A batalha tinha finalmente chegado ao fim.

 

Fim da 7ª Parte
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Para a próxima, começa uma nova.
Bjs
Joana

 

       

terça-feira, 21 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XIX


Olá
Aqui fica o penúltimo capitulo.
Espero que gostem.
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XIX

A batalha durava há bastante tempo e nenhuma delas parecia querer desistir. Apesar de já terem atingido e ultrapassado o limite das suas forças, as líderes dos Exércitos Real e Negro continuavam a atacar-se, medindo forças com o adversário.

Perante aquele cenário, muitos foram os guardiões que tentaram ajudar as suas líderes e até, no lado da Lua Branca, Rini tentou ajudar a mãe mas esta recusou-se. A Princesa começava a ficar seriamente arrependida de não ter ido para Manah com a irmã. Sempre era mais interessante do que ficar a assistir à batalha entre as Princesas Negras e a sua mãe e não poder ajudar. Lá ao menos podia treinar com Julie e Ikinah e sempre seria mais proveitoso do que estar ali. Apesar disso, havia outra razão para ter ficado: a técnica da mãe. Embora não soubesse muito sobre ela, por não ter estado presente tempo suficiente nos treinos ligados a ela, sabia que Serenity ia precisar dela de alguma maneira.

Mas não era apenas a mãe que a preocupava, também o pai a deixava apreensiva, uma vez que fora o único a apoiar as decisões da mãe quando mais ninguém o fazia. Era aquele que, para além dela e de Lunis, era capaz de oferecer a sua ajuda sem hesitar. E, no entanto, era o único que não tentou em nenhum momento da batalha, ajudar a mulher como o Exército e ela fizeram. Rini estava de pé, na retaguarda da batalha ao lado do pai que, de espada em punho, continuava na mesma posição de quando começou a batalha. Ao olhar para o pai, ali parado de olhar fixo, profundo e penetrante, como se fosse mexer a qualquer momento, entendeu a que tipo de ajuda se referia a mãe quando lhe falou do seu treino especial em Manah: não se tratava de ajuda física mas de ajuda moral e espiritual. E era esse tipo de ajuda que Rini via nos olhos do pai.

Entretanto, no campo de batalha, Serenity conseguira encurralar com a ajuda de Lunis e Bardock, as Princesas Negras já no limite das suas forças. Estava cumprida a primeira parte do plano.

Agora, havia que executar a segunda e mais difícil parte do plano: a evocação da Técnica dos Quatro Elementos. Para a executar, Serenity precisava de muita concentração. Por isso, voltou a transformar-se em Rainha, ergueu as mãos e disse:

- Técnica dos Quatro Elementos, eu te invoco!-

Então, uma luz brilhante surgiu entre as mãos de Serenity e ofuscou a batalha. Depois deste feixe, uma enorme bola de energia surgiu no céu, controlada pela energia de Serenity a qual apontou para as Princesas Negras. Ao ver a energia a descer na sua direcção, Icy e as restantes tentaram travá-la mas foi em vão. A energia concentrada absorvia-as cada vez mais. Nesse momento, Endimyon saiu da sua posição e foi ajudar Serenity. Rini também quis juntar-se mas foi impedida por Lunis que a empurrou para longe. Lunis foi a correr, já com lágrimas nos olhos, para o pé do Casal Real e de Bardock que estava ferido. A grande bola de energia ainda pairava mas parecia parada. De repente, ouviu-se uma gargalhada de Icy. Tinha conseguido controlar a energia e redirecciona-la para Serenity e os restantes. Num acto desesperado, Lunis transformou-se num feixe de luz, mas antes, olhou para Serenity e sorriu com lágrimas nos olhos, a Rainha ainda a tentou impedir:

- Não faças isso, Lunis! Pensa na tua filha! Eu é que deveria sacrificar-me como Rainha!-

Lunis apenas disse:

- Toma conta de todos. Não te preocupes comigo! O Universo precisa mais de ti do que de mim!-

Num gesto empurrou Serenity e Endimyon para fora do alcance da energia e num feixe de luz ela e Bardock desapareceram para sempre juntamente com o Exército Negro, sendo que as Princesas conseguiram escapar com a ajuda dos aliados.

Entretanto, Aron conseguira contactar Ikinah que já estava a caminho da Lua Branca.      
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XVIII

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
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XVIII

A nave aproximava-se devagar de Lua Branca. Nela, iam comodamente sentadas nas suas poltronas de comandante as Princesas Negras e com elas o Exército Negro. Não era muito grande. Tal como das outras vezes em que atacaram, as Princesas Negras optaram por levar a sua nave de combate mais pequena, já que era a única suficientemente discreta para entrar em território inimigo sem ser notada. Era constituída por dois andares. No primeiro, havia uma área de navegação onde estavam os pilotos. No segundo andar, estava o Exército Negro sentado em várias cadeias. Tinha, ainda, um pequeno estrado onde se sentavam as Princesas e as Guardiãs Negras.

Não faltava muito para chegarem a Lua Branca. Em, breve, estariam a penetrar na sua atmosfera. Quando já estavam perto, Icy ordenou que activasse, a barreira invisível de maneira a ficarem invisíveis aos olhos do inimigo.

Mal aterraram em Lua Branca, num campo deserto, a porta abriu-se e penas as Princesas e o Exército Negro saíram nas suas pranchas de transporte. Desta vez, o plano consistia em atacar o Palácio da Lua e eliminar o Exército e a Família Real. Começaram a deslizar suavemente através da Cidade da Lua, parcialmente destruída, até chegarem ao Palácio. Assim que lá chegaram, desmontaram as pranchas e continuaram a pé. Estava tudo demasiado calmo e silencioso. A aparente calma que se fazia sentir nas imediações do Palácio fazia parte do plano da Rainha para atrair o Exército Negro. Nesta altura, já a Rainha e todo o seu exército estavam à espera do inimigo, cá fora no jardim.

Estavam todos transformados e prontos a lutar. A nave para Manah já estava preparada aguardando apenas um sinal da Rainha para avançar. Aron segurava as Princesas que não paravam de perguntar porque não podiam ficar, já que Rini tinha treinado para ajudar a lutar ao lado da mãe e do Exército Real. Serenity pediu a Aron e aos restantes que as deixassem a sós. Todos obedeceram menos Endimyon que fez questão de estar presente para apoiar Serenity caso fosse necessário. Serenity explicou ás filhas e especialmente a Rini que ia usar uma técnica muito perigosa e que era melhor que elas fossem para Manah pois estariam a salvo do inimigo se a técnica corresse mal. Rini, disse, entre lágrimas, algo que impressionou os pais:

- Eu sei que vocês se preocupam com a nossa segurança e connosco, mas deixem-me lutar a vosso lado. Já passámos por situações bem piores que esta e conseguimos superá-las. – Fez uma pausa e continuou:- Lembras-te, mãe, de nos teres contado a história do nosso Reino e dos sacrifícios que a nossa família fez para salvar Lua Branca e todo o Universo da Lua Negra? Pois bem: está na hora de não desistir e continuar a lutar para que possamos ter finalmente paz e equilíbrio. Mas para isso é preciso lutarmos todos juntos. Porque por mais que doa, é necessário lutar até ao fim das nossas forças para que, no fim, todos possamos triunfar contra o mal que se alastra no Universo. Por isso, mãe, peço-te pela nossa família, por Lua Branca e pelo Universos que me deixes ficar e lutar ao vosso lado.-

Quando acabou, abraçou-se à mãe a chorar. Serenity e Endimyon compreenderam que perante aquele discurso emocionado, nada a iria convencer a partir. Por isso, chamaram Aron e disseram-lhe que tinha havido uma mudança de planos: apenas Manity ia para Manah. Rini ia ficar. Aron mostrou-se confuso mas nada disse, voltou para o seu posto perto da nave com a Princesa mais nova e deu ordens para que o Exército Real voltasse para as suas posições onde ficaram a aguardar.

De repente, apareceram as Princesas Negras e, atrás delas, o seu Exército. Ambos avançaram cautelosamente e a batalha começou. Ouviam-se disparos de feixes de energia e de ondas sonoras provocadas pelo Exército Real e feixes negros do Exército Negro.

O que começou por ser uma luta exterior, rapidamente se transformou numa luta interior, entre Guardiãs Reais e Negras. As lutas foram-se intensificando até o Palácio Real ficar parcialmente destruído. Nesse momento, as lutas acabaram e os dois exércitos recuaram para deixarem passar as suas líderes: Serenity e as Princesas Negras. Assim que se viram frente a frente, Icy deu um passo em frente seguida pelas irmãs e dirigiu-se a Serenity com alguma ironia e um sorriso maldoso:

- Encontramo-nos finalmente cara a cara, Majestade.- Começou. Depois, formando uma bola de energia pequena na mão esquerda, prosseguiu:

- Até agora, só nos tínhamos visto ao longe, e devo dizer que a tua casa é bastante agradável e acolhedora.- Fez aumentar a bola e suspendeu-a no ar, fazendo com que aumentasse rapidamente.

Retomou o discurso, apontando para a bola:

- Em breve, aquela bola irá aumentar e levar tudo atrás, não deixando nem uma pedra de pé. É o teu fim, Majestade. Já não falta muito tempo.- Deu uma pequena gargalhada para depois acrescentar, fazendo uma expressão sarcástica de pena:

- O que é uma pena já que era um sítio tão bonito!-

A raiva apoderou-se por completo de Serenity que atacou Icy com um feixe de energia, deitando-a ao chão. A Princesa levantou-se de um salto e contra-atacou.

A partir daquele momento, tinha começado a batalha que ia decidir o destino da Lua Branca e do Universo.
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Bjs
Joana

 

     

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XVII

Olá
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XVII

Quando desligou a chamada, Aron sentiu-se aliviado por saber que as suas suspeitas se confirmaram. A Rainha ia mesmo mandar as filhas para Manah a fim de as manter em segurança até ao fim da guerra.

Mas havia outra questão que o deixava intrigado: porque é que a Rainha o escolhera para Representante da Lua Branca no Conselho Mágico e não Iikinah? Segundo sabia, no Conselho Mágico reuniam-se os Representantes de cada Planeta do Universo ou da Ordem Sagrada a que o seu governante pertencia que, no caso da Lua Branca, era Manah logo deveria ser Ikinah a representante da Lua Branca e não o General Real cujo único dever era proteger o Palácio Real.

Todas estas dúvidas o deixavam ainda mais confuso e desorientado. O seu dever sempre tinha sido treinar e orientar as tropas da Guarda Real. Não conseguia perceber, até que se fez luz na cabeça do General: era por causa do Exército Real. Apenas para descrever a batalha e os feitos heróicos da Aliança do Millennium, de quem sempre tivera uma ligeira inveja pois tinham sempre a atenção especial da Rainha, o que não deixava de ser natural uma vez que era uma amizade antiga no caso dos planetas dos Círculos Inner e Outter. Mas ainda assim achava que era atenção a mais.

O General era um homem tímido que dificilmente mostrava os seus sentimentos, mas a verdade era que sempre tivera desde o primeiro dia em que se apresentou no Palácio como General escolhido pelo Conselho Real, uma terrível paixão pela Rainha, apesar de ela já ser comprometida com Endimyon. Tinha de se controlar, um General não podia ter ciúmes do seu Rei. Devia admirá-lo e protegê-lo tanto a ele como a todo o Reino. Estava ele mergulhado nos seus pensamentos, quando viu uma luz suave vinda do Palácio.

Como estava de pé, correu para a janela próxima da secretária e olhou lá para fora. Os seus olhos ficaram maravilhados com o que via: a Rainha em todo o seu esplendor, com os seus longos cabelos louros dançando ao vento, a sua pele branca e delicada que brilhavam á luz vinda de dentro do seu quarto. Estava vestida com uma camisa de noite de um azul suave como seda que lhe percorria todo o corpo como se um pedaço de céu se tivesse desprendido lá de cima e vindo vestir Serenity.

Aron olhou para a janela ao lado, a do quarto das Princesas e verificou que a luz estava apagada o que o levou a concluir que estariam a dormir.

Voltou á varanda do quarto da Rainha e apenas na fracção de segundo em que se tinha focado no quarto das Princesas, a imagem que tinha abandonado já estava alterada. Agora, havia mais um personagem em cena: era o Rei. Estava de tronco nu, tendo apenas as calças do pijama vestidas, deixando ver os contornos dos seus músculos que, á luz, pareciam feitos de mármore. Tinha aparecido atrás da Rainha, surpreendendo-a mas depois confortando-a por ser apenas o seu amado. Nesse momento, Aron não conseguia desviar os olhos daquela cena. Sabia que Serenity amava Endimyon para além de tudo e todos, mas nunca tinha visto uma demonstração tão pura de verdadeiro amor. Agora, ele entendia porque não devia ter inveja do seu Rei: ele era extremamente carinhoso com a Rainha, acariciando-lhe a face com tal cuidado que parecia que Serenity era feita de cristal e que ele tinha medo que se partisse. Depois, envolveu-a nos seus braços fortes como uma criança quando é protegida pelos pais. A cena só ficou completa quando ela levantou a cabeça suavemente deixando que os seus longos cabelos acariciassem as faces dele, formando uma moldura que culminou no mais delicado dos beijos. Ficaram assim durante algum tempo até Endimyon pegar nela ao colo e levá-la para o quarto e a luz de apagar.

Depois daquele momento, Aron compreendeu mais do que nunca o verdadeiro objectivo do plano da Rainha: proteger aqueles que ama, o marido e as filhas.

Já não havia dúvidas quanto a isso nem quanto á sua representação no Conselho Mágico. Depois de ver o quanto a Rainha amava sua família e o seu Reino, Aron compreendeu que o seu dever não era apenas proteger mas também zelar pelo bem-estar da Família Real e que para isso, iria precisar do Exercito Real se quisesse não só proteger a Lua Branca como todo o Universo da Lua Negra, pois era esse o seu verdadeiro dever não só como General mas também como amigo. E, por isso, iria fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para que a Família Real e o Exército pudessem, de uma vez por todas, derrotar a Lua Negra e salvar o Universo do mal.
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quinta-feira, 16 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XVI

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XVI

Na Lua Negra, as Princesas preparavam o seu próximo ataque. Dado o sucesso das primeiras tentativas, Icy, Darcy e Stormy queriam, mais uma vez, mostrar que eram as mais fortes. Mas havia um grande problema: o Exército Negro já começava a dar sinais de cansaço e isso era preocupante uma vez que estavam tão perto de conseguir uma vitória e o poder absoluto de todo o Universo. Para isso, teriam de arranjar uma estratégia de ataque que fosse capaz de apanhar o Exército Real desprevenido e que os eliminasse de uma vez por todas.

- O cansaço também já se começa a fazer notar no Exército Real. O que nos dá um ligeiro avanço.- Comentou Icy.

Estavam as três sentadas na Sala de Reuniões e olhavam para um amontoado de papéis em cima da mesa que davam conta das últimas informações recolhidas na Lua Branca pelos espiões da Lua Negra.

- Sim, mas não te esqueças que nós também já começamos a não ter forças.- Acrescentou Darcy.

-Estamos definitivamente no limite, manas.- Disse Stormy.

Icy, perante aquela atitude de desânimo das irmãs, ficou furiosa. Levantou-se e bateu com os punhos na mesa:

- Mas vocês só sabem queixar-se? Chega! Não aguento ouvir os vossos lamentos de cansaço. Acham que eu não estou cansada? Acham? Pois também estou no limite e não me queixo! Nós somos as líderes deste planeta e deste Exército! Temos de nos mostrar fortes se quisermos vencer o inimigo! Portanto, parem de se queixar e ajudem-me!- Gritou Icy.

As irmãs ficaram impressionadas com estas palavras. Era isso mesmo que tinham de fazer: não podiam baixar os braços quando estavam tão perto de ganhar.

Nesta altura, as Princesas estavam vestidas com os seus fatos de combate. Estes eram constituídos por calças largas e botas pretas. As camisolas tinham mangas compridas e usavam penteados elaborados e maquilhagem correspondente às suas cores preferidas: azul para Icy, castanho para Darcy e roxo para Stormy. Apesar de estes fatos lhes darem novos poderes, as Princesas também os perdiam mais facilmente do que com os outros, uma vez que se mexiam mais, o que lhes causava um maior desgaste físico e mental.

Depois da reunião, as Princesas decidiram que estava na hora de se prepararem para o próximo ataque. Assim, foram para a varanda do Palácio Negro onde anunciaram ao Exército Negro:

- Escutem bem todos, esta noite vamos atacar a Lua Branca de uma só vez. Temos a certeza que, depois deste ataque, a Rainha e o Exército Real não vão ter coragem para nos enfrentar. Nós estamos em vantagem e vamos continuar até ao fim. Até destruirmos a Lua Branca e vingarmos o que aconteceu à Rainha Nehelenia há 20 anos. Vamos Exército Negro! Avancem para o novo destino!-

E, com estas palavras, as Princesas desapareceram da varanda, para logo aparecerem na sua nave de combate com os Guardiões e Aliados Negros. Com um gesto triunfal, anunciaram a partida para aquela que seria a derradeira batalha.


Entretanto, na Lua Branca, o General Aron dormitava na sua cama, quando recebeu uma chamada. Num primeiro impulso, pensou tratar-se de um sonho, mas logo descobriu que era real. Levantou-se a custo e foi atender. Pegou no comunicador holográfico e carregou no botão para atender. Era de Manah. Assim que apareceu o holograma de Ikinah, Aron atrapalhou-se. Recompôs-se e perguntou com algum sarcasmo:

- A que se deve esta chamada, Mestra? Pensava que Manah não ia participar na guerra.-

O General era um homem de baixa estatura, com um tufo de cabelo castanho na cabeça, um pequeno bigode, cara e corpo rechonchudos, olhos e boca pequeninos. Estava descalço, vestido com as suas roupas de dormir e tinha um ar ensonado devido à chamada inesperada dado o adiantado da hora.

Ikinah respondeu-lhe calma e serenamente:

- General, é verdade que Manah não vai participar na guerra e vamos continuar com essa decisão, mas não é disso que se trata.- Fez uma pausa e continuou: - O assunto é o seguinte: estou-lhe a ligar porque acabo de saber do plano da Rainha para derrotar a Lua Negra.- Fez nova pausa enquanto o General olhava especado para ela.

Ikinah continuou:

- Embora seja arriscado e eu não esteja de acordo, é a única solução que resta. A Rainha avisou-me desse facto, mas uma das razões que me levou a ligar-lhe foi esta: a Rainha está preocupada com a segurança das filhas e pediu-me para as acolher em Manah e para isso precisamos da sua ajuda.-

Fez uma pausa que deu tempo para que o General perguntasse:

- Como poderei ajudar?-

Ao que Ikinah respondeu:

- É simples: basta pedir uma nave de regaste á Rainha.-

Aron estava perplexo. Como é que ele, sendo o General e tendo tantas responsabilidades ia levar duas crianças, ainda para mais as Princesas, numa nave sem chamar a atenção do inimigo?

Ikinah, então, disse:

- A Rainha criará uma barreira que tornará a nave invisível aos olhos do inimigo. Assim que cá chegar, a barreira desaparecerá e estarão em segurança.- Fez uma pausa antes de rematar:

- Portanto, eu só posso desejar boa sorte e esperar que tudo corra bem.-

Depois de respirar um pouco, Ikinah concluiu o discurso:

- Agora, vou contar-lhe a outra razão que me levou a ligar-lhe.-

Respirou fundo e disse com um ar sério e calmo:

- A Rainha contactou-me a seguir á reunião para me falar não só sobre o futuro das filhas, mas também do futuro do Universo e pediu-me para lhe dizer que nomeássemos as Princesas como Regentes e o senhor, General, como Gerente do Reino. Foi por isso que a Rainha o encarregou de levar as Princesas para Manah.-

Aron ficou surpreso com aquela notícia. Não esperava que tanta responsabilidade lhe fosse cair nas mãos. Agora, não só o destino do Reino mas também o do Universo dependia de si se a técnica de Serenity correr mal.
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