Aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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XVI
Na Lua Negra, as Princesas preparavam o seu próximo
ataque. Dado o sucesso das primeiras tentativas, Icy, Darcy e Stormy queriam,
mais uma vez, mostrar que eram as mais fortes. Mas havia um grande problema: o
Exército Negro já começava a dar sinais de cansaço e isso era preocupante uma
vez que estavam tão perto de conseguir uma vitória e o poder absoluto de todo o
Universo. Para isso, teriam de arranjar uma estratégia de ataque que fosse
capaz de apanhar o Exército Real desprevenido e que os eliminasse de uma vez
por todas.
- O cansaço também já se começa a fazer notar no
Exército Real. O que nos dá um ligeiro avanço.- Comentou Icy.
Estavam as três sentadas na Sala de Reuniões e
olhavam para um amontoado de papéis em cima da mesa que davam conta das últimas
informações recolhidas na Lua Branca pelos espiões da Lua Negra.
- Sim, mas não te esqueças que nós também já
começamos a não ter forças.- Acrescentou Darcy.
-Estamos definitivamente no limite, manas.- Disse Stormy.
Icy, perante aquela atitude de desânimo das irmãs,
ficou furiosa. Levantou-se e bateu com os punhos na mesa:
- Mas vocês só sabem queixar-se? Chega! Não aguento
ouvir os vossos lamentos de cansaço. Acham que eu não estou cansada? Acham?
Pois também estou no limite e não me queixo! Nós somos as líderes deste planeta
e deste Exército! Temos de nos mostrar fortes se quisermos vencer o inimigo!
Portanto, parem de se queixar e ajudem-me!- Gritou Icy.
As irmãs ficaram impressionadas com estas palavras.
Era isso mesmo que tinham de fazer: não podiam baixar os braços quando estavam
tão perto de ganhar.
Nesta altura, as Princesas estavam vestidas com os
seus fatos de combate. Estes eram constituídos por calças largas e botas
pretas. As camisolas tinham mangas compridas e usavam penteados elaborados e
maquilhagem correspondente às suas cores preferidas: azul para Icy, castanho
para Darcy e roxo para Stormy. Apesar de estes fatos lhes darem novos poderes,
as Princesas também os perdiam mais facilmente do que com os outros, uma vez
que se mexiam mais, o que lhes causava um maior desgaste físico e mental.
Depois da reunião, as Princesas decidiram que estava
na hora de se prepararem para o próximo ataque. Assim, foram para a varanda do
Palácio Negro onde anunciaram ao Exército Negro:
- Escutem bem todos, esta noite vamos atacar a Lua
Branca de uma só vez. Temos a certeza que, depois deste ataque, a Rainha e o
Exército Real não vão ter coragem para nos enfrentar. Nós estamos em vantagem e
vamos continuar até ao fim. Até destruirmos a Lua Branca e vingarmos o que
aconteceu à Rainha Nehelenia há 20 anos. Vamos Exército Negro! Avancem para o
novo destino!-
E, com estas palavras, as Princesas desapareceram da
varanda, para logo aparecerem na sua nave de combate com os Guardiões e Aliados
Negros. Com um gesto triunfal, anunciaram a partida para aquela que seria a
derradeira batalha.
…
Entretanto, na Lua Branca, o General Aron dormitava
na sua cama, quando recebeu uma chamada. Num primeiro impulso, pensou tratar-se
de um sonho, mas logo descobriu que era real. Levantou-se a custo e foi
atender. Pegou no comunicador holográfico e carregou no botão para atender. Era
de Manah. Assim que apareceu o holograma de Ikinah, Aron atrapalhou-se.
Recompôs-se e perguntou com algum sarcasmo:
- A que se deve esta chamada, Mestra? Pensava que
Manah não ia participar na guerra.-
O General era um homem de baixa estatura, com um
tufo de cabelo castanho na cabeça, um pequeno bigode, cara e corpo
rechonchudos, olhos e boca pequeninos. Estava descalço, vestido com as suas
roupas de dormir e tinha um ar ensonado devido à chamada inesperada dado o
adiantado da hora.
Ikinah respondeu-lhe calma e serenamente:
- General, é verdade que Manah não vai participar na
guerra e vamos continuar com essa decisão, mas não é disso que se trata.- Fez
uma pausa e continuou: - O assunto é o seguinte: estou-lhe a ligar porque acabo
de saber do plano da Rainha para derrotar a Lua Negra.- Fez nova pausa enquanto
o General olhava especado para ela.
Ikinah continuou:
- Embora seja arriscado e eu não esteja de acordo, é
a única solução que resta. A Rainha avisou-me desse facto, mas uma das razões
que me levou a ligar-lhe foi esta: a Rainha está preocupada com a segurança das
filhas e pediu-me para as acolher em Manah e para isso precisamos da sua
ajuda.-
Fez uma pausa que deu tempo para que o General
perguntasse:
- Como poderei ajudar?-
Ao que Ikinah respondeu:
- É simples: basta pedir uma nave de regaste á
Rainha.-
Aron estava perplexo. Como é que ele, sendo o
General e tendo tantas responsabilidades ia levar duas crianças, ainda para
mais as Princesas, numa nave sem chamar a atenção do inimigo?
Ikinah, então, disse:
- A Rainha criará uma barreira que tornará a nave
invisível aos olhos do inimigo. Assim que cá chegar, a barreira desaparecerá e
estarão em segurança.- Fez uma pausa antes de rematar:
- Portanto, eu só posso desejar boa sorte e esperar
que tudo corra bem.-
Depois de respirar um pouco, Ikinah concluiu o
discurso:
- Agora, vou contar-lhe a outra razão que me levou a
ligar-lhe.-
Respirou fundo e disse com um ar sério e calmo:
- A Rainha contactou-me a seguir á reunião para me
falar não só sobre o futuro das filhas, mas também do futuro do Universo e
pediu-me para lhe dizer que nomeássemos as Princesas como Regentes e o senhor,
General, como Gerente do Reino. Foi por isso que a Rainha o encarregou de levar
as Princesas para Manah.-
Aron ficou surpreso com aquela notícia. Não esperava
que tanta responsabilidade lhe fosse cair nas mãos. Agora, não só o destino do
Reino mas também o do Universo dependia de si se a técnica de Serenity correr
mal.
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E pronto.
Mais uma vez, espero que gostem.
Bjs
Joana
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