quinta-feira, 16 de maio de 2019

A Lenda da Lua Branca- Parte 7- XVI

Olá
Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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XVI

Na Lua Negra, as Princesas preparavam o seu próximo ataque. Dado o sucesso das primeiras tentativas, Icy, Darcy e Stormy queriam, mais uma vez, mostrar que eram as mais fortes. Mas havia um grande problema: o Exército Negro já começava a dar sinais de cansaço e isso era preocupante uma vez que estavam tão perto de conseguir uma vitória e o poder absoluto de todo o Universo. Para isso, teriam de arranjar uma estratégia de ataque que fosse capaz de apanhar o Exército Real desprevenido e que os eliminasse de uma vez por todas.

- O cansaço também já se começa a fazer notar no Exército Real. O que nos dá um ligeiro avanço.- Comentou Icy.

Estavam as três sentadas na Sala de Reuniões e olhavam para um amontoado de papéis em cima da mesa que davam conta das últimas informações recolhidas na Lua Branca pelos espiões da Lua Negra.

- Sim, mas não te esqueças que nós também já começamos a não ter forças.- Acrescentou Darcy.

-Estamos definitivamente no limite, manas.- Disse Stormy.

Icy, perante aquela atitude de desânimo das irmãs, ficou furiosa. Levantou-se e bateu com os punhos na mesa:

- Mas vocês só sabem queixar-se? Chega! Não aguento ouvir os vossos lamentos de cansaço. Acham que eu não estou cansada? Acham? Pois também estou no limite e não me queixo! Nós somos as líderes deste planeta e deste Exército! Temos de nos mostrar fortes se quisermos vencer o inimigo! Portanto, parem de se queixar e ajudem-me!- Gritou Icy.

As irmãs ficaram impressionadas com estas palavras. Era isso mesmo que tinham de fazer: não podiam baixar os braços quando estavam tão perto de ganhar.

Nesta altura, as Princesas estavam vestidas com os seus fatos de combate. Estes eram constituídos por calças largas e botas pretas. As camisolas tinham mangas compridas e usavam penteados elaborados e maquilhagem correspondente às suas cores preferidas: azul para Icy, castanho para Darcy e roxo para Stormy. Apesar de estes fatos lhes darem novos poderes, as Princesas também os perdiam mais facilmente do que com os outros, uma vez que se mexiam mais, o que lhes causava um maior desgaste físico e mental.

Depois da reunião, as Princesas decidiram que estava na hora de se prepararem para o próximo ataque. Assim, foram para a varanda do Palácio Negro onde anunciaram ao Exército Negro:

- Escutem bem todos, esta noite vamos atacar a Lua Branca de uma só vez. Temos a certeza que, depois deste ataque, a Rainha e o Exército Real não vão ter coragem para nos enfrentar. Nós estamos em vantagem e vamos continuar até ao fim. Até destruirmos a Lua Branca e vingarmos o que aconteceu à Rainha Nehelenia há 20 anos. Vamos Exército Negro! Avancem para o novo destino!-

E, com estas palavras, as Princesas desapareceram da varanda, para logo aparecerem na sua nave de combate com os Guardiões e Aliados Negros. Com um gesto triunfal, anunciaram a partida para aquela que seria a derradeira batalha.


Entretanto, na Lua Branca, o General Aron dormitava na sua cama, quando recebeu uma chamada. Num primeiro impulso, pensou tratar-se de um sonho, mas logo descobriu que era real. Levantou-se a custo e foi atender. Pegou no comunicador holográfico e carregou no botão para atender. Era de Manah. Assim que apareceu o holograma de Ikinah, Aron atrapalhou-se. Recompôs-se e perguntou com algum sarcasmo:

- A que se deve esta chamada, Mestra? Pensava que Manah não ia participar na guerra.-

O General era um homem de baixa estatura, com um tufo de cabelo castanho na cabeça, um pequeno bigode, cara e corpo rechonchudos, olhos e boca pequeninos. Estava descalço, vestido com as suas roupas de dormir e tinha um ar ensonado devido à chamada inesperada dado o adiantado da hora.

Ikinah respondeu-lhe calma e serenamente:

- General, é verdade que Manah não vai participar na guerra e vamos continuar com essa decisão, mas não é disso que se trata.- Fez uma pausa e continuou: - O assunto é o seguinte: estou-lhe a ligar porque acabo de saber do plano da Rainha para derrotar a Lua Negra.- Fez nova pausa enquanto o General olhava especado para ela.

Ikinah continuou:

- Embora seja arriscado e eu não esteja de acordo, é a única solução que resta. A Rainha avisou-me desse facto, mas uma das razões que me levou a ligar-lhe foi esta: a Rainha está preocupada com a segurança das filhas e pediu-me para as acolher em Manah e para isso precisamos da sua ajuda.-

Fez uma pausa que deu tempo para que o General perguntasse:

- Como poderei ajudar?-

Ao que Ikinah respondeu:

- É simples: basta pedir uma nave de regaste á Rainha.-

Aron estava perplexo. Como é que ele, sendo o General e tendo tantas responsabilidades ia levar duas crianças, ainda para mais as Princesas, numa nave sem chamar a atenção do inimigo?

Ikinah, então, disse:

- A Rainha criará uma barreira que tornará a nave invisível aos olhos do inimigo. Assim que cá chegar, a barreira desaparecerá e estarão em segurança.- Fez uma pausa antes de rematar:

- Portanto, eu só posso desejar boa sorte e esperar que tudo corra bem.-

Depois de respirar um pouco, Ikinah concluiu o discurso:

- Agora, vou contar-lhe a outra razão que me levou a ligar-lhe.-

Respirou fundo e disse com um ar sério e calmo:

- A Rainha contactou-me a seguir á reunião para me falar não só sobre o futuro das filhas, mas também do futuro do Universo e pediu-me para lhe dizer que nomeássemos as Princesas como Regentes e o senhor, General, como Gerente do Reino. Foi por isso que a Rainha o encarregou de levar as Princesas para Manah.-

Aron ficou surpreso com aquela notícia. Não esperava que tanta responsabilidade lhe fosse cair nas mãos. Agora, não só o destino do Reino mas também o do Universo dependia de si se a técnica de Serenity correr mal.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana

    

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