sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XVII

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

XVII

Quando desligou a chamada, Aron sentiu-se aliviado por saber que as suas suspeitas se confirmaram. A Rainha ia mesmo mandar as filhas para Manah a fim de as manter em segurança até ao fim da guerra.

Mas havia outra questão que o deixava intrigado: porque é que a Rainha o escolhera para Representante da Lua Branca no Conselho Mágico e não Iikinah? Segundo sabia, no Conselho Mágico reuniam-se os Representantes de cada Planeta do Universo ou da Ordem Sagrada a que o seu governante pertencia que, no caso da Lua Branca, era Manah logo deveria ser Ikinah a representante da Lua Branca e não o General Real cujo único dever era proteger o Palácio Real.

Todas estas dúvidas o deixavam ainda mais confuso e desorientado. O seu dever sempre tinha sido treinar e orientar as tropas da Guarda Real. Não conseguia perceber, até que se fez luz na cabeça do General: era por causa do Exército Real. Apenas para descrever a batalha e os feitos heróicos da Aliança do Millennium, de quem sempre tivera uma ligeira inveja pois tinham sempre a atenção especial da Rainha, o que não deixava de ser natural uma vez que era uma amizade antiga no caso dos planetas dos Círculos Inner e Outter. Mas ainda assim achava que era atenção a mais.

O General era um homem tímido que dificilmente mostrava os seus sentimentos, mas a verdade era que sempre tivera desde o primeiro dia em que se apresentou no Palácio como General escolhido pelo Conselho Real, uma terrível paixão pela Rainha, apesar de ela já ser comprometida com Endimyon. Tinha de se controlar, um General não podia ter ciúmes do seu Rei. Devia admirá-lo e protegê-lo tanto a ele como a todo o Reino. Estava ele mergulhado nos seus pensamentos, quando viu uma luz suave vinda do Palácio.

Como estava de pé, correu para a janela próxima da secretária e olhou lá para fora. Os seus olhos ficaram maravilhados com o que via: a Rainha em todo o seu esplendor, com os seus longos cabelos louros dançando ao vento, a sua pele branca e delicada que brilhavam á luz vinda de dentro do seu quarto. Estava vestida com uma camisa de noite de um azul suave como seda que lhe percorria todo o corpo como se um pedaço de céu se tivesse desprendido lá de cima e vindo vestir Serenity.

Aron olhou para a janela ao lado, a do quarto das Princesas e verificou que a luz estava apagada o que o levou a concluir que estariam a dormir.

Voltou á varanda do quarto da Rainha e apenas na fracção de segundo em que se tinha focado no quarto das Princesas, a imagem que tinha abandonado já estava alterada. Agora, havia mais um personagem em cena: era o Rei. Estava de tronco nu, tendo apenas as calças do pijama vestidas, deixando ver os contornos dos seus músculos que, á luz, pareciam feitos de mármore. Tinha aparecido atrás da Rainha, surpreendendo-a mas depois confortando-a por ser apenas o seu amado. Nesse momento, Aron não conseguia desviar os olhos daquela cena. Sabia que Serenity amava Endimyon para além de tudo e todos, mas nunca tinha visto uma demonstração tão pura de verdadeiro amor. Agora, ele entendia porque não devia ter inveja do seu Rei: ele era extremamente carinhoso com a Rainha, acariciando-lhe a face com tal cuidado que parecia que Serenity era feita de cristal e que ele tinha medo que se partisse. Depois, envolveu-a nos seus braços fortes como uma criança quando é protegida pelos pais. A cena só ficou completa quando ela levantou a cabeça suavemente deixando que os seus longos cabelos acariciassem as faces dele, formando uma moldura que culminou no mais delicado dos beijos. Ficaram assim durante algum tempo até Endimyon pegar nela ao colo e levá-la para o quarto e a luz de apagar.

Depois daquele momento, Aron compreendeu mais do que nunca o verdadeiro objectivo do plano da Rainha: proteger aqueles que ama, o marido e as filhas.

Já não havia dúvidas quanto a isso nem quanto á sua representação no Conselho Mágico. Depois de ver o quanto a Rainha amava sua família e o seu Reino, Aron compreendeu que o seu dever não era apenas proteger mas também zelar pelo bem-estar da Família Real e que para isso, iria precisar do Exercito Real se quisesse não só proteger a Lua Branca como todo o Universo da Lua Negra, pois era esse o seu verdadeiro dever não só como General mas também como amigo. E, por isso, iria fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para que a Família Real e o Exército pudessem, de uma vez por todas, derrotar a Lua Negra e salvar o Universo do mal.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Já são os últimos.
Bjs
Joana
   

Sem comentários:

Enviar um comentário