Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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XIV
Enquanto todos dormiam na Lua Branca, as três
Princesas da Lua Negra preparavam o ataque. Estavam reunidas no quarto,
sentadas em círculo em volta dos planos que tinham traçado na reunião com o
Exército, ao mesmo tempo que pensavam na ideia de Serpentine. Não tinham nada a
perder se juntassem aquela ideia ao plano de ataque inicial: primeiro, largavam
uma bomba na Cidade da Lua para acordar os soberanos, depois o Exército Negro
invadia o Palácio da Lua fazendo a Família Real prisioneira. Era simples.
No entanto, havia um pormenor que falhava: como
iriam enfraquecer a Barreira Mágica se a Rainha estava a dormir? E ainda o
facto de a Rainha ter reforçado a Aliança do Millennium com os soberanos de
outros Planetas do Universo.
…
Na Lua Branca, nem todos dormiam. O General Aron
revia todos os planos de ataque discutidos na Reunião da Aliança e apresentados
no Relatório Real. Os planos pareciam-lhe bons, mas apesar disso, pressentia
que alguma coisa podia correr mal. Ainda não sabia o que era mas havia algo que
não estava no relatório e que a Rainha não lhe contara e que o estava a
incomodar: porque teria criado uma Barreira Mágica à volta do Planeta se tinha
o Exército Real e a Aliança do Millennium para a proteger? Esta pergunta
pairava na mente do General há já algum tempo. Mas sem nunca obter resposta.
Por inúmeras vezes quisera abordar o assunto com a Rainha, mas nunca o fizera
porque sabia que ela não iria gostar.
Estava ele mergulhado nos seus pensamentos, quando,
de repente, ouviu um estrondo vindo da Cidade da Lua. Foi a correr à janela do
seu quarto e viu uma enorme nuvem de fumo vinda do centro da Cidade. Tentou
procurar o autor daquele atentado em terra mas em vão. Foi então que olhou para
cima e viu, para seu horror, uma nave da Lua Negra com as três Princesas e o
seu Exército a bordo.
Perante aquele cenário, Aron não teve outro remédio
senão avisar a Rainha, mas lembrou-se do que Serenity lhe dissera antes de ir
para Manah : «Se a Lua Negra atacar
durante a noite, avise o Exército Real que depois me comunicará a situação.»
Então, vestiu as roupas de combate, saiu de casa, montou-se na sua prancha
voadora e foi a toda a velocidade para o Simulador Militar.
Quando lá chegou, desceu da prancha, fez continência
ao Sentinela e entrou no Simulador. Lá dentro, havia uma enorme sala de treinos
que atravessou a correr, indo dar a uma porta onde, atrás dela, se encontravam
as cápsulas onde dormiam todos os soldados do Exército Real.
Aron sabia que tinha ser rápido ou a nave da Lua
Negra destruiria a Cidade da Lua toda. Por isso, premiu o botão do lado direito
da porta que abriu as cápsulas e com o barulho acordou os soldados. O General
não precisou de explicar nada pois eles já sabiam o que fazer: Serenity
tinha-lhes contado tudo na reunião. Então, sem mais demoras, cada um pegou nas
suas roupas de combate e lanças e avançou. Nesse mesmo instante, apareceram os
membros da Aliança já transformadas em guerreiras que seguiram o General até ao
Palácio Real.
Chagados ao Palácio, Serenity e Rini já transformadas
estavam à espera deles. Endimyon também se encontrava com elas, vestido com as
suas roupas de combate e de espada em riste. Manity também estava transformada
mas um pouco mais atrás protegida por Lunis e Bardock. Estavam já à porta do
Palácio prontos para começar a batalha. Aron perguntou à Rainha como é que ela
soubera o que tinha acontecido. Ao que Serenity respondeu:
- General, eu e os restantes membros da Aliança
estamos ligados por telepatia. Se algo acontece no Universo e eles estão por
perto avisam-me logo, quer eu esteja a dormir ou não.-
A conversa foi interrompida por um ruido vindo do
céu. O ruido foi acompanhado por três risos estridentes: eram as Princesas
Negras.
Todos, em baixo, permaneceram calados. Em cima, Icy
disse com alguma ironia e um sorriso maldoso na cara:
- Esta noite, Majestade, vamos finalmente destruir o
vosso planeta e vingar a nossa mãe.-
Serenity ripostou com ironia mas mais séria:
- Isso é o que vamos ver, Majestades. Afinal, eu
também quero vingar a minha mãe.-
E, com estas palavras, começou a mais terrível
batalha que o Universo já viu.
…
Durante dias e dias, Lua Branca e Lua Negra
defrontaram-se em batalhas terríveis onde não se sabia qual das duas ia sair
vencedora.
Ambos os exércitos lutaram com todas as forças que
tinham mas já se começava a notar algum cansaço dos dois lados, sendo o maior
desgaste o das suas líderes: quer a Família Real da Lua Branca quer as
Princesas Negras já estavam a ficar sem forças o que obrigou, para alívio de
todos, a uma pausa na batalha.
Assim, voltaram para os respectivos planetas para aí
repousarem e recuperarem forças antes de recomeçarem a lutar. Todos pensavam
que este clima de paz temporário ia durar muito, mas Ikinah e Julie, que
observavam tudo em Manah a partir do Lago Mágico, sabiam que não. E tinham
razão. Passado pouco tempo da pausa, a batalha recomeçou. Desta vez com mais
força do que anteriormente. Pois durante a pausa, as Princesas Negras
conseguiram criar um Exército de Demónios ainda mais poderosos o que dificultou
a tarefa à Lua Branca.
…
Numa noite, enquanto todos dormiam, uma nave da Lua
Branca aterrou em Manah. Julie, que estava a dormir, acordou com o barulho e
foi avisar Ikinah que logo foi ver o que se passava. Era o General Aron e parte
da sua Guarda que tinha escapado à batalha. Trazia uma Autorização Real na qual
se pedia para abrigar qualquer ferido do lado da Lua Branca.
- É muito arriscado, General.- Avisou Ikinah. –
Manah não está suficientemente protegido contra a Lua Negra. Podemos ser
atacados a qualquer momento. E eu não quero perder Julie e o Templo.-
Acrescentou com um ar preocupado.
- Garanto que será apenas provisório.- Adiantou
Aron.- Só até termos o controlo da situação.- Acrescentou.
Ikinah ia responder, mas foi interrompida por Julie
que falou na vez dela:
- General, teríamos muito gosto em ajudar todos os
sobreviventes, mas como a Mestra Ikinah disse, não estamos preparados para um
possível ataque. Tem de arranjar outra forma de abrigar as vítimas. Além disso,
ainda não acabei os meus treinos por isso ainda não vos posso ser útil.-
Declarou Julie.
Perante aquelas palavras e o olhar impressionado de
Ikinah, Aron não teve outro remédio senão voltar para a Lua Branca e contar à
Rainha que perdera um aliado e que o Universo estava, mais uma vez, condenado.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
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