Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
XVII
Quando desligou a chamada, Aron sentiu-se aliviado
por saber que as suas suspeitas se confirmaram. A Rainha ia mesmo mandar as
filhas para Manah a fim de as manter em segurança até ao fim da guerra.
Mas havia outra questão que o deixava intrigado:
porque é que a Rainha o escolhera para Representante da Lua Branca no Conselho
Mágico e não Iikinah? Segundo sabia, no Conselho Mágico reuniam-se os
Representantes de cada Planeta do Universo ou da Ordem Sagrada a que o seu
governante pertencia que, no caso da Lua Branca, era Manah logo deveria ser
Ikinah a representante da Lua Branca e não o General Real cujo único dever era
proteger o Palácio Real.
Todas estas dúvidas o deixavam ainda mais confuso e
desorientado. O seu dever sempre tinha sido treinar e orientar as tropas da
Guarda Real. Não conseguia perceber, até que se fez luz na cabeça do General:
era por causa do Exército Real. Apenas para descrever a batalha e os feitos
heróicos da Aliança do Millennium, de quem sempre tivera uma ligeira inveja
pois tinham sempre a atenção especial da Rainha, o que não deixava de ser natural
uma vez que era uma amizade antiga no caso dos planetas dos Círculos Inner e
Outter. Mas ainda assim achava que era atenção a mais.
O General era um homem tímido que dificilmente
mostrava os seus sentimentos, mas a verdade era que sempre tivera desde o
primeiro dia em que se apresentou no Palácio como General escolhido pelo
Conselho Real, uma terrível paixão pela Rainha, apesar de ela já ser
comprometida com Endimyon. Tinha de se controlar, um General não podia ter
ciúmes do seu Rei. Devia admirá-lo e protegê-lo tanto a ele como a todo o
Reino. Estava ele mergulhado nos seus pensamentos, quando viu uma luz suave
vinda do Palácio.
Como estava de pé, correu para a janela próxima da
secretária e olhou lá para fora. Os seus olhos ficaram maravilhados com o que
via: a Rainha em todo o seu esplendor, com os seus longos cabelos louros
dançando ao vento, a sua pele branca e delicada que brilhavam á luz vinda de
dentro do seu quarto. Estava vestida com uma camisa de noite de um azul suave
como seda que lhe percorria todo o corpo como se um pedaço de céu se tivesse
desprendido lá de cima e vindo vestir Serenity.
Aron olhou para a janela ao lado, a do quarto das
Princesas e verificou que a luz estava apagada o que o levou a concluir que
estariam a dormir.
Voltou á varanda do quarto da Rainha e apenas na
fracção de segundo em que se tinha focado no quarto das Princesas, a imagem que
tinha abandonado já estava alterada. Agora, havia mais um personagem em cena:
era o Rei. Estava de tronco nu, tendo apenas as calças do pijama vestidas,
deixando ver os contornos dos seus músculos que, á luz, pareciam feitos de
mármore. Tinha aparecido atrás da Rainha, surpreendendo-a mas depois
confortando-a por ser apenas o seu amado. Nesse momento, Aron não conseguia
desviar os olhos daquela cena. Sabia que Serenity amava Endimyon para além de
tudo e todos, mas nunca tinha visto uma demonstração tão pura de verdadeiro
amor. Agora, ele entendia porque não devia ter inveja do seu Rei: ele era extremamente
carinhoso com a Rainha, acariciando-lhe a face com tal cuidado que parecia que
Serenity era feita de cristal e que ele tinha medo que se partisse. Depois,
envolveu-a nos seus braços fortes como uma criança quando é protegida pelos
pais. A cena só ficou completa quando ela levantou a cabeça suavemente deixando
que os seus longos cabelos acariciassem as faces dele, formando uma moldura que
culminou no mais delicado dos beijos. Ficaram assim durante algum tempo até
Endimyon pegar nela ao colo e levá-la para o quarto e a luz de apagar.
Depois daquele momento, Aron compreendeu mais do que
nunca o verdadeiro objectivo do plano da Rainha: proteger aqueles que ama, o
marido e as filhas.
Já não havia dúvidas quanto a isso nem quanto á sua representação
no Conselho Mágico. Depois de ver o quanto a Rainha amava sua família e o seu
Reino, Aron compreendeu que o seu dever não era apenas proteger mas também zelar
pelo bem-estar da Família Real e que para isso, iria precisar do Exercito Real
se quisesse não só proteger a Lua Branca como todo o Universo da Lua Negra,
pois era esse o seu verdadeiro dever não só como General mas também como amigo.
E, por isso, iria fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para que a Família Real
e o Exército pudessem, de uma vez por todas, derrotar a Lua Negra e salvar o
Universo do mal.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Já são os últimos.
Bjs
Joana
Sem comentários:
Enviar um comentário