terça-feira, 14 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XIV

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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XIV

Enquanto todos dormiam na Lua Branca, as três Princesas da Lua Negra preparavam o ataque. Estavam reunidas no quarto, sentadas em círculo em volta dos planos que tinham traçado na reunião com o Exército, ao mesmo tempo que pensavam na ideia de Serpentine. Não tinham nada a perder se juntassem aquela ideia ao plano de ataque inicial: primeiro, largavam uma bomba na Cidade da Lua para acordar os soberanos, depois o Exército Negro invadia o Palácio da Lua fazendo a Família Real prisioneira. Era simples.

No entanto, havia um pormenor que falhava: como iriam enfraquecer a Barreira Mágica se a Rainha estava a dormir? E ainda o facto de a Rainha ter reforçado a Aliança do Millennium com os soberanos de outros Planetas do Universo.


Na Lua Branca, nem todos dormiam. O General Aron revia todos os planos de ataque discutidos na Reunião da Aliança e apresentados no Relatório Real. Os planos pareciam-lhe bons, mas apesar disso, pressentia que alguma coisa podia correr mal. Ainda não sabia o que era mas havia algo que não estava no relatório e que a Rainha não lhe contara e que o estava a incomodar: porque teria criado uma Barreira Mágica à volta do Planeta se tinha o Exército Real e a Aliança do Millennium para a proteger? Esta pergunta pairava na mente do General há já algum tempo. Mas sem nunca obter resposta. Por inúmeras vezes quisera abordar o assunto com a Rainha, mas nunca o fizera porque sabia que ela não iria gostar.

Estava ele mergulhado nos seus pensamentos, quando, de repente, ouviu um estrondo vindo da Cidade da Lua. Foi a correr à janela do seu quarto e viu uma enorme nuvem de fumo vinda do centro da Cidade. Tentou procurar o autor daquele atentado em terra mas em vão. Foi então que olhou para cima e viu, para seu horror, uma nave da Lua Negra com as três Princesas e o seu Exército a bordo.

Perante aquele cenário, Aron não teve outro remédio senão avisar a Rainha, mas lembrou-se do que Serenity lhe dissera antes de ir para Manah : «Se a Lua Negra atacar durante a noite, avise o Exército Real que depois me comunicará a situação.» Então, vestiu as roupas de combate, saiu de casa, montou-se na sua prancha voadora e foi a toda a velocidade para o Simulador Militar.

Quando lá chegou, desceu da prancha, fez continência ao Sentinela e entrou no Simulador. Lá dentro, havia uma enorme sala de treinos que atravessou a correr, indo dar a uma porta onde, atrás dela, se encontravam as cápsulas onde dormiam todos os soldados do Exército Real.

Aron sabia que tinha ser rápido ou a nave da Lua Negra destruiria a Cidade da Lua toda. Por isso, premiu o botão do lado direito da porta que abriu as cápsulas e com o barulho acordou os soldados. O General não precisou de explicar nada pois eles já sabiam o que fazer: Serenity tinha-lhes contado tudo na reunião. Então, sem mais demoras, cada um pegou nas suas roupas de combate e lanças e avançou. Nesse mesmo instante, apareceram os membros da Aliança já transformadas em guerreiras que seguiram o General até ao Palácio Real.  

Chagados ao Palácio, Serenity e Rini já transformadas estavam à espera deles. Endimyon também se encontrava com elas, vestido com as suas roupas de combate e de espada em riste. Manity também estava transformada mas um pouco mais atrás protegida por Lunis e Bardock. Estavam já à porta do Palácio prontos para começar a batalha. Aron perguntou à Rainha como é que ela soubera o que tinha acontecido. Ao que Serenity respondeu:

- General, eu e os restantes membros da Aliança estamos ligados por telepatia. Se algo acontece no Universo e eles estão por perto avisam-me logo, quer eu esteja a dormir ou não.-

A conversa foi interrompida por um ruido vindo do céu. O ruido foi acompanhado por três risos estridentes: eram as Princesas Negras.

Todos, em baixo, permaneceram calados. Em cima, Icy disse com alguma ironia e um sorriso maldoso na cara:

- Esta noite, Majestade, vamos finalmente destruir o vosso planeta e vingar a nossa mãe.-

Serenity ripostou com ironia mas mais séria:

- Isso é o que vamos ver, Majestades. Afinal, eu também quero vingar a minha mãe.-

E, com estas palavras, começou a mais terrível batalha que o Universo já viu.


Durante dias e dias, Lua Branca e Lua Negra defrontaram-se em batalhas terríveis onde não se sabia qual das duas ia sair vencedora.

Ambos os exércitos lutaram com todas as forças que tinham mas já se começava a notar algum cansaço dos dois lados, sendo o maior desgaste o das suas líderes: quer a Família Real da Lua Branca quer as Princesas Negras já estavam a ficar sem forças o que obrigou, para alívio de todos, a uma pausa na batalha.

Assim, voltaram para os respectivos planetas para aí repousarem e recuperarem forças antes de recomeçarem a lutar. Todos pensavam que este clima de paz temporário ia durar muito, mas Ikinah e Julie, que observavam tudo em Manah a partir do Lago Mágico, sabiam que não. E tinham razão. Passado pouco tempo da pausa, a batalha recomeçou. Desta vez com mais força do que anteriormente. Pois durante a pausa, as Princesas Negras conseguiram criar um Exército de Demónios ainda mais poderosos o que dificultou a tarefa à Lua Branca.


Numa noite, enquanto todos dormiam, uma nave da Lua Branca aterrou em Manah. Julie, que estava a dormir, acordou com o barulho e foi avisar Ikinah que logo foi ver o que se passava. Era o General Aron e parte da sua Guarda que tinha escapado à batalha. Trazia uma Autorização Real na qual se pedia para abrigar qualquer ferido do lado da Lua Branca.

- É muito arriscado, General.- Avisou Ikinah. – Manah não está suficientemente protegido contra a Lua Negra. Podemos ser atacados a qualquer momento. E eu não quero perder Julie e o Templo.- Acrescentou com um ar preocupado.

- Garanto que será apenas provisório.- Adiantou Aron.- Só até termos o controlo da situação.- Acrescentou.

Ikinah ia responder, mas foi interrompida por Julie que falou na vez dela:

- General, teríamos muito gosto em ajudar todos os sobreviventes, mas como a Mestra Ikinah disse, não estamos preparados para um possível ataque. Tem de arranjar outra forma de abrigar as vítimas. Além disso, ainda não acabei os meus treinos por isso ainda não vos posso ser útil.- Declarou Julie.

Perante aquelas palavras e o olhar impressionado de Ikinah, Aron não teve outro remédio senão voltar para a Lua Branca e contar à Rainha que perdera um aliado e que o Universo estava, mais uma vez, condenado.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

  

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