quarta-feira, 29 de maio de 2019

A Guerreira Perdida- Parte 1- II

Olá
Aqui fica mais um capitulo da primeira parte.
Espero que gostem.
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II

Depois de terminar os treinos e antes de voltar a Lua Branca, Lunis foi até à zona médica ver o novo doente. Tinha ficado curiosa em relação a ele. Nunca tinha visto outros seres para além da Aliança do Millennium apenas ouvira falar e lera nos livros do Templo.

Atravessou o corredor deserto e semiescuro. Quando chegou à porta da enfermaria onde ele estava, hesitou um pouco. O seu coração começou a bater aceleradamente. Rodou a maçaneta e entrou. Percorreu o longo corredor de camas até chegar aquela onde estava o Guerreiro do Espaço. Abeirou-se dela e pôs-se a admirar a sua esbelta figura adormecida e cheia de ligaduras.

Não era nem muito alto nem muito baixo, tinha várias cicatrizes pelo corpo, o que demonstrava que já passara por muito apesar de parecer que não tinha mais que a idade dela. Por baixo do lençol, podia distinguir a sua musculatura bem desenvolvida. Tinha o cabelo preto espetado e dormia confortavelmente na cama. De repente, algo caiu para o lado. Era a sua cauda. Um membro castanho e peludo. Já tinha ouvido histórias de como os Guerreiros do Espaço podiam adquirir mais poder através das suas caudas quando olhavam directamente para a lua. A energia libertada reagia com a sua e fazia com que se transformassem em macacos gigantes que muito facilmente perdiam o controlo. A única forma de voltarem a si era através da remoção da cauda.

Curiosa como era, resolveu testar essa teoria. Assim não corriam o risco de ver o Templo e todas as suas imediações destruídas. Aproximou-se do sítio de onde pendia a cauda. Pegou-lhe ao de leve. Era macia e suave. Bem diferente do que imaginara. Bastou-lhe um simples puxão para que ela caísse. O Guerreiro, sentindo algo, abriu os olhos e perguntou num tom de voz fraco, mas audível por Lunis:

- Quem está aí? Mostra-te!-

Ela levantou-se muito timidamente e até com um ar um pouco assustado. Foi novamente para a cabeceira da cama e respondeu num fio de voz:

- Chamo-me Lunis e sou Discípula da Sacerdotisa- Mor.- Apressou-se a acrescentar:

- Estou a treinar para ser Conselheira Real da Lua e peço desculpa por te ter incomodado mas fiquei curiosa.-

Encolheu-se como se esperasse uma reprimenda, mas tudo o que ouviu foi uma risada fraca. Voltou à posição inicial e viu que o Guerreiro estava a sorrir. Sentiu-se a corar. Ele parou de rir. Ficaram a olhar-se durante um bocado. Os seus olhos pretos eram penetrantes mas meigos ao mesmo tempo. Quase como se vissem através dela. Depois, lembrou-se que tinha de voltar e apressou-se a ir para a saída. Foi impedida por ele que a agarrou no pulso e lhe disse antes de ela sair a correr:

- Chamo-me Bardock. Vem ver-me mais vezes.-

Lunis sentiu-se novamente a corar e sai dali para o hangar o mais depressa que conseguiu.


A partir daquele dia, Lunis passou a visitar Bardock todos os dias a seguir aos treinos. Mesmo quando Serenity também ia ela fazia questão de o ver. E, com o passar do tempo, a amizade tornou-se cada vez mais profunda e ia-se transformando em algo mais.

A cada dia, Lunis levava algo diferente para fazer com Bardock: lia-lhe livros da Biblioteca, contava-lhe como estavam a correr os treinos. Em troca, ele contava-lhe mais sobre o seu planeta e a família que deixara para trás. Sempre que falava deles, os seus olhos enchiam-se de lágrimas. Lunis consolava-o sempre com palavras de afeição.

Quando Bardock já se sentia em condições para sair do quarto, Lunis levava-o a passear pelos jardins do Templo e, por vezes, faziam alguns exercícios para treinar os músculos. No final de cada passeio, havia sempre mais uma ligadura para tirar e Bardock is ficando cada vez melhor. Lunis estava feliz com a sua recuperação mas ao mesmo tempo invadia-a uma angústia por ter de o deixar ir embora quando estivesse totalmente recuperado. Mas Bardock parecia não querer separar-se dela. Não tinha sítio para onde ir uma vez que o seu planeta tinha sido destruído e o paradeiro dos seus filhos era desconhecido. Por isso, decidiu ficar em Manah até saber exactamente o que fazer a seguir. Esta decisão deixou Lunis muito feliz. O sentimento que nutriam um pelo outro crescia a cada dia e um dia mostrou-se.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
 

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