quinta-feira, 2 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- VIII

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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VIII

Vão para o centro da sala e, tal como no primeiro baile, a valsa começa a tocar e eles a dançar. Já não dançavam há muito tempo, mas os movimentos continuavam graciosos. Estavam em perfeita sintonia. O olhar de Serenity reflecte a sua felicidade bem como o de Endimyon.

Entretanto, Amber juntou-se a Lunis. Tem vestido um vestido branco com um cinto castanho e uma longa capa. O cabelo está apanhado numa trança.

Depois da dança, Endimyon encaminha Serenity até ao púlpito onde estão os Tronos Reais. Ajoelha-se na sua frente apoiando um pé no chão. De seguida, tira do bolso, uma pequena caixa que abre e estende a Serenity. Lá dentro, está um anel com um rubi em forma de coração. A pergunta surge emocionada:

- Princesa Serenity da Lua, aceitas casar comigo?-

Serenity está corada e quase não consegue falar, acaba por responder num tom de voz tremido mas feliz:

- Sim, aceito.-

Todos batem palmas aos noivos. Endimyon tira o anel de noivado da caixa e coloca-o no dedo de Serenity. Depois beijam-se o que deixa a multidão ainda mais em êxtase, incluindo Lunis e Amber que estão felizes por eles.

O casamento fica marcado para a próxima estação e a festa continua noite dentro.


Durante o tempo que se seguiu ao noivado, Serenity e Endimyon estiveram separados. Tinham de se inteirar da situação dos respectivos Reinos, tendo Endimyon a tarefa de preparar a irmã para o cargo de Rainha, uma vez que ele ia viver para a Lua Branca.

Serenity nunca tivera jeito para as questões governativas. Eram sempre os pais a tratar disso. Logo após a batalha, o tempo passado em Manah fora para treinar as suas habilidades e poderes. Apesar de ter estudado os pergaminhos e livros da Zona Proibida da Biblioteca de Manah, a qual tinha acesso por ser da Realeza, a prática era muito diferente. Havia demasiadas coisas para resolver e ela não sabia se seria capaz de dar conta do recado. Mas com a ajuda de Lunis e do resto do Conselho Real, tudo iria correr bem.

Os meses foram passando até que chegou o dia do casamento.

As ruas da Cidade da Lua estavam todas enfeitadas com flores brancas para o casamento. Ikinah tinha vindo presidir á cerimónia como Sacerdotisa-Mor de Manah e responsável por fazer cumprir a Lei Mágica do Casamento.

Todos estavam felizes neste dia. O Palácio estava uma confusão: na Sala do Trono, eram ultimados os pormenores para a Coroação e para a cerimónia. A sala estava enfeitada com grinaldas de flores brancas e cor-de-rosa. Os criados e os jardineiros reais preparavam as salas para o copo-d’água e o jardim para os convidados.

No Quarto Real, Serenity preparava-se para o casamento. O seu vestido estava sobre a cama e Lunis penteava-lhe o seu longo cabelo louro, enquanto outras criadas lhe lavavam, massajavam e pintavam as unhas dos pés e das mãos.

No quarto ao lado, a azáfama era a mesma: o Príncipe Endimyon era ajudado pelos seus lacaios e por Amber a preparar-se para o casamento.

Quando saíram dos quartos, os noivos dirigiram-se para a Sala do Trono. Estavam ambos muito bonitos: vestidos de branco, a cor da Lua Branca. Endimyon vestia um fato branco constituído por um casaco, uma camisa, umas calças, um laço e sapatos. Serenity vestia um vestido comprido de saia rodada, branco, com dois chumaços para os ombros, um grande bouquet de flores brancas e cor-de-rosa nas mãos. No cabelo, tinha dois tufos de flores brancas por cima do seu penteado habitual. O vestido tinha, ainda, uma grande cauda. Na testa, usava uma tiara com um pingente vermelho que segurava o enorme véu de tule. Calçava sabrinas branco-pérola.

A cerimónia teve lugar na Sala do Trono, onde se procedeu á Coroação dos novos soberanos da Lua Branca. A Rainha Serenity e o Rei Endimyon. O Rei recebeu os símbolos da Lua Branca: a coroa e a Lua Amarela na testa.

Depois de realizada a cerimónia, o casal dirigiu-se para fora do Palácio, através de um caminho com uma passadeira vermelha que, no fim, tinha um arco de flores. Ao longo desse corredor, todos deram vivas aos noivos, enquanto atiravam flores e arroz. No final do percurso, havia uma carruagem que os levou ao sítio onde era o copo-d’água. Um grande pátio ao ar livre com muitas mesas e cadeiras sendo a maior para os noivos e seus conselheiros mas também para Amber e Ikinah.

A festa prolongou-se pelo dia e noite. Quando finalmente acabou, os noivos ficaram sozinhos na varanda do Palácio que dava para o pátio onde tinha sido realizada a festa. Estavam de pé, abraçados. O véu dela estava pousado no parapeito e a cauda prolongava-se pelo chão. Então, Endimyon disse:

- Agora que estamos casados é preciso pensar numa maneira de derrotar a Lua Negra e vingar os nossos pais.-

Serenity respondeu:

- Sim, mas agora não pensemos nisso e vamos aproveitar o que resta desta linda noite.-

Ao que Endimyon respondeu:

- Sim, tens razão. Não pensemos nisso agora porque ainda é cedo. Vamos dedicar esta noite apenas ao amor e nada mais.-

Depois, segurou-a delicadamente pela cintura, puxou-a para si e beijou-a ternamente nos lábios. A seguir, pegou nela ao colo, saíram da varanda, atravessaram a sala e subiram para o Quarto Real.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
        

 

 

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